O deputado do PS/Açores Carlos Silva considera que o novo presidente da SATA está “empenhado em assegurar o futuro do Grupo SATA, dos seus trabalhadores e da mobilidade dos Açorianos”.
A afirmação foi feita após uma audição da Comissão de Economia onde o recém-nomeado presidente do Conselho de Administração da SATA António Luís Gusmão Teixeira foi ouvido.
Carlos Silva, deputado do PS/Açores, em declarações à comunicação Social, esta segunda-feira, após uma audição da Comissão de Economia onde foi ouvido o novo presidente do Conselho de Administração da SATA afirmou que “a audição do Dr. António Luís Gusmão Teixeira permitiu-nos confirmar que está verdadeiramente empenhado em assegurar o futuro do Grupo SATA, dos seus trabalhadores e da mobilidade dos Açorianos”.
Na ocasião, o socialista realçou o apelo feito por António Teixeira no decorrer da reunião “à união e ao contributo de todos – conselho de administração, colaboradores, sindicatos, fornecedores, partidos políticos e da sociedade em geral – para responder aos vários desafios que se colocam à empresa açoriana”.
O deputado salientou que “ultrapassar os constrangimentos que se colocam, garantir a melhoria do serviço prestado aos Açorianos – nos Açores e na Diáspora -, e assegurar a sustentabilidade da empresa” foram algumas das prioridades identificadas pelo futuro presidente da SATA.
Carlos Silva do grupo parlamentar do PS/Açores considerou ainda que este é um momento “muito exigente” para o Grupo SATA e garantiu que o PS está “disponível e empenhado em contribuir para que a companhia açoriana continue a servir os Açores, quer em termos de mobilidade interna e externa, quer em termos de fomento do turismo e crescimento económico da Região”, disse.
O Secretário Regional da Agricultura e Florestas, anunciou que tem início a 6 de agosto o período de candidaturas para o apoio financeiro que visa compensar os produtores agrícolas pelos prejuízos provocados pela seca.
Segundo João Ponte a portaria, disponibilizada pelo Governo Regional, vai definir as regras para os produtores acederem a esta ajuda financeira.
“Estamos a ultimar uma portaria que vai definir um conjunto de regras para que os produtores acedam a esta ajuda financeira que o Governo Regional vai disponibilizar”, anunciou na passada sexta-feira João Ponte, acrescentando que “vamos abrir as candidaturas a 6 de agosto e depois seguir-se-á um período de análise e vistoria. Posteriormente será feita a atribuição das ajudas”, afirmou.
O Secretário considerou que, nesta fase, é prematuro quantificar o valor da ajuda para as diferentes causas, seja no domínio da horticultura ou do milho forrageiro. Em relação aos aguaceiros, mais ou menos intensos, que têm caído nos últimos dias, embora não de forma homogénea em todas as ilhas, são “um bom sinal e têm contribuído para a recuperação de algumas culturas”.
De salientar que no início do corrente mês, o Secretário Regional anunciou que o Governo dos Açores iria ajudar os agricultores a minimizar os efeitos da seca que se se tem verificado no arquipélago, através do apoio à importação de alimentos e de uma ajuda à quebra da produção de milho forrageiro e de produtos hortícolas.
A finalizar o Secretário Regional sustentou que o Governo dos Açores tem tomado medidas para o crescimento do setor hortícola, quer com as alterações realizadas ao nível do POSEI, quer com a elaboração de um estudo, que está a decorrer neste momento, para caracterizar a produção hortícola, com vista a diminuir as importações e aumentar as exportações de alguns produtos, como é o caso da batata doce.
Maria Conceição Moniz Amaral de Castro Ramos, natural das Flores, ingressou no Colégio de Santo António aos 13 anos para frequentar o Curso Geral dos Liceus, do 1.º ao 5.º ano.
Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Doutorada em Ciências da Educação – Educação e Desenvolvimento pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa, Conceição Ramos, neste momento aposentada e residente em Lisboa. Foi Professora do Ensino Secundário e do Ensino Superior Universitário. Foi também Presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, Inspetora-Geral da Educação e Presidente do Conselho Superior das Escolas Europeias, entre muitos outros cargos de relevo.
Para esta antiga aluna do Colégio de Santo António, a instituição foi uma escola que lhe permitiu aprender a enfrentar as dificuldades, a ter consciência de si e que “promoveu de forma singular a afirmação social da mulher açoriana”, revelou ao Tribuna das Ilhas no âmbito das entrevistas que este semanário tem vindo a publicar mensalmente, para assinalar a passagem dos 160 anos da CISA.
TI - Quantos anos frequentou o Colégio de Santo António?
Cinco - do 1.º ao 5.º Ano do Curso Geral dos Liceus.
TI - Qual o motivo do seu ingresso?
Decisão dos meus Pais, porque entendiam ser a melhor alternativa, nas circunstâncias da época.
TI - Quais as memórias pessoais e pedagógicas que reserva do Colégio?
Pertenço a uma geração de Açorianas das “Ilhas de baixo” que deixavam o conforto da família, o convívio das amigas, os sítios preferidos de brincadeiras e passeios, para estudar no Faial, porque nesse tempo só era possível frequentar o ensino liceal nas capitais de distrito.
