Decorreu na Horta, durante a passada semana, o workshop “10 Milion Stories About Volcanoes and Man” (10 milhões de histórias sobre vulcões e o Homem). Organizado pela Associação Geoparque Açores, este workshop juntou responsáveis de geoparques portugueses, espanhóis e italianos, bem como a representante da UNESCO em Portugal e o coordenador da Rede Europeia de Geoparques, o grego Nickolas Zouros.
De acordo com José Leonardo Silva, presidente da Associação Geoparque Açores, a presença destas várias entidades na Região permite ao mesmo tempo mostrar as potencialidades das ilhas nesta área e aprender com os exemplos de quem já trabalha com o conceito de geoparques há mais tempo.
O Geoparque Açores existe há cerca de um ano, e tem como sócios fundadores a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, a ADELIAÇOR, a ASDEPR, a GRATER e a ARD, todas estas associações de promoção do desenvolvimento regional. Dedica-se entre outras coisas à referenciação de geosítios. Neste momento, existem cerca de 120 geosítios referenciados em todas as ilhas dos Açores, desde os fósseis de Santa Maria até ao Caldeirão, no Corvo.
O grande objectivo desta associação para 2011 é que o geoparque açoriano possa integrar a Rede Europeia e Global de Geoparques. Nesse sentido, está a preparar uma candidatura, que deverá ser apresentada no final do ano. No entanto, os prognósticos são bastante animadores, uma vez que, de acordo com o coordenador da Rede Europeia, “os Açores parecem ser um excelente território para ser reconhecido pela UNESCO enquanto Geoparque Global”. “Estamos ansiosos pela sua candidatura”, referiu Nickolas Zouros.
O conceito de Geoparque alia a actividade turística à preservação da natureza e à tradição cultural dos locais com interesse do ponto de vista geológico. Na sessão pública que decorreu na Sociedade Amor da Pátria, na passada quinta-feira, no âmbito do workshop, José Leonardo enfatizou este aspecto, exemplificando com o Vulcão dos Capelinhos, um geosítio no Faial cujas marcas na actividade económica e na cultura da população são bem visíveis.
A comitiva que esteve nos Açores para participar no workshop visitou alguns geosítios na Região, nas ilhas do Faial, Pico e São Miguel.
.jpg)
.jpg)
A Junta de Freguesia das Angústias assinalou ontem, na sede da Sociedade Filarmónica União Faialense mais um Dia da Freguesia. Na sessão solene, aquela autarquia homenageou dois filhos da freguesia, Alberto Madruga da Costa e Fernando Menezes, ambos antigos detentores do cargo de presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores.
.jpg)
Na ocasião, Madruga da Costa agradeceu a homenagem, fazendo-se socorrer “do coração”, para falar ao público que assistia à sessão. “Estas coisas é que dão sentido ao que fomos fazendo ao longo da vida”, disse, garantindo que ainda hoje se entusiasma com “aquilo que somos capazes de construir nas nossas ilhas”.
.jpg)
Também Fernando Menezes se mostrou grato à autarquia das Angústias por esta homenagem, que ganhou especial sabor pelo local onde foi concedida: é que as instalações da União Faialense foram, em temos, a Escola Mista das Angústias, onde o advogado aprendeu as primeiras letras.
Na ocasião, o presidente da Junta de Freguesia das Angústias adiantou que no próximo dia 2 de Julho será inaugurado na freguesia o Jardim Monsenhor Júlio da Rosa, como forma de homenagear o pároco que dedicou mais de meio século às Angústias. José Costa entende ser o “reconhecimento justo” a esta ilustre figura da freguesia que foi, de resto, um dos convidados de honra desta sessão solene.
.jpg)
No seu discurso, o autarca enumerou algumas das actividades realizadas ao longo do último ano, adiantando que, no cenário actual, as funções de presidente de junta são “um desafio cada vez mais constante”.
