Arrancou esta manhã, em Arouca, no norte do continente português, a 11.ª Conferência Europeia de Geoparques. O evento, este ano organizado pela Associação Geoparque de Arouca, reúne mais de 300 participantes de várias nacionalidades e pretende reunir contributos para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo para todos os geoparques europeus.
Esta conferência reveste-se de especial importância para os Açores, uma vez que, no seu encerramento, irá saber-se se o Geoparque da Região será ou não aceite na rede europeia de geoparques. Neste momento Portugal está representado na rede pelos geoparques de Arouca e Naturtejo.
Tribuna das Ilhas conversou com Paulino Costa, do Geoparque Açores, que salientou a importância da participação em eventos como este, pela “troca de experiências e partilha de informação” que proporciona. “Por um lado divulgamos a nossa região e o nosso Geoparque e por outro estamos sempre a aprender com outras realidades”, explica.
O Geoparque Açores está a ser trabalhado de há quatro anos a esta parte. A candidatura à rede europeia, entregue em Novembro passado, é um dos reflexos da evolução do projecto, mas existem mais. Como explica Paulino, o funcionamento do Geoparque não se limita à identificação dos pontos de interesse geológico no território açoriano. “Há também um trabalho ao nível da promoção da região, da educação ambiental, entre outras coisas”, refere, esclarecendo que o trabalho dos geoparques se norteia à volta de três eixos fundamentais: a educação, a geoconservação e o desenvolvimento sustentável. “Preparámos um conjunto de pacotes educativos disponíveis no nosso site e que serão entregues nas escolas para ajudar os professores a aprofundar o domínio das geociências. Ao nível da geoconservação, temos já um conjunto de áreas protegidas de interesse geológico. Finalmente, ao nível do desenvolvimento sustentável, temos criado parcerias com diversas empresas e instituições, para que o geoparque possa também ser uma mais-valia para elas”, explica.
A sessão de abertura desta conferência europeia de geoparques ficou marcada por várias intervenções, destacando-se o discurso de Nikolas Zoros, coordenador da rede europeia de geoparques, que se referiu à mesma como uma ferramenta muito importante não apenas para a preservação do património geológico mas também para o crescimento sustentável das regiões onde os geoparques membros se inserem.
Também Patrick McKeever, representante da UNESCO, salientou a importância crescente dos geoparques. Nesta área, entende, Portugal deve ser “um exemplo para a Europa”, pela forma como cuida e celebra a herança geológica. Falando dos geoparques da rede europeia como modelos para um desenvolvimento sustentável, através da troca de ideias e de sinergias de projectos, McKeever chamou a atenção para a importância destas ferramentas no actual cenário de alterações climáticas drásticas que o planeta enfrenta. Falando dos geoparques como “janelas do passado”, o representante da UNESCO entende que eles podem e devem ajudar a preparar o futuro, principalmente através da sensibilização dos habitantes e das indústrias das zonas onde se inserem para uma melhor gestão dos recursos.
Esta conferência termina na sexta-feira, com uma visita ao Geoparque de Arouca, no entanto a sessão de encerramento, onde deverá ser conhecida a decisão do Comité sobre o geoparque açoriano, acontece no final de quinta-feira.
Ao longo destes dias estão previstas várias palestras, com destaque para as intervenções da comitiva açoriana.

Hoje, dia 17 de Setembro, a maior parte dos alunos faialenses regressa à escola para mais um ano lectivo.
No ensino público, são quase 2200 as crianças e jovens que se preparam para voltar às aulas no Faial.
No pré-escolar, estão matriculadas 280 crianças em toda a ilha, menos seis que no ano lectivo anterior. Já no primeiro ciclo do ensino básico estão inscritos nas escolas faialenses 650 alunos, o que representa um aumento de 33 crianças em relação a 2011/2012.
