A 3.ª edição do Festival de Curtas do Faial – C(H)ORTA, realiza-se nos próximos dias 24, 25, 26 e 27 de outubro, no Teatro Faialense, tendo como grande novidade a exibição de dois filmes na Escola Secundária Manuel de Arriaga.
Das mais de 50 curtas-metragens recebidas, a Comissão de Seleção escolheu 19 filmes para irem a concurso, entre os quais seis são faialenses.
A Associação de Jovens da Ilha do Faial (AJIFA), apresentou, na passada segunda-feira, no Teatro Faialense, o programa oficial da 3.ª edição do Festival de Curtas do Faial – C(H)ORTA, que este ano decorre entre os dias 24 e 27 de outubro, no Teatro Faialense.
O programa tem início com uma sessão especial do C(H)ORTA na Escola Secundária Manuel de Arriaga que consiste na exibição de dois filmes, que este ano se apresenta como a novidade.
O primeiro filme “Atlântico Norte”, da autoria de Bernardo Nascimento, conta a história de um controlador de voo da ilha do Corvo, enquanto que o segundo filme “Surpresa”, de Paulo Patrício, relata uma conversa entre uma mãe e a sua filha de quatro anos que tem cancro.
O principal objetivo de levar esta sessão especial à escola “é espicaçar os jovens a fazerem trabalhos nesta área do cinema” a fim de que “os jovens preparem os seus trabalhos, não para esta edição, mas para numa futura edição, concorrerem ao C(H)ORTA”, afirmou Carlos Viveiros, presidente da AJIFA, na apresentação do evento.
À semelhança dos outros anos haverá uma sessão especial, no dia 25 de outubro, no Teatro Faialense, para a exibição de um filme com o objetivo de dar a conhecer o trabalho dos jovens cineastas que começam a ser reconhecidos.
O filme a exibir é “O Pecado de quem nos ama”, de Vasco de Oliveira, que já conquistou dois prémios no festival de Nice, seguido de uma conversa com a diretora de arte do mesmo, Inês Lebreaud.
No mesmo dia e em parceria com a Direção Regional dos Assuntos do Mar, serão ainda exibidos os filmes vencedores do “Entre Mares 2018”, na secção de vídeo, “Mero – O Senhor dos Açores”, de Gui Costa, e “Volta aos Açores contra as dependências”, de João Silva.
Segue-se no dia 26, a exibição das 19 curtas apuradas, entre as 50 recebidas, pela Comissão de Seleção, constituída por elementos do Cineclube do Faial e da AJIFA, entre as quais seis são faialenses e alguns vencedores do concurso “Veja mais Filmes”.
Para o presidente da associação de jovens esta “avalanche de curtas” é “bom sinal e quer dizer que o festival está a chegar aos jovens realizadores”, demonstrando-se satisfeito pelo facto de que “este ano temos mais curtas faialenses” o que constituía “um dos nossos objetivos”.
Das 19 curtas escolhidas para concurso, três são animação, seis são documentários e 10 são ficção.
No último dia do festival de curtas, será realizada a cerimónia de entrega de prémios que se dividem em cinco categorias: Melhor Ficção, Melhor Documentário, Melhor Animação, Melhor Filme e Melhor Faialenses. Adicionalmente, haverá ainda o Prémio Público, escolhido pela audiência presente.
O encerramento do festival ficará marcado com a atuação acústica da cantora e autora açoriana Sara Cruz.
Presente na apresentação do programa esteve o Diretor Regional da Juventude que realçou a importância de a AJIFA ter percebido “que a linguagem jovem é mais um instrumento para chegar ao resto da sociedade” pelo que tem vindo a realizar “um trabalho nessa linha de pensamento muito interessante, acima de tudo numa linha de deitar abaixo preconceitos, de uma geração mais inclusiva e mais ativa”.
Por sua vez, a vereadora da Câmara Municipal da Horta referiu que a AJIFA “tem vindo a mostrar o seu potencial naquilo que consideramos que é a cidadania ativa com a sua dinâmica e com os seus projetos que são dignos de registo e reconhecimento pela Autarquia”.
Ester Pereira considerou que “é através de atividades como estas que envolvem os jovens” que se consegue cativar mais facilmente outros jovens.
Para a organização da 3.ª edição do C(H)ORTA, a AJIFA conta com o apoio do Governo Regional dos Açores, através da Direção Regional da Cultura e da Direção Regional da Juventude, da Câmara Municipal da Horta e da Urbhorta, tendo ainda parcerias com a Direção Regional dos Assuntos do Mar, o Cineclube do Faial, o Veja mais Filmes, o Geoparque dos Açores e a Escola Secundária Manuel de Arriaga, e ainda com a Antena 1/Açores, media partner do festival.
O Núcleo Regional dos Açores (NRA) da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) promoveu nas ilhas do Faial, Pico, Terceira e São Miguel a campanha de Verão “Heróis do Sol Saudável”.
A iniciativa pretendeu sensibilizar as populações locais para os riscos e cuidados a ter com a exposição solar e no Faial decorreu na cidade da Horta e na freguesia da Praia do Norte, tendo envolvido cerca de meia centena de crianças.
O Núcleo Regional dos Açores (NRA) da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) trouxe até à ilha do Faial a campanha de Verão “Heróis do Sol Saudável”.
A iniciativa que decorreu na cidade da Horta e na freguesia da Praia do Norte, envolveu cerca de 50 crianças entre os 5 e 12 anos, e contou com as parcerias da Câmara Municipal da Horta, através do projeto “Concelho Ativo e Solidário- Férias Desportivas”, ATL Casa de Infância de Infância de Santo António, ATL Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça e Equipa de Saúde Escolar da Unidade de Saúde da Ilha do Faial.
Ao longo do verão através desta campanha de Verão “Heróis do Sol Saudável”, foram ainda promovidas diversas ações de sensibilização nas ilhas do Pico, Terceira e São Miguel.
A campanha visou a sensibilização das populações locais para os riscos e cuidados a ter em relação à exposição solar, através da distribuição de brochuras a todas as crianças e um kit composto por mochila, boné, caneta e pulseira que mede a intensidade de raios UV, facultados pelo Núcleo Regional dos Açores. Também foi disponibilizado protetor solar, para aplicação em todas as crianças que participaram e um momento de sensibilização para os cuidados a ter à exposição solar.
O projeto “Heróis do Sol Saudável” teve início em 2014 e está totalmente focado nas crianças que frequentam o 1.º ciclo. Esta iniciativa pretende mostrar que o sol em excesso é perigoso, ensinando a população a distinguir entre exposição solar benéfica e exposição solar excessiva e perigosa. Todos os anos, tem conseguido atingir os objetivos a que se propôs, sendo, por isso, considerado o maior projeto de sensibilização para uma exposição solar saudável realizado em Portugal.
