Tribuna das Ilhas

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07
julho

Açores com 64% da execução nacional dos fundos do FEDER

Escrito por Susana Garcia

“64 % da execução de todos os fundos comunitários, no âmbito do FEDER, do atual quadro comunitário”, foi feita nos Açores, revelou esta semana o Vice-Presidente do Governo.

De acordo com informação disponibilizada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACs), a afirmação foi proferida por Sérgio Ávila, à margem da assinatura de um protocolo entre o Governo dos Açores e a Associação de Municípios da Região para financiamento de reabilitação urbana municipal.

Na ocasião, revela o GACs, o governante sublinhou que estes dados representam “dois terços do total da execução do país”, salientado ainda que “a região, que representa 2,4% da população, tem 64% da execução nacional efetiva até à data de hoje”. No seu entender este facto representa algo “extremamente relevante, que demonstra a capacidade operacional na execução de fundos comunitários, designadamente o grande fundo estrutural FEDER”.

“Isto dá bem nota não só da capacidade que os Açores têm tido na execução de fundos, mas particularmente da capacidade que temos tido de, face ao enquadramento regulamentar comunitário nacional, criar todas as condições para uma disponibilização atempada dos fundos nos Açores”, afirmou o Vice-Presidente.

Referindo-se ao novo Quadro Comunitário de Apoio, Sérgio Ávila revelou ainda ter “a certeza” de que a Região irá “assegurar a plenitude do aproveitamento dos fundos, como já conseguimos, inclusivamente, reforçar as dotações para os Açores, nomeadamente do Fundo de Coesão”, lê-se.

Neste contexto, e segundo o GACs, Sérgio Ávila, considerou, que no que ao grau de execução dos fundos comunitários diz respeito como “muito importante” o “grande contributo do investimento privado empresarial”, adiantando que, no âmbito do novo Quadro Comunitário de Apoio, já foram aprovadas 600 candidaturas de investimentos privados, que representam um investimento elegível direto de 127 milhões de euros, montante que chegará aos 160 milhões de euros se se associarem as ações coletivas também desenvolvidas no âmbito de objetivos empresariais.

 

 

 

 

 

 

 

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06
julho

Fim de semana "Duo com Piano"

Escrito por Nuno Avelar

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Educação e Cultura, promove a 8, 9 e 10 de julho, sempre pelas 21H30, a realização de seis eventos integrados no fim de semana subordinado ao tema “Duo com Piano”, no âmbito da Temporada Artística 2016.

Na sexta-feira, 8 de julho, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, e no domingo, 10 de julho, no Palácio de Santana, em Ponta Delgada, terá lugar um recital com Tamila Kharambura (violino) e Anna Ulaieva (piano), que vão interpretar sonatas de Mozart, Prokofiev e Grieg.

As irmãs Marta e Diana Botelho Vieira serão responsáveis pelos recitais que se realizam sexta-feira, no Teatro Ribeiragrandense, e domingo, no Palácio dos Capitães-Generais, em Angra do Heroísmo, interpretando, em violino e piano, música escrita num período de mais de 100 anos, desde a "Sonatina em Ré", de Schubert, até aos "4 Prelúdios", de Shostakovich.

O programa deste recital aborda maioritariamente peças que conferem aos dois instrumentos a mesma notoriedade.

A 9 de julho, Alfonso Padilla (saxofone) e André Costa (piano) apresentam-se num concerto no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, com um programa muito variado, que inclui obras a solo, de estilo contemporâneo com influências do jazz ou do flamenco, bem como peças do repertório clássico do saxofone e ainda com eletrónica.

Ainda no sábado, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, realiza-se o concerto intitulado “Diálogos e Monólogos”, com Taras Poustovgar (clarinete) e Antonella Barletta (piano).

Este concerto, dedicado à música do século XX, inclui um programa variado, com um repertório onde convivem a música erudita e o jazz.

