No passado sábado, o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu, e o eurodeputado Ricardo Serrão Santos, foram os convidados especiais numa conferência de imprensa realizada no Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP).
Divulgar o projeto europeu FP7 “MORPH” - robots submarinos que pretendem mapear o ambiente marinho em 3D - foi o objetivo desta conferência.
Lançado em fevereiro de 2012, este sistema robótico foi parcialmente financiado pela Comissão Europeia, com um orçamento de 8,5 milhões de euros. Formado por um conjunto de pequenos veículos submarinos, que operam como se fossem um só robot, transportando tecnologia complementar de ponta e reagindo em tempo real às condições ambientais.
A participar nos testes do projeto MORPH, na ilha do Faial está uma equipa de 35 cientistas vindos de cinco países: Portugal, Alemanha, França, Espanha e Itália.
Os ensaios que se estão a realizar visam, sobretudo, executar uma missão de estudo acústico e ótico com quatro veículos submarinos e um veículo à superfície.
Segundo António Pascoal, professor do Instituto Superior Técnico, estes robots “coordenam-se utilizando som (sistemas acústicos), evitam os obstáculos e adaptam a sua geometria ao meio ambiente envolvente” esclareceu.
“Os testes começaram no porto da Horta em 2014 e terminarão em 2015. Iremos avançar realizando um teste em Porto Pim, e no futuro, em 2015, o sistema MORPH será utilizado num estudo subaquático de mapeamento das comunidades de corais negros, numa grande parede submersa do Monte da Guia, na ilha do Faial” acrescentou o professor.
Os testes aos cinco veículos submarinos decorreram na Baía de Porto Pim, na ilha do Faial, comprovando a eficácia de armazenamento de informação de vídeo e sonar em plataformas verticais.
Para o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, "este mapeamento é importante para as nossas ilhas, onde existem muitos fundos acidentados e desfiladeiros que ainda estão por conhecer”, acrescentou ainda, que este é “um sistema avançado de mapeamento que, a partir de agora, facilita estudos de biologia e geologia marinha, em particular de paredes verticais".
“É importante que os cientistas nos Açores consigam tirar proveito desta inovação nas áreas da robótica, da tecnologia oceânica e dos sistemas complexos de engenharia para conhecer melhor o nosso Mar”, frisou Fausto Brito e Abreu.
Já Ricardo Serrão Santos afirmou que “o desenvolvimento da robótica submarina é importante para a estratégia de Crescimento Azul”, salientando que: "no meu novo cargo também me compete demonstrar aos dirigentes políticos e à generalidade dos cidadãos europeus a importância que este sector, muito ligado ao Crescimento Azul, tem para os Açores e para Portugal e a importância da cooperação e integração de equipas a nível Europeu".
Em relação à visita ao DOP, o eurodeputado, afirmou ainda que:"sinto prazer e orgulho em estar presente e participar nestes trabalhos, este é o resultado prático e concreto de uma aposta feita no passado, tendente a fortalecer as ciências e as tecnologias do mar, em que eu próprio também estive envolvido".