A Horta recebeu as I Jornadas Diocesanas de Saúde Mental, que tiveram como oradora principal Filipa Palha, Presidente da Associação Encontrar+se, Vice-Presidente - Europe - da World Federation of Mental Health e ainda docente da Universidade Católica.
O número de participantes superou as expetativas da organização, uma vez que, nesta ação, marcaram presença mais de 40 pessoas, incluindo representantes de entidades oficiais, nomeadamente o Diretor Regional da Saúde, João Soares, Ester Pereira, Vereadora da Câmara Municipal da Horta, Sandra Silva, Chefe de Divisão da Ação Social do Faial e do Pe. Marco Luciano, da Ouvidoria da Horta.
A igreja indo de encontro à urgência de ter uma palavra e uma presença no mundo deve estar atenta aos problemas dos seus irmãos de forma a ajudá-los a ultrapassar diversas situações, nomeadamente em relação às problemáticas da Saúde Mental, uma doença que está a afetar a população portuguesa e que por isso deve merecer uma resposta, por parte da Igreja Católica, considerou o Pe. Marco Luciano no âmbito das I Jornadas Diocesanas de Saúde Mental, que decorreram no passado sábado na Horta.
O pároco, esclareceu que, “a Ouvidoria da Horta desde cedo acolheu esta ideia e da parte do Serviço Diocesano da Pastoral Social, foi feito tudo aquilo que era necessário para que estas jornadas tivessem lugar na nossa ilha”.
Segundo Marco Luciano, o número de participantes superou as expectativas, até mesmo do Serviço Diocesano. “Nós tínhamos muito poucas inscrições, e o que é certo é que temos um número considerável de presenças”, disse.
Ainda em relação aos participantes, o padre adiantou que a maior parte são catequistas e pessoas ligadas a movimentos da vida da igreja. O ouvidor referiu a este respeito, que o facto estarem presentes muitos catequistas foi “porque chegamos à conclusão que às catequeses nos chegam crianças, adolescentes e jovens com problemas da ordem do foro psíquicos e com certeza também da parte dos nossos catequistas tem de haver uma sensibilização”.
O pároco salienta que muitos casos são sinalizados precisamente na catequese. “Nós temos experiência de alguns casos nas paróquias”, “os catequistas começaram a aperceber-se de algumas manifestações e alguns sinais exteriores que denotavam algo nos catequisandos ora este assunto muitas vezes bem encaminhado, permite ajudar as pessoas”, entende.
As Jornadas de reflexão “Desafios e oportunidades na recuperação de um problema de saúde mental” foram organizadas pelo Serviço Diocesano da Pastoral Social, com a colaboração da Ouvidoria do Faial e reuniu, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça mais de 40 pessoas.
O seu principal objetivo foi aumentar o conhecimento sobre a temática da saúde mental, derrubar barreiras que permitam a procura de ajuda precoce, combater o estigma e a discriminação associada à doença mental bem como, alertar os açorianos para a dimensão dos problemas de saúde mental e os riscos pessoais, familiares, sociais e económicos associados a situações de ausência de cuidados adequados.
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As fases zonais do 3.º Ciclo dos Jogos Desportivos Escolares 2015/2016, que envolvem cerca de 450 participantes, incluindo os elementos das comissões organizadoras, nas modalidades de Andebol, Voleibol, Atletismo e Ginástica, decorrem ao longo desta semana nas ilhas do Faial, S. Miguel e Flores.
Durante esta semana, na sequência das fases de ilha do ensino secundário realizadas em março, realizaram-se as fases zonais A, B e C, que decorreram nas escolas básicas e secundárias Manuel de Arriaga, na Horta, Vila Franca do Campo, em S. Miguel e das Flores.
As cerimónias protocolares da Fase Zonal B decorrem de 13 a 15 de abril no pavilhão desportivo da escola Manuel de Arriaga e contam com a participação das comitivas deste estabelecimento de ensino, da Graciosa, da Vila do Topo, em S. Jorge e das Lajes do Pico.
A Fase Zonal A decorre de 12 a 14 de abril e conta com a participação das comitivas das escolas de Vila Franca do Campo, Nordeste, Povoação e Maia, em S. Miguel, e Tomás de Borba, de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira com as cerimónias protocolares a decorrerem no pavilhão desportivo da Escola Básica e Secundária de Vila Franca do Campo.
