Decorre nos dias 8, 9 e 10 de junho, em Guimarães, a Festa Nacional da Ginástica, onde se integra o Campeonato Nacional de Hip Hop 2013. Pela primeira vez, um grupo faialense vai marcar presença neste campeonato: trata-se do grupo de juniores do Go Gym, que competem pelo Castelo Branco Sport Clube (CBSC). Tribuna das Ilhas foi assistir ao ensaio e esteve à conversa com a treinadora, Lisa Medeiros.

Com o fim das aulas à porta, não são as férias nem os dias de praia que tardam a chegar que ocupam os pensamentos das atletas juniores do grupo de Hip Hop do Go Gym. Os finais de tarde e as noites são dedicados a ensaiar, com afinco, para que tudo corra bem no desafio em que estão concentradas: o Campeonato Nacional de Hip Hop, onde participam pela primeira vez, enquanto atletas do CBSC.
No escalão de juniores, as faialenses têm pela frente outros seis grupos. Com atletas entre os 13 e os 14 anos, o grupo sabe que vai, muito provavelmente, enfrentar adversárias mais velhas e com mais experiência. No seu escalão, as atletas do CBSC são as únicas representantes açorianas, todavia no escalão de seniores competem outros dois grupos da Região: o Clube de Atividades Gímnicas de Ponta Delgada e o Clube Desportivo Escolar das Velas.
De acordo com Lisa Medeiros, a ideia de participar neste campeonato surgiu assim que começou a dinamizar o grupo de Hip Hop. Este ano finalmente concretiza-se mas o processo até aqui chegar não foi fácil: “a logística e a burocracia foram muito complicadas e morosas”, conta, destacando o apoio dos pais no processo e a colaboração do CBSC. Para pode participar neste tipo de competições, atletas e treinadores têm de pertencer a um clube e estar federados, bem como pertencer à Associação Gímnica dos Açores. Foram estes requisitos que desencadearam a colaboração entre o Go Gym e o CBSC: “o clube recebeu-nos de braços abertos e foram incansáveis, ajudando-nos em tudo o que foi necessário”, conta Lisa.

