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23
junho

Eleições para o Conselho Executivo da Escola Manuel de Arriaga

Escrito por Ana Borba/Tatiana Meirinho

A Escola Manuel de Arriaga (ESMA) vai a eleições no próximo dia 27 de junho para eleger o novo Conselho Executivo.

Eugénio Leal atual presidente da ESMA assumiu funções no ano letivo  2005-2008. Durante quatro mandatos de três anos esteve à frente deste estabelecimento de ensino. A estas eleições concorrerm três listas.

Tribuna das ilhas conversou com os elementos que integram as listas concorrentes que nos falaram dos objetivos e projetos.

 

Paulo Gonçalves, docente da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) encabeça a Lista A ao Conselho Executivo da ESMA.

TI - O ato eleitoral para o Conselho Executivo da Escola Secundária Manuel de Arriaga vai decorrer no próximo dia 27 de junho. Quais são as principais ideias e promessas da sua candidatura?

PG - Em primeiro lugar agradeço a oportunidade que o Tribuna das Ilhas nos dá de expressar algumas ideias junto da comunidade e antes de responder à pergunta, não posso deixar de fazer uma referência ao trabalho que foi efetuado pelo Conselho Executivo anterior, que esteve 11 anos a gerir esta escola.

 Por outro lado, também queria congratular-me com o facto de haver três listas, o que demonstra uma grande maturidade democrática da escola, e nós, LISTA A, demos um contributo importante nesse sentido, ao aparecer com uma lista.

Quanto à questão em concreto, ideias e promessas, nós não somos propriamente políticos que andamos a fazer promessas, prefiro dizer que temos muitas ideias, projetos e intenções. Até porque não é o Conselho Executivo que executa todos os projetos. A escola depende de toda a gente. A nossa escola tem imensos projetos que aconteceram ao longo dos últimos anos, é uma boa escola e o nosso contributo será no sentido de explorar, propor, discutir novas ideias e encontrar soluções para situações em que é possível melhorar.

Apresentámos um plano de ação com cerca de oitenta objectivos, para muitos dos quais temos um conjunto de propostas e soluções. Achamos que deve haver uma grande abertura mental à mudança, à inovação e as propostas têm que ser discutidas e analisadas pela comunidade escolar, em particular, mas também pela comunidade, em geral.

Demos uma demonstração clara disso ao colocar à disposição de toda a gente, a possibilidade de poderem escrever na página da nossa lista, numa fase inicial, as suas preocupações e propostas, antes da formação do nosso programa e agora que apresentámos o programa, oferecemos a possibilidade de nos questionarem e tirarem dúvidas sobre as propostas que lá estão.

TI - Caso seja vencedora a lista que encabeça, quais as principais mudanças que pretende levar a cabo na escola?

PG - Se formos eleitos, implementaremos e proporemos bastantes mudanças, digoproporemos, porque muitas situações dependerão do Conselho Pedagógico, da Assembleia de Escola e dos próprios professores. Sem a participação e a consciência das pessoas para a importância de algumas mudanças, elas nunca acontecerão. Portanto, o que nós faremos é propor e tentar comunicar as vantagens de algumas mudanças, e esperamos que depois sejam bem-recebidas.

De qualquer modo, eu já referi uma, que é ouvir as partes envolvidas e essa será sempre a nossa principal preocupação.  Mas em termos de projetos objetivos, há um em particular que me é muito caro, e que até é uma exigência consagrada, no artigo 8º do Decreto Legislativo Regional, que define o currículo regional, que é a obrigação da escola promover um conjunto de atividades de caráter cultural, desportivo e lúdico para os alunos. Isto tem sido, de alguma forma, feito. No entanto, existe um problema que é cada vez maior na escola, em nosso entender, que é a motivação dos alunos.

 O projeto em questão chama-se “Um professor, um projeto”. Iremos propor a todos os professores da escola que desenvolvam um projeto extracurricular, de um tema que seja do seu interesse, de forma a servir como âncora a grupos de alunos. Isto permitirá, em tese, que os alunos cheguem a esta escola no início do ano letivo e tenham uma oferta de cerca de cem temas diferentes, e quando digo temas, podem ser temas de debate, workshops, núcleos, clubes ou o que se quiser chamar. Isto permitirá a abordagem de assuntos que podem ir desde a robótica, às motos, à culinária, entre muitos outros, o que as pessoas quiserem.

Este é um dos projetos. Para além disso há a questão da tecnologia. Nos dias que correm, em pleno século XXI, é para mim quase inadmissível que haja um tão grande afastamento da tecnologia e da evolução tecnológica que existe no mundo atualmente. Temos de trazer mais opções, soluções e colocar os alunos em contato com as melhores soluções tecnológicas que são desenvolvidas, neste mundo. Temos de pôr os alunos a explorar aplicações, a tentar programar e a estarem abertos à realidade do presente.

TI - Quais os principais desafios que se colocam aos Conselhos Executivos na atualidade?

PG -  São certamente muitos, mas eu destacaria dois, nesta fase. Um já referi um pouco na pergunta anterior, que é o esforço permanente de atualização da escola aos nossos dias. A evolução é cada vez mais rápida, o sistema educativo é muito pesado e leva muito tempo a mudar, e, portanto, é normal haver cada vez maior desfasamento entre a realidade e a escola. Este acho que é um grande desafio.

Outro desafio (há muitos), mas este tem a ver com a noção de que é preciso transmitir a toda a comunidade, que a escola, tal como existe atualmente, tem o valor que tem, pelo relacionamento das pessoas. Esse relacionamento implica respeito entre toda a gente, entre os alunos, dos alunos com os professores e com os funcionários, a escola tem que ser no fundo, uma segunda casa.

