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20
fevereiro

Dez médicos em internato no Faial

Escrito por  AG
Publicado em Local
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Os estabelecimentos de saúde da ilha do Faial receberam no início deste ano um total de dez novos internos em medicina. A Unidade de Saúde da ilha do Faial (USIF) recebeu dois internos na especialidade de Medicina Geral e Familiar e o Hospital da Horta EPE (HH) somou, provisoriamente, aos seus meios humanos mais dois internos da especialidade de Cirurgia Geral e seis para passarem o ano comum.
Para os futuros médicos o ano comum traz-lhes atividade prática em diversos serviços, tais como Medi-cina, Cirurgia, Pediatria e Obstétri-ca/Ginecologia, num internato cuja duração atinge os 12 meses. Por sua vez o internato de especialização, posterior à realização do ano comum, apenas incide na área médica no qual querem prosseguir carreira, com uma duração de 36 meses, ou seja três anos, podendo ser desenvolvido de forma continuada ou intercalada.
No momento presente o HH conta com 16 internos de diferentes especialidades a terminarem a sua formação. O final do ano de 2015 vai ditar a conclusão do internato na área de especialização escolhida para seis destes jovens médicos distribuídos pelas especialidades de Urologia, Pneumo-logia, Neurologia, Oncologia Médica, Medicina Física e Reabilitação e em Dermatovenereologia 
Para João Morais, administrador do HH EPE,o papel dos internos na instituição é essencial pois tem “sobre ela um efeito francamente positivo, aliás é fundamental a presença de internos, pois obriga os médicos mais velhos a uma atualização teórica diferente, numa perspetiva académica, a uma maior disponibilidade para a transmissão de conhecimentos”, crê.
Além da perspetiva académica e de atualização de conhecimentos por parte dos profissionais com maior antiguidade no cargo o impacto destes futuros médicos  institucionalmente é tido pelo administrador como “prestigiante” uma vez que há “reconhecimento da capacidade formativa por parte da Ordem dos Médicos e Colégios da Especialidade” para com o HH. Por outro lado, João Morais releva acreditar que o facto de desenvolverem o período de internato nos Açores , e mais concretamente no HH, poderá ser “um benefício adicional futuro consequente quer à fixação desses médicos na região, quer na divulgação entre a classe da qualidade da medicina aplicada no Hospital da Horta”.
Para a  diretora de internato de Medicina Familiar na ilha do Faial, a doutora Fátima Porto, a formação médica funciona como que “em cascata”, já que “faz parte das atribuições dos médico dar formação aos colegas mais novos”, é algo benéfico para a USIF. A doutora vê os internos como “fermento para o serviço nesta etapa da sua formação” e uma “garantia para a continuidade de cuidados da especialidade”, constatou. 
Para o internato em regime de ano comum o HH teve para 2015 seis vagas disponíveis que foram preenchidas na totalidade, cabendo ao Hospital do Divino Espírito Santo, em São Miguel, 31 vagas e ao Hospital de Santo Espírito, na ilha Terceira, 15 vagas, num total de 52 internos em ano comum no arquipélago dos Açores.
Prazo para escolha de especialidade gerou polémica
O prazo para a escolha da área de especialização criou atrito entre os jovens estudantes, o Conselho Nacional de Médico Interno (CNMI) e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) no mês de dezembro. Contrariamente ao que se vinha a verificar em anos anteriores, em que o período para realizar este procedimento podia atingir os 9 a 10 dias, o prazo definido para escolha foi de quatro dias, entre 16 e 19 de dezembro. 
Este curto prazo dado provocou indignação em alguns dos jovens médicos, juntando-se ao protesto o CNMI que em comunicado publicado na rede social Facebook no qual discordava do limite temporal imposto para a escolha da especialização. Também nesse comunicado o CNMI avançava a informação de que na semana anterior tinha-se reunido com a ACSS e acordado a publicação numa data diferente e com um intervalo maior do que o que veio a verificar, razão pela qual se gerou um sentimento de estranheza no seio do órgão. 
“A ACSS dá menos de 24 horas aos colegas para a data do início das escolhas” A ACSS espera que em apenas quatro dias, cerca de milhar e meio de colegas realizem a escolha em cinco pontos diferentes do país!”, acusava o CNMI na publicação divulgada.
As instituições onde o estudantes realizaram a escolha da área profissional de especialização foram cinco espalhadas um pouco por todo o país: a Administração Regional de Saúde de Lisboa, do Porto e de Coimbra e nos arquipélagos o Hospital Divino Espírito Santo, em São Miguel, e o Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais, no Funchal.
Açores vão contratar médicos aposentados
A carência de profissionais a trabalhar no Serviço Regional de Saúde levou o Governo dos Açores a autorizar a contratação de 20 médicos aposentados durante o ano de 2015, segundo o despacho da vice-presidência do Governo dos Açores e da secretaria regional da Saúde publicado no dia 17 de fevereiro em Jornal Oficial.
“Em 2015 podem ser contratados até 20 médicos pelo serviços integrados no Serviço Regional de Saúde, observados os procedimentos constante do De-creto-Lei n.º 89/2010, de 21 de julho”, adiantava o despacho agora publicado.
Esta medida do executivo de Vasco Cordeiro pretende “dar resposta à carência de médicos que se verifica em Portugal, e em particular, na Região Autónoma dos Açores, e para, assim, assegurar a manutenção dos cuidado de saúde a todos os cidadãos”
A contratação agora publicada ao abrigo do decreto-lei nº 89/2010, de 21 de julho, estabeleceu “um regime transitório de exercício de funções públicas por médicos aposentados, a vigorar até 31 de julho de 2015, na sequência da prorrogação operada pelo decreto-lei nº94/2013 de 18 de julho”.
Desta forma, a partir deste momento é possível proceder à contratação de médicos “mediante proposta da instituição onde as funções devam ser exercidas ou o trabalho deva ser prestado, e após autorização do membro do Governo responsável pela área da saúde, os médicos aposentados possam continuar a exercer funções”.
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