No final da tarde do dia 21 de janeiro, a cidade da Horta recebeu a reunião do Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, na qual o Secretário Regional da Agricultura e Ambiente marcou presença.
Na ocasião, Luís Neto Viveiros realçou “a abrangência geográfica e representativa” deste Conselho, com a participação ativa dos cerca de 40 conselheiros.
“Falamos do leite, falamos da carne, falamos da diversificação, falamos das florestas, falamos de tudo aquilo que tem a ver com a agricultura nos Açores, desenvolvendo e aprofundando aqueles que são os temas mais atuais”, disse o secretário.
Segundo Viveiros, o setor leiteiro esteve na ordem do dia, em que todos os presentes mostraram a sua preocupação com a situação atual do mercado do leite, face ao final do regime das quotas.
“Falou-se naquilo que devem ser as estratégias da fileira do leite para enfrentar estes desafios, que passarão, certamente, por uma melhor valorização dos produtos dos Açores no exterior, à qual também se associa a marca Açores, recentemente aprovada”, realçou.
O secretário regional da Agricultura anunciou, que o governo regional vai “organizar com frequência e regularidade fóruns de discussão” entre os representantes de toda a fileira do leite, desde a produção, à indústria e comercialização, “para se acompanhar de perto a evolução do mercado e para se desencadearem as medidas que, a cada momento, se evidenciarem mais prementes”.
Acerca da situação atual do mercado do leite, Luís Neto Viveiros afirma que “não é um problema dos produtores, não é um problema dos industriais ou de quem comercializa, é um problema dos Açores, que todos, certamente, seremos capazes e à semelhança do que tem sido acontecido noutros momentos da nossa vida, ultrapassar com sucesso”.
Quando questionado sobre o apoio adicional à produção de leite regional, garantiu que esta temática será levada à da XX Conferência dos Presidentes das Regiões Ultraperiféricas, que se realiza no próximo mês, em Guadalupe, e que vai manter o esforço de pressão junto dos Estados Membros e da Comissão Europeia na sua defesa.
Relativamente ao surto de doença hemorrágica nos coelhos bravos nas ilhas da Terceira, Graciosa, Flores e São Jorge salientou que “estamos a ir no bom caminho”, visto que na Graciosa “já praticamente não surgem cadáveres”.
O secretário regional destacou ainda que a doença não se transmite aos seres humanos ou outras espécies animais, mas que no entanto, a carne dos coelhos afetados não deve ser consumida.