A IV edição do Punkada!Fest já começa a ganhar forma. De acordo com Pedro Correia, baterista dos Punkada, banda organizadora do evento, em 2013 o festival vai realizar-se a 5 e 6 de julho, no Parque de Exposições do Faial, na Quinta de São Lourenço.
Para além da presença da banda organizadora, destaque da noite de sábado, estão já confirmadas a presença dos faialenses Desbunda, na sexta-feira, e dos picoenses VaimaZé, que prometem passar em revista os temas míticos do rock português na noite de sábado. Em aberto está ainda o nome da banda principal para a noite de sexta-feira.
Este ano o Punkada!Fest conta com o apoio da autarquia faialense. O festival integra-se, de resto, nas comemorações do aniversário da cidade da Horta, que se festeja a 4 de julho. Para além da autarquia, a Associação de Jovens Agricultores do Faial e a Direção Regional do Turismo apoiam este evento, que tem como rádio oficial a Antena 9.
Sobre o concerto dos Punkada!, ponto alto do festival, Pedro Correia garante que, para além das covers dos Rammstein, principal inspiração da banda faialense, está garantida a apresentação de alguns temas originais da banda, que surgiram mais recentemente.
Recorde-se que o Punkada!Fest nasceu em 2010, para celebrar o 10.º aniversário dos Punkada. De então a esta parte o festival tem-se realizado anualmente.
O projeto Moviment’Arte nasceu no seio da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF) para ajudar cidadãos com deficiência a vencer as dificuldades e ganhar competências. Hoje, apoia 31 utentes, que todos os dias desenvolvem actividades que contribuem para a sua integração social. No entanto, um corte no financiamento da Direção Regional da Solidariedade Social coloca agora em causa o projeto. Tribuna das Ilhas conversou com a sua coordenadora, Marta Faria, que falou sobre a importância do Moviment’Arte e sobre o esforço para angariar fundos para a sua manutenção.
O apoio da APADIF aos cidadãos portadores de deficiência através do seu envolvimento em atividades ocupacionais existe há vários anos. No entanto, há 3 anos que o projeto Moviment’Arte conta com financiamento do Governo Regional.
De acordo com a psicóloga Marta Faria, coordenadora do projeto, este surgiu para fazer face à “necessidade de ocupar e promover competências nas pessoas com deficiência”, que, antes do Moviment’Arte existir, ficavam em casa sem qualquer estímulo.
Hoje o projeto apoia 31 pessoas, entre os 16 e os 78 anos “e com perturbações bastante diversificadas”: “temos deficiência visual, auditiva, motora, síndrome de Down, esquizofrenia, autismo…”, exemplifica a coordenadora, para quem gerir um grupo tão heterogéneo é “um desafio contante”.
Neste projeto a APADIF conta com três funcionários: a coordenadora, uma pessoa em regime de Estagiar L e uma auxiliar de serviços gerais. Em 2013 a verba disponibilizada para o Moviment’Arte foi cortada em 7500 euros. Como o dinheiro atribuído anteriormente chegava “à justa” para as atividades do projeto, este corte vai obrigar a alterações profundas e pode mesmo ditar o seu encerramento. Marta ficará sozinha a trabalhar com os 31 utentes, o que inclui o seu transporte de e para as atividades, e além disso é necessário acabar com uma série de ateliers, por falta de verba.
Até agora o Moviment’Arte funcionava diariamente e tinha várias atividades ao fim de semana, envolvendo fortemente a comunidade. O corte nas verbas implica reduzir as horas de funcionamento. Além disso, o número de ateliers disponíveis tem vindo também a ser reduzido, com a extinção dos ateliers de Psicologia, Autonomia Pessoal, Canto, Dança, Desporto, Informática e Horticultura. Neste momento funcionam os ateliers de Vela, Pintura, Trabalhos Manuais, Culinária e Equitação e alguns destes podem ter de ser reequacionados.
Marta confessa, no entanto, que isto não é suficiente para fazer face à redução de verbas. Só em combustível o projeto gasta cerca de 500 euros mensais, tendo em conta a quantidade de deslocações entre a casa dos utentes e os locais onde se desenvolvem as actividades.
O projeto terá também de sair do espaço que ocupa, na Conceição, pois não consegue pagar a renda.
