Tribuna das Ilhas

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Susana Garcia

Susana Garcia

29
abril

Zona Marítima do Faial e Pico - Governo quer proibir pesca no Monte da Guia, Ilhéus da Madalena e Baixa da Barca

Publicado em Geral
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No cumprimento da Política Comum das Pescas, o Governo Regional tem vindo a tomar medidas com vista a regulamentar a gestão dos portos de pesca e núcleos de pesca da RAA, inclusive o exercício da pesca na zona marítima do Faial e Pico.
Neste contexto, criou uma portaria que estabelece regras específicas para o exercício da pesca nas áreas marinhas do Monte da Guia, Ilhéus da Madalena e Baixa da Barca.
De acordo com a portaria em questão, no Monte da Guia fica proibido o exercício da pesca comercial e lúdica, à exceção da pesca apeada no Reduto da Patrulha, nos Portões de Porto Pim e entre a Praia de Calhau Rolado Entre-Montes, bem como a captura de isco vivo.
No que diz respeito às áreas marinhas dos Ilhéus da Madalena, fica proibido o exercício da pesca comercial e lúdica dentro do Porto à exceção da zona costeira. Já na Baixa da Barca fica proibido o exercício de toda a pesca comercial e lúdica.
Na criação desta portaria o Governo o alega a “conservação dos recursos biológicos marinhos e uma gestão das pescas orientada para eles, assegurando, ao mesmo tempo, que as atividades piscícolas contribuam para a sustentabilidade ambiental, económica e social a longo prazo”.
Segundo o Governo, “revela-se necessária a aplicação de medidas de gestão e de exploração sustentável de recursos vivos marinhos nas zonas envolventes das ilhas do Faial e do Pico, evidenciada por resultados obtidos em vários estudos científicos que têm vindo a ser elaborados no Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores”.
Posto isto, Direção Regional dos Assuntos do Mar, solicitou ao Clube Naval da Horta (CNH), um parecer sobre a aplicação desta portaria.
Assim vista a analisar e debater esta questão e de forma a poder emitir o parecer solicitado, o CNH promoveu uma reunião no Centro de Formação de Desportistas Náuticos, aberta a todos os sócios, na passada quinta-feira, na qual a Direção Regional dos Assuntos do Mar se fez representar, de modo a poder prestar os esclarecimentos que a proposta suscitar.
De salientar que na elaboração da regulamentação foram auscultadas as Associações representativas do setor, a Autoridade Marítima e a Portos dos Açores, S.A.
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22
abril

I Jornadas Diocesanas de Saúde Mental - Igreja deve estar atenta e ajudar os irmãos a ultrapassarem problemáticas considera Pe. Marco Luciano

Publicado em Reportagem
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A Horta recebeu as I Jornadas Diocesanas de Saúde Mental, que tiveram como oradora principal Filipa Palha, Presidente da Associação Encontrar+se, Vice-Presidente - Europe - da World Federation of Mental Health e ainda docente da Universidade Católica.

O número de participantes superou as expetativas da organização, uma vez que, nesta ação, marcaram presença mais de 40 pessoas, incluindo representantes de entidades oficiais, nomeadamente o Diretor Regional da Saúde, João Soares, Ester Pereira, Vereadora da Câmara Municipal da Horta, Sandra Silva, Chefe de Divisão da Ação Social do Faial e do Pe. Marco Luciano, da Ouvidoria da Horta.

A igreja indo de encontro à urgência de ter uma palavra e uma presença no mundo deve estar atenta aos problemas dos seus irmãos de forma a ajudá-los a ultrapassar diversas situações, nomeadamente em relação às problemáticas da Saúde Mental, uma doença que está a afetar a população portuguesa e que por isso deve merecer uma resposta, por parte da Igreja Católica, considerou o Pe. Marco Luciano no âmbito das I Jornadas Diocesanas de Saúde Mental, que decorreram no passado sábado na Horta.

O pároco, esclareceu que, “a Ouvidoria da Horta desde cedo acolheu esta ideia e da parte do Serviço Diocesano da Pastoral Social, foi feito tudo aquilo que era necessário para que estas jornadas tivessem lugar na nossa ilha”.

Segundo Marco Luciano, o número de participantes superou as expectativas, até mesmo do Serviço Diocesano. “Nós tínhamos muito poucas inscrições, e o que é certo é que temos um número considerável de presenças”, disse.