Em relação ao pré-escolar e ao primeiro ciclo, importa também analisar os estabelecimentos de ensino privados. No Castelinho, instituição particular de solidariedade social, estão inscritas no ano lectivo que agora começa 76 crianças na valência de creche (menos uma eu no ano passado) e 66 na valência de jardim-de-infância (mais uma que em 2011/2012). Esta instituição conta também com um ATL de apoio às escolas do primeiro ciclo, onde estão inscritos 58 alunos, menos um que no anterior.
Na Casa de Infância de Santo António, também ela uma instituição particular de solidariedade social, estão matriculados 55 alunos no primeiro ciclo do ensino básico, menos 14 que no ano passado. Quanto à valência de creche, que contempla bebés até dois anos, estão inscritas 43 crianças, mais três que no ano anterior. No jardim-de-infância esta instituição 75 crianças inscritas, tal como tinha em 2011/2012.
No segundo ciclo o número de inscritos é de 350, mais quatro que no ano passado.
No terceiro ciclo do ensino básico, o ano lectivo que agora arranca tem menos 44 alunos que o anterior, contando com 474 matrículas.
No ensino secundário também se regista uma quebra no número de alunos: este ano estão inscritos 308 jovens, menos 54 que no ano passado.
Na Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA), destaque também para as turmas de programas específicos como o Oportunidades, um programa de recuperação de escolaridade para alunos que já tiveram uma segunda retenção no terceiro ciclo ou que já atingiram os 14 anos de idade sem terem conseguido concluir o segundo ciclo de escolaridade. Neste momento, a ESMA conta com 83 alunos neste programa. Quanto aos alunos integrados numa UNECA (Unidade Especializada com Currículo Adaptado), este ano são 14. Finalmente, o PROFIJ (Programa Formativo de Inserção de Jovens) conta com 36 alunos, distribuídos pelos cursos de informática e de animador sócio-cultural.
Na Escola Profissional da Horta, onde as aulas já começaram, estão inscritos 130 formandos, mais sete que no ano lectivo anterior. Neste momento frequentam o terceiro e último ano 40 formandos, distribuídos pelos cursos técnicos de Secretariado, Manutenção Industrial/Mecatrónica Automóvel e Construção Naval/Embarcações de recreio. No final do ano lectivo, estes alunos estarão preparados para ingressar o mercado profissional, habilitados com cursos técnicos de nível IV. No segundo ano, e nos cursos técnicos de Gestão e de Apoio à Infância, estão inscritos 44 formandos. No primeiro ano estão matriculados 46 jovens, nos cursos de Desenho Digital 3D e Sistemas de Informação Geográfica.
Deste estabelecimento de ensino saíram este ano jovens profissionais com cursos técnicos de nível IV nas áreas de Energias Renováveis/Solar, Construção Civil/Topografia e Contabilidade.
A Profissional da Horta tem também uma turma de 16 alunos a frequentar um curso Reactivar, de assistente administrativo.
O ano lectivo que agora começa representa desafios acrescidos para a Escola Básica Integrada António José de Ávila, que neste momento está a ser alvo de obras no âmbito da empreitada de grande reparação que arrancou este Verão. Trata-se de um investimento de 7,2 milhões de euros, que deverá estar concluído em Maio de 2014 e terá capacidade para 700 alunos.
No entanto, enquanto a obra é executada, os funcionários da escola têm de fazer esforços acrescidos para garantir o seu normal funcionamento. De acordo com Maria José Gomes, responsável pela escola, o procedimento para este ano lectivo está preparado desde Janeiro. Houve necessidade de transformar alguns laboratórios em salas de aula normais, bem como de converter salas no refeitório. Também os espaços de educação física ficam comprometidos, com os alunos a ficarem limitados ao Pavilhão da Horta.
No entanto, como explica Maria José Gomes, trata-se de um esforço necessário que será compensado quando a escola for dotada de instalações com melhores condições.
