Foi encontrada uma tartaruga morta, no passado mês de abril, pelos técnicos da empresa “Flying Sharks” a cerca de 5 metros de profundidade perto do Porto de Castelo Branco.
Esta tartaruga, da espécie Caretta caretta, não apresentava carapaça nem carne e os cortes no plastrão (parte ventral) evidenciavam tratar-se de uma captura ilegal. Este juvenil, que se estima ter cerca de 8-10 anos, já teria percorrido milhares de quilómetros para chegar aos Açores, a sua área de alimentação e repouso.
Apesar da tartaruga-boba (Caretta caretta) ser a tartaruga marinha mais comum no arquipélago dos Açores, é uma espécie protegida e em vias de extinção.
De acordo com a lei em vigor, é proibido capturar, abater ou deter tartarugas marinhas, sendo que as contraordenações podem variar entre 125,00 € e 3.740,00 €, aplicável a pessoas singulares, e 3.990,00 € a 44.890,00 €, no caso de pessoas coletivas.