Partia-se de casa com onze/doze anos, primeiro para fazer o exame de admissão ao Liceu. Abro aqui um parêntesis para dizer que as provas de exame demoravam poucos dias, mas nós - das Flores e do Corvo - tínhamos de ficar um mês inteiro na cidade da Horta à espera de vapor. Este exame não conferia qualquer grau. Fazia parte de um processo seletivo, uma espécie de licença para frequentar o ensino liceal, a que poucos tinham acesso.
Foi em Setembro de 1957. Recordo perfeitamente a viagem de regresso ao Faial para frequentar pela primeira vez o Colégio de Santo António.
Ao aproximarmo-nos de terra, um cheiro muito intenso a enxofre invadia o Carvalho Araújo. Os passageiros debruçados no convés, interrogavam o mar e o céu para perceber o que se passava. Os golfinhos com as suas acrobacias naquele oceano de um cinzento inconfundível estavam ausentes. O mar estava calmo e imperturbável com manchas amarelas coalhadas de peixes mortos à superfície. Ninguém entendeu o fenómeno e não me recordo do que então se disse sobre o assunto.
Só mais tarde compreendi que se tratava dos primeiros sinais da crise sísmica de 1958. Vivi intensamente e de forma inesquecível toda a evolução do vulcão dos Capelinhos. Tenho muito presente, aquele roncar potente, tremendo e assustador vindo das profundezas da terra ou do mar, as erupções de um azul incandescente que invadiam em certas noites os dormitórios, o dia em que uma “chuva seca de cinzas” nos surpreendeu, o fascínio de torrentes de lava em movimento lento, o aparecimento do ilhéu do Espirito Santo e a noite trágica de 12 para 13 de Maio de 1958, em que a Ladeira de Santo António parecia ter acordado em revolta… as pedras rolavam estrondosamente soltando-se dos muros. O pátio de recreio, onde constrangidas nos refugiámos tremia. Nós ali paradas, estarrecidas. Depois a incerteza, o medo… sentimentos fortes que se misturavam e nos confundiam.
Os Pais e familiares das nossas colegas do Faial e da ilha em frente iam chegando ao Colégio e elas partindo com eles… Nós, das Flores e do Corvo, com o pavor de ficar sós. Órfãs naqueles momentos consternadores, com a dor dentro de nós, interrogávamo-nos com o olhar sobre o que era aquilo, o que iria acontecer no Faial. Vi, pela primeira e única vez, lágrimas nos olhos das Irmãs impotentes naquela situação.
No dia seguinte, o Senhor Governa-dor Civil e o Presidente da Mesa Administrativa do Asilo de Infância Desvalida e do Colégio de Santo António providenciaram um plano de contingência. O Colégio e o Asilo fecharam. Acompanhadas pelas Irmãs embarcámos na traineira “Urzelina” para S. Jorge. Uma travessia amarga e atribulada, marcada pela apreensão e pelo temor de que a traineira desaparecesse na cava das ondas, por um profundo sentimento de ausência da família, pela vontade de fugir sem saber como, de voltar para casa…
Em S. Jorge, fomos acolhidas com carinho pelas pessoas da Urzelina, instaladas num casarão enorme e estranho. Não faltava nada e faltava tudo. Recordo esses dias longos de ansiedade e dor sem notícias de casa e a chorar às escondidas…
Conheci bem cedo os custos do isolamento e da insularidade. Este episódio marcou o meu primeiro ano de Colégio e o meu percurso de vida. Apreendi o sentido entre aqueles que tinham e os que não tinham condições para estudar, entre o estar perto e o estar longe da família. Adquiri uma forma diferente de olhar o mundo, a fragilidade e a importância da vida, o valor das relações profundas, a combinação entre o medo e a beleza das forças da natureza, a alegria no desfazer da solidão…
Nos anos seguintes, observava-se o ritual de viagem entre o Faial e as Flores, ignorando outras rotas e outros mundos impercetíveis. Após as férias grandes, viajávamos uma noite inteira no convés do Carvalho Araújo. Descanso não havia, porque entre enjoos, canções, historietas e risadas, tudo convergia numa festa que só tinha fim com a própria viagem. O regresso tardaria longos meses, até junho/julho. Todo este tempo sem voltar a casa. Não havia férias de Natal, nem da Páscoa, nem aniversários, nem Carnaval…
Os navios só faziam escala de mês a mês. No inverno nem isso. E porque só podíamos dar e receber notícias nestas condições, o tempo ia agravando e ou sarando queixumes e saudades. Não havia televisão, nem internet, nem telemóvel, nem multibanco, não se ouvia telefonia… As mensalidades eram pagas por vales do correio ou entregues pessoalmente. A tudo isto acrescia a responsabilidade enorme de corresponder no estudo às expectativas e aspirações da nossa família. Tinha consciência de quantos sacrifícios os meus pais faziam.
TI - Como descreve os principais constrangimentos sentidos pela sua geração?
Os constrangimentos tinham a ver com os transportes e comunicações, com as dificuldades económicas, com a separação familiar, com a adaptação a uma vida nova, noutra ilha, com outros professores laicos e Irmãs Francis-canas, com colegas de todas as ilhas nas mesmas circunstâncias.
Perdida num mar de desafios, tinha de viver uma vida nova confinada a três edifícios e um pátio de recreio. Entre muros com um enorme portão (assim me parecia na altura) que todos os dias se abria para professores e alunas externas ao som dum sino que dizem remontar ao velho Convento Franciscano. Para nós permanecia fechado, a não ser em dias especiais de passeios ou de exames no Liceu.