José Costa congratulou-se com a recente atribuição da Bandeira Azul à praia de Porto Pim, destacando o contributo da autarquia a que preside na obtenção do galardão, uma vez que foi a Junta de Freguesia das Angústias a responsável pela gestão daquele espaço nos últimos anos, ao abrigo de um protocolo com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, que não foi renovado por vontade desta última, o que José Costa lamentou.
O autarca destacou também a prestação de Rui Silveira, jovem velejador daquela freguesia, campeão nacional de Vela e “forte candidato” a ingressar a comitiva portuguesa aos Jogos Olímpicos de Londres, no próximo ano. José Costa salientou o orgulho da freguesia no atleta, patrocinado pela Junta de Freguesia desde 2009.
José Leonardo Silva destacou as parceiras da Junta de Freguesia das Angústias e das instituições locais com o município. O vice-presidente da Câmara Municipal da Horta lembrou que “a intervenção municipal vão para além” dos protocolos de delegação de competências.
Noé Rodrigues destaca “dinamismo” da freguesia das Angústias
O secretário regional da Agricultura e Florestas salientou a importância histórica das Angústias, onde se fixou o primeiro povoado da ilha, mas também o presente “de grande dinamismo e criatividade” que caracteriza a freguesia.
Lembrando que a freguesia alberga, entre outras coisas, o Parque Industrial, a Escola Secundária e o Centro do Mar, Noé Rodrigues aproveitou a ocasião para saudar todos os que, naquela freguesia, “trabalham e desenvolvem a sua actividade de forma profícua, levando bem longe o nome das Angústias, do Faial e dos Açores”.
O governante referiu que “a história de uma comunidade faz-se com o tempo, mas também com a obra dos homens e com os seus gestos”. Nesse sentido, enalteceu a homenagem da Junta de Freguesia a Fernando Menezes e Madruga da Costa, destacando o contributo de ambos para a Região.
Noé Rodrigues deixou também uma palavra de apreço à União Faialense, responsável pelo concerto de encerramento desta sessão solene.
.jpg)
No âmbito da campanha para as eleições legislativas do próximo dia 5, o primeiro candidato do CDS-PP pelo Círculo Eleitoral dos Açores defendeu a eliminação da taxa de combustível nas tarifas de residente e de estudante da transportadora aérea açoriana.
Artur Lima explica que esta proposta do CDS “vai no sentido contrário” daquilo que defendeu na sexta-feira o líder da lista social-democrata na Região, Mota Amaral, após uma reunião com a administração da SATA. Recorde-se que o primeiro candidato laranja defendeu um reajustamento da base de cálculo da indemnização compensatória atribuída à transportadora nas ligações aéreas nacionais, no sentido desta ter em conta o aumento do preço dos combustíveis verificado nos últimos tempos.
De acordo com Artur Lima, “o PSD e o seu cabeça de lista estão muito preocupados em engordar os bolsos da SATA, aumentando-lhe as indemnizações compensatórias. O CDS está preocupado em que o dinheiro fique no bolso dos açorianos, e por isso a queremos reduzir substancialmente o preço das passagens entre os Açores e o Continente”, frisando que esta medida permitirá “uma descida substancial, de entre 20 a 25 por cento” dos preços das passagens dos açorianos.
Em relação às questões relacionadas com a privatização da ANA, o cabeça de lista do CDS-PP nos Açores não quis alimentar o que considera ser uma “discussão esotérica e estéril entre os candidatos do PS e do PSD”, já que considera que antes dessa questão há que tomar decisões mais importantes, nomeadamente em relação ao novo aeroporto de Lisboa.
.jpg)
Esta semana, um grupo de empresários portugueses radicados no Canadá esteve de visita às ilhas do Triângulo, à procura de oportunidades de negócio.
Esta visita foi uma organização da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, em parceria com a diáspora e, de acordo com Ângelo Duarte, patrão dos empresários, tratou-se de uma forma de promover os produtos açorianos junto de empresários que trabalham fora do país, de modo a promover as vendas no exterior.
