As comemorações dos 500 anos do povoamento da freguesia de Castelo Branco iniciaram-se a 26 de junho e só findam em 2015, mas foi no passado dia 10, dia em que há 500 anos, o Rei D. Manuel reconheceu o povoado de Castelo Branco através da concepção de alvará e ornamentos para a prática do culto religioso, que se assinalou o exponente máximo das comemorações.
Assim, celebrou-se o Dia da Freguesia, que começou com o hastear das bandeiras. Pelas 19h00 foi realizado o descerramento da Placa oferecida pela Junta de Freguesia como homenagem do povo albicastrense à sua igreja e seguiu-se Missa Solene, celebrada pelo Bispo da Diocese de Angra do Heroísmo, D. António de Sousa Braga.
A abertura da Sessão Solene evocativa do Dia da Freguesia foi feita por Vítor Pimentel, presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, que iniciou o discurso invocando o passado, homenageando todos os albicastrenses que de alguma maneira contribuíram para o desenvolvimento da freguesia.
Nas palavras do presidente “é possível fazer mais e melhor quando se conjugam esforços no sentido de fazer investimentos”, apelando de alguma forma às entidades que se encontravam no aniversário da freguesia, para que os futuros projetos da freguesia não ficassem esquecidos. A requalificação do Morro de Castelo Branco através de investimento público, trará um acréscimo à oferta de turismo rural da freguesia, incluindo neste espaço um posto de observação de aves e um trilho pedestre.
No final do seu discurso, Vítor Pimentel, não esqueceu o agradecimento à sua “equipa” pelo “excelente trabalho que tem vindo a desempenhar na junta”. E pondo um sorriso na cara de todas as entidades e comunidade presente, acabou o seu discurso afirmando “como é bom viver em Castelo Branco”.
O presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo, a presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Ana Luís e o secretário Regional da Agricultura e Ambiente, Luís Neto Viveiros, também participaram na celebração e proclamaram algumas palavras de apreço aos albicastrenses.
A freguesia de Castelo Branco, apresentou também o seu hino, com letra de José Braia Ferreira e música de José Amorim de Carvalho.
Estiveram ainda presentes na cerimónia dois representantes de Castelo Branco da Beira Baixa, no continente, freguesia que tem vindo a desenvolver um intercâmbio com a freguesia de Castelo Branco aqui no Faial.
O presidente albicastrense continental fez questão de dar a Castelo Branco, do Faial, uma distinção honorífica entregue pela primeira vez: uma medalha de ouro.
Também os faialenses distinguiram Castelo Branco da Beira Baixa com uma placa de homenagem. As homenagens não ficaram por aqui, e com justa causa, subiram ao palco os presidentes do pós 25 abril, para que lhes fossem atribuídas as devidas honras. Foram homenageados pelos cargos que ocuparam na autarquia: José Leal de Faria, presidente da Junta de freguesia de Castelo Branco nos mandatos de 1977-1979 e 1982-1985, José Pimentel, presidente no período de 1979-1982, Isildo Caldeira, o autarca que executou 4 mandatos seguidos entre 1985 e 2001 e Luís Botelho, que prestou funções de 2001 a 2013.