A cidade da Horta foi o local escolhido para acolher as comemorações do Dia da Marinha em 2014.
As atividades decorreram durante dez dias e englobaram uma série de iniciativas, desde pesca, vela ligeira, vela de cruzeiro, baptismos de mergulho, a sessões de esclarecimento e visitas guiadas aos alunos dos estabelecimentos escolares da ilha do Faial.
Neste âmbito decorreu ainda um passeio de cicloturismo ao longo dos farolins do Faial, como palestras e exposições fotográficas.
Tribuna das Ilhas acompanhou a atividade “Uma manhã na vida de um profissional”, que decorreu na Capitania do Porto da Horta e, posteriormente, a bordo da corveta Baptista de Andrade. Durante esta atividade, o grupo de alunos do 12.º ano participante, participou fiscalização a uma embarcação de pesca, numa navegação na semirígida do ISN e uma visita à lota.
No final da atividade o agrado dos alunos era evidente. Ana Cebola, aluna do 12 .º ano considera este tipo de iniciativas muito positiva umas vez que “estamos numa altura em que somos confrontados com a escolha sobre o nosso futuro e assim é-nos possível ver como se trabalha cá dentro, quais os objetivos específicos, como tudo se processa”.
A jovem, que admitiu ao Tribuna das Ilhas que a parte que mais gostou foi manusear as armas e andar de semi-rígido, confessa que as suas pretensões sempre passaram por integrar o exército, “com esta visita o meu interesse com certeza que aumentou. Tenho noção de que conjugar família e exército é complicado, mas com esta informação toda sobre a polícia marítima e vendo todo o poder que esta profissão nos dá, ficou desperto o interesse”.
Já Patrícia Garcia, outra aluna do 12.º ano, disse-nos que “gostava muito de conseguir entrar numa força deste género.”
Sobre a iniciativa em que participou, afirma que “é de louvar, uma vez que permite, a quem está com dúvidas no seu curso, consegue saber como as coisas funcionam e como tudo se processa”.
Na Horta deste setembro de 2013, o Capitão do Porto da Horta e de Santa Cruz das Flores, o capitão Vieira Branco disse ao Tribuna das Ilhas que “esta descentralização de atividades comemorativas tem como objetivo mostrar a toda a população o que a Marinha desenvolve”.
As atividades foram, conforme já referimos, variadas e envolveram a comunidade escolar para que “pudéssemos dar a conhecer aos jovens as nossas valências uma vez que são eles o nosso futuro e a nossa base de recrutamento e porque a marinha vive das pessoas. A necessidade de recrutamento é constante, pelo que é importante termos voluntários que queiram integrar os nossos quadros”.
No entanto decorreram uma série de iniciativas abertas à comunidade, que foram promovidas em conjunto com outras entidades e forças vivas da ilha. De acordo com aquele responsável, “uma das nossas preocupações é juntar sinergias com as entidades locais, porque entendemos ser uma forma de mostrar abertura uma vez que não faz sentido a estas instituições do estado trabalhar senão em rede”.
O Capitão Vieira Branco diz que o trabalho da Marinha é acarinhado e bem recebido pela população, até porque é muito presente aqui, “penso que as pessoas não sabem distinguir as funções de marinha, capitania, polícia marítima, mas também não me parece que isso seja o mais importante. É importante sim que alguém exerça essa função. Acho sinceramente que os açorianos contam com a Marinha no seu dia-a-dia e que a Marinha corresponde às solicitações”.
Com o aproximar o verão há um aumento do trabalho destas forças de intervenção. Vieira Branco diz a este semanário que “o quadro de pessoal nunca é suficiente, gostaria de ter mais elementos aqui a exercer, mas o pessoal que tenho responde ao que é pedido. Penso que temos alguma falta de efetivos para cumprirmos com maior eficácia o que nos é pedido, mas dentro dos nossos recursos, conseguimos dar resposta de forma racional”.