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A 24.ª edição do Rali Ilha Azul/Além Mar 2013 vai agitar o Faial nos dias 13, 14 e 15 de junho. A apresentação da principal prova de desportos motorizados da ilha decorreu esta tarde, na sede do Clube Automóvel do Faial (CAF).
Estão inscritas nesta edição do rali 34 viaturas, o que representa uma quebra em relação à edição de 2012, que contou com 44 inscritos. Estarão representadas seis das nove ilhas dos Açores, ficando de foram apenas Flores, Corvo e São Jorge. Quanto ao Faial, são 15 os pilotos inscritos.
Como já é habitual, na prova participam os melhores pilotos açorianos, com destaque para Ricardo Moura, campeão nacional de ralis e vencedor da 23.ª edição do Ilha Azul. Esta é, de resto, uma prova que pontua para o Campeonato Regional de Ralis e para a Taça de Ralis do Canal.
Para o presidente do CAF, este será um rali “bastante competitivo”, o que se pode antever pela participação de 14 viaturas com quatro rodas motrizes. Bento Leonardo destacou o empenho da Direção e da Comissão Desportiva do CAF na organização desta prova, principalmente num cenário de contenção de custos como o que hoje se vive.
O responsável destacou também os apoios para este rali, que vêm do Governo dos Açores, da Câmara Municipal da Horta, da Fábrica de Tabaco Estrela (principal patrocinador) e da Associação de Clubes Automóveis dos Açores, esta última funcionando como ele de ligação entre os clubes, o que permite criar importantes parcerias. Bento Leonardo agradeceu ainda às várias empresas regionais e locais que contribuíram para pôr de pé este evento.
Mário Jorge Silva congratulou-se com o número de participantes que, apesar de ter diminuído em relação aos anos transatos, é bastante elevado quando comparado a outras provas realizadas na Região. Para o diretor da prova, trata-se de um sinal do apreço que os pilotos têm pela prova, o que é “motivo de orgulho” para o CAF.
Quanto ao figurino do Ilha Azul, a máxima “em equipa que ganha não se mexe” faz valer a sua força e a prova não sofre alterações em relação aos últimos anos. Na quinta-feira (dia 13), a partir das 20h00, as viaturas estarão no Largo Duque D’Ávila e Bolama para apresentação das equipas. Na sexta-feira, o destaque vai para aquela que é a prova espetáculo desta competição: a super especial, a partir das 19h00, na Praia do Almoxarife. No sábado os pilotos enfrentam os quatro troços do rali que, garante Mário Silva, estão em “excelentes condições” e prometem reforçar as razões pelas quais são considerados por muitos “os melhores troços de terra do país”.
Mário Silva reforçou as palavras do presidente do CAF quanto ao empenho de toda a equipa para garantir a realização do Ilha Azul com a dignidade a que o evento habituou o público, apesar dos cortes nos apoios. “O CAF não é subsídio-dependente. Temos feito um esforço para angariar fundos próprios para compensar os cortes”, explicou.
Depois de ter sido dado a conhecer em vídeo há cerca de dois anos, o Ambi – mascote ambiental da Câmara Municipal da Horta (CMH) -, chegou ao Faial “em carne e osso”, para marcar presença nas escolas do concelho, incentivando os mais novos a fazer a separação dos resíduos. A mascote foi apresentada na manhã de hoje, 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente.
De acordo com o vice-presidente da CMH, “a escola é o melhor sítio” para transmitir a importância da separação de resíduos. Por isso, no início do próximo ano letivo o Ambi vai percorrer todas as escolas de primeiro ciclo da ilha para convencer os mais novos da importância da reciclagem. Além disso, segundo José Leonardo Silva, as escolas serão também incentivadas pela autarquia a fazer separação de resíduos. Serão feitas pesagens e a escola que mais separar terá direito a um prémio.
Durante a apresentação da mascote, que decorreu junto ao Ecoponto da Canada das Dutras, o vice-presidente da CMH aproveitou para fazer um balanço da evolução da separação de resíduos na Horta. José Leonardo lembrou que em 2009 a ilha tinha 32 ecopontos, número que duplicou, fixando-se em 2013 nos 64. Contas feitas, existe um ecoponto por cada 250 habitantes, rácio que deixa o autarca satisfeito.
Numa altura em que, a nível nacional, a recolha seletiva de resíduos tem diminuído, José Leonardo congratulou-se também pelo facto de, em 2012, a Horta ter sido capaz de manter os números da recolha de papel e cartão e aumentar os da recolha de vidro e plástico. Em 2012, no Faial, foram recolhidas 195,6 toneladas de vidro, 223,5 toneladas de papel e 48,5 toneladas de plástico.

Chama-se Pizza Nova e é uma pizzaria take-away que promete sabores genuinamente italianos para gostos variados. Abriu ao público no passado sábado, nos Cedros, e Tribuna das Ilhas esteve à conversa com os donos, Alessandro Chiappa e Caterina Rossi.

A Pizza Nova, nos Cedros, mesmo junto à Estrada Regional, chama a atenção pelo ar pitoresco e acolhedor. A receber os visitantes está Caterina e na cozinha é Alessandro quem põe mãos à obra para fabricar as pizzas com a inconfundível massa italiana. À disposição dos clientes estão mais de 20 pizzas, com variados sabores. O que não varia é o tamanho da pizza: todas têm um diâmetro de cerca de 30 centímetros. Os preços são anti-crise: vão dos 6 aos 9 euros.
Alessandro e Caterina vieram parar ao Faial há dois anos. Com dois filhos pequenos, o casal procurava um local para viver fora de Itália. Insatisfeitos com a qualidade de vida no seu país de origem, visitaram vários países até encontrarem os Açores: “assim que viemos cá apaixonámo-nos”, conta Caterina.

