Na manhã da passada segunda feira, dia 10 de novembro, os vereadores da oposição na Câmara Municipal da Horta, Luís Garcia, Laurénio Tavares e Susete Amaro, realizaram uma conferência de imprensa, no sentido de fazer um balanço do primeiro ano de mandato da atual Câmara, na sede do PSD/Açores na Horta.
Esta ação surge na sequência de um encontro autárquico, que se realizou no passado dia 25 de outubro, na freguesia dos Cedros.
Nas declarações proferidas na conferência à comunicação social, Luís Garcia garantiu que a oposição “tem procurado ser proponente, responsável, crítica e aberta ao diálogo e aos consensos em prol do desenvolvimento do Faial”.
A oposição acusa a maioria de não ter respeito e de não lhe facultar toda a informação para o exercício normal do mandato, dando como exemplo “o sistemático esvaziamento das reuniões de Câmara”, que na sua maioria limitam-se a aprovar isenções de taxas, em vez de ser debatido e aprovado as principais decisões da vida do Município.
“Só vai o que é obrigatório, tudo o resto é decidido nas nossas costas e muitas vezes nem nos é dado conhecimento” denunciam os vereadores laranja, que lamentam a “prática antidemocrática praticada por uma maioria que se julga autossuficiente e que desvaloriza tudo e todos os que têm opinião diferente".
Os vereadores chamaram à atenção para as dificuldades crescentes dos faialenses, sobretudo devido à falta de emprego, que lhes tem sido relatada tanto pela comunidade, como pelos responsáveis de instituições da ilha. “Esta realidade prova o quanto quem acha que o Faial está melhor vive em outro mundo”, sublinharam.
Os veradores, demonstraram ainda a sua preocupação com as políticas de continuidade da maioria socialista, “que privilegiam o acessório e o cosmético em detrimento do estrutural” e deste modo “continuam a governar pensando nas próximas eleições e não no desenvolvimento sustentável do Faial”.
Neste escontro os vereadores da oposição, quando questionados acerca do Centro de Processamento de Resíduos, que a Câmara Municipal decidiu gerir, garantiram que só obtiveram conhecimento dessa decisão através da comunicação social. A oposição diz já ter perguntado à Câmara os fundamentos dessa decisão, mas que ainda não teve conhecimento dos mesmos e que neste momento sabem que a gestão será feita durante dois anos à experiência.
“É uma decisão estranha e um pouco contraditória com o discurso que esta maioria tem de incentivo e de apoio aos nossos empresários”, afirmou Garcia.
A oposição lembrou também que apresentaram uma medida para promover o orçamento participativo e que foi chumbada pela maioria. Os vereadores do PSD/Faial, consideram esta medida como um mecanismo efetivo de abertura e de promoção da participação e envolvimento dos cidadãos e deste modo não percebem o porquê da rejeição, visto que esta maioria exibe “a necessidade permanente de apregoar uma grande abertura”.
“Nalgumas autarquias do país que implementaram esse orçamento participativo, há mais cidadãos que participaram neste orçamento, do que nas últimas eleições autárquicas”, deu como exemplo Luís Garcia. “A Câmara diz que já o faz, mas não o fazem”, visto que “é atribuída a este orçamento uma determinada verba do orçamento e as pessoas escolhem onde é que essas verbas são ou não implementadas”, esclareceu ainda.
“Esta gente nunca diz que não a nada, mas não resolve nada” citou Luís Garcia, frase que um presidente de junta disse, que resume a postura e caracteriza esta maioria.