Ainda em relação aos participantes, o padre adiantou que a maior parte são catequistas e pessoas ligadas a movimentos da vida da igreja. O ouvidor referiu a este respeito, que o facto estarem presentes muitos catequistas foi “porque chegamos à conclusão que às catequeses nos chegam crianças, adolescentes e jovens com problemas da ordem do foro psíquicos e com certeza também da parte dos nossos catequistas tem de haver uma sensibilização”. 

O pároco salienta que muitos casos são sinalizados precisamente na catequese. “Nós temos experiência de alguns casos nas paróquias”, “os catequistas começaram a aperceber-se de algumas manifestações e alguns sinais exteriores que denotavam algo nos catequisandos ora este assunto muitas vezes bem encaminhado, permite ajudar as pessoas”, entende.

As Jornadas de reflexão “Desafios e oportunidades na recuperação de um problema de saúde mental” foram organizadas pelo Serviço Diocesano da Pastoral Social, com a colaboração da Ouvidoria do Faial e reuniu, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça mais de 40 pessoas.

O seu principal objetivo foi aumentar o conhecimento sobre a temática da saúde mental, derrubar barreiras que permitam a procura de ajuda precoce, combater o estigma e a discriminação associada à doença mental bem como, alertar os açorianos para a dimensão dos problemas de saúde mental e os riscos pessoais, familiares, sociais e económicos associados a situações de ausência de cuidados adequados.

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11
abril

Jogos Desportivos Escolares - Faial, S. Miguel e Flores recebem Fases Zonais do 3.º Ciclo

Publicado em Desporto
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As fases zonais do 3.º Ciclo dos Jogos Desportivos Escolares 2015/2016, que envolvem cerca de 450 participantes, incluindo os elementos das comissões organizadoras, nas modalidades de Andebol, Voleibol, Atletismo e Ginástica, decorrem ao longo desta semana nas ilhas do Faial, S. Miguel e Flores.

Durante esta semana, na sequência das fases de ilha do ensino secundário realizadas em março, realizaram-se as fases zonais A, B e C, que decorreram nas escolas básicas e secundárias Manuel de Arriaga, na Horta, Vila Franca do Campo, em S. Miguel e das Flores.

As cerimónias protocolares da Fase Zonal B decorrem de 13 a 15 de abril no pavilhão desportivo da escola Manuel de Arriaga e contam com a participação das comitivas deste estabelecimento de ensino, da Graciosa, da Vila do Topo, em S. Jorge e das Lajes do Pico.

A Fase Zonal A decorre de 12 a 14 de abril e conta com a participação das comitivas das escolas de Vila Franca do Campo, Nordeste, Povoação e Maia, em S. Miguel, e Tomás de Borba, de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira com as cerimónias protocolares a decorrerem no pavilhão desportivo da Escola Básica e Secundária de Vila Franca do Campo.

A Fase Zonal C, iniciou-se hoje e contou com a participação das comitivas das escolas das Flores, de Ponta Garça, de São Roque do Pico e de Mouzinho da Silveira, da ilha do Corvo. A cerimónia de abertura desta fase decorreu, no Pavilhão Municipal das Lajes das Flores, enquanto a cerimónia de encerramento terá lugar na Casa do Povo das Lajes das Flores.

Os Jogos Desportivos Escolares são um projeto açoriano e apresentam-se como um ponto de encontro entre o complemento curricular da Educação Física e o processo desportivo, sendo uma das maiores e mais valiosas expressões do Desporto Escolar Açores.

Esta 27.ª edição dos Jogos Desportivos Escolares é a primeira que se realiza desde que o Desporto Escolar Açores se associou ao Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar – ProSucesso. Fruto desta associação, que se manterá até ao ano letivo de 2019/2020, a edição deste ano tem como tema central “Desporto Escolar Açores ProSucesso”, desenvolvendo-se sob o lema “A Escola é Minha!”.

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18
março

Urban Trail da Matriz - 3.ª Edição com forte participação de atletas

Publicado em Desporto
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A 3.ª edição do Urban Trail da Matriz, evento organizado pela Junta de Freguesia em colaboração com o Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA), decorreu na tarde do passado sábado, integrado no programa do Dia da Freguesia que se assinalou no dia 8 de março e reuniu 41 atletas.