É evidente que, numa comunidade onde há cerca de mil pessoas, é normal que haja problemas, mas temos que passar uma mensagem e cultura de respeito, porque só assim é que podemos aprender mais, ser melhores e adquirir as ferramentas necessárias para o futuro. Neste momento destacaria estas duas situações.

TI - O que o difere dos outros candidatos?

PG - Nós avançámos com este projeto porque achamos que estava na altura, temos o conhecimento, a experiência necessária e a energia suficiente, para dar o nosso contributo para a melhoria da escola. Esta é a nossa ideia base.

 Assumimos uma posição de liderança, fomos os primeiros a aparecer com lista, os primeiros a apresentar o nosso programa. Tentámos transmitir uma imagem de trabalho, planeamento, organização, de utilização de tecnologias e de comunicação. Não basta dizer que vamos ouvir, nós implementámos durante a pré-campanha e na campanha soluções para ouvir as pessoas. E isto penso que marca de alguma forma a diferença.

TI - Quais as principais características dos elementos que formam a sua equipa?

PG Em termos gerais penso que somos pessoas com personalidade forte, cada um dos membros da equipa, diz o que pensa com muita frontalidade. Temos também, uma equipa muito trabalhadora, e parecem-me ser estes os dois aspetos mais relevantes.

TI - Que mensagem quer deixar à comunidade escolar?

PG - A mensagem essencial é de  que nós, se formos eleitos, faremos um trabalho árduo com toda a gente, no sentido de transformar, dentro das possibilidades e das limitações que existem sempre, a nossa escola numa escola do século XXI, portanto numa escola mais tecnológica, que se relacione mais facilmente com os pais e os encarregados de educação, através da tecnologia, mas também através da interação pessoal. Uma escola que seja interessante e motivante para os alunos.

                                                                                                                                                                                                                Tatiana Meirinho

Paula Menezes,  encabeça a Lista B das Eleições para o Conselho Executivo da Escola Secundária Manuel de Arriaga.

TI -  Quem é a Lista B e como surgiu a ideia de concorrer?

PM - A lista é encabeçada por mim, sou professora aqui na Escola há 27 anos, depois tenho como vice-presidentes as professoras Ilídia Quadrado e Susana Freitas.Nesta fase inicial, somos três professoras. Estou como presidente da lista, porque fui eu que tomei a iniciativa e pensei ao longo do tempo que poderia ser uma vantagem elaborar uma lista.

Até há 12 anos,altura em que começaram a surgir as primeiras listas para o CE,não havia uma grande motivação das pessoas para formar uma equipa para a gestão da Escola. Mas agora resolvemos que estava na altura de apresentarmos um projeto nosso para dinamizar a Escola.

TI - Quais são as principais ideias e promessas que a vossa lista se debruça?

Paula Menezes: Quando eu e as minhas colegas pensámos em constituir esta lista, logo desde início, há uns meses atrás, começámos a reunir-nos para pensar o que podíamos dar à Escola, tendo em consideração a nossa experiência aqui na Escola. Uma vez que todas nós temos passado por uma série de cargos de coordenação e de gestão, inclusive já estivemos também em Conselhos Executivos, em Comissões Executivas anteriores, percebemos que na Escola há uma série de dinâmicas que têm que se incutir nos vários elementos da comunidade educativa, desde professores, funcionários, alunos ou encarregados de educação e que tem que se fazer com que todos estes intervenientes consigam realmente se coordenar entre si.

A nossa equipa conhece a realidade concreta desta Escola e as suas fragilidades e pensou em medidas para as minimizar. Uma delas está relacionada com a motivação, não só dos alunos, mas de toda a comunidade escolar, ao nível dos docentes e funcionários.

Estas são as quatro linhas. Uma das palavras chave é motivação. Pensamos que, devido a uma série de conjeturas nacionais, as pessoas estão desmotivadas e é preciso voltar a dar-lhes aquela alegria de estarem implicadas na sua profissão e de se sentirem reconhecidas. Depois tivemos outra palavra que nos apareceu muito: a partilha. É necessário que todos percebam que são importantes neste processo e que só uma Escola partilhada e motivada é que consegue chegar ao sucesso dos alunos.

Depois temos uma série de medidas mais específicas, sempre a pensar na motivação e na partilha.

TI - Caso sejam a lista vencedora, quais seriam as principais mudanças que pretendiam levar a cabo na Escola?

PM - Temos algumas mudanças para as várias áreas. O nosso programa de ação está dividido por quatro áreas: alunos, professores, funcionários e encarregados de educação. Sabemos que muitas mudanças têm que estar de acordo com todos os normativos que existem e que regem todo o funcionamento das escolas.

Ao nível dos alunos, temos que promover uma educação ambiental, para a saúde, para a inclusão social, empreendedorismo, cidadania. Cada vez mais temos que fazer com que os nossos alunos não estejam só na Escola para adquirir conhecimentos, mas também para se formarem como pessoas e cidadãos ativos e participativos.Gostaríamos de mudarjá no próximo ano a integração dos novos alunos.Sabemos que é um passo muito grande eles virem da Escola Básica, com 11 ou 12 anos, e por isso achamos que é importante fazer uma receção onde se sintam acarinhados e integrados na Escola.