Arranca hoje, sábado, a primeira fase do Campeonato Nacional de Andebol – 1-ª Divisão. O Sporting Clube da Horta (SCH) entra na competição motivado para lutar pela manutenção, com uma equipa jovem onde as principais novidades são o extremo esquerdo Filipe Pinho, o central Diogo Simão, os laterais Irineu Gomes e Tiago Silva, o central/lateral esquerdo Milos Padezanin e o pivô Filipe Martins. A apresentação da equipa decorreu na noite de ontem, no Hotel Fayal.

Coube ao presidente do clube caracterizar a equipa que, sob os comandos do técnico Filipe Duque, vai actuar ao mais alto nível no andebol nacional na época que agora começa. Vítor Silva destacou o rejuvenescimento do plantel, salientando a presença importante de alguns jogadores veteranos. “Demonstrem-nos que têm vontade de singrar”, pediu.
Sobre as aspirações do clube, Jorge Rosa, vice-presidente para o departamento de andebol, confessa que seria “excelente” garantindo a manutenção na prova através de um lugar no grupo A, entre os seis primeiros. No entanto, ser a primeira equipa do grupo B, como aconteceu no ano passado, já será uma conquista positiva.
Em relação à Taça de Portugal, cuja primeira eliminatória para o SCH se joga em Dezembro, o objectivo é chegar à “final four”. Nesta competição, Jorge Rosa espera que o seu clube tenha mais sorte que nas duas últimas épocas, onde teve de defrontar o Porto, campeão nacional. Logo na primeira eliminatória.
Em tempos de crise, Vítor Silva explica que a situação financeira do clube é “igual à do país, das empresas e das famílias” e que esta época foi necessário fazer cortes no orçamento. Em tempos de dificuldade, no entanto, o surgimento de um novo patrocinador oficial foi uma lufada de ar fresco. Na época que agora arranca, a empresa de segurança Elite Security será uma parceria importante para o SCH.
Entretanto, também Bruno Leonardo, representando a Direcção Regional do Desporto, e Filipe Menezes, vereador da Câmara Municipal da Horta, garantiram para esta época a manutenção das verbas de apoio ao SCH.
A cada época que passa, o SCH torna-se numa equipa mais faialense, dando oportunidade a atletas formados no clube de actuar na primeira divisão. Jorge Rosa explica que tem havido uma preocupação na formação dos atletas que tem dado frutos. No ano passado, o clube contou com 150 inscritos nos escalões de formação, e todos esses atletas trouxeram resultados, com destaque para os minis, que alcançaram um quinto lugar no nacional, de entre 47 equipas presentes.
Nuno Silva (guarda-redes)
Fábio Silva (guarda-redes)
Paulo Contente (guarda-redes)
Tiago Rodrigues (pivot)
Bruno Castro (lateral esquerdo)
Pedro Pinto (pivot)
Filipe Martins (pivot)
Rui Alves (ponta direita)
Irineu Gomes (ponta direita)
Rui Barreto (central)
Diogo Simão (central)
Afonso Almeida (ponta/lateral direito)
Filipe Pinho (ponta esquerda)
Hugo Silva (ponta esquerda)
Valério Machado (ponta esquerda)
Yuriy Kostetskyy (lateral esquerdo)
Tiago Silva (lateral direito)
Milos Padezanin (lateral esquerdo/central)
Na jornada inaugural, o Sporting Clube da Horta recebe no Faial o Águas Santas, num jogo agendado para as 21h00 de hoje, no Pavilhão da Horta.
O Porto, campeão nacional, joga em Lisboa frente ao recém promovido Clube Desportivo Escolar Camões que, em conjunto com o Avanca, garantiram a presença na primeira divisão depois da descida, na época passada, do Maia e do São Bernardo. Ao Avanca saiu-lhe em sortes na estreia ir jogar a casa do Sporting.
O Benfica recebe o ABC de Braga e o Belenenses joga no Funchal frente ao Madeira SAD. O Xico Andebol recebe o Fafe.
