“O Partido Socialista perdeu a vergonha”, refere o comunicado enviado hoje à nossa redação pela Comissão Politica do PSD/Faial, que acusa ainda o PS de “ao fim de dezoito anos de poder nos Açores e de vinte e cinco anos na Câmara da Horta utilizar os cargos públicos e o arco da
governação para dar ocupação aos seus correligionários e familiares. E fá-lo com uma desfaçatez e uma ausência de critérios cada vez mais chocantes”, lê-se no comunicado.
No entender de Andy Rodrigues presidente da Comissão de Ilha do partido social democrata, “a situação do Faial é particularmente escandalosa. E exige que seja repudiada e condenada. Mas exige também que a situação seja conhecida para, por ser tão grande, não parecer natural”, refere.
Para o presidente da Comissão Politica do PSD/Faial, é importante que os faialenses “saibam o que se passa e conheçam o ponto da situação” e desafiou os locais a fazerem um exercício de memória. “Ajudamos esse exercício”, refere Andy Rodrigues, lembrando que basta fazer um “estabelecimento das relações evidentes entre a pertença partidária e/ou a inclusão em listas daquele partido e o preenchimento de tantos cargos como os que constituem o Gabinete da Presidente da Assembleia, o Gabinete do Presidente da Câmara, o Gabinete dos Secretários Regionais, os cargos na maioria dos Serviços de Ilha, os cargos na maioria das administrações das empresas públicas regionais, os cargos que se criam e ocupam por comissões de serviço ou requisições, etc.,etc.”, reforça.
Neste contexto o presidente da comissão de Ilha do PSD/Faial chama a atenção para a recente nomeação para o cargo de chefe de sector da Lotaçor no Faial, afirmando tratar-se de “um cidadão sem conhecimentos nem formação específica na área” e para o caso da entrega “da prestação de serviços jurídicos, sem concurso, a um cidadão reformado”.
Segundo Andy Rodrigues estes, “são apenas os últimos de uma infinidade e apenas têm objetiva explicação num quadro de recompensa pela sua inclusão em listas eleitorais do PS no Faial e de um descarado protecionismo partidário, que merecem a nossa mais viva condenação”, termina.