A edição deste ano, apresentou-se com um novo percurso desafiante aos atletas que compareceram à partida levando-os a percorrer alguns recantos históricos da freguesia incluindo ainda a subida ao seu ponto mais alto o Monte Carneiro, num total de 7,5kms.
José Baptista, foi o primeiro a cortar a meta, completando os 7,5kms em 30:43:00 e conquistou ainda o primeiro lugar do seu escalão.
Em segundo, terminou Roberto Duarte, que precisou de mais 02m e 29 seg, para concluir o percurso. Carlos Garcia fechou o pódio da classificação geral, seguido de perto por Mário Leal, que foi o quarto classificado. A diferença destes dois atletas ao cortar a meta foi apenas de 14 segundos. Em quinto classificou-se Francisco Salgueiro.
Nesta 3.ª edição do Urban Trail da Matriz, participaram 15 mulheres. Destaque para a prestação de Margarida Viegas. A atleta foi a primeira mulher a cortar a meta e conquistou o primeiro lugar do pódio de veteranos femininos. Em segundo terminou Raquel Franco e Tatiana Melo, fechou o pódio. Letícia Melo foi a quarta classificada e Susana Garcia, terminou em 5.º da geral.
Por escalões, em juniores masculinos, Miguel Ávila foi o primeiro, secundado por Rodrigo Salgueiro. Em femininos, Tatiana Melo foi a única participante e subiu ao pódio do primeiro lugar.
Em seniores masculinos José Baptista, foi primeiro, em segundo ficou Romário Pires e Marco Ramos, ocupou o último lugar do Pódio.
No que diz respeito às seniores femininas, Letícia Melo foi a primeira, seguindo-se Susana Ribeiro e em terceiro terminou Duda Montrond.
Nos veteranos, destaque para Roberto Duarte, que foi o primeiro classificado. Carlos Garcia foi o segundo e Mário Leal, terceiro.
Nas mulheres, Margarida Viegas, foi a vencedora, Raquel Franco foi segunda e Susana Garcia, terceira.

 

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16
março

SESSÃO PLENÁRIA DE MARÇO - PCP crítica políticas programas ocupacionais do Governo

Publicado em Política
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A interpelação do PCP sobre a “Precariedade e Políticas Públicas de Emprego”, marcou o arranque dos trabalhos do Parlamento açoriano, que estão a decorrer desde ontem na Horta.

No final do debate Aníbal Pires, não poupou críticas ao Governo, considerado que esta discussão “demonstrou como mais uma vez o Governo Regional procura desculpabilizar-se com a crise económica internacional e nacional, para explicar a crise social que vivemos, tentando esconder que foram as suas políticas e as suas próprias opções que a aceleraram, que a agravaram e que a eternizam”.

O deputado lembrou que foi o Governo Regional que “sistematicamente”, recusou medidas “diferentes de apoio às famílias, de recuperação dos rendimentos dos trabalhadores, de alívio dos seus sacrifícios” no plenário.

Para o coordenador do PCP o “resultado está à vista”. “Temos uma economia anémica, em recessão profunda, que é apenas disfarçada pela injeção de subsídios e fundos públicos para sustentar o sector privado, um desemprego gigantesco, uma crise social sem precedentes, que vitimiza em primeiro lugar e de forma mais dura os trabalhadores, em especial os mais desprotegidos, com piores qualificações, mais pobres”, defendeu.

Aníbal Pires reforçou que as políticas de emprego nos Açores, se concretizam “em dezenas de programas” que não têm em vista “efectivamente a criação de emprego estável, de qualidade, com direitos e perspectiva de valorização pessoal e profissional para os trabalhadores”, reforçou.

O segundo deputado o “objetivo das políticas de emprego deste governo é o de transformar subrepticiamente a natureza do emprego público, destruindo-lhe as características e condições, anulando os direitos e a estabilidade dos vínculos dos seus trabalhadores, substituindo-os paulatinamente, passo a passo mas de forma deliberada, por outros trabalhadores com regimes laborais mais flexíveis”, considerou.

No entender de Pires “o PS não resistiu à tentação de utilizar a crise para aumentar a exploração dos trabalhadores açorianos”, de aproveitar “os programas ocupacionais e de formação para tentar realizar o velho sonho da direita: criar uma vasta camada de trabalhadores pobres, sem direitos e com rendimentos que estão no limite da sobrevivência, que podem ser explorados à vontade, com o beneplácito das Resoluções do Governo Regional!”, afirmou.

A finalizar o líder dos Comunistas reiterou que “ são inaceitáveis os abusos dos programas ocupacionais, a total ausência de formação profissional, e a utilização desses trabalhadores para substituir necessidades de trabalho permanente, às quais devia corresponder um posto de trabalho efectivo”.

De acordo com a representação do PCP, esta interpelação “teve o mérito de ser esclarecedora em, relação à teimosia do PS em persistir nesta política vergonhosa”. 

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