A Fase Zonal C, iniciou-se hoje e contou com a participação das comitivas das escolas das Flores, de Ponta Garça, de São Roque do Pico e de Mouzinho da Silveira, da ilha do Corvo. A cerimónia de abertura desta fase decorreu, no Pavilhão Municipal das Lajes das Flores, enquanto a cerimónia de encerramento terá lugar na Casa do Povo das Lajes das Flores.
Os Jogos Desportivos Escolares são um projeto açoriano e apresentam-se como um ponto de encontro entre o complemento curricular da Educação Física e o processo desportivo, sendo uma das maiores e mais valiosas expressões do Desporto Escolar Açores.
Esta 27.ª edição dos Jogos Desportivos Escolares é a primeira que se realiza desde que o Desporto Escolar Açores se associou ao Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar – ProSucesso. Fruto desta associação, que se manterá até ao ano letivo de 2019/2020, a edição deste ano tem como tema central “Desporto Escolar Açores ProSucesso”, desenvolvendo-se sob o lema “A Escola é Minha!”.
A 3.ª edição do Urban Trail da Matriz, evento organizado pela Junta de Freguesia em colaboração com o Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA), decorreu na tarde do passado sábado, integrado no programa do Dia da Freguesia que se assinalou no dia 8 de março e reuniu 41 atletas.
A interpelação do PCP sobre a “Precariedade e Políticas Públicas de Emprego”, marcou o arranque dos trabalhos do Parlamento açoriano, que estão a decorrer desde ontem na Horta.
No final do debate Aníbal Pires, não poupou críticas ao Governo, considerado que esta discussão “demonstrou como mais uma vez o Governo Regional procura desculpabilizar-se com a crise económica internacional e nacional, para explicar a crise social que vivemos, tentando esconder que foram as suas políticas e as suas próprias opções que a aceleraram, que a agravaram e que a eternizam”.
O deputado lembrou que foi o Governo Regional que “sistematicamente”, recusou medidas “diferentes de apoio às famílias, de recuperação dos rendimentos dos trabalhadores, de alívio dos seus sacrifícios” no plenário.
Para o coordenador do PCP o “resultado está à vista”. “Temos uma economia anémica, em recessão profunda, que é apenas disfarçada pela injeção de subsídios e fundos públicos para sustentar o sector privado, um desemprego gigantesco, uma crise social sem precedentes, que vitimiza em primeiro lugar e de forma mais dura os trabalhadores, em especial os mais desprotegidos, com piores qualificações, mais pobres”, defendeu.
Aníbal Pires reforçou que as políticas de emprego nos Açores, se concretizam “em dezenas de programas” que não têm em vista “efectivamente a criação de emprego estável, de qualidade, com direitos e perspectiva de valorização pessoal e profissional para os trabalhadores”, reforçou.
O segundo deputado o “objetivo das políticas de emprego deste governo é o de transformar subrepticiamente a natureza do emprego público, destruindo-lhe as características e condições, anulando os direitos e a estabilidade dos vínculos dos seus trabalhadores, substituindo-os paulatinamente, passo a passo mas de forma deliberada, por outros trabalhadores com regimes laborais mais flexíveis”, considerou.
No entender de Pires “o PS não resistiu à tentação de utilizar a crise para aumentar a exploração dos trabalhadores açorianos”, de aproveitar “os programas ocupacionais e de formação para tentar realizar o velho sonho da direita: criar uma vasta camada de trabalhadores pobres, sem direitos e com rendimentos que estão no limite da sobrevivência, que podem ser explorados à vontade, com o beneplácito das Resoluções do Governo Regional!”, afirmou.
A finalizar o líder dos Comunistas reiterou que “ são inaceitáveis os abusos dos programas ocupacionais, a total ausência de formação profissional, e a utilização desses trabalhadores para substituir necessidades de trabalho permanente, às quais devia corresponder um posto de trabalho efectivo”.
De acordo com a representação do PCP, esta interpelação “teve o mérito de ser esclarecedora em, relação à teimosia do PS em persistir nesta política vergonhosa”.