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06
julho

Luís Branco é o novo presidente do Rotary Club da Horta

Escrito por Susana Garcia

Luís Branco foi nomeado no passado sábado, presidente do Rotary Club da Horta para o presente ano rotário 2016/17.

O novo presidente recebeu o club das mãos de Luís Paulo Garcia presidente cessante, em cerimónia que decorreu no Fayal resort hotel, perante o testemunho dos companheiros do Pico.

Nesta mesma cerimónia foram ainda transferidas tarefas do Rotary Club do Pico em que a companheira Maria de Jesus foi também nomeada presidente para o presente ano.

Na sessão, Luís Branco lembrou os compromissos do club para este ano e dirigindo-se aos companheiros do Pico presentes afirmou: “espero que, o espírito de entre ajuda e de serviço, se mantenha como o foco da aproximação e de companheirismo entre gente deste canal, que dá de si antes de pensar em si”.

O novo presidente agradeceu ainda “aos companheiros que aceitaram partilhar comigo e com a minha mulher a Laura, a responsabilidade de levar por diante, durante mais um ano rotário, a vida deste clube já com 35 anos de existência”, disse.

A finalizar Luís Branco lembrou que este ano o club tem como lema: Rotary ao serviço da humanidade. “É nesta ideia que nos devemos inspirar para levar por diante o serviço às nossas comunidades”, afirmou.

 

 

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05
julho

8 tripulantes do Chem Daisy impedidos de sair do Faial, sem dinheiro e sem mantimentos

Escrito por Nuno Avelar

Desde o dia 23 de maio que o navio Chem Daisy, de bandeira de Malta, está detido no Porto da Horta.

A bordo estão 8 tripulantes que há 3 meses que não recebem ordenado, que os serviços de emigração não deixam sair da ilha e que estão a ficar sem provisões.

Huseyin Emekli falou ao Tribuna das Ilhas das condições em que estes 8 tripulantes turcos vivem, sobretudo depois do capitão do navio se ter ido embora.

Há cinco anos que este navio trabalha no mar dos Açores para a Transinsular no transporte de combustível interilhas. A bordo estão várias toneladas de combustível que deveria ter sido descarregado na ilha das Flores mas que, numa tentativa de reivindicação dos salários em atraso, os marinheiros se recusam a descarregar enquanto não houver novidades sobre os pagamentos.

 O navio foi detido porque ter um motor avariado, conforme nos explicou o Capitão do Porto da Horta, Diogo Vieira Branco. 

 

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO TRIBUNA DAS ILHAS DE SEXTA FEIRA. 

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05
julho

183 anos da Elevação da Horta de Vila a Cidade - “Um concelho gerido no presente, com pensamento no futuro, assente num projeto de responsabilidade, aberto e participado”

Escrito por Nuno Avelar

Segunda-feira, 4 de julho, passaram 183 anos que a Horta foi elevada de Vila a Cidade. A data foi assinalada numa cerimónia nos Paços do Concelho que, como é hábito, incluiu várias homenagens e que ficou marcada ainda pela evocação da memória do Duque de Ávila e Bolama com o descerramento de uma pintura a óleo.

A pintura a óleo, instalada à entrada do Salão Nobre, foi doada por Hélio Naia da família do Duque de Ávila e Bolama, “o homem simples e proveniente de famílias humildes que se destacou na vida do nosso país”. Trata-se de uma copia de autor encomendada pela duquesa d’Ávila para espólio familiar que foi alvo de restauro e conservação.

Para José Leonardo Silva, presidente da CMH, “em dia de aniversário cabe-nos o desafio de permitir que as ações realizadas possam ser evocadas como exemplos das preocupações, dos objetivos e das estratégias que permitem a esta equipa ter um concelho gerido no presente, com pensamento no futuro, assente num projeto de responsabilidade, aberto e participado, onde, quem assim o queira, possa fazer parte das decisões e dar o seu contributo, avalizado e informado”.