Para os empresários que integraram esta comitiva, a visita foi produtiva, já que permitiu fechar alguns negócios, essencialmente nas áreas da hotelaria, da imobiliária e da gastronomia.
Para Jack Carvalho, natural de Braga e proprietário de uma pastelaria em Toronto, “esta foi essencialmente uma digressão de negócios, alguns já concretizados”. “É uma troca de produtos, de conhecimentos e de experiências”, frisa. O empresário veio aos Açores também para apresentar três sobremesas que criou em resposta a um convite lançado pelo presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico em Toronto. Jack confeccionou pratos utilizando produtos regionais, como o queijo, a laranja, o ananás ou o maracujá, conjugando sabores para preparar as sobremesas Chamarrita, Vulcão e Queijada da Ilha.
Também Marina Candeias, empresária da área do turismo, se congratulou com esta passagem pelas ilhas do Triângulo, tecendo rasgados elogios às potencialidades turísticas destas três ilhas. “O que nós temos aqui é muito bom, e precisa de ser divulgado. Muita gente conhece as ilhas, mas não conhece o seu potencial. Foi a primeira vez que estive no Triângulo e fiquei abismada com as coisas boas que têm para oferecer”, disse, frisando a hospitalidade da população, a riqueza da gastronomia e o “excelente cartão-de-visita” que representa a paisagem das ilhas, não apenas para os turistas estrangeiros mas até para os portugueses.
No passado domingo, 1 de Maio, celebrou-se o Dia do Trabalhador. Para assinalar a data, a União de Sindicatos da Horta organizou a tradicional sardinhada no Parque da Alagoa.
.jpg)
Para além dos comes e bebes, não faltou muita música e animação, e São Pedro também ajudou à festa, com a meteorologia a convidar os muitos faialenses que ali acorreram a passar a tarde ao ar livre.
.jpg)
Na festa houve também lugar para uma intervenção sindical, proferida por João Decq Mota, onde esteve em destaque o actual momento de crise que o país atravessa.
Para o sindicalista, a presença do FMI em Portugal serve apenas os interesses do patronato, e a Troika irá mais longe do que as forças políticas nacionais em termos de cortes salariais, redução de direitos ou diminuição de apoios sociais. Segundo João Decq Mota, a justificação que aponta como causa para este cenário o facto do país ter vivido “acima das suas possibilidades” não é válida, já que considera que não se enquadram nessa situação “os mais de 2 milhões de portugueses que vivem com menos de 409 euros por mês”, ou os “mais de 700 mil desempregados” ou ainda os cerca de “1,2 milhões de trabalhadores, particularmente os jovens, com vínculo precário”. “Acima das possibilidades vivem os que duplicaram os lucros para valores escandalosos, à custa da exploração do povo português”, considera.
João Decq Mota alertou ainda para o facto da vida dos trabalhadores açorianos estar “a piorar de dia para dia”, apesar “da propaganda do Governo Regional”. “Continuamos a ser uma das regiões do país com os salários mais baixos, mas onde pagamos mais pelos transportes, pelos serviços básicos, pelos bens de primeira necessidade”, frisou, apontando o dedo às políticas do Executivo de César, “que continuam a agravar as condições de vida dos trabalhadores”.
Com as eleições de Junho à porta, o sindicalista culpabilizou a passagem pelo Governo de PS, PSD e CDS-PP pela actual situação, e apelou à mudança. A renegociação da dívida, o investimento em prol do crescimento económico, o combate à fraude e à fuga fiscal, o desenvolvimento da produção nacional, o aumento do poder de compra dos cidadãos, o apoio à empregabilidade e a salvaguarda do Estado Social são algumas medidas que os sindicatos defendem. Para vê-las em prática, João Decq Mota apelou à mobilização dos trabalhadores através do voto: “não podemos deixar aos outros o poder de decidir por nós”, referiu.
.jpg)