Estão a decorrer, até 31 de outubro, as candidaturas à quarta edição do concurso Labjovem, destinado a jovens criadores açorianos das mais diversas áreas artísticas.
Nesta edição, destaque para a designer faialense Ana Magarida Silva, que integra o júri na categoria de Design de Moda, a par do estilista Miguel Vieira.
Ao Tribuna das Ilhas, Ana Margarida, de 24 anos, disse estar sensibilizada cm o convite: “embora seja uma grande responsabilidade é também ao mesmo tempo uma honra, visto que poderei conhecer os novos designers de moda açorianos, bem como o trabalho que estes desenvolveram para este concurso”.
Quanto às expetativas, Ana Margarida espera encontrar trabalhos “que realcem um lado criativo e de inovação”.
De momento, a jovem faialense está a finalizar a Dissertação de Mestrado em Design de Moda na Faculdade de Arquitectura - Universidade Técnica de Lisboa, designada por “Design de Figurinos Cinematográficos: A Invasão de Goa, Damão e Diu vista por Hildeberto Serpa”. A criadora inspirou-se na história militar do seu avô, e a partir deste trabalho ajudou a desenvolver a curta-metragem Sinal de Honra. “Neste projecto para além de criadora, fui também co-produtora e figurinista”, conta.
Nesta edição do Labjovem, para além do Design de Moda, estão contempladas a Arquitectura, as Artes Plásticas, as Artes Cénicas, o Design Gráfico, a Fotografia, a Ilustração de Banda Desenhada, a Literatura, a Música e o Vídeo. Os projetos seleccionados no concurso serão apresentados no arquipélago, sob o formato de Mostra Regional.
Desde que surgiu, em 2008, o Labjovem já premiou vários faialenses. Na sua última edição, foram premiados Lia Goulart (Artes Cénicas), Flávio Silva (Literatura) e Luís Bicudo (Vídeo).
O primeiro dos dois novos navios que vão substituir o Cruzeiro das Ilhas e o Cruzeiro do Canal na operação marítima nas ilhas do Triângulo já está no porto da Horta. O Mestre Simão chegou ao Faial pouco antes das nove da manhã desta quarta-feira, dando entrada no terminal marítimo de passageiros, sob o olhar atento de muitos populares que se concentraram no porto e ao longo da Avenida para ver chegar o novo barco.
Carlos Reis, presidente da Atlanticoline, proprietária do barco, reconheceu que este foi um “momento de grande satisfação”, que faz parte de “um processo longo e complexo” que visa dotar o Grupo Central de dois novos navios de passageiros.

O Mestre Simão só irá começar a operar em 2014. Carlos Reis explica que agora é necessário formar as tripulações para que estas se familiarizem com o novo navio, já que este é “bastante diferente dos cruzeiros, em termos de tecnologia e de operação”. “A nossa preocupação para os próximos tempos será fazer diversas viagens; diversas entradas e saídas dos portos, de modo a que os tripulantes fiquem familiarizados antes de começarmos a operar com os passageiros. Esta é uma medida de segurança elementar”, disse.
Ora, para o mestre José Fernando, que há muitos anos trabalha ao serviço da Transmaçor, a adaptação prevê-se fácil. O mestre foi quem trouxe o Mestre Simão na sua viagem inaugural e não esconde a satisfação com o novo navio: “este navio é muito diferente, não apenas no tamanho. A navegabilidade é muito boa, é muito estável. É uma grande evolução”, disse.
A viagem inaugural foi, de resto, um teste severo para o Mestre Simão, pelas condições do mar: “apanhámos sempre ondas de sete, oito metros, e o navio portou-se muito bem”, referiu José Fernando.

Os estaleiros Armon, em Espanha, responsáveis pela construção dos barcos, cumpriram o prazo estipulado para a entrega do primeiro navio. Por isso, Carlos Reis conta que o mesmo aconteça com o segundo barco, que deverá chegar aos Açores no final de dezembro próximo.
O Mestre Simão tem 40 metros de comprimento, capacidade para transportar 333 passageiros e oito viaturas. A capacidade para o transporte de viaturas é, de resto, a principal novidade, já que o Cruzeiro das Ilhas e o Cruzeiro do Canal, construídos há mais de 20 anos, não ofereciam essa possibilidade. O segundo barco será semelhante ao Mestre Simão e terá capacidade para 287 passageiros e 12 viaturas.