Além disso, pretendemos envolver mais a Associação de Estudantes. Outra medida que gostávamos de implementar no próximo ano é o Orçamento Participativo. É ainda uma atividade pensada por alto,em que equipas de alunos contam com um valor máximo para que elaborarem um projeto para melhorar a Escola, seja com uma atividade, o embelezamento de um espaço, etc.Também queremos promover projetos de férias, em parceria com outras instituições.

Ao nível dos professores, a aposta é analisar e repensar situações de horário e dar-lhes mais condições e tempo para trabalharem melhor, uma vez que a dinâmica de todo um período da Escola é muito violenta e exige muito ao docente. Relativamente à formação dos professores, pretendemos fazer micro formações de duas ou três horas, ao invés do modelo antigo das 15h ou 25h. Também pensamos ser importante possibilitar ao corpo docente momentos de convívio e partilha de ideias.

Relativamente aos encarregados de educação, notamos ao longo dos anos tem havido mais participação dos pais no processo de formação dos seus educandos e interessados em participar nas atividades que a Escola propõe, assim como em participar com atividades da sua própria iniciativa. Queremos trazê-los ainda mais para as atividades extracurriculares, para conhecerem o que se está a fazer na Escola, fazer com que todos se sintam parte de uma comunidade.

Por fim, quanto aos funcionários, é importante fazer com que se sintam parte da comunidade educativa e motivados.

TI -  Quais são os principais desafios que se colocam aos Conselhos Executivos atualmente?

PM -Penso que um dos principais desafios é fazer com que todos se sintam valorizados na Escola. Depois, ter uma boa liderança: fazer com que todos se sintam implicados, mas ao mesmo tempo saber liderar os vários processos, a nível educativo e extracurricular.

Pensamos que, sendo esta uma Escola grande e a única que existe na ilha com 3º Ciclo e ensino secundário, temos ainda mais a responsabilidade acrescida de apanharmos a parte final do processo formativo dos alunos, lembrando que muitos vão terminar com a conclusão do ensino secundário, mas que outros necessitam de mais-valias para conseguirem prosseguir no seu ensino superior.

Os desafios são conseguir gerir e liderar, mas sempre com o envolvimento de todos. E, por isso, necessitamos de uma série de outros elementos que vão fazer parte da gestão intermédia da escola. O papel do Conselho Executivo é conseguir por toda esta dinâmica a trabalhar, encaixar estas várias peças.

TI -  O que as difere dos outros candidatos?

PM -Penso que todas as listas estão motivadas para as funções que pretendem desempenhar e tenho a certeza que qualquer que seja a equipa que ganhe no dia 27 de junho, vai fazer o melhor trabalho pela Escola de acordo com as suas linhas de ação.

Mas destaco a nossa experiência, o conhecimento muito alargado de como funciona uma Escola. Nós as três já passámos por uma série de funções. Já estivemos em Conselhos Executivos e em Conselhos Pedagógicos, estivemos e estamosna coordenação de Departamentos de Grupos Disciplinares, de Diretores de Turma, do Pro Sucesso, do Secretariado de Exames e inúmeras atividades extracurriculares. Isto permite-nos perceber o que é necessário fazer em cada uma delas.

Penso que temos uma certa maturidade profissional e muita disponibilidade de tempo, o que nos dá a segurança e preparação para o cargo. Com a equipa que tenho ao meu lado, sinto-me preparada para fazer a liderança da Escola e envolver toda a comunidade escolar no sucesso da Escola. Se não ganharmos, não perderemos nada, porque voltaremos na mesma à sala de aulas, alunos e projetos.

TI - Quais as principais características dos elementos que compõem a lista?

PM - São, sem dúvida, pessoas competentes, com um enorme sentido de responsabilidade, profissionalismo e dedicação. Sinto que é uma equipa que encara as coisas com seriedade e respeito. É uma enorme responsabilidade ter que gerir uma Escola com mil alunos, mais de cem professores e mais de cinquenta funcionários, e sentimos esse peso.

TI -Que mensagem quer deixar aos alunos da Escola?

PM -A Escola tem que ser um local onde eles se sintam melhor. A mensagem que deixo aos alunos éque venham com vontadede vir para a Escola, para aprenderem e se tornarem cidadãos responsáveis e participativos. O rigor e a exigência têm que estar, mas os alunos também têm que saber ser, estar com os outros, ajudar os outros.

Como conclusão, deixo outra nota que considero importante. Os alunos têm que começar a acreditar em si, para alcançar o sucesso. Muitos alunos já chegam à Escola a pensar que não conseguem.

                                                 Ana Borba

A  Lista C  apresentou o seu Plano de Ação para o Triénio 2017/2020: “Projeto de todos e para todos – A Escola que queremos ter em 2020”, onde estão presentes inúmeras medidas pensadas para melhorar o quotidiano de quem estuda e trabalha na ESMA.

TI - Quem são os elementos que compõe esta lista?

PM -Sou professor de Biologia e Geologia, o Francisco Pereira é professor de Informática e a Avelina Goulart é professora de Matemática. Somos professores do quadro da Escola Secundária Manuel de Arriaga há já muitos anos, com experiência diversificada a vários níveis, com diferentes programas de ensino, com situações exigentes em termos de disciplina e de trabalho com alunos de risco.

Sentimo-nos capazes, disponíveis e com energia para entregar os próximos três anos das nossas vidas de uma forma diferente pela Escola. Temos a experiência de trabalho de equipa, já nos conhecemos há muito tempo e constituímos uma equipa de elementos que se complementam, porque temos não só diferentes aéreas de atuação, mas também diferentes competências e funcionamos como um todo.