Dário Moitoso do Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA), e Tânia Jorge da equipa Runners à Ventura foram os melhores açorianos em prova.
Dário Moitoso venceu a 4.ª edição do Azores Triangle Adventure ao terminar no primeiro lugar do pódio as três etapas da prova e Tânia Jorge foi a terceira mulher a concluir as três etapas da edição de 2018 desta competição.
Destaque ainda para a prestação do faialense José Baptista, também do CIAIA, que terminou no terceiro lugar da geral.
O Triângulo voltou a ser palco de mais uma aventura de trail. A 4.ª edição do Azores Triangle Adventure, com 102 quilómetros, divididos por três dias de prova, em três ilhas do grupo Central, Pico, São Jorge e Faial, decorreu no passado fim de semana.
Dário Moitoso e Inês Marques foram os grandes vencedores desta aventura no Triângulo que reuniu 140 atletas vindos de 14 países diferentes.
O atleta faialense do CIAIA venceu as três etapas enquanto Inês Marques terminou a primeira etapa From the Vineyards to the Mountain em segundo lugar, venceu a segunda etapa, em São Jorge e terminou novamente em segundo lugar a última etapa, Maratona dos Vulcões, no Faial.
Nesta edição destaque ainda para a prestação dos faialenses José Batista, também atleta do CIAIA que foi o terceiro da geral em seniores masculinos, concluindo as três etapas no lugar mais baixo do pódio e Tânia Jorge, representando a equipa Runners à Ventura, que conquistou o terceiro lugar do pódio da geral feminina.
De salientar ainda que a segunda etapa do Azores Triangle Adventure, em São Jorge, integrou o circuito nacional de trail da Associação de Trail Run de Portugal. Os vencedores desta competição no escalão de masculinos foram, Dário Moitoso do CIAIA, que terminou a prova em 02h53m15s, Luís Fernandes, representando o Clube de Praças da Armada, com o tempo de 02h55m50s e José Baptista do CIAIA, que percorreu a distância em 02h56m55s.
Em femininos a vitoriosa foi Inês Marques que completou os cerca de 30kms em 03h16m14s, a segunda foi Fanny Borgstrom que levou 03h30m47s a completar a prova e Tânia Jorge foi a terceira a cortar a meta.
A primeira etapa da prova, na ilha do Pico, à semelhança da primeira edição, ficou marcada pelas condições atmosféricas, que obrigaram a organização a tomar a decisão de cancelar a subida à montanha mais alta de Portugal, devido ao frio e nevoeiro que se faziam sentir na aproximação à Casa da Montanha.
O segundo dia começou com uma viagem de barco atribulada rumo a São Jorge, que foi depois superada pelas paisagens magníficas que o “Fajãs Trail” proporciona aos atletas, culminado na Fajã dos Cubres, considerada uma das maravilhas de Portugal.
No domingo, último dia de prova, os atletas viram o sol brilhar ao longo dos 42 kms da “Volcanoes Marathon”, que liga o Vulcão dos Capelinhos à cidade da Horta.
No final a organização fez um balanço muito positivo do evento. Mário Leal, destacou o ambiente hospitaleiro e de camaradagem que por estes dias se viveu, afirmando que “mais do que desfrutar das magníficas paisagens das ilhas do Triângulo, esta prova permite aos atletas experienciar de forma única o calor humano das gentes dos Açores, graças ao empenho extraordinário dos voluntários que prestam apoio, e viver um ambiente de grande camaradagem entre eles, pois estão juntos não apenas durante a prova, mas nas viagens de barco, nos jantares... É, verdadeiramente, uma prova única”, salientou.
Segundo Mário Leal, esta prova apresenta-se como “um importante meio de promoção do destino Açores no mercado turístico ligado ao desporto e à natureza”, por isso espera que continue a atrair mais atletas. Neste contexto, o diretor de prova aproveitou a oportunidade para apelar aos atletas que divulguem a prova, nos seus países de origem.
De acordo com Mário Leal, a divulgação continua a ser a grande aposta da organização, registando que a concorrência a nível mundial deste tipo de eventos “é muito grande”.
Também o Presidente da autarquia faialense, reforçou o apelo de divulgação da prova junto dos atletas, afirmando que “o objetivo essencial desta prova é a promoção dos Açores, do Triângulo e da ilha do Faial e por isso espero que todos vós, promovam as nossas ilhas”.
José Leonardo Silva, registou ainda que esta competição decorre em plena época baixa do turismo com vista à criação “de mais sinergias e mais economia” a nível local.
O Presidente, dirigiu também uma palavra de agradecimento ao CIAIA, enquanto clube organizador, ao Mário Leal, enquanto “grande promotor destas provas” e a todos os voluntários, “que com a sua presença ajudam a promover os Açores”.
Em representação do Governo, o diretor Regional da Juventude, Lúcio Rodrigues, que foi o vassoura da prova de São Jorge, avançou que o governo vê o trail como uma aposta ganha que “alia o desporto à natureza de uma forma sustentável”, garantindo que o executivo regional “continuará a apoiar estas provas”.
Lúcio Rodrigues enalteceu também o trabalho de todos os voluntários que ao longo dos três dias de prova “sempre com um sorriso na cara” receberam os atletas.
A finalizar o diretor da juventude deixou uma palavra de apreço “a todos aqueles que fizeram desta prova uma grande festa”, registando que “o trail é algo que nós nos orgulhamos nos Açores, que só é possível com pessoas, com vocês atletas que nos visitam, a levarem a nossa beleza e a serem os embaixadores dos Açores nas vossas terras”, disse dirigindo-se aos presentes.
A edição de 2018, contou com a cobertura especial da Euronews através da presença de uma equipa de reportagem que mostrou a prova tanto da perspetiva exterior como da perspetiva de quem nela participa, com o jornalista Rodrigo Barbosa a correr as três etapas, e ainda com a presença do repórter Gustavo Maia, do programa Fôlego, exibido no Brasil e dedicado à corrida e às viagens.
O Triangle Adventure é uma prova com a chancela Azores Trail Run, que conta com o alto patrocínio do Governo Regional dos Açores. Destacam-se ainda os apoios da Associação de Municípios do Triângulo, Atlânticoline, Click Saúde e Bem Estar e Martipereira.
O próximo desafio da marca Azores Trail Run acontece já a 24 de novembro, com a realização do Extreme West Atlantic Trail, na ilha das Flores, que acolhe a Taça de Portugal de Trail 2018.
“Vencer mais uma vez em casa é uma sensação muito boa”, afirma Dário Moitoso
Depois de vencer a prova Faial Costa a Costa da 5.ª edição do Azores Trail Run, o vice-campeão nacional de trail, Dário Moitoso, voltou a brilhar em casa ao conquistar a 4.ª edição do Azores Triangle Adventure.
