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29
agosto

Adeliaçor - 20 anos a realizar sonhos

Escrito por  Alexandra Figueiredo
Publicado em Local
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A Associação para o Desenvolvimento Local de Ilhas dos Açores- Adeliaçor fundada em 1994 no Faial, festeja no presente ano 20 velas de sucessos e conquistas. A Associação  surgiu da vontade, e principalmente da necessidade, de criar uma empresa que ajudasse no desenvolvimento de projetos que alavancassem o desenvolvimento das ilhas dos Açores. Para compreendermos melhor o funcionamento e os objetivos desta associação na atualidade,o Tribuna das Ilhas esteve à conversa com o seu  presidente, Luís Filipe Botelho.

No ano de 1994, a ADELIAÇOR nasce sob o impulso de Presidentes de Juntas de Freguesia da ilha do Faial. O desenvolvimento local era uma necessidade, e o Programa Comunitário LEADER II aparece como uma resposta. Muito rapidamente em torno desta oportunidade mobiliza-se um conjunto vasto e diversificado de “atores” e entidades locais, oriundos das cinco ilhas e prontos a apostar num futuro melhor.

A Adeliaçor tem desde sempre se candidatado à gestão de fundos comunitários, começou com o “ LEADER” e atualmente utiliza o programa comunitário “PRORURAL”.

A importância destes Programas no desenvolvimento rural, nos Açores, tem vindo a contribuir para o fortalecimento da dinâmica local ou da competitividade dos territórios rurais, em áreas tão diversas como o turismo rural, a valorização de produtos locais, a promoção do ambiente, a criação de pequenas empresas ou de serviços de proximidade.

“A Adeliaçor é uma Associação para o Desenvolvimento Local de ilhas dos Açores, cuja área de abrangência inclui as ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Flores e Corvo. O Objetivo desta associação é precisamente apoiar e promover o desenvolvimento destas ilhas, contribuindo para aumentar o bem estar e o progresso das mesmas” esclareceu Luís Botelho no início desta reportagem.

Segundo o presidente “a análise dos projetos é feita por ordem cronológica, ou seja, por ordem de entrada, sendo que a sua aprovação depende da viabilidade do projeto. No quadro comunitário referente a 2007-2013 foram 191 os projetos apresentados em 9 avisos de abertura. Ao longo destes 20 anos, no LEADER II foram executados 299. No LEADER+ 198 projetos e no PRORURAL, das 191 candidaturas temos 107 aprovadas” disse o responsável.

No sentido de fazer um balanço destes 20 anos, Botelho afirmou que a maior dificuldade da associação tem sido, sem dúvida, a execução dos projetos, que não depende da Adeliaçor, mas sim do próprio promotor do projeto.

“A associação faz a análise da candidatura e a aprovação do projeto mas depende do candidato executá-lo”, explica Botelho, esclarecendo que, por vezes essa execução não se concretiza, “fazendo com que o projeto aprovado não seja concluído no prazo dado”. Esta situação segundo o seu presidente, “condiciona a aprovação de novos projetos”. Nestas situações, “a Adeliaçor vê-se ainda obrigada a devolver aos fundos comunitários o montante destinado ao projeto que não chegou a ser executado”, lamenta o responsável afirmando que “por vezes esta é uma operação complicada e frustrante porque acabamos por não aprovar outros projetos em prol daquele que afinal não foi concluído”.

“A Adeliaçor abrange duas áreas de intervenção: áreas lucrativas, em que há investimento por parte de particulares que catapultam o aparecimento de pequenos negócios e tem permitido o aparecimento de projetos que de outra forma não seriam possíveis. Pequenas ideias, sonhos, intenções, que se não fosse através destes apoios não veriam a luz do dia, e isso para nós é muito agradável. Já ajudamos a abrir desde queijarias a investimentos na área de prestação de serviços e unidades do espaço rural. Na área não lucrativa, o destaque vai para as autarquias, que aproveitam este momento para fazer candidaturas para os seus projetos”, referiu Luís Botelho.

A Adeliaçor teve uma grande expressão no que diz respeito a projetos relacionados com turismo rural, no entanto, Botelho esclarece que “não foi esse o enfoque da associação apenas o que aconteceu foi terem sido apresentados mais projetos nessa área”.

 

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 29 de agosto de 2014

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