Em dia de soprar velas e de elencar obra feira, José Leonardo dirigiu-se aos seus opositores, sobre os quais disse que “a pressa pela expressão e rápida manipulação pública de conceitos e ideias torna-se inimiga da verdade e omite, por vezes, o esforço depositado em tantos projetos que afetam a nossa vida coletiva e que se não forem convenientemente trabalhados e negociados (…) correm o risco de não se concretizarem ou de não alcançarem os resultados esperados”. O edil focava-se no Centro de Processamento de Resíduos.

José Leonardo Silva manifestou a sua intenção de continuar ao lado das pessoas, “quando elas mais precisam e ajudá-las com os recursos que conseguirmos reunir”, frisando programas como os Novos Desafios, o Orçamento Participativo Jovem, o Orçamento Participativo Municipal, a requalificação do Bairro Mouzinho de Albuquerque e o Mercado Municipal. Nesta noite de festa o presidente não se esqueceu da Escola do Mar dos Açores ou das inúmeras regatas internacionais de vela de cruzeiro que visitarão a mui leal cidade da Horta e a Mais Bela Baía do Mundo, frisando que “apesar das dificuldades somos tentados a ver mais além, a não baixar os braços, a esquecer as críticas fúteis e a ir à luta”.

O presidente da Assembleia Municipal da Horta, Fernando Menezes, deixou aos presentes a certeza e o compromisso de todos os deputados municipais no sentido de que este órgão vai contribuir para a resolução dos problemas do Faial.

Esta sessão solene foi presidida por Ana Luísa Luís, presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores que referiu que “esta efeméride tem um significado muito especial, sendo porventura o dia mais importante para esta ilha, pois evoca a elevação da vila da Horta a Cidade, por ação política de António José Ávila, Duque D’Ávila e Bolama, que hoje também simbolicamente homenageamos.”

Para a presidente da ALRAA, “esta Horta, cidade mar, reforça a sua centralidade neste presente, diferente e competitivo, dando continuidade ao seu passado, se considerarmos o tempo em que a Horta foi uma das mais importantes estações baleeiras no Atlântico, quando ligou pelo telégrafo o continente europeu ao americano ou quando foi pioneira na aviação transatlântica.”

Ana Luís considera ainda que “os últimos anos foram tempos difíceis, em que a resistência e perseverança dos açorianos foi posta à prova. Como sempre fizemos ao longo de séculos de história arregaçamos as mangas e fomos à luta, protegendo os menos favorecidos, criando as oportunidades para as famílias e as empresas, e olhando o futuro com esperança certos que depois da tempestade vem a bonança”, e continuou dizendo ainda que “é nesta preocupação, para com o nosso concidadão, e numa perspetiva de proximidade que se deve centrar a ação política. Desta forma, o poder local conquistado há quarenta anos veio fornecer as ferramentas legais e organizativas para que os eleitos, livre e democraticamente, pelo povo a esse povo destinem o seu trabalho, o seu empenho e a sua dedicação.”

Homenageados

A autarquia faialense atribui diversas medalhas de mérito municipal aquando as comemorações do aniversário da cidade. Estas medalhas são atribuídas a pessoas e entidades que se destacam na vida do concelho.

Este ano receberam a medalha de mérito municipal prateada a Associação de Andebol da Ilha do Faial pela passagem dos seus 25 anos e pela sua ação na promoção e divulgação da modalidade na ilha do Faial e nos Açores.

O Conservatório Regional da Horta, na passagem dos seus 25 anos e pela sua ação promotora de cultura da ilha e a empresa “O Morro – Fabricação de Queijos, Lda”, pelo empreendedorismo associado à criação de uma nova marca de queijo com selo e qualidade de produção faialense, também receberam a medalha prateada.

A medalha dourada foi atribuída à cidade de Sables D’Olonne, na passagem do 10.º ano de ligações náuticas com a cidade da Horta e pela sua ação de divulgação da ilha do Faial e dos Açores na vela internacional. A Unidade de Saúde de Ilha do Faial também recebeu esta medalha pela excelência do trabalho realizado ao nível da promoção da saúde e dos cuidados de saúde primários no Faial.