O Colégio era uma ilha na cidade, uma comunidade académica entre muros e janelas altas, tão altas que apenas se via o céu. Mas tinha uma outra janela natural, sempre aberta, sem limites - o Muro da Velha - onde nos debruçávamos rasgando horizontes reais e imaginários a olhar para o Canal… e lá longe, na outra margem, descortinávamos no Pico as casas da Silveira dispostas em S, a doca e o vaivém das lanchas e barcos (Espala-maca, Terra Alta, Santo Amaro, Car-valho Araújo, Funchal …); os Ilhéus de sentinela à Madalena, S. Jorge sempre estirado a leste num recorte azulado ou acinzentado, por vezes encoberto.
Era neste muro que tínhamos saudades, confidências e sonhos… e entoávamos em jeito de serenata, sobretudo em noites de S. João olhando o Pico, o encanto da noite, do luar e do mar.
Por paradoxal que pareça este foi um tempo feliz, porque os constrangimentos e as dificuldades foram instrumentais na minha formação, e se não podia sair daquele castelo - facto incontornável para quem tinha conhecido outra liberdade - crescia para dentro…
As Irmãs Franciscanas organizavam com sabedoria um plano de vida (inflexível) com horas para tudo: estudo, recreio, ensaios para espetáculos e récitas, missa, palestras e reuniões da JEC… Não havia tempo livre, nem espaço para entrar a tristeza. Não havia imposições no modo de ser. Cada uma aprendia naturalmente a viver melhor.
Estas rotinas e o seu cumprimento formavam-nos para o valor do tempo e para a necessidade de saber aproveitá-lo. Ao mesmo tempo, naquele ambiente “programado” aprendíamos a ser disciplinadas, metódicas e mais do que isso, a ganhar autoestima e autonomia. Este modo de vida ia diluindo a consciência inicial de uma mudança dolorosa e de uma situação de isolamento, porque se tinha um objetivo claro - concluir com sucesso o 5.º Ano do Liceu que na altura tinha imenso prestígio e valor social. Era uma “apólice de seguro” para ter um futuro profissional. Sabíamos que o nosso esforço seria compensado.
Num olhar retrospetivo à luz de outras vivências pessoais, o Colégio foi uma escola que me permitiu aprender a enfrentar as dificuldades, a ter consciência de mim; a viver com pouco, sem preocupações com aspetos prosaicos da vida (vestuário, compras supérfluas…). Uma das minhas preocupações era manter a bata branca durante uma semana sem prescindir dos jogos no recreio. Esta parcimónia manifestava-se também na compra e uso do material escolar. As extravagâncias limitavam-se a umas estampas que oferecíamos pelos aniversários. Cultivava-se a sobriedade e a modéstia sem complexos, nem aspirações.
TI - Que papel teve o Colégio nesses anos?
Extinto antes do advento da democracia e contrariamente ao que seria de esperar de uma existência temporalmente limitada (1933-1972), o Colégio de Santo António desempenhou um papel preponderante na formação pessoal e na preparação de várias gerações de alunas para o desempenho de funções sociais, culturais, económicas e políticas. Promoveu de forma singular a afirmação social da mulher açoriana.
Abriu caminho para a frequência de outros cursos e para o acesso a lugares na função pública ou empresarial. Este contributo inestimável para a mobilidade social feminina está patente nas colegiais que se distinguiram em vários sectores na vida pública e religiosa.
No plano político e social contribuiu para a equidade no acesso ao ensino liceal, num tempo em que que o Estado não dava resposta conveniente às populações das ilhas mais desfavorecidas, investindo sobretudo nas capitais de distrito e deixando as restantes praticamente sem alternativa.
É importante sublinhar que o Colégio de Santo António não funcionou em concorrência com o ensino oficial. Substituiu o Estado e foi instrumento determinante para nivelar oportunidades de aprendizagem, ao oferecer um projeto educativo de qualidade em condições de acesso e frequência em tudo igual ao do Liceu.
E desempenhou um papel relevante de solidariedade social, na medida que as receitas por ele geradas contribuíam para sustentar financeiramente o Asilo de Infância Desvalida.
Frequentado por alunas de todas as ilhas com pertenças sociais e culturais diferentes rompeu à sua maneira o ciclo de isolamento insular e por isso pode afirmar-se que foi agente e construtor da identidade açoriana e lugar de socialização.
Aí alargávamos o nosso mundo conhecido. O arquipélago dos Açores era mais do que as Flores e o Corvo – um outro arquipélago pelo isolamento e distância. Era o Faial e o Pico e todas as ilhas e não era apenas a geografia. Era também a noção que se adquiria da diversidade da cultura açoriana nos seus falares, usos e costumes que a vivência em comunidade nos proporcionava.
TI - Quais os valores/princípios adquiridos no seu percurso CISA e que preserva ainda hoje?
Não me vou referir ao acrónimo CISA (Casa de Infância de Santo António), mas ao Colégio de Santo António.
Trata-se de duas instituições distintas: O CISA é presentemente o herdeiro do Asilo de Infância Desvalida - hoje uma instituição de solidariedade social que continua a desenvolver os seus valores fundadores. O Colégio de Santo António foi um estabelecimento de ensino particular que funcionou no mesmo espaço, embora em edifícios separados e com a mesma tutela administrativa e pedagógica - a Confraria de Santo António de Pádua e a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas respetivamente, mas com finalidades e racionalidades distintas.