TI -O ato eleitoral para o Conselho Executivo da Escola Secundária Manuel de Arriaga vai decorrer no próximo dia 27 de junho. Quais são as principais medidas da vossa candidatura?

PM - No nosso Plano de Ação, propomos medidas concretas ao nível dos alunos, professores e pessoal não docente, pais e encarregados de educação. A nossa prioridade foi ouvir várias entidades exteriores à Escola, tais como as Associação de Pais e de Estudantes, a APADIF, a CPCJ e a Escola Segura.

Queremos que os alunos se sintam bem na Escola, tentado evitar situações de toxicodependência e de indisciplina, e temos uma estratégia para envolver esses alunos de forma mais ativa e positiva.

A Escola Secundária não pode pensar só em preparar os alunos para a Universidade. Nós temos feito bem esse trabalho, mas precisamos também de não descuidar dos alunos que estão em risco e que têm enveredado por caminhos de indisciplina e toxicodependência, porque muitos desses alunos vão ficar na ilha e a nossa Escola tem que encontrar caminhos para lidar com essas situações já.

Francisco Pereira: O nosso projeto assenta nas pessoas e para existir essa dinâmica tem que existir a comunicação, para construir juntos a Escola que queremos. As pessoas têm que se reconhecer nas medidas, por isso essas mesmas medidas resultam de uma oscultação e do diálogo que mantivemos com as várias instituições.

TI -: Ao nível dos alunos, que medidas propõem?

PM -  Para os alunos, contamos com medidas como a organização de grupos de alunos tutores; a criação do concurso “Conselho Executivo por um dia”, destinado a equipas de alunos que se apresentam com propostas para a gestão da Escola; ou a diversificação de produtos no bufete, tendo por base propostas dos alunos, nutricionalmente enquadradas.

Também propomos a abertura do gabinete de mediação e prevenção da indisciplina; o incentivo do desenvolvimento de projetos alternativos para alunos com risco de abandono escolar com tendência para a indisciplina; a valorização do ensino profissional; a dinamização do gabinete médico, articulando as atividades da equipa da saúde com o Hospital da Horta e o Centro de Saúde, o CIJ, o CPCJ e a APADIF.

Vamos focar-nos também na diversificação da oferta extracurricular e da oferta formativa diversificada e em articulação com a entidade externa, tendo sempre por base a oscultação dos alunos, professores e do Gabinete de Psicologia e Orientação; assim como continuar a incentivar o desenvolvimento de atividades e projetos interdisciplinares.

Queremos ainda dar particular atenção à transição do 6º ano para o 7º ano, na qual os alunos mudam da Escola Básica para o 3º Ciclo, com a implementação do dia aberto para os alunos do 6º ano virem visitar as instalações da ESMA, e aumentar a articulação com a Escola Básica.

Francisco Pereira: Temos ainda uma proposta que visa criar um parque de bicicletas no interior da Escola. Uma medida simples que pode promover práticas de desporto e aumentar a mobilidade a todo o universo escolar, com nível de custo reduzido e uma boa pegada ecológica.

PM -Relativamente aos docentes, gostava de destacar a criação da figura do assessor por um dia, no qual um professor desempenhará um trabalho colaborativo com a equipa do Conselho Executivo, por um dia no ano. Desta forma poderemos trazer os professores à vivência dos desafios diários da coordenação da Escola e poderemos envolver o máximo possível de pessoas na solução dos problemas.

Francisco Pereira: Basicamente, queremos por os professores a vestirem todos “a mesma camisola”. Se estes se sentirem parte da gestão, na tomada de decisão e perceberem que as suas opiniões são valorizadas, com certeza que vão abordar a vivência na Escola com outro espírito e sentirem orgulho de pertencerem à ESMA.

Francisco Pereira: Por outro lado, quanto aos encarregados de educação, uma das nossas propostas é a criação de uma linha SOS Família, sendo possível aos pais terem acesso direto e imediato a elementos do CE em situações emergentes, na impossibilidade de contactar o Diretor de Turma.

PM -Pretendemos enviar informações relevantes, via correio eletrónico, mantendo sempre a disponibilidade para o atendimento individual e presencial, assim como a criação de uma plataforma de justificação de faltas online para os alunos do Secundário.

TI - Caso vençam as eleições, quais as principais mudanças que pretendem implementar na Escola?

PM - Se formos eleitos, no primeiro dia vamos sair do Conselho Executivo e ouvir, para conhecer e aceitar sugestões antes de tomar decisões, sendo certo que vamos ter que as tomar. Já demos um sinal claro de humildade e de querer seguir o melhor caminho.

Nós começámos a pré-campanha ouvindo o máximo possível de pessoas e, se formos eleitos no dia 27 de junho, iremos cumprimentar de imediato as outras listas pela sua participação. Queremos que toda a Escola esteja junta e unida na procura das soluções.

Nós estamos aqui os três por uma liderança democrática e participativa, acreditamos que é possível haver disciplina conciliando a afetividade e a empatia e o desenvolvimento de atividades interessantes para os alunos com um processo de aprendizagem das relações pessoais.

TI - Quais os principais desafios que se colocam aos conselhos executivos, na atualidade?

PM -Um dos nossos desafios é conseguir motivar os alunos num contexto em que atualmente os alunos têm um nível de estimulação muito elevado, com um nível de informação muito alto, a chegar com muita frequência através dos meios de comunicação social e das redes sociais. Isto cria riscos que têm que ser bem geridos.

TI -O que é que o difere dos outros candidatos?

