Rafael da Silva substitui Diogo Vieira Branco e elege a segurança no mar como uma das suas principais preocupações.
Aos jornalistas disse que “atendendo aos trágicos eventos a que assistimos esta semana, a segurança no mar tem que ser a nossa prioridade. Não basta estarmos só a falar e a alertar, é preciso introduzir medidas concretas e voltar a dinamizar este respeito pelo mar que está a fazer muita falta.”
Para conseguir concretizar os objetivos a que se propõe, Rafael da Silva pretende reavivar os programas de que a Autoridade Marítima dispõe de educação.
A fiscalização dos espaços marítimos, o exercício da autoridade do estado no mar é fundamental pois “é também desta forma que se dá um contributo muito sério para a tão almejada segurança”.
Ao nível da fiscalização, um dos maiores desafios está relacionado com a falta de recursos e meios. A este respeito Rafael da Silva disse aos jornalistas que “cabe-nos fazer o melhor uso dos recursos que temos ao nosso dispor.”
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O Partido Socialista da ilha do Faial recebeu, com total estupefação, a proposta da estrutura local do Partido Social Democrata relativa à subscrição de um acordo escrito, suprapartidário, em defesa dos investimentos necessários à melhoria da operacionalidade do aeroporto da Horta.
De acordo com uma nota de imprensa enviada às redações, “o PS sempre esteve e sempre estará ao lado dos Faialenses nesta luta, mas reitera, mais uma vez, a sua intensão de não usar, em período pré-eleitoral e apenas para esse fim, as reivindicações populares nesta matéria.”
O secretariado de ilha do PS ainda que “acresce que existem diferenças programáticas fundamentais, também no que concerne ao papel das partes neste processo. Entende o PS Faial que a liderança do processo cumpre à ANA – Vinci, empresa privada concecionária da infraestrutura, cumprindo ao Governo Regional dos Açores e ao Governo da República o adequado enquadramento.”
“Há valores e matérias que pela sua relevância estratégica para o desenvolvimento da ilha do Faial, como são a segurança e adequação em termos de serviço, das ligações aéreas, que não podem continuar a ser objeto de processos de desinformação”, acrescentam.
No documento enviado às redações o PS questiona onde estava o PSD em dezembro de 2012, no âmbito do processo de privatização da ANA-Aeroportos, SA e no final de 2013, no âmbito da análise ao plano estratégico da ANA - Aeroportos de Portugal até 2017, bem como em 2015, quando a TAP, decidiu não concorrer às obrigações de serviço público nos Açores, o Governo dos Açores deu orientações à SATA para assegurar esses mesmos serviços.
“Na verdade, o Governo Regional, a Câmara Municipal da Horta e o Partido Socialista do Faial, há muito enfrentam esta luta - a ampliação da pista do aeroporto da Horta, reivindicando e criticando todas as medidas contrárias. Sem dois pesos e duas medidas, com uma posição bem definida e coerente e não com fins eleitoralistas como agora quer o PSD fazer”, reiteram.
A candidata do PS às eleições legislativas de outubro próximo visitou a obra de requalificação do Morro de Castelo Branco e chamou a atenção para os investimentos que têm sido feitos na área ambiental, ao considerá-los fundamentais não só para a preservação, mas também porque muitos deles trouxeram novos atrativos turísticos ao arquipélago.
“Este tipo de investimento na área ambiental, complementado com o que se fez na Praia do Norte com a construção do centro de resíduos e a selagem da lixeira que está para breve, são investimentos extremamente importantes para a conservação do ambiente. Mas naturalmente, ao requalificarmos este tipo de paisagem, permitimos a quem nos visita encontrar ilhas bonitas, organizadas, limpas e, acima de tudo, amigas do ambiente”, frisou a candidata.
“A nível turístico temos aqui um espaço extremamente interessante, que é complementar ao Jardim Botânico, à Caldeira, ao Monte da Guia e ao Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, porque, logicamente, nós precisamos de ter cada vez mais a informação sistematizada e disponível a quem nos visita porque a par de toda a beleza natural há também aqui informação, muitas vezes científica, que é importante divulgar”, explicou a cabeça de lista faialense.
