O eurodeputado, no âmbito da delegação interparlamentar União Europeia (UE)/Canadá, reuniu-se em Bruxelas com o Embaixador, Senadores e membros do parlamento canadiano.
Nessa reunião afirmou que “o relacionamento transatlântico não pode fazer-se só com os pés assentes na terra, ou seja, deve incluir o espaço que nos une, o oceano Atlântico, que é, em si, a ponte, e simultaneamente um importante recurso partilhado entre os dois continentes”.
Ricardo Serrão Santos destacou a importância destas negociações através de uma nota de imprensa, remetida à nossa redação, onde afirma que “apesar de existirem plataformas de comunicação, esperaria ver consagrado o oceano Atlântico como via bem definida no âmbito da parceria estratégica”.
“A UE, o Canadá e os Estados Unidos da América estão empenhados no reforço da cooperação para o conhecimento do oceano. A adoção da declaração de Galway, que foi assinada em 2013 por duas Comissárias Europeias, um membro do Governo dos Estados Unidos da América e um membro do Governo do Canadá, que tem como objetivo apoiar as decisões sobre o Atlântico, dotando os intervenientes de informação proveniente da melhor ciência e do melhor conhecimento, com a finalidade de poder contribuir para uma definição mais sustentada das prioridades sociais, ambientais e económicas dos cidadãos, é disso exemplo”, sublinhou o eurodeputado socialista.
Serrão Santos mencionou, ainda, que “os objetivos já estão a ser parcialmente prosseguidos no âmbito das parcerias científicas e industriais para explorar as potencialidades do crescimento azul. Este objetivo é transparente no Horizonte 2020 onde é dado foco a projetos de investigação transatlânticos no domínio da biotecnologia marinha, da cartografia dos fundos marinhos, da energia, das alterações climáticas e da literacia oceânica”.
David Plunkett, embaixador do Canadá na UE também garantiu, que o Atlântico é prioridade do seu país e convidou o eurodeputado para discutirem este tema à margem da reunião. Neste encontro, Serrão Santos aproveitou para sensibilizar o Embaixador para a relevância geoestratégica dos Açores no quadro do relacionamento UE/Canadá e para a longa tradição na relação entre os Açores e o Canadá, onde existem milhares de emigrantes açorianos.