Quando o Colégio foi criado por iniciativa da Madre Adília de Maria Santíssima e do empresário aialense José Francisco Machado, o Asilo já tinha 75 anos de existência e continuou como CISA depois da reforma institucional do Asilo. O Colégio foi extinto em 1972 por se terem esgotado as razões e condições do seu funcionamento.
Desenvolvo este assunto numa comunicação que será publicada nas Atas do Colóquio “O Faial e a Periferia Açoriana” que teve lugar no mês de Junho do corrente ano.
A formação pessoal e social dada pelas Irmãs Franciscanas era sustentada por um projeto educativo de ideário religioso. Assentava numa linha marcadamente orientada para a educação da vontade e assimilação de regras de conduta, hábitos de ordem, trabalho aturado, espiríto de justiça e de solidariedade e nesse contexto reconheço que estes princípios e valores foram especialmente importantes, para lidar com os problemas do quotidiano, profissionais e sociais e fundamentar atitudes e tomadas de decisão.
TI - Para si, falar da CISA, é sinónimo de …
Falar do Colégio de Santo António é sinónimo de privilégio e de gratidão a todos os que direta ou indiretamente deram vida a esta instituição ao serviço da nobre causa da Educação.
Pedro Nascimento Cabral, candidato à liderança do PSD/Açores, apresentou a sua candidatura, no passado dia 17 de julho, aos militantes da ilha do Faial.
Perante cerca de uma dezena de militantes, o assumido candidato à liderança do PSD/Açores Pedro Nascimento Cabral apresentou a sua candidatura e os pontos fundamentais da mesma. Na sua intervenção o candidato considerou essencial a valorização dos militantes, a primazia dos militantes em detrimento dos independentes.
Com um discurso voltado para o interior do partido e com uma matriz conservadora, pretende que sejam os militantes a escolher os candidatos às eleições. Isto é, pretende que os nomes sejam colocados numa lista de vinte e os militantes escolhem quem pretendem que seja o cabeça de lista e também os restantes nomes da lista às eleições.
Recorde-se a este propósito que em 2016 o PSD venceu as eleições regionais na ilha do Faial e em 2017 teve o seu melhor resultado autárquico dos últimos 32 anos, sendo que dos 15 cabeças de lista, mais de metade eram independentes e que atualmente dos oito Presidentes de Junta de Freguesia, mais de metade são independentes.
O aparecimento de peixes mortos na praia de Porto Pim deixou esta semana os banhistas preocupados.
Este é um fenómeno que ocorre com alguma frequência, explicou ao Tribuna das Ilhas o diretor Regional do Mar.
De acordo com Filipe Porteiro, a situação foi detetada pelos técnicos do Parque Natural da Ilha do Faial (PNIF) e pouco tempo depois ficou resolvida.
manhã do passado domingo, dia 22 de julho, os banhistas da praia de Porto Pim, ficaram alertados com a presença de vários peixes mortos no areal.
Tratou-se de arrojamento “limitado no tempo e no espaço, de peixes da família Myctophidae, conhecidos popularmente por escolarinhos”, esclareceu a este semanário o diretor Regional do Mar.
“Estes são peixes mesopelágicos bioluminescentes, de pequenas dimensões (até ca. 10 cm) que durante o dia vivem na coluna de água abaixo dos 400m de profundidade e que ascendem à superfície durante a noite para se alimentarem (migração vertical diária), fenómenos estes conhecidos em todos os oceanos”, explicou Porteiro.
Segundo o biólogo, “eventos destes ocorrem nos Açores com alguma frequência”, uma vez que estes “peixes quando sobem à superfície durante a noite são arrastados pelas correntes para junto das ilhas e quando iniciam a sua migração descendente (antes do amanhecer) para o interior do oceano, encontram o fundo costeiro e acabam moribundos e por morrer e depois são arrastados para a costa”, disse.
O diretor Regional do Mar, avançou ainda que “as informações que temos do PNIF é que os técnicos detetaram um arrojamento de mictofídeos/escolarinhos na baia de Porto Pim, que os peixes foram prontamente consumidos por aves marinhas, essencialmente garajaus e a situação voltou ao normal pouco tempo depois”, garantiu.
Na comemoração do seu quarto aniversário, a Associação de Jovens da Ilha do Faial realizou a segunda edição dos Prémios de Mérito que este ano foram entregues a cinco jovens.
Na ocasião, o diretor regional da Juventude afirmou que esta associação é um exemplo para todas as associações de jovens do arquipélago.
A Associação de Jovens da Ilha do Faial (AJIFA) comemorou na passada segunda-feira, 16 de julho, o seu 4.º aniversário, no Teatro Faialense, onde decorreu a segunda edição dos Prémios de Mérito e uma sessão de stand up comedy com o comediante açoriano Helfimed.
Os Prémios de Mérito pretendem homenagear e reconhecer jovens faialenses que se distinguiram nas suas áreas de atividade a nível local, nacional e internacional como é o caso de Jácome Saldanha Armas que distinguiu a nível internacional na área da Física e da Matemática, possuindo uma licenciatura, um mestrado, um doutoramento, dois pós-doutoramento nestas áreas. Mas Jácome Armas não se ficou por aqui e fez mais uma licenciatura em Filosofia.