Ao Tribuna das Ilhas após a cerimónia de entrega de prémios, Dário Moitoso, visivelmente satisfeito com a sua prestação, revelou que “voltar a vencer no Faial é uma sensação muito boa”.
Segundo o atleta “esta é uma prova completamente diferente das outras”. “Gerir as viagens de barco, depois fazer a prova, dormir, voltar a andar de barco e voltar a correr é complicado, mas no fim compensa”, confessou.
O faialense sente-se orgulhoso dos resultados que tem alcançado ao longo deste ano. Depois de se ter consagrado vice-campeão nacional de Trail, Dário Moitoso, participou no Ultra Trail Mont Blanc, na distância de 56.5 km e foi o primeiro português a cortar a meta. O promissor atleta do CIAIA terminou a prova entre os 10 primeiros e foi ainda o 6.º do seu escalão.
Na continuação da sua luta pela contagem do tempo trabalhado, os professores voltaram a exercer o seu direto à greve a nível nacional e o Faial não foi exceção.
Os professores colocados no Faial aderiram a esta luta e manifestaram-se mais uma vez, em frente à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), desta vez para entregar uma moção feita em plenário sindical, reforçando assim a posição dos docentes açorianos.
No passado dia 4 de outubro, os professores do Faial aderiram à greve nacional e manifestaram-se junto da ALRAA para entregar uma moção feita em plenário sindical que vem reforçar, mais uma vez, a posição dos professores do Triângulo e dos professores dos Açores que se dizem “roubados”.
“Somos roubados, mas não vamos ficar calados e vamos exigir justiça pelo tempo trabalhado que efetivamente não foi contado”, declara Cristina Rosa aos órgãos de comunicação social.
A porta-voz dos docentes relembra que em 2020 “os outros funcionários públicos vão ver a sua situação reposta”, sendo os professores os “únicos” a não ter essa garantia e a serem “injustiçados”.
“O Governo Regional está a ser intransigente e nós vamos continuar até a nossa situação estar resolvida, até ser feita justiça e até o nosso tempo ser efetivamente contado na totalidade”, diz a professora, salientando que “já foi dito pelo senhor secretário que não era um problema de dinheiro”, pelo que “só pode ser um problema ou de má vontade ou de má gestão”, salientou.
Para os docentes, esta situação “não é um favor, não é um bónus como dizem alguns, é tempo trabalhado que não foi contado”, esclarece.
Por sua vez, o docente Hildeberto Peixoto que esteve reunido em vídeo conferência com a Comissão dos Assuntos Sociais avançou aos jornalistas que a sensação com que ficou da mesma foi de que “o Partido Socialista (PS) não tem interesse em resolver o problema dos professores dos Açores num curto espaço de tempo”.
“Nota-se que o PS não está em sintonia com os professores, nem com os restantes grupos parlamentares”, salientou, acrescentando que “dá a ideia de que estão a tentar empurrar este assunto para 2019, o que da nossa parte é absolutamente inaceitável”, sustentou.
Os professores esperam que “o PS e o Governo dos Açores, rapidamente, tomem uma decisão relativamente a esta matéria que é transversal aos professores, mas também a todo o sistema educativo regional”, disse ainda.
“Se o PS vê que as propostas da oposição não são as ideais então que apresente uma rapidamente”, conclui Hildeberto Peixoto.
Não será aberto um processo negocial “autónomo” com os professores açorianos, afirma Avelino Menezes
No final de uma audição parlamentar realizada na passada segunda-feira, o Secretário Regional da Educação e Cultura reafirmou que será aplicada nos Açores a solução que venha “a ser encontrada” a nível nacional relativamente à recuperação do tempo de serviço dos docentes e que a mesma “significa vantagem” para os docentes que trabalham na Região.
“Nos Açores, já recuperamos dois anos de serviço e a carreira docente é completamente livre, destituída do regime de quotas”, lembrou Avelino Menezes.
Para o titular da pasta da Educação, se a solução nacional vier a ser os anunciados 2 anos, 9 meses e 18 dias “isto equivale à recuperação no continente de cerca de 30% do tempo congelado e, nos Açores, à recuperação de mais de 40%”.
Deste modo, a aplicação da solução nacional nos Açores significa “sempre um acréscimo em relação àquilo que se passa no continente”, explicou o governante.
A concluir Avelino Meneses salientou que, não se tendo alterado “nem os factos, nem as conjunturas”, nos Açores não será aberto um processo negocial “autónomo” sobre a recuperação do tempo de serviço dos docentes.
Já arrancou a maior campanha de conservação da natureza e de educação ambiental do pais. A Campanha SOS Cagarro, nasceu na ilha do Corvo e há 22 anos que decorre ininterruptamente nos Açores no mês de outubro.
A Campanha SOS Cagarro 2018, já arrancou. A sessão de abertura este ano decorreu no Corvo, precisamente na ilha que a viu nascer em 1995 e para além do o Secretário Regional do Mar, Ciência, Gui Menezes, contou ainda com a presença da Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro.
Na ocasião, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia destacou a importância desta campanha enquanto “veículo de educação ambiental informal” nos Açores, defendendo o “envolvimento dos cidadãos” como “fator decisivo” para a conservação desta espécie.
Esta iniciativa de defesa do cagarro, “a ave marinha mais icónica dos Açores”, com um “estatuto de conservação reconhecido internacionalmente”, vai decorrer até 15 de novembro e realiza-se “ininterruptamente desde há 22 anos”, lembrou Gui Menezes.
O Secretário Regional salientou que os Açores, nos anos 90, “iniciaram um processo de desenvolvimento de políticas de conservação do ambiente que dão uma atenção especial às aves marinhas”. Neste sentido, foram criadas 17 áreas protegidas em zonas de nidificação, no âmbito da Diretiva Aves, denominadas Zonas Ecológicas Especiais (ZEC), tendo-se proibido a sua captura e a destruição dos seus habitats.
De acordo com o governante, foram “ainda implementados programas de monitorização para avaliar a evolução do estado de conservação das aves e desenvolveram-se projetos de investigação que permitem conhecer e proteger melhor estas espécies”, afirmou.
Segundo Gui Menezes a iniciativa SOS Cagarro é atualmente “a maior e mais regular campanha de conservação da natureza e de educação am-biental do país”, que envolve a sociedade civil, as entidades públicas e privadas e organizações locais e regionais.
Este ano, a Direção Regional dos Assuntos do Mar, no âmbito da campanha SOS Cagarro, decidiu distinguir os cidadãos e entidades que mais contribuam para o salvamento destas aves marinhas, através da atribuição do galardão ‘Cagarro D’Ouro’.
Em 2017, a campanha SOS Cagarro permitiu salvar 2.839 aves em todo o arquipélago dos Açores.