Dário Rosa vai ser o cabeça de lista do PAN Açores pelo círculo eleitoral da ilha do Faial. Natural da Horta, Escultor e Pintor, desde cedo se interessou pelos animais e pelas preocupações ambientais, principalmente pelos problemas relacionados com o mar. Gosta de navegar e é praticante e guia de mergulho. Apresenta-se como cabeça de lista pelo Faial, por acreditar que é possível um modo de vida sustentável, justo e livre de preconceitos.
Quais são os principais projetos que o seu partido gostaria de ver implementados na ilha do Faial?
Atendendo as particularidades da Ilha do Faial, nomeadamente ser a ilha mais visitada por turistas velejadores, assim como receber um significativo número de outros turistas, urge promover o turismo de natureza através de atividades que têm como objetivo desfrutar da natureza por si e não retirar ou danificar algo integrante da mesma.
Uma das atividades turísticas que tem vindo a crescer é o mergulho, que se deve essencialmente às reservas marinhas existentes. Para garantir este crescimento, sustentabilidade e satisfação dos turistas e locais é fundamental a criação de mais reservas para permitir a repovoação e recuperação de habitats/ecossistemas outrora existentes.
Torna-se também necessário haver um redireccionamento do fluxo do turismo nos pontos turísticos mais frequentados para outros pontos de interesse, reduzindo a degradação dos trilhos e das zonas envolventes pela presença de massas.
Outra área que deve ser potenciada na ilha é a agricultura biológica, pelo impacto positivo que tem na Saúde das pessoas, na economia e sustentabilidade da ilha. Assim sendo, temos como medida a redução do IVA nos produtos biológicos e locais por forma a potenciar a produção e consumo dos mesmos. Ainda, queremos restringir o acesso a produtos herbicidas e pesticidas, promovendo a sua substituição por métodos naturais (como exemplo o uso de água salgada para a remoção de ervas daninhas).
Helder Manuel Almeida Raposo Furtado, primeiro candidato do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) na lista eleitoral do Faial.
Tem 25 anos de idade, estagiário administrativo, é natural de São José, Ponta Delgada e reside na cidade da Horta.
A lista do PCTP/MRPP ocupa o 10º lugar do boletim de voto do Faial.
Quais são os principais projectos que o seu partido gostaria de ver implementados na Ilha do Faial?
Primeiro, uma medida política: a constituição do Conselho Político de Ilha, no Faial e em cada uma das outras ilhas dos Açores. O Conselho Político deveria ser eleito por sufrágio directo, universal e secreto dos eleitores inscritos em cada ilha e teria por função dirigir política e administrativamente a ilha. Uma parte dos poderes conferidos ao governo regional pelo Estatuto Autonómico deveria transitar para o Conselho Político de Ilha; e o governo regional deveria exercer uma tarefa política de coordenação dos Conselhos de Ilha.
Se não se proceder a esta alteração política, seis ou sete das ilhas do arquipélago dos Açores ficarão em breve despovoadas, com os desempregados a fugirem para a emigração.
Para além desta alteração político-administrativa, o nosso mais importante projeto é a ampliação da pista do aeroporto para os 2.500 metros, com nova gare e respetivas instalações, fazendo do atual aeródromo da Horta um aeroporto Internacional, para aterragem e descolagem seguras das modernas aeronaves do tipo dos Airbus 320 e 321.
Essa é uma infraestrutura indispensável ao desenvolvimento do turismo do Faial e das ilhas próximas no grupo central.
Que análise faz ao Faial neste momento?
O Faial está em vias de atravessar uma crise muito séria, se não forem tomadas medidas imediatas contra ela.
Como se sabe, a economia faialense assenta no setor primário: na agricultura, na agro-pecuária e na atividade piscatória.
Quanto às pescas, o sistema de quotas imposto pela União Europeia em Bruxelas, sem resistência do governo regional e sem luta do governo da república, tem como consequência que toda a gente pode pescar nos Açores o que quiser, menos os pescadores açorianos. O nosso peixe é roubado pelos espanhóis, franceses e japoneses, sem que tenhamos meios militares, aéreos e navais para nos defendermos dos piratas. Há pescadores açorianos que já foram agredidos dentro das suas próprias embarcações por