Para fazer face às despesas o Moviment’Arte tem organizado várias iniciativas para angariar fundos, com o apoio dos familiares dos utentes. Às segundas, quartas e sextas-feiras, entre as 09h00 e as 12h00 e entre as 13h00 e as 17h00, o projeto vende vários artigos, feitos por utentes e familiares, no quiosque da Praça da República. Na semana passada, fizeram amendoins com açúcar para vender e esta semana prepararam uma Feira Solidária, que terá lugar hoje, dia 26, no Bairro das Pedreiras, para venda de roupas usadas: “apelámos à sociedade faialense para nos dar roupas que já não usa e a adesão tem sido imensa”, conta Marta.
Contactada pelo Tribuna das Ilhas, a diretora regional da Solidariedade Social mostrou-se surpreendida com a situação do projeto Moviment’Arte. Natércia Gaspar reconheceu um corte nas verbas de 7500 euros, que, explica, se deve às atuais “restrições orçamentais”. A diretora regional refere que a APADIF subscreveu o acordo de cooperação proposto, sendo que “a sua Direção não manifestou qualquer preocupação”. Para Natércia Gaspar, “não está em causa a viabilidade do projeto”, pois a Direção Regional aprova apenas “projetos positivos e numa perspetiva de assegurar postos de trabalho”.
Natércia Gaspar reiterou o facto da APADIF ser um exemplo de boas práticas, principalmente na criação de parcerias e garantiu esforços no sentido de encontrar uma solução.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 26.04.2013 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
A Associação para o Desenvolvimento Local de Ilhas dos Açores (Adeliaçor) promove entre os dias 3 e 12 de maio roteiros gastronómicos em 14 restaurantes do Pico e do Faial. O evento, designado Taste in Faial e Taste in Pico, integra-se no projeto Enogastronomia – Competências e Inovação, que envolve restaurantes e produtores de vinho. A apresentação do roteiro decorreu esta manhã, na sede da Adeliaçor.
De acordo com José Leonardo Silva, o objetivo é “promover a economia local e a nossa restauração, num período que ainda é de baixa mas que será um aquecimento para a época alta”. O presidente da Adeliaçor explicou também que a ideia é “utilizar os produtos regionais modernizando ao mesmo tempo a nossa cozinha”.
No Faial, aderiram os restaurantes Kabem Todos, O Picaroto, O Vítor dos Leitões, Petiscaki e o Bar do Clube Naval na Horta. A adesão no Pico foi maior, com a participação dos restaurantes Dark, Canto do Paço, Fonte Cuisine, Lagoa, O Luís, O Ancoradouro, Petisca – Casa de Petiscos, Ponta da Ilha e Rochedo. Nas Flores e em São Jorge serão realizadas mostras gastronómicas em alguns restaurantes.
Durante estes 10 dias cada restaurante aderente terá um menu especial com base em produtos regionais, criado através de um trabalho de consultoria da Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada. Cada menu custa 12,5 euros e é composto por entrada, prato de peixe ou carne e sobremesa. As bebidas não estão incluídas, no entanto o restaurante irá sugerir vinhos regionais para acompanhar cada prato. Estes menus são diferentes para cada restaurante e estarão disponíveis ao almoço e ao jantar.
Os menus serão divulgados no site da Adeliaçor, sendo que a promoção deste roteiro passa também pela sua divulgação nos restaurantes aderentes, na rádio e através de flyers.
Arranca na próxima segunda-feira a quarta edição da Semana da Dança no Faial. O evento, organizado pela Câmara Municipal da Horta (CMH) e pela Hortaludus, prolonga-se até 29 de abril, Dia Internacional da Dança. A apresentação do evento decorreu na manhã de quarta-feira, no Teatro Faialense.
Segundo o vereador da CMH Filipe Menezes, a comemoração do Dia Mundial da Dança é “o maior evento em recinto fechado” no Faial, servindo para mostrar o trabalho dos ginásios e grupos dedicados à dança na ilha. O autarca destaca a introdução, a cada ano, de algo novo nesta Semana da Dança. Em 2013 o destaque vai para o desdobramento das comemorações do Dia Mundial da Dança por dois dias, no Pavilhão da Horta. Assim, no dia 26 estará em destaque a ginástica e o fitness e no dia 27 é a vez da dança. Ambas as exibições estão agendadas para as 21h00. No total dos dois dias são esperados mais de 600 participantes no evento.