O Bloco de Esquerda (BE) quer saber por que razão o Governo Regional ainda não criou o passe social intermodal nas ilhas do Triângulo.
Num comunicado enviado às redações, o BE refere que a medida estava prevista no Plano Integrado de Transportes e permite juntar os transportes coletivos marítimos e terrestres por um preço mais acessível.
O BE num comunicado enviado às redações no final da passada semana dá a conhecer que questionou o Governo acerca da criação de um passe social intermodal para as ilhas do triângulo, uma “medida que estava prevista no Plano Integrado de Transportes (PIT)”.
No entender do BE “a quantidade de passageiros que viajam entre as ilhas do triângulo justifica a criação do passe social, que permita o acesso a um plano coordenado que integre os transportes coletivos marítimos e terrestres, que garanta a articulação com os horários laborais e cujos custos de aquisição constituam uma poupança em relação aos preços atuais”.
O partido defende ainda que “com a criação do passe social intermodal a Região estará a promover a utilização de transportes coletivos – contribuindo para uma melhoria significativa na vida das pessoas que fazem a travessia entre as ilhas do triângulo – e a fomentar uma boa prática ambiental”.
No comunicado enviado ao parlamento açoriano o BE questiona a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas sobre as razões que levam a que a medida ainda não tenha sido implementada nas ilhas do triângulo, e se o “Governo Regional mantém a intenção de implementar esta modalidade de bilhete”.
Os deputados do BE perguntam ainda para quando está prevista a introdução do passe social de transporte terrestre por zona, cuja implementação também estava prevista no PIT, mas que ainda não foi implementada.
No seu entender, “o passe social por zona permitiria a utilização de diferentes carreiras numa determinada zona, em vez de um único circuito, como acontece atualmente. Esta seria também uma forma de incentivar a utilização de transportes públicos”, afirma o partido.
De acordo com o BE “a realidade demonstra que nos locais em que já foi instituída a oferta do passe social intermodal, este é definido como um título de transporte de insubstituível importância sócio-económica e como um inegável fator de justiça social”.
A APASA - Associação de Produtores de Atum e Similares dos Açores está preocupada com a situação atual da pesca do Atum nos Açores.
Numa entrevista ao Tribuna das Ilhas (TI), a direção da Associação chamou a atenção do Executivo Regional para a falta de condições em terra, nomeadamente, para a situação do entreposto da Horta, que não recebe peixe há mais de três anos, das rampas de varagem do Pico que se encontram inoperacionais e para a falta de instalações condignas para a APASA, uma promessa feita pelo antigo secretário.
O Governo tem de “olhar mais para a pesca de Atum e trabalhar mais com a APASA”, na busca de soluções, “tanto ao nível das capturas como ao nível das condições em terra” de forma a dinamizar a pesca de atum na Região, defendeu Carlos Ávila, presidente da Associação ao TI.
À frente da APASA desde 2010, o presidente confessou à nossa reportagem que assumiu o cargo, porque era “preciso alguém” para desempenhar essas funções.
Quando entrou na APASA, revelou, para além da resolução de problemas que a Associação apresentava colocou, em prática algumas medidas que beneficiaram os armadores. “Conseguimos diminuir a taxa de lota de 4% para 3% e a taxa da Segurança Social passou de 34.75%, para os atuais 29%, ou seja, conseguimos atingir o que tínhamos à nossa frente para fazer”, afirmou com satisfação o presidente.
Apesar destes sucessos, nem tudo tem sido um “mar de rosas”. Segundo o responsável da APASA há vários anos que a Associação batalha pela manutenção do entreposto da Horta, que neste momento se encontra desativado. “Uma promessa que tivemos foi a manutenção deste entreposto, o qual o Secretário Regional das Pescas já nos informou que em 2019 também não vai trabalhar”, denunciou.
A este respeito, o representante dos pescadores de atum salientou que “o Governo devia ter toda a urgência em por este entreposto a funcionar em 2019”, desabafando que “há vários anos que o entreposto da Horta não recebe peixe”.
“Nos nossos atuneiros quando acaba a época nós temos a preocupação de pô-los em condições de funcionamento para a época seguinte. É isto que o Governo deveria fazer. Este entreposto é um barco em terra e o Governo devia pô-lo a funcionar”, defendeu.
Neste contexto, também o vice-presidente, Rufino Francisco, deu a conhecer que a APASA há mais de quatro anos vem alertando as entidades que estão à frente dos entrepostos na Região “para a necessidade de fazer manutenção neste equipamento para não chegar ao ponto de ter de encerrar as portas e isso nunca foi feito”, disse.
Segundo o vice-presidente, os últimos anos foram fracos em termos de capturas, mas se houver um ano bom “não temos equipamento”, reclamou.
Neste contexto, Rufino Francisco alertou que em 2018 a situação já foi “complicada”. “Este ano que houve atum, andaram a impor quotas e a reduzir as capturas para manter a pesca ao nível das necessidades das fábricas, para não haver excessos e consequentemente falta de equipamentos para fazer a congelação”, disse.
A APASA denunciou ainda que à semelhança do que já aconteceu noutros anos, houve atuneiros que tiveram vários dias em terra à espera de descarregar. “Eu considero que não se justifica o atuneiro estar encostado ao cais três dias, como teve este ano para descarregar peixe”. “Está perdendo de apanhar peixe no mar”, disse o presidente, reforçando que “o Governo devia fazer todo o esforço para ajudar os armadores e era mais peixe que vinha para terra e menos que compravam à exportação”, sustentou Carlos Ávila.
Os responsáveis pela Associação, consideram que o entreposto da Horta é o “melhor dos Açores”, uma vez que o barco encosta ao porto e quase que descarrega diretamente para dentro do entreposto. Já o de São Miguel entendem que não “foi entreposto feito e adequado para a realidade de hoje em dia”.
Por outro lado, entendem, também, que a “Lotaçor de Ponta Delgada não tem condições para receber o peixe”, uma vez que “não tem transporte próprio para levar a mercadoria descarregada no Porto para o entreposto, que fica a cerca de 1,5kms de distância”, revelam.
Segundo os dirigentes da APASA, “houve barcos que tiveram a fazer descarga para camiões de areia altos, ao sol e à chuva. Isso não é bom para o pescado nem deixa uma imagem muito boa para os Açores e para o turista”, entendem.
Carlos Ávila e Rufino Francisco, revelaram ainda que em 2017, a CCIH teve uma reunião com o então Secretário das Pescas onde a reparação do entreposto foi prometida, mas até ao momento nada foi feito. “O governante garantiu que seria apresentada uma planta das obras a efetuar neste equipamento e já estamos no final de agosto e não temos conhecimento de qualquer projeto ou investimento”, a realizar dizem.