PM -Difere-nos o lema do nosso plano, nós somos um projeto “de todos e para todos” e temos uma visão rumo a 2020. Nós propomo-nos para o triénio 2017/2020 e no nosso lema temos a expressão “A escola que queremos ter em 2020”. Não estamos nesta candidatura pelos cargos nem pelos títulos ou contra ninguém, estamos sim pela Escola, pelas pessoas que primeiramente nos incentivaram a avançar e por todos os elementos da comunidade educativa que merecem que a Escola seja um espaço de bem-estar, de criatividade e de uma ligação saudável à sociedade.

TI - Quais as principais características que cada elemento desta lista oferece à equipa?

PM -Escolhi os meus colegas para criarem esta equipa comigo porque vejo neles características que são importantes numa liderança democrática e participada. Vejo humildade, determinação, ponderação, vontade de aprender, dedicação, capacidade de trabalho, rigor, uma grande capacidade de estabelecer relações humanas positivas e saudáveis a vários níveis, capacidade de trabalho em equipa, honestidade, seriedade e disponibilidade.

Há uma outra característica que vejo em nós os três e que considero determinante para os próximos três anos, nós temos paixão, no sentido de que temos a energia e a vontade para dar o nosso melhor pela Escola a esse nível pelos próximos três anos. E isso é uma entrega que se sente.

TI -Que mensagem quer deixar aos alunos da Escola?

PM - Gostávamos de lembrar que era importante que todos os representantes dos encarregados de educação do 3º Ciclo e Secundário e dos alunos do Ensino Secundário com o poder de voto exercessem o seu direito no próximo dia 27 de junho, entre as 9h e as 17h, na Sala de Reuniões, ao lado da Sala do Conselho Executivo.

Estamos certos de que queremos contribuir para continuar a construir uma Escola onde vamos gostar de estar quando voltarmos às aulas com os nossos alunos.

                                            Ana Borba

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16
junho

Grande limpeza Internacional de lixo marinho partiu da ilha do Faial

Escrito por Tiago Redondo

Associação Faialense No More Plastics for The Azores realizou a Atlantic Cleanup, juntando dezenas de organizações dos dois lados do Atlântico para combater a poluição dos oceanos.

Decorreu este Domingo, dia 11 de Junho, a grande Limpeza Atlântica, na qual centenas de voluntários realizaram acções de limpeza da orla costeira de ambas as margens do Atlântico. A data escolhida tem um significado muito especial, pois trata-se do aniversário do grande oceanógrafo, ambientalista e explorador dos oceanos, Jacques Cousteau. A No More Plastic for the Azores (NMPA) pretendeu assim não só homenagear o seu papel enquanto investigador e divulgador da vida marinha, como honrar a sua memória com uma acção que pretende contribuir para aumentar a consciência da necessidade da sua protecção a nível global.

“Trata-se de um problema que nos afecta a todos e todos teremos de fazer parte da solução”, afirma Henrique Ramos, da NMPA, sublinhando que essa solução tem de passar pela mudança dos comportamentos individuais, quer em relação à necessidade de separar o lixo doméstico para reciclagem, quer em relação ao cuidado que temos de ter em não deixar resíduos no meio natural, que aqui vão necessariamente terminar no oceano.

Por todas as ilhas Açorianas houve quem se juntasse e decidisse dedicar a sua manhã a ser parte da solução. Também integrada na Campanha Entre-Mares, a Limpeza Atlântica teve a sua expressão em todas as ilhas dos Açores. Do Corvo a Santa Maria, dezenas de voluntários varreram segmentos de costa e, por entre o calhau, se retiraram destroços de histórias, maioritariamente feitos de plástico. De todas as idades, houve quem se juntasse aos grupos e acções já planeadas, como também houve quem fizesse o seu passeio matinal de saco na mão para o encher com coisas que estavam a mais na Natureza. A mudança começa pelo exemplo e, em grupo ou sozinho, podemos fazer a diferença-

No Faial, e por ser a base da Associação que promoveu a iniciativa, mais de 60 voluntários mobilizados pela NMPA recolheram quase 1400 quilos de resíduos da zona costeira, um pouco por toda a ilha. Com a participação e apoio das Juntas de Freguesia, da Câmara, da GNR, da Associação de agricultores do Faial, da Mútua dos pescadores e da Direcção Regional dos Assuntos do Mar, assim como de várias entidades privadas, realizaram-se limpezas na Conceição, Praia do Almoxarife, Pedro Miguel, Ribeirinha, Salão, Praia do Norte, Castelo Branco, Feteira, Angústias e Matriz.

Destacaram-se como pontos de maior acumulação a zona costeira do Pasteleiro, fruto da baía abrigada e exposta a sul, e a Praia do Norte, por efeito da presença da lixeira junto à costa, onde estão agora a decorrer obras selagem que se querem breves e efetivas.

A Limpeza Atlântica do 11 de Junho terminou com o sentimento de dever cumprido mas também com a convicção de há muito mais por fazer, ainda agora começámos a procurar e encontrar soluções para o flagelo do século XXI – o danado do plástico. A próxima, ainda será maior!

                       

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16
junho

Governo dos Açores vai avançar com recuperação do Solar, Ermida e Parque de Exposições de São Lourenço

Escrito por Tatiana Meirinho

O Solar, Ermida e Parque de Exposições da Quinta de São Lourenço, na freguesia dos Flamengos, vão ser reabilitados e a elaboração destes projetos já foram adjudicados a um gabinete de arquitetura local. O anúncio foi feito pelo secretário regional da Agricultura e Floresta, João Ponte, na Abertura Oficial do Encontro do Mundo Rural Faial 2017, que decorreu no passado dia 8 de junho, no mesmo local.