António Nogueira, optometrista, foi agraciado com a medalha dourada, pela sua ação empreendedora e dinamizadora do comercio e relevância ao nível do mecenato cultural e desportivo.

Outro dos homenageados da noite foi Luís Carlos Decq Mota, médico obstetra, pelo profissionalismo e serviços prestados ao longo de mais de três décadas ao serviço do Faial e dos Açores e pelo elevado sentido de responsabilidade, zelo e humanidade com que exerce as suas funções no Hospital da Horta.

O empresário Manuel Furtado Silva, pela sua ação na promoção do turismo, pelo seu dinamismo social e cultural, também foi agraciado com a medalha dourada.

Os funcionários que contam com 20 anos de serviço efetivo na CMH recebem a medalha de bons serviços municipais prateada. Desta feita foram distinguidos Basílio Gomes, Lázaro Machado e Luís Silveira.

Já Hélio Garcia, funcionário com 30 anos de serviço, recebeu a medalha dourada.

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05
julho

VII Fórum CCIA 2016 – Economia dos Açores: Situação e perspetivas analisa economia regional

Escrito por SG

No passado fim de semana a Horta recebeu o VII Fórum da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) 2016 – Economia dos Açores: Situação e perspetivas, que reuniu cerca de quatro dezenas de empresários representando as três Câmaras de Comércio dos Açores e vários sectores de atividade.

Durante dois dias os participantes debruçaram-se sobre estado da economia regional em geral, identificaram as principais dificuldades e analisaram as grandes necessidades e oportunidades de ajustamento estrutural da economia açoriana.

Nos dias 1 e 2 de julho teve lugar na cidade da Horta, o VII Fórum da CCIA que teve como tema principal a Economia dos Açores: Situação e Perspetivas. No final do encontro a representante dos empresários açorianos deu a conhecer as conclusões desta reunião. 

Num comunicado enviado às redações a CCIA refere que inicialmente os presentes começaram por fazer uma análise retrospetiva da evolução dos tópicos debatidos na edição de 2015 e chegaram à conclusão que “não houve uma evolução significativa dos assuntos tratados”.

“Muitos dos temas debatidos entre os fóruns continuam sem resolução satisfatória, nomeadamente: o arranque completo do quadro comunitário de apoio, o alívio da carga fiscal excessiva, os múltiplos custos de contexto, a regularização de dívidas para com as empresas, o financiamento da economia privada, os investimentos em obras públicas e equipamentos, e o modelo de transportes marítimos”, lê-se.

Em suma este fórum refletiu, na generalidade, sobre o que tem sido a evolução das políticas para a competitividade da economia dos Açores concluindo que estas “têm sido muito ténues e demorados os avanços conseguidos, prejudicando o posicionamento das empresas dos Açores e onerando os custos para as famílias”, referem.

De acordo com a informação disponibilizada pela CCIA, o fórum abordou ainda a “problemática da economia e sociedade açorianas” reafirmando “a importância das empresas para a construção da sustentabilidade endógena, pilar indispensável de uma autonomia efectiva” e sublinhou “a importância de uma estratégia integrada de desenvolvimento que congregue os potenciais individuais em sinergias positivas”. Neste encontro, ficou ainda “patente o consenso gerado entre todos os empresários e reforçado o desejo de que as sugestões propostas tenham reflexo nas políticas públicas”, consta no comunicado.

Segundo o mesmo e ainda no que diz respeito à questão da evolução da conjuntura socioeconómica, os participantes chegaram à conclusão “que apenas o setor do turismo apresenta sinais positivos, embora não de forma uniforme em todas as ilhas”. Para os presentes, esta situação “merece especial preocupação”, uma vez que persistem “os níveis de desemprego elevados mitigados, mas não resolvidos, com programas ocupacionais de expressão cada vez maior e que acabam por anular atividades privadas”, lê-se.