É tempo de criar condições para incentivar à pesca do atum nos Açores
Nos Açores a pesca do atum em tempos foi uma grande fonte de riqueza. Atualmente devido à exploração que é feita noutros países antes de chegar à Região, tem vindo a diminuir. Esta situação tem levado a que muitos armadores tenham passado a pescar na Região Autónoma da Madeira.
Carlos Ávila, explicou à nossa reportagem que o facto de as capturas de atum terem diminuído nos Açores aliado ao facto do atum chegar primeiro à Madeira fez com que os armadores açorianos levassem as suas embarcações para aquele arquipélago e lá formassem as suas companhas.
Por outro lado, também a falta de rampas de varagem no Triângulo, nomeadamente de um “estaleiro que garanta confiança para varar os barcos e fazer manutenção durante o inverno”, tem contribuído “para a desistência do pessoal que se dedicava a este tipo de pesca que começou a procurar trabalho nas obras e noutras atividades”, sustentam.
No entender da APASA, para voltar a dinamizar a pesca do atum nos Açores e nomeadamente na ilha do Faial era “fundamental que o Governo avançasse com a obra no Porto da Madalena, particularmente da rampa de varagem e do estaleiro e melhorasse também as condições para tratar e congelar o peixe aqui na Horta”, defendem.
Na opinião da Associação outra questão que o Governo devia resolver prende-se com a existência de quota para o atum patudo. Neste sentido, manifestam que “nós temos uma pesca sazonal de salto e vara, trata-se de peixe que é pescado um a um, nós apanhamos o grande e o médio”. “São cerca de seis meses de pesca, entendemos que o nosso Governo Regional perante Bruxelas devia reivindicar a não existência de quota. Ainda por cima trata-se de uma quota muito pequena”, revelam.
Os dirigentes dão a conhecer, que por exemplo a quota do atum patudo é de 3700 toneladas para todo o Portugal continental, incluindo Madeira e Açores.
A APASA queixa-se ainda da falta de transporte para escoar o pescado, salientando que o “transporte nos Açores é muito limitado, não atrai os compradores e ainda tem influência no preço do pescado”.
Segundo a Associação “o comprador alega que na Madeira tem transporte e que nos Açores não tem e aí os barcos vendem o peixe a um preço x e chegam aos Açores automaticamente o preço vai para baixo devido aos transportes”, sustentam.
Por outro lado, adianta Rufino Francisco “a SATA neste momento, nem um quilo de peixe transporta para fora. Nós não temos se quer hipóteses de valorizar o peixe porque não temos transporte, ou é congelado ou então não consegues transportá-lo fresco”, refere.
O empresário garatiu que “mercado existe, não há é transporte”, desabafando, ter conhecimento que “neste momento as fábricas açorianas estão a receber peixe das Canárias, nomeadamente patudo e é o próprio Governo que paga o transporte”, lamentou.
O vice-presidente, entende que se as condições de transporte permitissem, até podiam explorar outros mercados que valorizassem mais este tipo de pescado, referindo que “há dois anos ou três apanhou-se peixe grado, acima dos 100kgs e este é o peixe que mais valor tem para exportação para o Japão, mas o problema é que não têm como fazer sair esse peixe daqui”, disse.
A APASA avançou que até “tem lutado para que o pescador trate bem o peixe, faça o seu sangramento e o seu acondicionamento para não apanhar calor”, de forma a valorizar o pescado, mas de nada serve “porque depois o peixe chega a terra fica à espera 4 e 5 dias para ser exportado”, frisou.
“Estamos de pés e mãos amarrados porque não conseguimos transportar o peixe”, referem os responsáveis, lembrando que em 2015 foi “prometido um avião cargueiro que vinha de São Miguel há quarta feira, passava na Terceira e na Horta”. De facto, “essa promessa está publicada em Diário da República, mas até agora nada”, lamuriam.
Outra reivindicação da APASA prende-se com as instalações. Os responsáveis recordam que o Governo também prometeu a Antiga Casa dos Pescadores, antes das eleições, para albergar a APASA e a APEDA - Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores, mas até hoje continuam à espera.
“A APASA gostaria que fosse vista esta situação para podermos ter condições para trabalhar. Foi-nos prometido, mas não foi cumprido”, constatam.
Armadores açorianos
preferem a Madeira
A respeito da safra do atum nos Açores e apesar de 2018 ter sido um bom ano, cerca de metade das receitas não ficaram no arquipélago uma vez que grande parte das embarcações que se dedicam a este tipo de pesca não é de cá.
O armador justificou esta situação com a existência de “um acordo entre o Governo da Madeira e dos Açores para os atuneiros pescarem cá e lá”.
“Nós temos atuneiros nossos e falando do ano passado que estiveram na Madeira e nunca vieram aos Açores pescar e as receitas vieram para os Açores, portanto não vamos agora fechar a porta aos Madeirenses”, defendeu.
Os dirigentes explicam ainda que as condições existentes na Madeira são mais atrativas para os armadores açorianos, alegando que o “lucro nas vendas diretas lá são melhores” devido à taxa de lota.
A este respeito, adiantam que a APASA já pediu para reduzir essa taxa, “mas nem se quer se fala nisso, dizem que não podem reduzir mais”. Perante esta situação “o pessoal começa a fugir e a descarregar na Madeira”, frisam.
Segundo os responsáveis, até ao nível dos transportes a Madeira é mais atrativa. De acordo com a APASA “o transporte lá é mais fácil. Existem mais ligações, há um cargueiro aéreo que vai lá uma vez por semana, há os navios que vão lá duas vezes por semana. Existe mais hipóteses de escoar o peixe”, referem.
Os dirigentes alertam que “se de facto o Governo não olhar para estas situações começamos a ver a doca só com iates”, lembrando a este respeito que “as traineiras de atuneiros que antes enchiam a doca” dinamizavam a economia local. “Era o combustível que gastavam, a alimentação da companha era no café, nas padarias, isso tudo desapareceu”, lamentam.
“Isto faz-me lembrar São Miguel. Fizeram uma marina tão boa para as gaivotas e aqui temos uma doca para os iates”, consideram.
A APASA observou ainda que até os preços de conservação e congelação nos Açores são mais elevados do que na Madeira.
Neste sentido, a APASA adiantou que em tempos reuniu com a Associação Pão de Mar no sentido de estabelecer preços de peixe, principalmente para a conserveira e chegaram ao acordo de ser a 1.40€. Mas na altura as conserveiras “reclamaram que não podiam pagar”, salienta. Fizeram uma nova reunião desta vez com as conserveiras e desceram o preço para 1.30€, “devido aos preços elevados que estavam a pagar de conservação e congelação” referiu Carlos Ávila.