Na passada quinta-feira a primeira candidata do PS pelo Faial às eleições de Outubro visitou três empreendimentos em zonas rurais, nomeadamente nas freguesias do Capelo, Praia do Norte e Castelo Branco, que considera serem ilustrativos da “dinâmica que o PS defende para as freguesias”.
Para Ana Luís, estas empresas, que contaram com apoios no âmbito do PRORURAL mostram que “há empreendedorismo e há juventude interessada em investir na sua terra”. A candidata destaca o facto deste projectos serem “geradores de emprego”, podendo contribuir para “a fixação de pessoas nas freguesias”.
Assim sendo, Ana Luís entende que é essencial garantir a continuidade deste tipo de medidas, fortalecendo os apoios às empresas, majorados quando se tratem de jovens empresários ou de projectos destinados ao espaço rural. Desta forma, entende, é possível garantir o “desenvolvimento homogéneo” do Faial.
O PRORURAL é, recorde-se, um programa enquadrado no período de programação 2007-2013 da política da União Europeia de desenvolvimento rural, sendo comparticipado pelo Fundo Europeu Agrícola de desenvolvimento Rural. Com este quadro comunitário a chegar ao fim, as atenções centram-se nas novas políticas europeias que determinarão os apoios com que a Região poderá contar vindos de Bruxelas. Ana Luís está optimista em relação a esse novo quadro e lembra que, sendo os Açores uma região ultra periférica caracterizada por uma grande descontinuidade territorial, os apoios comunitários deverão ter sempre por objectivo a coesão e a reprodutividade dos investimentos.
Para já, no entanto, a candidata presta mais atenção a Lisboa do que a Bruxelas. Ana Luís mostra-se muito descontente com as novas medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro-ministro e diz não entender de que forma é que estas melhorarão a saúde da economia nacional, já que, como explica, são indiciadoras de uma ainda maior quebra do consumo, o que, entende, não trará a tão necessária criação de empregos. Neste cenário, deixa uma certeza: “na próxima legislatura teremos de olhar muito pelas pessoas e pelas empresas”, refere.
Pela quarta vez consecutiva, o PSD/Açores aposta em Jorge Costa Pereira para liderar a candidatura laranja pelo Faial às legislativas regionais. Vice-presidente da Assembleia Regional na legislatura que agora termina, Costa Pereira assume-se como escolha provável para a cadeira da presidência daquele órgão caso o PSD ganhe as eleições de Outubro. Em entrevista ao Tribuna das Ilhas, o candidato considera, no entanto, ser prematuro analisar essa questão antes do acto eleitoral. Costa Pereira explica que a proposta laranja para a ilha passa por conferir-lhe um lugar de destaque no desenvolvimento de uma economia do mar, por dinamizar o seu sector agro-pecuário e também por dotá-la de melhores acessibilidades. Neste sentido, assume a ampliação da pista do Aeroporto da Horta como uma bandeira, e defende uma solução que envolva o Governo da República mas também a comparticipação do investimento ao abrigo do futuro quadro comunitário de apoio. A emergência de um novo quadro comunitário é, de resto, um dos aspectos que norteia o PSD, que quer preparar investimento reprodutivos para a região que possam contar com verbas de Bruxelas.
Costa Pereira defende também que o Faial merece mais destaque no todo regional e acusa o Governo socialista de faltar à verdade aos açorianos num cenário de dificuldades económicas como o que se atravessa.
Aceitei o convite do PSD porque eu e toda a minha lista acreditamos que podemos ter um papel importante na defesa do lugar que o Faial deve ocupar no contexto regional, sobretudo se acontecer o que esperamos, que é uma vitória do PSD. Achamos que os faialenses estão cansados de terem representantes seus ao lado do Governo que estão sempre disponíveis para aceitar de forma silenciosa tudo o que este faz, mesmo que não seja positivo para os interesses da ilha. Temos uma lista que pode trazer, em caso de vitória do PSD, uma mais-valia na recolocação da importância do Faial no contexto regional, pois achamos que esse lugar não tem sido defendido. Queremos ter um papel importante nessa defesa, e dissemo-lo em público e olhos nos olhos à líder do PSD. Se for preciso escolher entre o Faial e o PSD não hesitaremos em escolher o Faial, porque é isso que os nossos eleitores nos solicitam, é isso que os faialenses esperam de nós e é disso que o Faial precisa.