Este faialense deixou a ilha para prosseguir os seus estudos em universidades internacionalmente conceituadas como a Universidade de Aveiro, a Trinity College, a Universidade de Cambridge, no Niels Bohr Institute, no Albert Einstein Center for Fundamental Physics, Universidade Livre de Bruxelas e a Universidade de Leuven.
Jácome Armas tem ainda um lado cultural e musical, tendo sido cofundador e codiretor do jornal da associação cultural Fazendo entre 2008 e 2012 e pertencendo ao grupo “O Experimentar Na M’Incomoda” entre 2010 e 2012.
Atualmente, é professor em Física Teórica na Universidade de Amesterdão e é diretor e coordenador do Centro de Investigação Multidisciplinar do Duch Institute for Emergent Phenomena.
O segundo homenageado da noite foi o informático Nuno Moniz. Este jovem é licenciado em Engenharia Informática e mestre em Arquiteturas de Sistemas e Redes pela Instituto Superior de Engenharia do Porto, onde lhe foi atribuído uma bolsa de integração na investigação pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT) o que lhe permitiu estar associado ao Centro de Investigação em Sistemas de Computação em Tempo Real.
Em 2017, terminou o seu doutoramento de computadores na Universidade do Porto. Durante este tempo todo o seu trabalho foi financiado por uma bolsa de investigação da FCT e foi investigador convidado em Londres e na Califórnia.
A sua tese “Prediction and Breaking of highly popular web content” foi ainda premiada em 2017 com o prémio de renome Fraunhofer Portugal Challenge.
Nuno Moniz é autor de vários artigos publicados em revistas de renome internacional e organizador de vários certames científicos internacionais e é atualmente investigador de pós-doutoramento no Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão da INESC TEC e professor convidado na Faculdade de Ciência da Universidade do Porto.
Sílvio Rodrigues foi o terceiro homenageado da noite. Apesar de ter nascido na ilha Terceira, o desportista mudou-se para ao Faial aos dez anos de idade onde prosseguiu com a sua carreira na área do desporto, sendo o futebol o seu desporto de eleição, tendo já representado alguns clubes terceirenses.
No Faial, Sílvio Rodrigues representou o Fayal Sport Clube, o Grupo Desportivo Cedrense, o Angústias Atlético Clube e o Grupo Desportivo do Salão e praticou ainda atletismo como Membro do Clube Independente de Atletismo da Ilha Azul.
Infelizmente, no dia 4 de maio de 2003, e com 19 anos, o atleta sofreu um grave acidente que o deixou paraplégico. Após cinco meses internado em Lisboa, foi transferido para uma clínica de reabilitação para atletas de alta competição em Itália.
Mas Sílvio não se deixou vencer e continuou a sua carreira desportiva no basquetebol adaptado, na Associação Portuguesa de Deficientes, no Porto, enquanto continuava os seus estudos e mais tarde em Braga.
O atleta apostou no trabalho individual e em equipa o que lhe deu quatro títulos de campeão nacional de basquetebol em cadeira de rodas e cinco Taças de Portugal e três Supertaças na mesma modalidade.
O jogador também praticou andebol na modalidade de ACR4 e de ACR7 já tendo sido campeão nacional nesta modalidade e recebendo por três vezes a Taça de Portugal de Andebol de Cadeira de Rodas. Foi também Campeão Europeu da modalidade em 2015 juntamente com a seleção portuguesa.
Seguiu-se o negócio local Ah! Boca Santa, de Joana Cardoso, também conhecida por carrinha mágica. Esta carrinha junta a comida de rua com os sabores típicos da gastronomia açoriana.
O projeto escolhe apenas produtos regionais e tem por imagem de marca as sobremesas.
A carrinha está presente em muitas festividades da ilha do Faial, tem o seu local permanente no Parque da Alagoa e o projeto tem ainda serviço de catering a privados e cestas de piquenique com produtos regionais para os turistas.
Ah! Boca Santa foi reconhecida pela direção regional do Turismo como de interesse para a oferta turística regional e foi referenciada pelo programa “A melhor foodtruck do mundo”.
Por fim, o Azul Singular foi o último homenageado na noite. Este projeto, de Pedro Rosa e Antónia Reis, consiste num parque de glamping, a nova tendência do turismo da natureza.
Situado na freguesia da Feteira, este projeto abriu as portas em 2016 e tem tendas de ata e desata e tem tendas yurt, ambas construídas de forma harmoniosa com a natureza local de forma a maximizar a experiência de quem os visita.
Sendo este o aniversário da AJIFA, Carlos Viveiros aproveitou a sua intervenção para referir algumas das atividades realizadas ao longo deste último ano, algumas delas inovadoras a nível regional e nacional, como o Snookball e o City Trail Paper, que conjugou o Trail Run com a cultura, o sentido de orientação e os conhecimentos sobre a história da nossa cidade.
O presidente da associação refere que, durante este último ano, “voltámos a apostar na sensibilização ambiental através do projeto ‘O Planeta Limpo do Filipe Pinto + Energia’, dirigido aos mais novos”, no C(H)orta – Festival de Curtas do Faial, consolidando-o a nível nacional, iniciou-se o “Capot’Arte - Festival de artes, que se prolongou de setembro a dezembro de 2017, abrangendo todas as formas de arte, da dança à fotografia, com uma aposta muito vincada nos artistas faialenses, valorizando os seus trabalhos dentro e fora de portas”.