Quanto ao público, o Pavilhão da Horta vai ter capacidade para 950 pessoas, com a montagem de uma bancada extra. De acordo com o responsável pela Hortaludus, João Morais, as expetativas passam por encher por completo o recinto nos dois dias. Os bilhetes estão à venda na bilheteira do Teatro Faialense e custam 2 euros para cada dia. As receitas revertem a favor dos ginásios e grupos de dança da ilha.
À semelhança do que aconteceu no ano passado, esta Semana da Dança ficará também marcada por um concurso de dança, que decorre no Teatro Faialense, no dia 24 a partir das 21h30. Depois da exibição dos concorrentes a banda faialense Rock4U atua no palco do Teatro. Até ao momento, o concurso conta três inscritos. As inscrições prolongam-se até ao final do dia de amanhã. Este concurso é aberto à participação de todas as pessoas a partir dos 5 anos.
No dia 25 de abril, a partir das 16h00, na Praça da República, a dança associa-se às comemorações do Dia da Liberdade.
Ainda no âmbito da Semana da Dança, nos dias 22 e 23 haverá demonstrações de dança pelas escolas do Faial e o filme em exibição no Teatro Faialense, no dia 28, é dedicado à temática da dança. Filipe Menezes prometeu também surpresas 29 de abril, data em que se assinala o Dia Internacional da Dança.
A CMH e a Hortaludus têm como parceiros no evento o Serviço de Desporto do Faial e a Escola Básica e Integrada da Horta. A Semana da Dança conta ainda com o apoio do Go Gym, CorpuSeven, Aline Després, Clube Desportivo Escolar da Horta, Zumba Fitness, Beatriz Oliveira e Corpo em Movimento.
A sucessão de taxas de ocupação baixas nos últimos anos ditou o encerramento, no final de maio próximo, do Hotel Horta. Esta unidade hoteleira de quatro estrelas abriu na cidade da Horta a 1 de agosto de 1998, com uma oferta de cerca de 80 quartos.
O Hotel Horta é propriedade de Soturim – Sociedade Turística Imobiliária, empresa familiar que detém também o Marina Hotel, em Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel.
Pedro Ranito é diretor do Hotel desde 2001. Com 62 anos de idade e 35 de hotelaria, é o mais velho dos funcionários que se preparam para ficar sem trabalho. Ao Tribuna das Ilhas, explicou que a equipa do Hotel Horta está a esforçar-se para continuar a fazer o seu trabalho de acordo com as rotinas habituais: “vamos dignificar a nossa profissão e honrar os compromissos de cabeça erguida. Os clientes estão acima de tudo”, disse.
A conjuntura internacional adversa foi, para Pedro, uma das principais causas da quebra na ocupação. No entanto, o crescimento de mercados muito mais competitivos que os Açores são, para o diretor do Hotel Horta, o grande problema. Com mais de três décadas de hotelaria, Pedro não duvida de que, se a acessibilidade aos Açores não for trabalhada através da redução do preço das passagens aéreas, outros hotéis da Região irão fechar a porta.
O encerramento deste Hotel atira para o desemprego 26 pessoas na ilha do Faial. Estes trabalhadores ainda não receberam os salários do mês de março e a administração já deu sinais de não ter condições para pagar os meses seguintes, apesar do hotel se manter em funções até 31 de maio.
O Sindicato dos Transportes e Turismo da Horta já está a trabalhar para ajudar os trabalhadores, como explicou ao Tribuna o seu presidente. De acordo com Walter Lavrado, o sindicato aguarda agora que os trabalhadores recebam a carta de despedimento para poder dar seguimento ao processo.
Quanto à anunciada intenção da administração de não pagar ordenados, Walter explica que o não pagamento dos vencimentos de março já tinha motivado, da parte do sindicato, um ofício que foi remetido à Inspeção Regional do Trabalho, para o qual não houve ainda resposta.
O encerramento do Hotel Horta engrossará, de uma assentada, em 26 pessoas o número de desempregados na ilha, o que representa um impacto significativo numa economia com as dimensões da do Faial. Recorde-se que, há cerca de sete meses, o encerramento da empresa Teófilo SA representou o fim de cerca de 40 postos de trabalho. Em menos de um ano, são quase 70 empregos que o Faial perde.