As recentes alterações das cotações de referência dos produtos petrolíferos registadas nos mercados internacionais vão levar a uma atualização do preço máximo de venda dos combustíveis na Região Autónoma dos Açores.
Todos os combustíveis continuarão a ter, nos Açores, um preço máximo significativamente inferior ao preço de referência dos combustíveis no mercado nacional.
Esta atualização consiste na subida em três cêntimos por litro no preço máximo da gasolina de 95 octanas, do gasóleo rodoviário e do gasóleo colorido e marcado consumido na agricultura e nas pescas, e em dois cêntimos no fuel indústria.
Assim, a gasolina de 95 octanas passa a custar 1,36 euros por litro, enquanto o gasóleo rodoviário passa a custar 1,13 euros por litro.
Já o gasóleo consumido na agricultura passa a custar 0,63 euros por litro, enquanto o preço do gasóleo consumido nas pescas passa a ser de 0,43 euros por litro.
O fuel industrial passa a custar 0,47 euros por quilo.
No caso da gasolina de 95 octanas, a diferença do preço máximo praticado nos Açores para o preço praticado no continente será de menos 12%, enquanto no gasóleo rodoviário essa diferença será de 14%.
Os preços dos gasóleos consumidos na agricultura e nas pescas terão uma diferença para o mercado nacional de, respetivamente, menos 26% e menos 30%.
Quanto fuel, o preço por quilo passa a ser inferior em 23% ao que é praticado no continente.
Os novos preços entram em vigor às 00h00 de sexta-feira.
Esta quarta-feira, o Parlamento Europeu, reunido em sessão plenária em Estrasburgo, aprovou o relatório “sobre os instrumentos da PAC (Política Agrícola Comum) destinados a reduzir a volatilidade dos preços nos mercados agrícolas”. Este relatório contém uma emenda, proposta por Serrão Santos, que determina que sejam criados indicadores específicos para a ativação de medidas de apoio aos mercados agrícolas nas regiões ultraperiféricas em caso de crise. A emenda defende que a Comissão Europeia tome medidas urgentes para apoiar o sector agrícola das regiões ultra-periféricas, onde os custos de produção e de comercialização são comparativamente mais elevados do que noutras regiões.
Para Serrão Santos “este é um relatório estratégico na medida em que aponta para um leque de possíveis caminhos para afrontar a volatilidade dos preços agrícolas, num momento em que é evidente a insuficiência dos meios de que dispomos para lhe fazer face”. O eurodeputado, que interveio no debate em sessão plenária, afirmou que “se não reforçarmos os meios colocaremos em sério risco a sustentabilidade da atividade agrícola na Europa, sobretudo em zonas onde ela mais contribui para a fixação da população, como é o caso dos Açores”. Serrão Santos alertou para “as consequências das crises agrícolas que podem ter um impacto amplificado nos Açores pelo carácter de ultraperiferia, incluindo custos de produção agravados, e pelo peso da agricultura na economia local”.
No âmbito dos trabalhos desenvolvidos na Comissão de Agricultura, no decorrer deste ano, foi possível obter apoios para incluir as reivindicações das regiões ultraperiféricas e, em particular, dos Açores, nas prioridades políticas que emanaram dos documentos aprovados. Tratou-se de obter consensos na defesa do sector do leite açoriano, cujo desenvolvimento depende da regulação do sector agrícola, sobretudo em tempos de crise, alertando para a importância de mecanismos específicos que permitam a viabilidade das explorações na região, bem como a manutenção de condições de empregabilidade de um sector com um peso significativo na economia regional.
Dando cumprimento ao calendário de Provas para a presente Época (2016-17), a 2ª Prova Regional de Esgrima em Espada, promovida pelo CEF - Clube de Esgrima do Faial se irá realizar no próximo sábado dia 17 de Dezembro na Sala de Esgrima do Pavilhão Desportivo da Horta
As provas terão o seu início pelas 10h00, começando como é hábito pelas provas dos escalões benjamins/infantis.
Para estes escalões etários e porque o objetivo se centra na participação e na aprendizagem a brincar, aos atletas serão atribuídas medalhas de participação.