No seu entender “o valor que foi reduzido devia ser suportado pelo Governo, pelas fábricas e pelos armadores. Mas a fatia ficou toda para os armadores que são muito ricos, apanham muito peixe e em pouco tempo ganham muito dinheiro”, afirmam.
Questionado ainda sobre a atualidade da frota dos Açores o presidente da APASA, considera que os “barcos são os adequados”, mas entende que “algumas embarcações deveriam modernizar o sistema de frio a bordo no sentido de trazer peixe em melhores condições”.
Carlos Ávila considerou que apesar da maioria dos barcos ter mais de 20 anos apresentam as condições ideais para a pesca do atum e não vê com bons olhos a possível alteração das embarcações para outro tipo de pescado. “Alterar os nossos barcos para outro sistema de pesca não faz qualquer sentido. As nossas embarcações estão feitas para a pesca do atum”, afirmou.
O armador confessa ter conhecimento que alguns proprietários já demonstraram vontade em abater os barcos mais velhos, no entanto tem conhecimento “que neste momento não há abates para barcos grandes, apenas para barcos pequenos”.
A finalizar Carlos Ávila, deu a conhecer que 2018 até foi um bom ano, no que às capturas diz respeito, avançando que este ano nos Açores, foram capturados 6.284.943kgs de pescado, nomeadamente, 2.288.503.40kgs de patudo, 855,40kgs de Rabilho, 47.907,25kgs de Voador e de Bonito foram capturados 3.583.678.39kgs.
Carlos Ávila, agora reformado, é um dos armadores mais antigos dos Açores. Viveu os tempos áureos da faina do atum no arquipélago, andou nesta atividade durante 38 anos. Assumiu o cargo de presidente, já depois de ter deixado a sua profissão e vai já no seu terceiro mandato.
As próximas eleições da APASA serão em novembro de 2019. Questionado se pretende recandidatar, o presidente revela que já não é para si. “A minha missão está cumprida. Isto é feito para gente nova. Temos gente nova na Associação é altura de se chegarem à frente”, afirmou.
Governo pretende avançar com a requalificação do entreposto da Horta até ao final do ano
Na sequência da conversa com a APASA, este semanário, ouviu também o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia.
À nossa reportagem Gui Menezes esclareceu que “o Entreposto Frigorífico da Horta suspendeu a sua atividade em abril deste ano – e não há 3 anos – por questões relacionadas com o fim de vida dos equipamentos; e atendendo à tipologia das avarias detetadas, não estavam reunidas as condições para a operação durante uma safra de atum”.
Para colmatar alguma necessidade pontual, resultante da sua inoperacionalidade o secretário avançou que, “foi colocado de imediato no local um contentor de 20 pés, com capacidade para conservação de congelados ou refrigerados”.
Relativamente ao processo de requalificação desta infraestrutura, o governante deu conta que, “a LOTAÇOR contratou, em 2015, um projeto para a requalificação do entreposto frigorífico da Horta à empresa CONSULMAR AÇORES, de modo a cumprir o objetivo geral de valorização do pescado nos Açores e, em particular, na ilha do Faial”.
No entanto, verificou-se que a requalificação prevista nesta fase, apenas contemplava “as mesmas capacidades e valências, ou seja, apenas serviria para a congelação e armazenamento de pescado, sobretudo das diferentes espécies de atum”. Neste sentido, continuou, “concluído o projeto de execução, em setembro de 2016, procedeu-se a uma consulta aos vários parceiros do setor, nomeadamente APASA, APEDA e compradores, tendo sido consensual que a instalação deveria abranger outras valências”, informou.
“Mantendo o registo da valorização do pescado e condições operacionais, considerou-se que a instalação de uma área para o processamento e transformação era fundamental para o setor das pescas na ilha do Faial, sendo que, simultaneamente, foram reavaliadas as capacidades e as tecnologias de congelação e conservação projetadas, bem como a criação de espaços para a instalação da APASA e APEDA”, explicou o titular da pasta, acrescentando que “a SRMCT, através da LOTAÇOR, retomou o processo com vista à elaboração de reformulação do projeto de execução realizado”.
O responsável pelo sector das pescas, avançou que a “contratação do projeto de reformulação deste entreposto ficou concluída no mês de agosto, sendo que o projeto está agora em fase de conclusão, tendo depois de ser revisto, conforme os termos legais”, adiantando que no entretanto irá “proceder à elaboração da candidatura ao MAR2020 e depois de ser aprovada irá dar-se início do procedimento para a contratação da empreitada, sendo expectável, em condições normais, que venha a acontecer até ao final de 2018/ início de 2019”, frisou.
TI confrontou também, o governante com o facto de este ano as capturas de atum terem aumentado nos Açores, mas devido à falta de condições em terra, nomeadamente de conservação e congelação do atum, as capturas foram limitadas à capacidade das conserveiras.
Sobre este assunto, Menezes sustentou que “acompanhámos a pescaria do atum ao dia e posso garantir que as capturas não foram limitadas”, registando “que a captura do atum apenas parou para a espécie patudo, por esgotamento da quota, sendo que o bonito continuou a ser capturado”, sendo que se até ao final da safra aparecer voador, nos mares dos Açores “poderá ser capturado”, disse o Secretário.
Por outro lado, Menezes desmentiu que os armadores tenham parado as capturas por falta de capacidade para conservar o pescado. Segundo o governante “verificou-se que os entrepostos de Vila do Porto, em Santa Maria, e de Ponta Delgada, em São Miguel, estiveram próximos de atingir a sua capacidade máxima durante alguns dias, mas o entreposto da Madalena do Pico continuou a receber peixe todos os dias, pelo que é falso que os armadores pararam de pescar por falta de capacidade de armazenamento em terra”, abonou.
“O Governo e a Lotaçor trabalharam durante toda a safra, juntamente com a Pão do Mar, a APASA e a Federação das Pescas dos Açores, tendo sido possível gerir as descargas e o escoamento de pescado de forma a não haver grandes constrangimentos à atividade”, garantiu o governante registando que “as capturas não foram limitadas à capacidade das conserveiras porque houve outros compradores, que não são conserveiras, que adquiriram bastante atum, quer para exportar em fresco, quer para exportar em congelado”, sustentou.
Quanto às queixas dos armadores de falta condições dos equipamentos em terra, nomeadamente das rampas de varagem e de estaleiro para poderem fazer a manutenção das embarcações durante o inverno, o titular assegurou que o Executivo tem “garantidas todas as condições em termos de equipamentos e de instalações de apoio à pesca”, destacando que “relativamente ao segmento do atum, estamos atentos e temos feito todos os esforços para garantir esse serviço”, afirmou.
“Devo acrescentar que a varagem de atuneiros é possível, embora com algumas restrições. No entanto, a questão do estaleiro da Madalena é da responsabilidade da Portos do Açores e, como é público, está a envidar esforços para que esses estaleiros possam ser geridos por privados que, tanto quanto julgo saber, se mostraram interessados”, deu a conhecer.