Quanto à ideia da pizzaria, Alessandro conta que foi “quase natural”, ou não fosse a arte de fazer uma boa pizza uma espécie de marca genética dos italianos. Alessandro já cozinhava em Itália e o casal decidir arregaçar mangas e começar um negócio nos Cedros.
Para já, a Pizza Nova funciona em regime de take-away. Durante o verão (junho a setembro), abre de terça a domingo entre as 17h00 e as 22h00. De inverno (outubro a maio), abrirá no mesmo horário, mas de quinta a domingo. Os pedidos podem ser feitos na altura, uma vez que a confecção das pizzas é rápida, ou então podem ser efetuados por telefone.

Os ingredientes misturam alguns produtos da ilha (como o queijo) com outros, mais difíceis de encontrar por cá e que por isso têm de ser importados. Quanto ao processo de abrir um negócio, Alessandro confessa que a tarefa não foi fácil, principalmente devido a toda a burocracia que teve de enfrentar na Câmara Municipal da Horta.
Depois de muita luta, no entanto, conseguiram pôr de pé o projeto. Alessandro e Caterina estão conscientes de que os tempos são difíceis, mas isso não os assusta: “hoje em dia não são muitos os países que não estão em crise. Em Itália estávamos em crise por isso não vamos deixar o facto de Portugal também estar a atravessar uma crise mudar muito a nossa vida”, remata Alessandro.
No próximo dia dia 8 de junho, pelas 21h30, o palco do Teatro Faialense recebe a Banda de Sopros do Faial, criada para celebrar o 10.º aniversário da reabertura daquele espaço, que se assinalou no dia 6 de junho.
Para além da atuação da Banda de Sopros – momento alto destas comemorações -, o Teatro Faialense vai receber vários eventos ao longo do ano para assinalar esta década de funcionamento, como explicou o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), João Castro, numa conferência de imprensa que teve lugar esta manhã.
Esta não é, no entanto, a primeira vez que é criada uma Banda de Sopros no Faial, com músicos de todas as filarmónicas da ilha. Em 1966 foi posto de pé um projeto semelhante, que a autarquia faialense decidiu agora revisitar. Em palco estarão 70 músicos das oito bandas filarmónicas faialenses, num concerto composto por nove peças, onde participarão os vários maestros envolvidos no projeto.
Os músicos envolvidos neste projeto estão em ensaios há cerca de três meses. Para além da atuação de sábado no Teatro Faialense, irão atuar no palco principal da Semana do Mar. Está também agendada uma atuação para o mês de outubro.
Quanto ao concerto de amanhã, os bilhetes estão à venda na bilheteira do Teatro Faialense e têm o custo de 5,5 euros. As receitas deste espectáculo serão depois distribuídas pelas filarmónicas participantes.
Quem o diz é João Castro, que lembrou que a reabertura deste espaço mudou por completo a oferta cultural na ilha do faial. Para o presidente da CMH, o investimento feito no Teatro para a sua reabertura – cerca de 2 milhões de euros – foi largamente compensado não apenas pela valorização do espaço (hoje avaliado em cerca de 6 milhões) mas principalmente por esse alargamento da oferta cultural à população faialense.
O décimo aniversário da reabertura do Teatro Faialense celebrou-se ontem, dia 6 de junho. No entanto, as comemorações decorrem desde o início do ano e prolongam-se até ao final. Cinema, música, dança e teatro marcam esta celebração em eventos como o Azores Fringe Festival, um Encontro de Folclore ou uma Maratona Musical de 24 horas.
O Teatro Faialense começou a funcionar em 1856, construído por iniciativa de João de Bettencourt, chamando-se então Teatro União Faialense. Mais tarde, em 1884,foi remodelado, voltando a haver uma remodelação em 1916. Depois de ser adquirido pela CMH, em elevado estado de degradação, foi alvo de obras de recuperação e ampliação, reabrindo ao público a 6 de junho de 2003, tendo a sua gestão ficado entregue à empresa municipal Hortaludus.