Seguir-se-ão as provas dos Iniciados e Juniores que contarão para o Ranking Regional, com atribuição de medalhas aos 3(três) primeiros classificados.
Os atletas mais experientes colaborarão como tem sido hábito na arbitragem.
Deixo-vos aqui hoje uma reflexão que, sendo breve, não deixa de ser intensamente preocupada. Está a acabar este ano de 2016 e fico muito com a sensação que no futuro haverá a possibilidade deste ano poder vir a ser citado como sendo um ano marcante.
De facto em 2016 foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América uma personalidade estranha, um multimilionário filho do sistema capitalista e imperialista, que se apresenta como sendo “contra o sistema”, mas o que o move, na verdade, é por um lado, a vontade de voltar a centrar o poder direto no capital, sem a interferência “global” do capital financeiro e, por outro lado, fazer recuar, ou mesmo anular, todos os avanços civilizacionais do século XX no que toca à dignidade humana, á igualdade de todas as raças, aos direitos sociais e a todo um conjunto de questões absolutamente centrais.
Ter uma personalidade destas, defensor do sistema capitalista sem direitos sociais e com conceções racistas e xenófobas, como Presidente dos EUA será, no mínimo, razão fortíssima de preocupação para milhões de seres humanos e terá que ser, também, razão de mobilização de vontades de todos os que defendem a democracia, a justiça social e a dignidade da pessoa humana.
Neste ano de 2016, nesta Europa de que somos parte, acentuou-se, de modo muito claro, o sentimento de que a União Europeia se transformou em instrumento de domínio dos países economicamente mais fortes sobre os restantes, se assume cada vez mais como uma trituradora das Soberanias Nacionais e é dirigida por gente medíocre, totalmente ligada ao grande capital financeiro internacional.
A União Europeu, enfraquecida, mas dominadora, criou mecanismos que torna, na prática, impossível aos países membros com economia mais débil, promover um crescimento económico associado à promoção da justiça social. O ultra neoliberalismo que orienta a União Europeia, que serve de instrumento às intenções dominadoras da Alemanha e que promove uma globalização assente na destruição de direitos essenciais da humanidade, transformou-se numa organização que tem que ser transformada com muita urgência.
É hoje totalmente claro para muitos que a União Monetária, ou seja, a moeda única que evolve 17 dos 27 países da União Europeia, é verdadeiramente o instrumento de domínio das economias mais fortes sobre as demais, constitui, por excelência, o “instrumento principal do domínio alemão” e visou e visa acelerar aquilo a que chamam de “reajustamento” e que mais não é do que o processo de instalação de um domínio irreversível dos “europeus grandes”, sobre os “europeus pequenos”.
Defender e lutar por uma União Europeia que seja um espaço de cooperação estreita entre Países Soberanos, iguais em direitos e deveres, que vivem no mesmo Continente, é o único caminho que vislumbro para o futuro imediato.
O ano de 2016 fica muito marcado por ser um ano em que o terrorismo fanático de inspiração religiosa esteve muito ativo e em expansão e em que as guerras associadas a esses fenómenos, como é o caso da guerra na Síria e no Iraque, se intensificaram de modo muito forte.
É bom não esquecer que a acção do Ocidente a partir dos anos 90, com os EUA e a NATO no comando, que visou destruir e modificar o panorama politico no Médio Oriente, destruindo Países e assassinando lideres, instalou tudo quanto era necessário para que o fundamentalismo islâmico pudesse crescer como fenómeno de massas e transformar-se num instrumento de guerra temível e muito perigoso.
Lutar pela Paz, respeitando a soberania desses Países, será a maneira de isolar o fundamentalismo e repor os equilíbrios que foram friamente destruídos.
Acabamos este ano de 2016 com a sensação esquisita de que vivemos uma época á beira de enormes retrocessos históricos, mas o simples facto de podermos identificar esse perigo, cria uma situação clara de ser possível lutar, trabalhar, mobilizar e conseguir reverter essa tendência e retomar um caminho evolutivo assente na defesa, essa sim global, da dignidade humana.
Horta, 12 de dezembro de 2016