Segundo o titular da pasta da Agricultura esta decisão trata-se de realizar “uma pretensão antiga dos faialenses e prosseguir o esforço do executivo em cuidar do património regional disperso pelas nove ilhas dos Açores”.

João Ponte salientou que esta intervenção não se realiza apenas para salvaguardar o local histórico para as futuras gerações, mas também criar um espaço multiusos, oferecendo um espaço com melhores condições para futuros eventos.

Na sua intervenção o secretário regional da Agricultura salientou também a importância deste tipo de Encontros para a promoção do sector primário e que serve para dar “mais notoriedade aos nossos produtos locais de referência e de excelência”.

O Encontro do Mundo Rural é um evento organizado pela Câmara Municipal da Horta (CMH), e para o Presidente do município José Leo-nardo Silva este Encontro permite potenciar, promover e divulgar o sector primário. Um evento que diz ter vindo a crescer nos últimos anos e que se destaca pela “aposta crescente na qualificação dos nossos empre-sários e promoção de um sector que se  pretende competitivo e produtivo”.

A aposta na qualificação no sector primário e o envolvimento da juventude nesta área “capaz de potenciar e trabalhar os produtos de forma dife-rente, tirando partido das novas tecnologias que permita assumir desafios mais ambiciosos, em relação ao futuro, nomeadamente em termos da capacidade de internacionalização dos nossos produtos e serviços” são, na visão do presidente, uma necessidade crescente, e José Leonardo dei-xou este alerta/sugestão aos empre-sários presentes. 

Na sua intervenção, antecedente à do secretário regional da Agricultura, José Leonardo Silva, pediu mais investimento no Parque de Exposições da Quinta de São Lourenço, com o objetivo de dotar aquele espaço de melhores condições para eventos futuros, e que essa intervenção deveria abranger os edifícios históricos do Solar e da Ermida que na visão do autarca “podem vir a integrar o roteiro cultural da ilha do Faial, dando uma nova dimensão ao mundo rural do ponto de vista do turismo”. Momentos depois a resposta a este pedido foi dada com o anúncio feito pelo titular da pasta da Agricultura.

O Encontro do Mundo Rural, exposição que decorre anualmente, constitui uma demonstração da atividade agrícola do Faial que procura promover o sector primário, organizado pela Câmara Municipal da Horta, em parceria com diversas  entidades da ilha, que decorreu entre os dias 8 e 10 de junho, com diversas atividades relacionadas com o sector agrícola, com a atividade comercial  do Faial e de diversão noturna  com destaque para a atuação do  cantor continental Emanuel e do trio de comédia terceirense “Fala quem sabe.

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16
junho

Cidade do Vinho Levanta Império do Espírito Santo na Madalena

Escrito por Susana Garcia

Reunindo pela primeira vez todas as Irmandades do Espírito Santo, na sede do concelho, o Império da Madalena atraiu milhares de pessoas de toda a ilha ao centro da Vila, renovando esta tradição açoriana única em todo o mundo, num reforço da nossa identidade.

Milhares de pessoas participaram este ano na Festa do Divino Espírito Santo na Madalena, cujo império foi levantado pela Cidade do Vinho, num esforço do Município em manter viva esta tradição única em todo o mundo.

Com a participação de todas as irmandades do Espírito Santo do Concelho, algo inédito na Ilha, o Império serviu almoço a mais de 1000 pessoas. As tradicionais sopas do Espírito Santo, a carne assada e o arroz doce fizeram as delícias dos convidados e irmãos, encerrando-se o Império, com a usual distribuição de rosquilhas.

Num verdadeiro abraço comunitário, a população demonstrou todo o seu apoio à iniciativa autárquica, cedendo os mais diversos bens alimentares para a confeção do almoço, apoiando acerrimamente o Município nesta ação em prol das nossas tradições, num reforço da nossa identidade.

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16
junho

Projeto RISE - Conselho de Ilha do Faial manifesta preocupação

Escrito por Susana Garcia

O Conselho de Ilha do Faial, reuniu no passado dia 12 de junho para apreciar e emitir parecer sobre a proposta de alteração do regime jurídico dos conselhos de ilha, tendo acabado, também, por se pronunciar, nos termos das suas atribuições legais, sobre uma questão de interesse específico para o Faial.

O assunto foi colocado pelo deputado Carlos Ferreira, que propôs que o Conselho manifestasse ao Governo Regional a sua preocupação pelo facto de o projeto RISE não ter sido ainda implementado e solicitasse também ao Governo esclarecimentos sobre o atraso e a data previsível de entrada efetiva em funcionamento.

O RISE, cuja implementação foi anunciada para o primeiro trimestre de 2017, é um sistema de aproximação por instrumentos que visa melhorar a trajetória de aproximação das aeronaves à pista, permitindo aterrar com menor visibilidade e teto de nuvens mais baixo, o que poderá diminuir significativamente o número de cancelamentos ou divergências para outros aeroportos. 

A proposta apresentada foi aprovada por unanimidade. 

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16
junho

Projeto municipal “O Quintal” aposta na plantação de ervas aromáticas

Escrito por Susana Garcia

A Quinta de São Lourenço, foi o local escolhido pela Câmara Municipal da Horta (CMH) para o encerramento do projeto “O Quintal”.

A festa teve lugar na manhã da passada quinta feira, dia 8 de junho e envolveu cerca de 130 crianças do ensino pré-escolar de seis escolas da ilha.