Essa é uma situação que importa esclarecer. Temos assistido, nos últimos anos, a uma campanha de marketing bem estruturada por parte do Governo Regional para fazer de conta que nos Açores a situação está melhor que em todo o lado. Aqui está sempre melhor do que na Madeira e do que na República. O que importa é as pessoas pensarem pela sua cabeça e não se deixarem influenciar por esta capacidade imensa de marketing.
Se as finanças dos Açores estão tão bem como dizem que está, por que é que o Governo Regional vendeu a Autonomia a troca de 135 milhões de euros no memorando de entendimento que fez com a República? Por que é que, se estávamos tão bem, tivemos necessidade de pedir dinheiro para pagar dois empréstimos que venciam em Agosto e para os quais já não tínhamos meios? A situação dos Açores é grave e preocupante e exige medidas diferentes por parte de um futuro governo dos Açores.
É preciso entrar numa época de governação em que se fale verdade às pessoas. As pessoas têm o direito de saber a verdade e os governos têm o dever de esclarecer os cidadãos sobre a verdade das finanças públicas. Quando se diz que a situação das finanças públicas não é boa é quando a comparamos com o cenário que o PS traça. A situação económica dos Açores não é o mar de rosas que Governo e PS dizem que é.
Estamos no fim de um quadro comunitário de apoio; numa época de transição entre este e um novo quadro. Esta é uma altura de definição e o pior que podemos fazer é ficar parados à espera que as coisas aconteçam. O PSD está a trabalhar para propor aos açorianos uma alteração da forma de governar mas também um conjunto de investimentos com uma perspectiva diferente: investir não para satisfazer “cliques” aqui ou acolá mas para ter efeitos produtivos na economia, porque desenvolvendo a economia gera-se emprego, que é a nossa outra grande carência.
Queremos trabalhar falando verdade e preparando os investimentos com vista a que, quando surgir o novo quadro comunitário de apoio, aqueles que seja necessário candidatar estejam prontos. Queremos também que esses investimentos tenham por objectivo o sector produtivo e o emprego. É neste quadro que se devem avaliar as propostas que os partidos estão a fazer. E isso não é nenhuma incoerência com a constatação de que a situação económica da Região é preocupante.
É um risco, mas acho que Berta Cabral e o PSD/Açores têm dado bastas provas de que a nossa Autonomia não é uma palavra vã, é para valer. O primeiro-ministro governa Portugal. Nos Açores governam o Governo Regional e a Assembleia Regional. Sempre que o Governo da República implemente medidas a nível nacional que não tenham de ser implementadas nos Açores, o Governo Regional é que vai decidir se essas medidas devem ou não ser aqui implementadas.
Além disso, e independentemente das medidas da República, temos de ter consciência de que nestas eleições não estamos a avaliar Passos Coelho nem o seu Governo. Estamos a avaliar o Governo Regional dos Açores e vamos escolher o presidente do Governo Regional dos Açores e a próxima Assembleia Regional. Portanto, temos de escolher quem achamos que tem mais experiência e capacidade de resolver os problemas que os Açores enfrentam. Os açorianos têm dois caminhos: ou acham que está tudo bem e continuam como estão, e continuamos com os que nos levaram ao maior número de desempregados da história, à situação económica em que a Região teve de ir pedir dinheiro a Lisboa e hipotecou com isso a sua Autonomia, ou damos ao PSD e a Berta Cabral a oportunidade de mostrar que é capaz de fazer pelos Açores o que fez por Ponta Delgada.
A situação actual do Faial preocupa-nos. Olhamos para o conjunto dos investimentos feitos na ilha e não encontramos nenhum objectivo claro, porque tem faltado no Faial uma estratégia de desenvolvimento. Temos de pensar no que queremos atingir enquanto comunidade dentro de alguns anos.