Recorde-se que a construção destes barcos foi adjudicada por 18,6 milhões de euros.
O Mestre Simão foi assim chamado para homenagear um dos antigos mestres da empresa Lanchas do Pico, Manuel (Simão) Alves, nascido nas Angústias.
O grupo parlamentar do PS/Açores iniciou hoje um roteiro da Solidariedade Social com uma visita ao Lar das Criancinhas, na Horta.
De acordo com Lúcio Rodrigues, o objetivo deste roteiro é “reunir com as pessoas, ouvi-las e fazer diagnósticos”, e ao mesmo tempo transmitir o enquadramento político que o PS dá às áreas de abrangência social. Lembrando que esta semana foi aprovado o novo Código de Ação Social pelo parlamento açoriano, o deputado entende que este permitirá aumentar o apoio às instituições de solidariedade social e contribuir “para a equidade e justiça social”.
Do encontro com os responsáveis por esta instituição os deputados socialistas levam “notas positivas e negativas” que, segundo Lúcio Rodrigues, serão analisadas após a conclusão do roteiro, que deverá passar por todas as ilhas dos Açores, para depois ser elaborado “um guião que ajude todas as instituições a estarem mais próximas do Governo, e vice-versa”.
O deputado destaca o “grande trabalho” que o Lar das Criancinhas tem vindo a desenvolver, salientando o “trabalho solidário fundamental” levado a cabo pelos seus responsáveis. Com cerca de 200 crianças e 60 funcionários, esta instituição debate-se há algum tempo com falta de espaço, problema que foi abordado nesta reunião. Sobre esta questão, Lúcio Rodrigues lembra que a anteproposta de Plano e Orçamento do Governo Regional para 2014 prevê uma verba destinada à remodelação destas instalações. Com a conclusão da creche dos Flamengos, a rede de amas e a realização desta remodelação agora prevista para o Lar das Criancinhas, Lúcio Rodrigues entende que se começa “fechar o ciclo à volta da questão das creches no Faial”.
Na altura em que se inicia um novo ciclo na Câmara Municipal da Horta (CMH), Tribuna das Ilhas esteve à conversa com o homem que deixa agora os comandos da autarquia, depois de nove anos na sua liderança. Chegado à vereação com 27 anos, João Castro tem consciência de que deu à CMH os melhores anos da sua vida, o que considera uma honra e um privilégio. Falou do passado, das suas realizações e dificuldades ao longo destes anos ligado ao Poder Local, mas também do futuro. Professor de formação e grande entusiasta da ideia de que é no Mar que está o futuro do Faial, não esconde que uma ligação à Escola de Marítimos prometida para o Faial será uma forte possibilidade.

Como professor jovem que era tentava ter, nas aulas, discursos de participação social e cívica. Nesse contexto houve alunos que me propuseram a ingressar a JS para poder pôr em prática aquilo de que falava, e aceitei o desafio. Depois fui convidado para integrar a lista de Renato Leal à CMH, em 1996, mandato que acabei em vice-presidente, depois de várias saídas e alterações no figurino da vereação. Quando o mandato terminou eu era então vice-presidente do presidente Rui de Jesus e concorri com ele em 2001. A meio do mandato ele teve um problema de saúde. Numa fase inicial eu exercia a presidência quando ele não estava mas no final os médicos aconselharam-no mesmo a abandonar o cargo e eu assumi a presidência em substituição.
Foram pessoas com quem aprendi muito, Renato Leal principalmente pela sua capacidade oratória e Rui de Jesus pelo seu sentido estratégico.
Encarei o desafio com alegria, evidentemente, mas com preocupação. Estávamos no meio do processo de reconstrução do sismo e penso que a minha juventude foi um trunfo. Achei que estavam a depositar em mim uma responsabilidade e um compromisso que era preciso honrar e havia muita gente à minha volta que me ajudou e incentivou. O Rui de Jesus era muito envolvido nas questões municipais e também por ele; para dar continuidade ao seu projeto, que eu tinha ajudado a montar, assumi o desafio.
Claro que foi um período de grande preocupação. Assumi a presidência a três semanas de uma Assembleia Municipal de apresentação de contas… Foi difícil.
Quando houve o sismo eu era vereador há uma semana. Ainda não tinha ido a nenhuma reunião. A minha primeira intervenção enquanto autarca em funções foi no Centro de Emergência Municipal, na altura montado no Quartel dos Bombeiros.
O sentimento na altura era o de que todos eram necessários para a reconstrução e a minha reflexão foi no sentido de perceber em que é que podia contribuir. Lembro-me de ir com o meu carro distribuir mantimentos, de ir aos acampamentos, de receber telefonemas de pessoas a perguntar se havia tendas, a pedir orientações…
O processo da reconstrução está praticamente no final e o Faial já está melhor do que estava quando ocorreu o sismo mas durante muitos anos esteve pior. Diria que esse é o processo que marca a minha passagem por esta autarquia e enfrentar esse período foi um dos maiores desafios da minha vida.
Leia a entrevista completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 18.10.2013 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
À margem da primeira reunião da Assembleia Municipal da Horta, que decorreu na quarta-feira, foi entregue ao seu presidente, Fernando Menezes, uma petição para que seja tornada pública a localização de condutas de fibrocimento contendo amianto na ilha, bem como o estado real de salubridade dos tanques, caixas de passagem e condutas de abastecimento de água na ilha.
A petição, que circulou nas redes sociais, foi entregue por João Stattmiller, seu primeiro signatário, e reúne 279 assinaturas.