Relativamente ao facto de armadores preferirem a Madeira para a pesca do atum, o governante avançou que “os armadores do atum estão onde está o peixe. Não são os equipamentos, sejam entrepostos ou rampas de varagem, que determinam a sua presença nos Açores ou na Madeira. Durante esta safra, ninguém ficou sem pescar por falta de condições de estiva, de conservação e de armazenamento nos Açores”, assegurou.
“Nos Açores temos uma capacidade instalada em termos de entrepostos que não é comparável à da Madeira. Com os investimentos previstos para os entrepostos da Horta, Madalena, Vila do Porto, Velas de São Jorge e Lajes das Flores ficaremos ainda com melhores condições. Estamos a falar num investimento global nestas infraestruturas, durante esta legislatura, superior a 12M€”, reforçou Menezes.
Questionamos ainda o secretário sobre as taxas de lota praticadas na Região Autónoma dos Açores serem mais elevadas do que na Madeira.
O secretário, não confirmou os valores apresentados pelos armadores à nossa reportagem, esclarecendo apenas que “nos Açores, a taxa para as conserveiras é de 1% e para os contratos de abastecimento direto é de 3%”.
“Devo referir que não podemos comparar as duas regiões no sistema de primeira venda, de conservação e armazenagem e nos serviços prestados pela Lota. Por exemplo, a Madeira não tem indústria de transformação de atum e não tem em termos de capacidade as mesmas condições para armazenamento e conservação”, esclareceu.
“No âmbito daquilo que é a reestruturação do sector público empresarial dos Açores que está em curso, a Lotaçor teve de ajustar e atualizar algumas das suas taxas e preços de alguns serviços. Alguns destes preços não eram atualizados há mais de 30 anos; e todos nós percebemos que em 30 anos o custo de muitas coisas se alterou, desde os salários dos funcionários até aos custos de eletricidade, entre outros”, lembrou o governante, considerando que “os entrepostos, quer tenham peixe ou não, necessitam de ter um conjunto significativo de funcionários em permanência e isso tem de se refletir, de alguma forma, nos preços”, salientando no entanto, que a Lotaçor na qualidade de uma empresa “prestadora de um serviço público” tem atenção aos “preços que pratica”, continuou.
No que diz respeito ao transporte do pescado, outros dos temas abordados com o secretário, Menezes reconheceu como “um fator importante que condiciona, por vezes, o escoamento dos produtos, particularmente numa Região como a nossa, arquipelágica, no meio do Oceano Atlântico”.
Apesar de não ser uma área da sua tutela, o governante adiantou ter conhecimento que “estão a ser tomadas as diligências para a vinda de um cargueiro e que existe uma empresa privada que também tenciona operar um avião cargueiro nos Açores”.
Reconhecendo que “existem situações e alturas do ano em que, pontualmente, se verificam alguns problemas”, Menezes entende que “tem sido realizado um esforço grande” por parte da companhia aérea, no sentido de “garantir o transporte de pescado fresco nas várias ilhas”, lembrando que recentemente, “a SATA criou uma linha de reservas de carga própria para as pescas” e, pela informação que dispõe, “isso tem facilitado o escoamento do pescado”, frisou o titular das pescas ainda em relação ao transporte aéreo nos Açores.
A questão das quotas para a pesca do atum, não foram esquecidas nesta reportagem. Ao TI, Menezes recordou que “a implementação de quotas de atum no Atlântico é uma medida de gestão, decidida internacionalmente pela Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico (ICCAT) e que visa proteger o recurso”, salientando que “dificilmente se consegue no âmbito das negociações que existem fazer valer os argumentos da Região no sentido de manter ou aumentar as nossas quotas”.
Neste sentido o titular da pasta ressalvou que “o Governo dos Açores tem defendido a discriminação positiva da arte de salto-e-vara a nível internacional”, destacando a realização na Horta, do primeiro encontro mundial para a defesa do salto-e-vara, no qual resultou a “Declaração Açores Para a Defesa da Pesca do Atum de Salto-e-Vara”, com signatários de regiões e instituições de todos os continentes”.
Por outro lado, adiantou ainda o Secretário “a ICCAT e a Comissão Europeia estão atentas a estas pretensões e têm sido impostas já algumas reduções. Sugerimos também a criação de alguns corredores marítimos livres destes dispositivos e continuaremos a lutar por estes objetivos”, garantiu.
“A ICCAT, entretanto, criou um grupo de trabalho que pretende avaliar cientificamente esta situação e estamos expectantes que nos próximos anos surjam mais medidas que limitem ainda mais o número e a utilização dos FADs”, avançou o governante.
Instado a pronunciar-se sobre a atual situação da pesca do atum nos Açores, Menezes sustentou que “os atuns são peixes migradores e existe por isso - e sempre existirá - uma grande incerteza sobre a ocorrência anual destas espécies nos Açores. No entanto, a nossa Região ainda mantém uma frota atuneira significativa e desde há muitos anos que os nossos armadores conhecem esta realidade”, acrescentando que “com os acordos que temos com a Madeira tem sido possível aos nossos armadores manter a sua atividade, exercendo a pesca nos dois arquipélagos dependendo do local onde o atum ocorre”.
Menezes lembrou também que os armadores e conserveiros recebem vários tipos de apoio para fazer face às dificuldades que podem ocorrer na safra do atum destacando a este respeito “o apoio de compensação dos sobrecustos que as nossas empresas têm denominado “POSEI Pescas”. Este apoio, pago anualmente, contribui de forma relevante para a manutenção e sustentabilidade desta atividade e dos respetivos postos de trabalho”, frisou.
A concluir a nossa entrevista e em relação às sedes da APASA e da APEDA prometida pelo anterior secretário, Menezes manifestou que com a reformulação do projeto de Requalificação do Entreposto Frigorífico da Horta, “que foi discutida com a APEDA e a APASA”, ficou decidido “que a sede da APASA ficará instalada numa zona administrativa no Entreposto Frigorífico quando este for requalificado, sendo que a APEDA continuará sediada no atual edifício da Lota da Horta”.
“Deste modo, ficam garantidas as devidas condições para as duas associações continuarem a prestar o apoio aos seus associados no local que entendem ser o de maior conveniência”, defendeu Gui Menezes.
A tripulação do submarino científico LULA1000 conseguiu, observar e registar em vídeo, pela primeira vez, uma enguia pelicano a caçar uma presa em grande profundidade.
Os operadores Kirsten e Joachim Jakobsen registaram o momento a 1.000 metros de profundidade a sul da ilha de São Jorge, nos Açores.