O objetivo principal do projeto, que se iniciou no terceiro período, passa por incentivar e incutir nas crianças o gosto pela agricultura e terra, dando a conhecer o processo dos alimentos desde o cultivo até ao momento que chegam à mesa.

Segundo o presidente da autarquia, José Leonardo Silva este “projeto municipal, dirigido às crianças da pré-escola tem como principal objetivo fazer com aprendam que a sua terra e o seu quintal é muito importante, não só em termos ambientais, mas também na produção da sua  própria alimentação”.

O presidente do executivo camarário explicou que “a novidade deste ano foi a plantação das ervas aromáticas, resultado de uma parceria com o Parque Natural do Faial.”

José Leonardo Silva, adiantou ainda que o facto do seu encerramento acontecer no parque de exposições da Quinta de São Lourenço, se prende com a realização do Encontro do Mundo Rural, que decorreu no passado fim de semana e que teve em vista a promoção do setor primário, que vai de encontro aos objetivos do projeto de reforçar a “ligação com a terra”, disse.

No entender do autarca “é  preciso que as pessoas se identifiquem com a sua terra. É isso que este projeto “O quintal”pretende”. Por outro lado, defendeu ainda que, “o objetivo é de semear nas crianças que de facto a terra é importante”, reforçou.

O presidente destacou a importância do projeto  revelando que “este tem tido um impacto muito positivo, algumas crianças quem nem sabiam o que era um sacho”. “Neste projeto não é a Câmara que está de parabéns, mas as escolas, os professores e os auxiliares de educação que em boa hora perceberam o impacto e a importância desta iniciativa”, frisou.

Durante a manhã as crianças participaram em diversas atividades tais como plantação de árvores, de ervas aromáticas, visitaram e assistiram a um video do Jardim Botânico e parti-ciparam em jogos tradicionais. 

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16
junho

Indefinição e demora na atribuição de apoios compromete atividades do Clube Naval da Horta

Escrito por PSD/Faial

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial alertaram o Governo regional para os constrangimentos que a indefinição e a demora na atribuição de apoios por parte do executivo ao Clube Naval da Horta (CNH) estão a causar, conforme tem sido denunciado publicamente pelo presidente da direção daquela instituição e reiterado em reunião com os deputados Carlos Ferreira e Luís Garcia.

Num requerimento entregue no Parlamento açoriano, os parlamentares do PSD/Açores explicam que em causa está o facto não ter sido ainda paga a segunda tranche do apoio respeitante ao ano de 2016, no valor de 50.000 euros e o facto de, no corrente ano, o Governo regional ainda não ter definido as fases de candidatura aos contratos-programa de investimento com interesse para o desenvolvimento do Turismo nos Açores.

Segundo os deputados, os prazos (entre 2013 e 2016) de publicação das Resoluções do Conselho de Governo, onde são aprovados os apoios, “já foram largamente ultrapassados, sem razão conhecida”, situação que se traduz em “prejuízos evidentes para todas as instituições que aguardam pela publicação da respetiva resolução”.

Carlos Ferreira e Luís Garcia solicitam, por isso, ao Governo regional que clarifique quando prevê aprovar e publicar a Resolução que determina as fases de candidaturas para 2017 e que justifique este atraso na aprovação e publicação da resolução respeitante aos apoios a ser concedidos ao CNH em 2017.

No requerimento, os deputados solicitam ainda ao Governo que justifique a falta de pagamento da segunda tranche do apoio concedido à instituição em 2016 e que clarifique qual a data prevista para proceder ao pagamento, reforçando que uma parte significativa da atividade do CNH para o corrente ano pode estar em risco de não se realizar fruto da incerteza existente na atribuição de apoios por parte do Governo.

“Seria completamente desajustado ponderar a diminuição dos apoios a conceder, num momento em que a atividade do CNH não diminui e, pelo contrário, os eventos promovidos e a consequente projeção dos Açores adquirem um valor acrescido”, alertam, acrescentando que “em alguns casos pode ainda colocar em causa o cumprimento de compromissos assumidos com instituições estrangeiras, nomeadamente no âmbito de náutica internacional de competição”.

O Clube Naval da Horta é uma instituição de utilidade pública que completa 70 anos de existência a 26 de setembro. O mérito e relevância de toda a atividade desenvolvida pelo CNH foram justamente reconhecidos pela Região ao mais alto nível com a atribuição da Insígnia Autonómica de Mérito Cívico, no Dia da Região que se assinalou recentemente.

O CNH desenvolve uma atividade de extraordinário relevo na formação desportiva e humana de milhares de faialenses e açorianos, por um lado, e por outro na participação e organização de eventos de dimensão regional, nacional e internacional que projectam e promovem o nome dos Açores por todo o mundo. 

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16
junho

Deputados do PSD questionam Ministros sobre implementação do Programa RISE

Escrito por PSD/Faial

Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral e António Ventura, questionaram o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas e o Ministro da Economia sobre o continuado atraso da implementação no Aeroporto da Horta do Projeto RISE (RNP ImplementationSynchronized in Europe), uma iniciativa que visa testar um novo sistema de navegação na Europa utilizando a tecnologia de satélite por GPS.

Nas questões colocadas a Pedro Marques e a Manuel Caldeira Cabral, os social democratas realçam a importância do projeto, que teve aeroportos escolhidos para os ensaios em França, Chipre, Grécia e em Portugal, "onde a preferência foi dada à Horta e do Funchal, dois aeroportos de pequena e média dimensão, sem a tecnologia de aproximação ILS, e onde se prevê a realização de cerca de 20 voos teste", recordam.

