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01
agosto

Águas vivas têm-se revelado um incomodo para os banhistas

Escrito por  Nuno Avelar
Publicado em Reportagem
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Com a chegada do calor e dos dias de sol, os banhos de água 

salgada tornam-se quase imperativos. Crianças, jovens e adultos enchem as praias, piscinas e portos com o colorido dos fatos de banho e afins. No entanto, de há alguns anos para cá a costa faialense tem andado “crivada” de seres indesejáveis e algo dolorosos… as águas vivas!

 

A preocupação da população faialense em relação a este tema tem vindo a aumentar, visto que, segundo parece, as águas vivas também.

Todos os anos é habitual serem avistadas águas vivas, contudo, nos últimos anos têm aparecido com mais frequência e em maior número, deixando os banhistas pouco satisfeitos.

Na procura de uma resposta a este fenómeno o Tribuna das Ilhas contatou o Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP), nomeadamente o Biólogo, João Gonçalves, e a estagiária e estudante do departamento, Mónica Silva.

João Gonçalves começou por esclarecer que infelizmente não há qualquer tipo de estudo/investigação que permita revelar com exatidão este fenómeno das águas vivas, contudo afirma que no futuro seria uma investigação interessante de se fazer.

“Tenho pena que não haja este tipo de investigação, pois aqui nos Açores, penso que no futuro, será preciso haver um programa de observação de longo termo, para ver se de facto se notam estas tendências de aumento do número das águas vivas” afirmou.

Confrontado com a possibilidade do aumento das águas vivas estar relacionado com a diminuição das tartarugas no nosso mar, o biólogo clarifica que “é provável que esse fenómeno tenha alguma associação à diminuição das tartarugas, que infelizmente, começam a morrer indevidamente, principalmente, devido ao lixo, porque as tartarugas alimentam-se de medusas e confundem facilmente o plástico com alimento, o que provoca a sua morte. É óbvio que não havendo tantos predadores o aumento da águas vivas é inevitável” explicou João Gonçalves.

As vastas aglomerações de águas vivas, fenómeno cientificamente designado como “blooms”, podem causar uma série de problemas, tanto para banhistas como para pescadores. 

Mónica Silva estagiária do DOP, onde está a tirar o Mestrado em Estudos Integrados dos Oceanos, fez algumas pesquisas, que mostraram resultados bastante interessantes em relação às águas vivas. Segundo a estagiária do Departamento, a origem destes “blooms” têm como causas possíveis: as alterações climáticas, a pesca em excesso e a eutrofização, fenómeno causado pelo excesso de nutrientes na água, provocando um aumento excessivo de algas. Estas, por sua vez, fomentam o desenvolvimento dos consumidores primários e eventualmente de outros elementos da cadeia alimentar desse ecossistema, como é o caso das águas vivas.

Devido aos vastos e cada vez mais frequentes “blooms”, surgiram várias ideias no sentido de suprimir as águas-vivas ou o efeito da picada das mesmas, nomeadamente: o robot JEROS (Jelly-fish Elimination Robotic Swarm) com capacidade para triturar 400kg de medusas por hora, é capaz de detetar um aglomerado de águas vivas, seguindo-as através de câmeras e sistemas de GPS e depois tritura-as; a loção contra picadas de águas-vivas “Safe Sea” é outra das invenções para amenizar o efeito destas espécies nos banhistas, é um creme que previne que as águas-vivas “mordam”.

Mónica Silva, encontrou também nas suas pesquisas, um artigo que dizia “que só o facto de se usar protetor solar, já ajudará para que a picada não seja tão forte” revelou.

“Quando se é picado, os sintomas podem variar, desde uma leve irritação e desconforto, à dor extrema e erupção cutânea grave. E, em casos mais extremos, a morte! É esse medo de ser picado que impede muitas pessoas de desfrutarem do oceano” afirmou a estudante.

As águas vivas existem há 500 milhões de anos e desde então que formam os seus “blooms” nos oceanos, contudo, apesar da massificação, não nos podemos esquecer que a erradicação total é completamente impossível visto que estes seres são uma componente essencial de um ecossistema saudável.

Várias investigações mostram que as águas-vivas têm vários benefícios para os humanos. Podem curar artrites, hipertensão, dores de costas, úlceras, traqueíte, asma, queimaduras e outras, bem como, redução da fadiga e realça a beleza feminina.

Quanto à culinária, apenas as medusas Scyphozoa e Rhizostomeae são utilizadas na alimentação humana, 12 das cerca de 85 espécies descritas de Rhizostomeae são capturadas e comercializadas internacionalmente. A maior parte das capturas é realizada no sueste asiático. 

 

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA NOSSA EDIÇÃO IMPRESSA DE 01/08/2014

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