“Não posso deixar de referir todas as preciosas parcerias, essenciais ao sucesso da AJIFA: destaco a nossa participação na quadragésima segunda edição da Semana do Mar com um concurso de construções na areia e com a terceira edição do concurso de mergulhos AJIFA Wild Diving em parceria com o nosso Município; a nossa participação na 5ª Edição do Urban Trail Matriz e no evento Música no Coreto, em parceria com a Junta de Freguesia da Matriz; e a nossa participação nas Festas de São Pedro em Castelo Branco, com o Snookball e a Descida mais louca do caminho do porto, em parceria com a Junta de Freguesia de Castelo Branco”, continuou.
Importante ainda de referir que neste último ano a associação “manteve um papel ativo no que toca às políticas de juventude, apresentando ao Governo Regional ideias para a renovação do Regime de Enquadramento das Políticas de Juventude dos Açores” salientou Viveiros, acrescentando que “fomos também a única associação da região a dar um parecer ao Projeto de Resolução sobre a garantia de reserva com a confirmação prévia de lugar na tarifa promocional Interjovem na SATA”.
A AJIFA manteve ainda um “papel ativo como membro do Conselho de Juventude dos Açores e participamos também na Cimeira Associativismo e Juventude, contribuindo com sugestões relativamente ao Plano Estratégico para a Juventude no Poder Local”, sublinhou.
O presidente da AJIFA agradeceu ao diretor regional da Juventude, Lúcio Rodrigues, pelo carinho sempre demonstrado por esta associação, estando sempre pronto para nos apoiar e ajudar a criar soluções para alguns dos problemas que foram surgindo” e ao Município da Horta “que tem depositado em nós muita confiança, por exemplo através da cedência de instalações como o Banco de Artistas e do Teatro Faialenses para alguns eventos”.
Viveiros, não deixou de parte a Junta de Freguesia da Matriz, “pela confiança depositada na nossa Associação e pela celebração do acordo de cooperação que nos permite a utilização partilhada da sede” e a Junta de Freguesia de Castelo Branco “que tem sido parceira desta associação desde a primeira hora, tendo sido importantíssima no nosso crescimento, pelo voto de confiança em associar-se a nós para a nossa primeira atividade”.
“Por fim, e não menos importante, aos meus colegas de direção, aos membros da mesa da assembleia geral, aos membros do concelho fiscal e a todos os associados que se envolvem na vida associativa da AJIFA. Sem vocês seria impossível estarmos aqui hoje”, concluiu.
Teve também a palavra Lúcio Rodrigues que realçou que apesar de nos seus quatro anos de existência ter passado por períodos turbulentos, “a AJIFA tem um portfólio enorme”, registando que a mesma é um exemplo para as associações de jovens da Região”.
O diretor regional salientou também a importância deste tipo de associações que em parceria com o Governo Regional promove a juventude. “A AJIFA promove os jovens que se chegaram à frente” e que são “exemplo para outros jovens” que queiram fazer o mesmo.
Por fim, o governante deixou uma palavra de incentivo aos novos dez associados com idades inferiores aos 18 anos e aos restantes associados, afirmando ser “possível os jovens fazerem coisas”, pelo que “a sociedade civil tem de estar preparada para receber o contributo desses jovens” para Região.
“Deixo aqui a certeza de que serei um amigo, um aliado e a voz, se assim for necessário, na defesa dos vossos interesses junto da sociedade, porque os jovens são o presente e o futuro” garantiu Lúcio Rodrigues aos jovens.
“Cada euro investido pela Direção Regional da Juventude e pelo Governo Regional nas associações de jovens e nos jovens não é um gasto, é um investimento”, concluiu.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal da Horta reforçou o facto de que esta associação “não se limitou só a fazer festivais”, mas também projetos com “temáticas muito importantes para a sociedade como o ambiente e a sustentabilidade”.
José Leonardo Silva salientou também o crescimento da AJIFA que atualmente conta com cerca de 90 associados e que “quer cada vez mais ir construindo o futuro”.
No passado dia 8, em Sintra, decorreu o Campeonato Nacional de Trail 2018, na qual o atleta Dário Moitoso ficou em segundo lugar da tabela geral da classificação.
Sintra recebeu no passado dia 8 o Campeonato Nacional de Trail 2018, tendo o Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA) marcado presença com uma comitiva de quatro atletas, cujo excelente desempenho permitiu alcançar três pódios.
Dário Moitoso ficou em segundo lugar da classificação geral, tendo cortado a meta apenas a 2 segundos do primeiro classificado, com um tempo de 02h37m12s. Este não garantiu somente o título de vice-campeão, mas também o primeiro lugar no pódio do escalão Seniores Masculinos a nível nacional.
O atleta faialense, de 25 anos, continua a fazer uma época repleta de sucessos, após ter vencido a Maratona no Azores Trail Run, em último maio, no Faial, bem como o Louzan Trail, em junho, na Lousã.
Atualmente, Dário Moitoso é o sexto português do ranking ITRA (International Trail Running Association), na categoria S, correspondente à distância de 42 km. Integra ainda a lista de atletas sorteados a participar no Ultra Trail du Mont Blanc, a mais prestigiada prova de trail, que se realiza em Chamonix, na França.