"A importância deste projeto é significativa", asseguram Berta Cabral e António Ventura", explicando que o objetivo "é melhorar a precisão da trajetória de aproximação das aeronaves à pista, o que se espera possa diminuir os cancelamentos por falta de visibilidade, assim como o consumo de combustível nas fases de aproximação e aterragem, reduzindo o respetivo impacto ambiental".

Os deputados do PSD lembram que, no Aeroporto da Horta, ocorreram, "só em 2016, 42 cancelamentos de voos da Azores Airlines, sendo que 26 divergiram para outros aeroportos. A maioria desses cancelamentos (27) e divergências (17) ocorreram entre maio e julho, e muitos continuam a acontecer devido à ausência do RISE", sublinham.

"O Governo Regional dos Açores tem vindo a falhar todos os prazos públicos para a implementação do projeto, uma vez que o calendário assumido apontava o primeiro trimestre de 2017", referem igualmente os parlamentares.

Berta Cabral e António Ventura lembram que "este é um projeto de Portugal, pelo que o Governo se deve pronunciar sobre o continuado atraso da entrada em funcionamento do RISE, apontando as razões e avançando com datas certas", concluem.

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16
junho

Equipa da ESMA vence concurso SiteStar.pt 4 da DECO

Escrito por Susana Garcia

Na quarta edição do concurso SiteStar.pt 4 promovido pela DECO, a equipa EssênciAtlântica, constituída pelos alunos André Costa, Afonso Santimano e Gonçalo Oliveira e pelo professor Arnaldo Raposo, voltou, novamente, pelo terceiro ano consecutivo, a alcançar o primeiro lugar na categoria Saber e Ciência.

 O trabalho, desenvolvido desde novembro de 2016, permitiu ultrapassar as diferentes fases, que envolveram 303 equipas e mais de 900 alunos. A qualidade, tanto dos conteúdos como do design sobressaiu e permitiu à equipa destacar-se. Em setembro de 2017, estes alunos irão a Berlim, à IFA, a maior feira europeia de tecnologia, e já se preparam para novos desafios.

 

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16
junho

Principais pilotos açorianos marcam presença no XXVIII Rali Ilha Azul- Além Mar

Escrito por Clube Automóvel do Faial

Os principais pilotos açorianos que competem no Campeonato de Ralis dos Açores vão participar no XXVIII Rali Ilha Azul – Além Mar, prova que vai decorrer entre os dias 16 e 17 de Junho nas estradas do Faial.

A prova, organizada pelo CAF – Clube Automóvel do Faial, foi apresentada esta semana em conferência de Imprensa, na sede do clube, e terá uma lista de 19 inscritos, que no entender do presidente do CAF, Bento Leonardo é “muito satisfatória”.

“Estamos extremamente satisfeitos com a lista de inscritos, mais propriamente 19 equipas participantes (9 de São Miguel, duas da Terceira e oito do Faial), o que nos tempos que correm é muito satisfatória”, destacou o dirigente.
Bento Leonardo lembrou que neste grupo de participantes, vão estar, pela primeira vez no Faial, três viaturas “R5”, que no seu entender vão tornar o rali “muito competitivo na luta pelo pódio” e muito atrativo para o público.
O XXVIII Rali Ilha Azul – Além Mar, que conta para o Campeonato de Ralis dos Açores, para o Troféu de Ralis do Canal e para o Troféu de Ralis do Faial, apresenta este ano um figurino diferente do habitual.
“Em vez dos quatro troços em linha que habitualmente fazíamos, este ano teremos dois troços de manhã e dois à tarde, sendo que a novidade é a estreia no Ilha Azul do troço Caldeira/Canada Larga”, explicou Mário Jorge Silva, diretor de prova do CAF.
Na sua opinião, esta edição do Rali Ilha Azul tem vários motivos de interesse, desde logo a luta pelo título de Campeonato de Ralis dos Açores, prova que este ano é liderada por Rúben Rodrigues, em Citroen DS3 R5, seguido de Luís Rego, em Ford Fiesta R5.
Ricardo Moura, atual campeão de ralis dos Açores em título, surge apenas na terceira posição do Campeonato, depois da vitória no Rali Sical, na ilha Terceira, e a desistência no Azores Airline Rali, em São Miguel.
“Temos de ter uma atenção redobrada nesta prova, porque há muitos interesses e muito dinheiro em jogo”, advertiu Mário Jorge Silva, apelando aos “faialenses e picoenses” para que marquem presença na estrada, atendendo ao nível de competição que está em jogo no XXVIII Ilha Azul – Além Mar.
A prova faialense arranca sexta-feira, dia 16 de junho, pelas 19H30, com a super-especial da Praia do Almoxarife, que habitualmente junta muito público para apreciar os pilotos e as viaturas.
O rali prossegue na manhã de sábado, dia 17 de junho, com duas passagens pelos troços Caldeira/Canada Larga e Caminho do Goulart/Trupes (que este ano será percorrido em sentido inverso ao habitual). À tarde, serão realizadas mais duas passagens pelos troços Jaime de Melo/Ribeira do Cabo e Vulcão dos Capelinhos/Varadouro.
Antes das viaturas se fazerem à estrada, nos dias da prova, será realizada uma apresentação pública das equipas concorrentes, na quinta-feira, dia 15, a partir das 20 horas, no Largo do Infante, onde será instalado o pódio. Além do habitual patrocínio da Fábrica de Tabaco Estrela, o XXVIII Rali Ilha Azul – Além Mar, conta também com o apoio do Governo dos Açores, da Câmara Municipal da Horta e de dezenas de empresas regio-nais e locais. 

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