A tripulação do submarino científico LULA1000, Kirsten e Joachim Jakobsen registaram em vídeo uma enguia pelicano a caçar uma presa em grande profundidade.
O vídeo, que foi recentemente publicado pela revista Science Magazine, nos Estados Unidos, mostra uma enguia pelicano a caçar presa ativamente e encontra-se disponível também no canal do youtube em https://www.youtube. com/watch?v=ph6R0yY2WzI.
Segundo os operadores do LULA 1000 “esta é a primeira vez que este peixe bizarro é observado a caçar pelo homem no seu habitat”.
“Muito pouco se sabe sobre esta espécie de peixes que vivem em profundidades extremas. O seu nome enguia pelicano (Eurypharynx pele-canoides) deve-se à sua capacidade de ampliar a sua cabeça para captar presa, semelhante aos pelicanos”, lê-se numa nota enviada às redações pela Fundação Rebikoff-Niggeler sobre esta primeira observação no mar profundo dos Açores.
“Até à data, os cientistas pensaram que estes animais se alimentariam de forma mais passiva, pendurados verticalmente na água, à espera que os alimentos lhes caíssem de cima na boca. Este vídeo é a primeira evidência de que esta espécie de peixe de facto persegue ativamente e caça a sua presa”, revelam ainda.
Kirsten e Joachim Jakobsen avançam também que “os cientistas ficaram surpreendidos ao ver o quanto a boca pode ser ampliada para sugar a presa, e que esses peixes realmente nadam como enguias, o que não se esperava visto o seu corpo magro e aparentemente frágil”.
Segundo a mesma fonte “o vídeo é também uma surpresa em relação ao habitat desta espécie de peixe: em estudos anteriores, todas as espécies tinham sido capturadas de forma pelágica ou batipelágica, no Atlântico, entre os 500 e os 3000 metros de profundidade - muito acima do fundo do mar. Este vídeo, ao contrário do que foi assumido até agora, mostra uma enguia pelicano a caçar a sua presa - muito perto do fundo do mar”, revelam ainda.
Tais conhecimentos sobre o comportamento de fauna do mar profundo só podem ser obtidos por observação direta das profundezas e fornecem informações valiosas sobre a biologia e adaptações de organismos do mar profundo.
O submersível LULA1000 é operado pela Fundação Rebikoff-Niggeler, instituição de Utilidade Pública com sede na ilha do Faial/Açores (www.rebikoff.org).
A Escola Manuel de Arriga (ESMA) distinguiu-se na 10.ª edição da Geração Deposição como o estabelecimento de ensino que recolheu mais peso de REEE (Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos) em 2018.
O projeto Geração Depositrão resulta de uma parceria entre a ERP Portugal (Entidade Gestora de Resíduos) e o Programa Eco-Escolas (ABAE).
A ESMA, participou na 10ª edição da Geração Depositrão, em que desafiam as escolas a realizar atividades de sensibilização para a deposição correta dos REEE e pilhas em fim de vida, passando as escolas a funcionar como ponto de recolha na sua zona envolvente. As escolas poderão, ainda, participar num conjunto de desafios incluídos nas atividades criativas.
No ano letivo de 2017/2018 foram recolhidas mais de 460 toneladas em todo o país (aumento de 11% face à edição anterior), tendo as escolas dos Açores recolhido cerca de 33 toneladas de resíduos (ambos os tipos), com especial destaque para as escolas que ocupam o top 3, que contribuíram com cerca de 23,50 toneladas: EB1 Cardeal Costa Nunes, Escola Básica e Secundária de S. Roque do Pico e Escola Secundária Manuel de Arriaga.
Outras distinções foram atribuídas a estas escolas, nomeadamente:
- Escola Secundária Manuel de Arriaga – escola que recolheu mais peso de REEE (Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos) em 2018;
- Escola Básica e Secundária de S. Roque do Pico – mais peso de pilhas usadas em 2018;
- EBI/S Cardeal Costa Nunes – recolha de pilhas usadas superior a 100 kg.
As escolas da Região Autónoma serão destacadas no Seminário Regional do Programa Eco-Escolas, a decorrer entre os dias 12 e 14 de outubro na Ilha Terceira.
Atualmente, as escolas participantes correspondem ao envolvimento de mais de 420 mil alunos e cerca 45 mil professores de todos os níveis de Ensino, com maior incidência nas escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Esta campanha da ERP Portugal é implementada em parceria com a ABAE (Associação Bandeira Azul da Europa), através do Programa Eco-Escolas, e conta com o apoio das marcas LG, Orima, Pingo Doce e Worten.
Os militantes açorianos do Partido Social-Democrata elegeram, no passado sábado, Alexandre Gaudêncio para Presidente do partido, com 1.716 votos, enquanto o seu opositor Pedro Nascimento Cabral somou apenas 1.058 votos.
Alexandre Gaudêncio, Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, segunda cidade mais importante da ilha de São Miguel, foi eleito, no passado sábado, como líder do PSD/Açores, tendo obtido nessas eleições 60,9%, o que correspondeu a 1.716 votos, enquanto que o seu opositor, Pedro Nascimento Cabral, obteve 37,5%, o que significou 1.058 votos, tendo-se registado ainda 46 votos brancos ou nulos.
De acordo com informações do PSD nos Açores, votaram nas eleições diretas para a liderança dos sociais-democratas da região 2.820 militantes, tendo tal representado um aumento de 53,8% na afluência às urnas em relação ao ato eleitoral anterior.
No discurso de vitória, o novo líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, disse querer devolver a “mística de vitórias” ao partido, apontando o objetivo de vencer regionais de 2020 e derrotar o PS.
“Estamos convencidos e convictos de que, já nas próximas regionais de 2020, o PSD será Governo na Região Autónoma dos Açores”, salientou Gaudêncio, considerando que o PSD/Açores “está vivo, recomenda-se” e agora a fase é de união.
“Conto ter um partido que possa ser cada vez mais de união e que, a uma só voz, combata o PS. Quaeremos devolver a mística das vitórias ao partido”, disse.
Lista de Carlos Ferreira vence eleições para o Congresso do PSD/Açores
Ao mesmo tempo que votavam para líder do partido, os militantes votaram também para eleger os delegados ao Congresso do PSD/Açores.
Na ilha do Faial foram apresentadas duas listas: uma encabeçada pelo atual deputado regional Carlos Ferreira e outra encabeçada por Teresa Ribeiro, Presidente da Assembleia Municipal da Horta.
Contados os votos, saiu vencedora a lista de Carlos Ferreira que somou 104 votos, tendo elegido 4 delegados, enquanto a lista de Teresa Ribeiro teve 32 votos, elegendo apenas 1 delegado para o Congresso Regional do PSD/A-çores, que se realizará na ilha de São Miguel, nos dias 27 e 28 de outubro.