Por sua vez, Ricardo Ávila, com um tempo de 02h52m20s, garantiu o décimo quarto lugar da geral e o terceiro lugar do pódio no escalão M SUB23. Ainda neste escalão, Marcelo Salgueiro garantiu o oitavo lugar para o CIAIA com o um tempo de 03h29m35s, ficando assim no octogésimo nono lugar da tabela geral.
No escalão M50, Francisco Salgueiro segurou o terceiro lugar do pódio, classificando-se na posição nonagésima segunda da geral com um tempo de 03h31m22s.
O CIAIA congratula-se com os excelentes resultados dos seus atletas, prova do crescimento a que a modalidade tem assistido na ilha.
Decorreram no final do mês de junho, no Clube de Ténis do Faial (CTF), vários torneios para os escalões de formação, o III Torneio Connect Designs no escalão de seniores e um simpático convívio entre os participantes e as suas respetivas famílias, que assim marcaram o fim da época desportiva de 2017/2018.
Segundo a nota de imprensa, “o balanço da época desportiva é muito positivo, verificando-se um crescimento quantitativo e qualitativo, fruto do trabalho dos técnicos envolvidos”.
Durante a época, o CTF contou com a participação de cerca de 70 atletas, com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos, em treinos diários nas instalações do clube e nos núcleos das escolinhas do desporto.
Foram realizadas muitas atividades no decorrer da época que contribuíram para este crescimento, entre as quais o CTF destaca a organização, pela primeira vez, de uma etapa do Circuito Smashtour na ilha do Faial, a participação em várias etapas do Circuito Smashtour nas ilhas Terceira e São Miguel, a organização de mais um Campeonato Regional, este ano no escalão Sub16, a participação em Torneios Regionais Sub12, Sub14 e seniores e no Centro Regional de Treino e a organização do III Torneio Horta Jovem, de 14 torneios oficiais da Federação Portuguesa de Ténis, nos escalões de Sub12, Sub14, Sub16, Sub18 e seniores e de vários convívios e torneios de nível, nomeadamente, no Natal, Páscoa e festa de encerramento.
Apesar de a escola de formação só reabrir no mês de setembro com treinos diários, o CTF vai organizar no mês de agosto o III Torneio Semana do Mar.
O calendário escolar da Região para o próximo ano letivo decorre de 14 de setembro a 21 de junho, tendo o primeiro período o seu início a 14 de setembro e fim a 14 de dezembro, o segundo decorrerá entre 3 de janeiro e 5 de abril e o terceiro período será entre o dia 23 de abril e 21 de junho.
De acordo com a portaria publicada, as interrupções letivas terão lugar de 17 de dezembro a 2 de janeiro (Natal), de 4 a 6 de março (Carnaval) e de 8 a 22 de abril (Páscoa).
Estabelece ainda a referida portaria que as escolas profissionais e as escolas do ensino regular que ministrem cursos profissionalmente qualificantes devem, observar os períodos de interrupção letiva, cabendo-lhes, face aos condicionalismos desta modalidade especial de educação, fixar as datas de início e encerramento do ano letivo destes cursos, devendo contudo “a terceira interrupção compreender, obrigatoriamente, e no mínimo, o período entre a segunda-feira anterior ao domingo de Páscoa e a segunda-feira seguinte”.
A portaria governamental, determina também que, no primeiro dia do ano letivo, dia 14 de setembro, designado como Dia ProSucesso, em todos os estabelecimentos de ensino “deverão ser calendarizadas e desenvolvidas atividades com alunos, docentes, pais e demais intervenientes da comunidade educativa que permitam uma ampla divulgação do Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar”.
Por fim determina que as atividades do 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade terminam a 5 de junho, do 2.º Ciclo do Ensino Básico (5.º e 6.º anos) e 7.º, 8.º e 10.º anos terminam a 14 de junho, enquanto que as atividades educativas na Educação Pré-escolar e as atividades letivas para os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos) terminam dia 21 de junho.
Dia Eco-Escolas na Escola Profissional da Horta
No dia 3 de julho, a nossa Escola assinalou, mais uma vez, o dia Eco-Escolas. O dia começou com o hastear da bandeira verde que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal da Horta e da Presidente da Assembleia Municipal da Horta. Neste momento, José Leonardo salientou a importância do envolvimento das escolas em projeto “cuja tónica assenta na educação ambiental para tornarmos a nossa ilha num sítio mais aprazível e ambientalmente sustentável, numa época em que o turismo da Natureza conhece uma exponente procura”. Realçou ainda que “O ambiente é a nossa qualidade” e “nós temos dado passos muito firmes e importantes” nesta área, não só a gestão do Centro de Processamento de Resíduos mas, igualmente, ao nível das campanhas e ações de educação e sensibilização ambiental realizadas, dado que “o ambiente é responsabilidade de todos nós”.