Achamos fundamental criar oportunidades para todas as ilhas. E para que cada ilha consiga ter a oportunidade que a faça desenvolver-se no todo regional, importa definir e conhecer a sua vocação específica, saber qual é a sua mais-valia no conjunto dos Açores e transformar essa mais-valia na forma de potenciar o seu desenvolvimento.
Neste quadro, há três objectivos fundamentais para o desenvolvimento do Faial. O primeiro, e prioritário, é a aposta naquela que é a especificidade maior da ilha, que é o seu lugar na nova economia do mar. A grande aposta de futuro no Faial como centro dessa economia do mar passa por um conjunto de investimentos que já estão a ser equacionados mas que queremos que se tornem prioridade. Falo do reordenamento do sector das pescas do nosso porto, da instalação das empresas marítimo-turísticas, da ampliação da marina, da frente de mar… Há, neste domínio, um conjunto importante e prioritário de investimentos a fazer. E para reforçar este lugar central do Faial necessitamos de acessibilidades, daí a prioridade que damos à ampliação da pista do Aeroporto da Horta. Este é um objectivo importante cuja calendarização e execução têm de ser adaptadas aos tempos que vivemos e às disponibilidades financeiras que conseguirem mobilizar.
Temos já um compromisso público assumido pela líder do partido de que a solução para a pista do Aeroporto não pode continuar a ser a que até aqui se dizia. A promessa inicial de Carlos César, em 2000 nos Flamengos, foi de que se a ANA ou o Governo da República não ampliassem a pista, o Governo Regional o faria.
E este é o registo correto. Ora, é já claro há muitos anos que nem a ANA nem o Governo da República querem assumir esse investimento. Por isso, impõe-se que ele seja assumido como um objectivo político regional claro, e é assim que o PSD o encara. Assumido assim, importa garantir a seguir, para a sua concretização, o envolvimento do Governo da República e o enquadramento do investimento no novo quadro comunitário de apoio. Enquanto Vasco Cordeiro diz que esse deve ser um investimento da República, nós achamos que se continuarmos com esse discurso nunca teremos a ampliação da pista. E daí a importância do compromisso político assumido pela líder do PSD.
A ampliação garantirá um aumento das margens de segurança da operação aérea, a nossa acessibilidade a outros mercados, em termos de voos directos, e que a operação deixe de estar penalizada nas cargas. Este é um conjunto de mais-valias importantes que faz deste um investimento prioritário.
Em relação às acessibilidades, consideramos também a conclusão da Variante como uma prioridade. A Variante vem libertar a cidade para um conjunto de investimentos que nunca foram feitos mas que são necessários. A nossa cidade não é capaz de respirar, em termos de trânsito. Com a Variante ganha-se uma libertação do centro da cidade que permitirá outros investimentos e a devolução de algumas ruas aos peões com o seu possível encerramento ao trânsito…
Para além do desenvolvimento da economia do mar e das acessibilidades, há um terceiro pilar fundamental na ideia do PSD para o Faial, que é o sector agro-pecuário. É ele que garante a nossa paisagem, e portanto a imagem que os Açores têm. Além disso, é um sector produtivo essencial. Aqui temos duas preocupações fundamentais: apostar na diversificação agrícola e enfrentar os problemas das fileiras do leite e da carne.
Trabalhando estes três pilares como alicerces do nosso desenvolvimento pretendemos levar a um crescimento da nossa economia que resulte numa activação do mercado e na criação de novas oportunidades de emprego. Esse é o nosso drama: o Faial está limitado a uma economia de 15 mil pessoas, que não é capaz de gerar novos empregos e isso penaliza-nos de tal forma que a maior parte dos nossos filhos não consegue regressar mesmo que queira, porque aqui não há oportunidades de emprego.
Leia a entrevista completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 14.09.2012 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário