No dia 28 de maio o Sporting Clube da Horta (SCH) assinalou o seu 90.º aniversário. A data foi celebrada no passado sábado, com um beberete na sede do clube.
Na ocasião, o presidente da Assembleia Geral saudou atletas, dirigentes, técnicos e sócios, deixando também uma palavra de apreço aos pais dos jovens desportistas, pela colaboração que têm emprestado ao clube. João Castro garantiu aos presentes que o clube continua com “aspirações desportivas” mas destacou a importância das “aspirações patrimoniais”, recordando que a sede social não é, na sua totalidade, património do clube. O presidente da Assembleia Geral recordou que existe um compromisso do Governo Regional na resolução deste problema, para que o clube possa fazer obras na sede, cada vez mais necessitada de uma intervenção.
Igual preocupação manifestou o presidente da Direção, Vítor Silva, que colocou a sede no topo das preocupações do clube, a par com a continuação da formação dos atletas.
Também o presidente da Câmara Municipal da Horta reconheceu o problema, dizendo que o SCH é uma das instituições da ilha “com a situação mais debilitada” no que diz respeito à sede. João Fernando Castro garantiu ainda que a autarquia irá assumir todos os compromissos assumidos a esse respeito e destacou a importância do SCH para a projeção do nome do Faial e dos Açores.
Em representação do Governo, o diretor regional dos Assuntos do Mar mostrou ter estado atento às intervenções anteriores. Frederico Cardigos referiu que “os compromissos do passado continuam”, lembrando, no entanto, que os tempos são difíceis. O diretor regional reconheceu que “é papel do Governo distribuir parte das verbas pagas por cada um de nós para apoiar o desporto nos Açores”, lembrando o papel dos outros intervenientes na dinamização desportiva da sociedade, como é o caso dos dirigentes, a quem Cardigos entende caber não apenas a função de “galvanizar as pessoas” em torno dos clubes, mas também a de “organizar com o máximo rigor as finanças” da instituição.
Atualmente o Sporting da Horta conta com cerca de 150 atletas, nas modalidades de andebol, esgrima e futebol, esta última no escalão de veteranos e sem quadro competitivo. No ano em que assinala 90 primaveras o clube já conquistou o título de campeão regional e Andebol em Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores, ao mesmo tempo que a equipa senior conseguiu a melhor classificação dos últimos anos no Campeonato Nacional, ao garantir a presença no grupo A, onde se classificou em sexto lugar.
Para Vítor Silva, a aposta clara na formação de atletas está a dar frutos e é uma prioridade para o futuro.
Na sua intervenção, o presidente lembrou o passado do clube quem considera, deve ser o “alicerce para um grandioso futuro”. Vítor Silva recordou as inúmeras modalidades que passaram pelo SCH, bem como os contributos culturais do clube para a ilha, referindo os bailes, as projeções de filmes ou a biblioteca.
O dirigente recordou também algumas conquistas desportivas mais especiais, como a presença na final da Taça Challenge, em 2006, ou as duas taças Presidente da República que o SCH teve orgulho em “conquistar para a terra onde nasceu o primeiro presidente da República”, disse.
Os deputados eleitos pelo PSD/Faial reuniram na tarde de ontem com o Conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha do Faial, para falar sobre a proposta de reestruturação do Serviço Regional de Saúde (SRS) apresentada pelo Governo Regional.
No final do encontro, Luís Garcia explicou aos jornalistas que, à semelhança do que aconteceu no Hospital da Horta, também no que diz respeito ao Centro de Saúde os responsáveis não foram ouvidos pelo Executivo Regional sobre esta proposta.
De acordo com o deputado social-democrata, a principal preocupação da administração, partilhada pelo PSD, é o facto da classificação dada ao Centro de Saúde descer de Unidade de Saúde Intermédia para Unidade de Saúde Básica. Ora, esta é a classificação dada às extensões do Centro de Saúde em algumas freguesias, como é o caso do Capelo. Por isso, os deputados do PSD partilham da opinião do Conselho de Administração de que esta classificação “foi um engano”.
Caso assim não seja e esta classificação venha a ser implementada, Luís Garcia lembra que uma Unidade de Saúde Básica é, de acordo com a proposta do Governo, destina-se apenas “à medicina geral e familiar e à enfermagem, e isso é um contra-senso com as valências e serviços de que este Centro de Saúde dispõe”. Assim sendo, o deputado teme que, a implementar-se a proposta do Executivo tal como está, o Centro de Saúde da Horta perca valências como “o electrocardiograma, o raio x, a psicologia, a nutrição ou até a medicina dentária, que começou há pouco a funcionar”. “Esperemos que esta situação seja corrigida”, disse.
A respeito da discussão pública em torno da reestruturação do SRS, Luís Garcia não aprova que o processo esteja a ser conduzido através de “sessões partidárias organizadas pelo PS”. “O PS tem toda a legitimidade de organizar as sessões de debate e discussão pública que entender. Mas o Governo não é do PS; é da Região Autónoma. Achamos que é um governo democrático e, como tal, deve organizar um processo de discussão pública que seja isento, aberto e plural, e isso ainda não vimos”, disse, acrescentando que o PSD quer “sistema de discussão menos partidário e mais aberto aos responsáveis da saúde e aos cidadãos em geral”.
O deputado social-democrata também não gostou de ser acusado de “demagogia e populismo” pelo líder parlamentar do PS na Assembleia Regional. Luís Garcia frisa que os deputados do PSD/Faial têm estado a ouvir os responsáveis pela saúde na ilha para “defender os interesses do Faial e das populações e defender melhores cuidados de saúde”. “Estamos responsavelmente nesta função e era importante que esse responsável político dissesse se também coloca nessa classificação os seus camaradas socialistas que estão no Conselho de Ilha do Faial e também se manifestaram profundamente contra” a proposta do Governo.
Na passada quarta-feira a presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores recebeu o presidente da Fundação Faialense, André Faria, que veio ao Faial para receber a insígnia autonómica de mérito cívico, no Dia da Região, que se assinalou na passada semana.
A Fundação Faialense existe há 44 anos, está sedeada nos Estados Unidos e atribui bolsas a estudantes descendentes de açorianos que aí residem, bem como a estudantes faialenses.
De acordo com o presidente, os fundos para atribuição das bolsas são angariados através de festas, das quais se destaca o banquete anual, que conta com a participação de cerca de 300 pessoas.
Filho de pais faialenses, André já nasceu nos Estados Unidos. O presidente da Fundação Faialense destaca o esforço dos emigrantes e seus descendentes para manter as tradições das ilhas, especialmente as festas religiosas.
Os objetivos da Fundação passam agora por aumentar o número de membros, atualmente cerca de 130. O presidente entende que o desafio passa por mobilizar os mais jovens: “as pessoas da minha geração e as mais velhas participam mas está a ser um desafio trazer os jovens para a nossa organização”, disse.
Faleceu no passado domingo, aos 81 anos, Antero Gonçalves. Homem do desporto, foi atleta do Fayal Sport Club e, mais tarde, treinador e dirigente do clube da Alagoa. Durante algum tempo viveu em São Miguel, onde alinhou pelo União Micaelense. Foi comentador desportivo na rádio Antena 9 e correspondente no Faial da Emissora Regional dos Açores (que antecedeu a RDP e a Antena 1), colaborando também com o Rádio Clube de Angra. Ao Tribuna das Ilhas, o jornalista Souto Gonçalves, que entrevistou Antero Gonçalves aquando dos seus 80 anos, recorda que o atleta era um desportista completo, praticando várias modalidades, como o futebol, o andebol ou o basquetebol. Sobre Antero Gonçalves, Souto diz que era “verde por dentro e por fora”, referindo-se ao seu apego ao Fayal Sport, tão grande que nunca quis treinar outros clubes.
Decorreu no passado fim de semana, no Teatro Faialense, a IV Mostra Internacional de Chocolate, organizada pela AzoresEvents, com a colaboração da Câmara Municipal da Horta e da Hortaludus. As primeiras três edições decorreram em São Miguel mas desta vez a organização quis trazer o evento ao Faial para chegar a novos públicos.

De acordo com Bruno Raposo, da AzoresEvents, a participação da população superou as expetativas, mas o mesmo não se pode dizer da presença dos empresários locais. A organização quis envolver o tecido empresarial contactando empresas que comercializam produtos ligados ao chocolate, no entanto a adesão foi fraca, com apenas três empresários a comparecerem, representando o restaurante A Árvore, a Cartoon Store e a Doce Delícia.
No entanto, o balanço global é positivo e a organização quer repetir o evento no Faial.

Isaura Rodrigues, do restaurante A Árvore, fez um balanço positivo da sua participação, lamentando no entanto a fraca adesão dos restantes empresários. A doceira lamentou também o que considera ter sido a falta de divulgação do evento por parte dos promotores. A falta de promoção e o facto dos horários das demonstrações não estarem nos cartazes foi, para Isaura, limitativo da adesão do público. Além disso, o facto de não ter existido uma cerimónia de abertura no arranque da mostra também não agradou aos empresários que se esforçaram por marcar presença.

Posição semelhante partilha o mestre chocolateiro Paul Héctor Bossier. O belga veio aos Açores pela primeira vez para representar o chocolate do seu país de origem no Faial. Contente com a receção do público às suas demonstrações, Paul lamentou, no entanto, o que considera ter sido a fraca divulgação do evento.
Para além das demonstrações de Paul, o público pôde também ver Guillermo Melero em ação. O mestre chocolateiro espanhol veio do Museu do Chocolate de Valência e tem participado em todas as mostras. Da sua passagem pelo Faial destaca a beleza da ilha e a recetividade do público. Entre outras coisas, Guillermo trouxe chocolate confecionado de forma artesanal e o fruto do cacau, para mostrar no Faial o processo através do qual se fabrica um dos alimentos mais populares do mundo.