No comunicado a CCIA mostra-se também preocupada com “as perspetivas de crescimento ténue e de aumento de fatores de risco das economias europeia e nacional”, nomeadamente com a recente saída do Reino Unido da União Europeia e as implicações que a situação acarreta.

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05
julho

Estudantes do Faial visitam Bruxelas

Escrito por Nuno Avelar

O Governo dos Açores promove, entre 7 e 9 de julho, a deslocação a Bruxelas de um grupo de jovens estudantes da ilha do Faial, para uma visita de estudo e de formação sobre a União Europeia.

Os alunos Joana Lourenço e Castro, Manuel Menezes Silva e José Rodrigo da Rosa Freitas, da Escola Secundária Manuel de Arriaga, acompanhados pela professora Paula Decq Mota, terão a oportunidade de visitar vários locais emblemáticos da capital belga, bem como as principais instituições relacionadas com a União Europeia, como o Parlamento Europeu e o Comité das Regiões, além da Representação Permanente de Portugal e a Conferência das Regiões Periféricas Marítimas.

Os três alunos integram a equipa “Os Arriagas”, que venceu o concurso “Europa Quiz: Os Açores e a União Europeia”, uma iniciativa promovida pelo Governo dos Açores, através do Gabinete do Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas, no âmbito das comemorações do Dia da Europa.

Esta iniciativa decorreu a 9 de maio, na Escola Secundária das Velas, em São Jorge, com a participação de jovens e equipas de todo o arquipélago, selecionados através do concurso multimédia “Açores – Autonomia e Europa 1976/1986/2016”, no qual esta equipa também recebeu o prémio de melhor trabalho a nível regional.

O prémio da deslocação e visita de estudo a Bruxelas, atribuído à equipa “Os Arriagas”, tem por objetivo complementar o estudo e a informação adquirida pelos alunos, quer em contexto escolar, quer no âmbito dos concursos promovidos pelo Governo dos Açores, com o conhecimento direto dos locais e instituições mais importantes de Bruxelas, promovendo o sentimento de pertença e de participação dos jovens açorianos na União Europeia.

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05
julho

Universidade dos Açores celebra 40 anos com “Légua Marítima do DOP”

Escrito por Susana Garcia

O Departamento de Oceanografia e Pescas, no âmbito das celebrações dos 40 anos da Universidade dos Açores, vai promover no próximo sábado dia 9 de junho pelas 10H30 uma corrida/caminhada.

Aberta a todos os interessados, o percurso da “Légua Marítima do DOP” inclui as principais artérias da cidade da Horta e os trilhos do Monte da Guia.

A concentração será no DOP - Jardim Florêncio Terra.

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05
julho

Novos períodos de candidatura a medidas do PRORURAL+ já abertas

Escrito por Nuno Avelar

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, abriu novos períodos de candidatura a medidas e submedidas do Programa de Desenvolvimento Rural - PRORURAL+.

Os beneficiários podem candidatar-se até 31 de agosto aos apoios criados no âmbito deste programa, designadamente à medida de incentivo à ‘Transferência de conhecimentos e ações de informação’, submedida ‘Intercâmbios de curta duração no domínio da gestão agrícola e florestal, visitas a explorações agrícolas e florestais’.

Durante o mesmo período, decorrem os concursos para a medida ‘Regimes de qualidade para os produtos agrícolas e os géneros alimentícios', submedidas de ‘Apoio a novas participações em Regimes de Qualidade’ e ‘Apoio a atividades de informação e promoção, realizadas por grupos de produtores no mercado interno’.

Está também aberto o período de candidaturas aos incentivos para a medida de ‘Criação de Agrupamentos e Organizações de Produtores’.

Por outro lado, até 30 de setembro, podem também ser apresentadas candidaturas à medida de apoio ao ‘Investimentos em Ativos Físicos’, à submedida para ‘Investimento nas Explorações Agrícolas’ e à medida para ‘Restabelecimento do potencial de produção agrícola afetado por catástrofes naturais e acontecimentos catastróficos e introdução de medidas de prevenção adequadas’, submedida para ‘Ações preventivas’.

Podem ainda ser apresentados projetos à submedida para apoio à ‘Instalação de Jovens Agricultores’.

05
julho

Utentes da APADIF aprendem a cortar madeira

Escrito por Nuno Avelar

O final de tarde de sexta-feira foi diferente para os utentes da APADIF – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial que, após alguns meses de formação, viram ser entregues a dois dos seus utentes os diplomas do Atelier de Experimentação Laboral que frequentaram e que foi ministrado por Marta e Sérgio Scarlati do Atelier Scarlati.

Nesta mesma tarde a APADIF e o projeto Moviment’arte receberam ainda duas máquinas: uma máquina de serra de recorte e uma mini lixadeira.

Estas máquinas vão permitir que os utentes da APADIF possam dar continuidade a este projeto.

Marta Scarlati, artesã, explicou ao Tribuna das Ilhas que esta formação surgiu após um contato por parte de Marc Larose, no sentido do seu atelier produzisse algumas peças em maior quantidade, “eu propus-lhe arranjar alguém a quem ensinasse as técnicas e ser essa (s) pessoa (s) a produzi-las”, conta-nos Marta que acrescenta “sugeri encontrar alguém desempregado, ou ainda preferencialmente algum utente da APADIF que recebesse formação e aprendesse a executar algumas peças em madeira.”

Daí a encetar contatos com a APADIF – entidade com a qual já colabora há alguns anos – foi um ápice e rapidamente puseram mãos à obra com a utente Rosa e o utente Fernando.

“Durante alguns meses, recebemos duas vezes por semana, por uma hora, os formandos. Devo afirmar que nunca duvidámos das capacidades das pessoas com quem trabalhámos. Já os conhecia de outras situações, e sempre tive fé que a ideia se tornaria realidade”, frisa.

A Rosa e o Fernando criaram puzzles em madeira que até foram utilizados mais tarde por outros utentes da APADIF que os pintaram como atividade de grupo e, o ponto alto desta aprendizagem foi a execução de cachalotes em madeira de mogno que vão deixar de ser executados pelo Atelier Scarlati para que sejam peças exclusivas da APADIF e que serão, conforme referiu José Fialho, comercializadas com o propósito de angariar fundos para a instituição.

A máquina de recorte que os utentes da APADIF receberam foi patrocinada por Marc Larose diretor do Voiles Azores LDA e Meutelhado e Laurentius Metal diretor do Ocean Dragon Lda. A empresa LOS e Espaço X também colaboraram com este projeto.

O Atelier Scarlati, para além de ter disponibilizado o workshop sem qualquer custo, forneceu todo o material, madeira e outros materiais e termina com a oferta duma pequena máquina de lixar que lhes pertencia, e que é necessária para a execução das peças.

Para o presidente da instituição “esta cerimónia tem um grande significado, não só por termos dado competências a dois utentes nossos, como também por ser uma forma da APADIF conseguir criar algo que nos pode ajudar financeiramente”.

José Fialho frisou ainda o facto de isto ter partido de particulares, “é bom vermos que não é necessário estamos só à espera dos apoios do governo. Vamos nos criar condições para que os apoios cheguem por parte da sociedade civil.”

“Gostaríamos de realçar que este projeto não termina aqui. Propomo-nos a continuar a apoiar a execução futura de mais e novas peças em madeira, para que o produto final seja sempre de boa qualidade” – disse visivelmente emocionada Marta Scarlati aos presentes que sublinhou ainda “este projeto é a concretização de uma vontade e de um sonho de há muito tempo, que queremos que cresça e se expanda para outros. Acreditamos na inclusão. Acreditamos que todos somos capazes, respeitando as limitações de cada um, mas dando hipóteses a todos.”

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