Neste dia, os formadores do Curso Técnico/a de Informação e Animação Turística Rui Ribeiro e Marília Martins organizaram uma atividade que surgiu numa articulação interdisciplinar das UFCD Geografia do Turismo e Cartografia, aliando os objetivos curriculares aos pressupostos do programa Eco-Escolas, promovendo simultaneamente o conhecimento da nossa ilha. Sob o mote do grande tema das florestas promovido no âmbito do programa Eco-Escolas, e com a colaboração da empresa Ourisland, que prontamente se disponibilizou a oferecer aos nossos formandos a oportunidade de experienciar uma descida à Caldeira, local de excelência para o conhecimento in loco da flora residente no Faial, planificou-se este percurso. No entanto, devido às condições meteorológicas, que se fizeram sentir nesse dia, a descida à Caldeira não se realizou, tendo em alternativa a empresa Ourisland sugerido uma caminhada pelo complexo vulcânico da Ribeirinha, cumprido-se na íntegra os objetivos previstos para a atividade. De facto, a cooperação da empresa Ourisland foi determinante no desenvolvimento desta atividade não só pelo conhecimento científico dos seus guias, como também pela sua dedicação e paixão pelas nossas ilhas, um exemplo de profissionalismo que por si só foi um momento de formação para os nossos futuros técnicos e técnicas de Informação e Animação Turística. A Escola agradece à empresa Ourisland por partilhar os seus conhecimentos com os nossos formandos e por terem proporcionado momentos divertidos numa experiência que teve de tudo para jamais ser esquecida. Após a caminhada, a turma do Curso Técnico de Informação e Animação Turística organizou um almoço convívio no parque de merendas do Porto do Salão. Os formadores reconhecem o envolvimento e o empenho de todos os formandos na atividade.
Este dia foi mais um momento marcante que reflete o compromisso da Escola Profissional da Horta de longa data em promover a educação ambiental junto dos formandos e de toda a comunidade educativa, intenção essa que tem sido fruto da atribuição do galardão Eco-Escolas desde 2008.

Hastear da bandeira Eco-Escolas na Escola Profissional da Horta

Formandos do Curso Técnico/a de Informação e Animação Turística com os guias da empresa Ourisland no parque de merendas do porto do Salão
Escola Profissional da Horta galardoada com o título de Escola Embaixadora do Parlamento Europeu
No dia 3 de julho, na Escola Profissional foi descerrada a placa “Escola Embaixadora do Parlamento Europeu” concedida à nossa Escola pelo Gabinete do Parlamento Europeu pela participação exemplar nas atividades propostas no âmbito do Projeto durante o ano formativo 2017/2018. Na cerimónia, estiveram presentes a Presidente da Assembleia Municipal e o Presidente da Câmara Municipal.
O convite do Gabinete do Parlamento Europeu lançado neste ano letivo pela primeira vez às escolas da Região Autónoma dos Açores foi imediatamente aceite pela nossa Escola, uma vez que os seus pressupostos vão ao encontro da missão do nosso projeto educativo de reconhecer a nossa instituição como ‘Escola formativa, visando influir positivamente na formação de cidadãos livres, autónomos, responsáveis, tolerantes, solidários, com espírito crítico, defensores dos princípios de vivência democrática, aceitando e respeitando as diferenças de ideias e culturas.’
O Parlamento Europeu decidiu lançar o programa educativo "Escola Embaixadora do Parlamento Europeu" com o objetivo de facultar, aos alunos do ensino secundário regular e profissional, conhecimentos para uma maior consciencialização dos jovens no tocante à cidadania europeia. Trata-se de um programa transfronteiriço que é impulsionado, em simultâneo, pelos Gabinetes de Informação do Parlamento Europeu, sitos em todos os Estados-membros.
Durante o ano formativo, foram desenvolvidas diversas atividades pelos formandos ‘embaixadores júniors’ com a colaboração das formadoras Paula Saraiva, Marlene Bettencourt e Sónia Domingos que visaram a partilha dos conhecimentos adquiridos sobre o papel que a União Europeia desempenha no nosso quotidiano, bem como sobre o poder de decisão democrático do Parlamento Europeu. Destacam-se a elaboração do Jogo da Europa que permitiu um conhecimento dos países da UE e das instituições europeias, a aula aberta promovida pelo formando Miguel Pinto e a formadora Sónia Domingos e a presença da eurodeputada Sofia Ribeiro na nossa Escola a 8 de março.
O Presidente da Câmara Municipal da Horta referiu que este projeto, a par de outros desenvolvidos pela Escola Profissional da Horta no contexto da educação para a cidadania e consciencialização da pertença europeia, se reveste de grande importância no contexto da promoção de uma cidadania mais participativa. Afirmou, ainda que por ‘sermos a única escola dos Açores com esta distinção, me deixa deveras agradado’.
O envolvimento das formadoras e dos formandos foi determinante para a atribuição deste título à nossa Escola, agora visível por todos, através da placa colocada no átrio da Escola.

Descerramento da placa Escola Embaixadora do Parlamento Europeu com o formando Embaixador Júnior Miguel Pinto
Formandos do terceiro ano apresentam a sua Prova de Aptidão Profissional
No final do seu percurso de formação, os formandos dos cursos técnico de Marketing e técnico de Eletricidade Naval apresentam nesta semana as suas Provas de Aptidão Profissional.
No culminar de todo um crescimento a nível académico e profissional, os formandos concebem um projeto de cariz pessoal, em que revelam as suas aptidões como futuros técnicos profissionais, capazes de pôr em prática as competências que adquiriram ao longo da formação quer em sala de aula quer em contexto de trabalho.
Durante esta semana e perante um painel de jurados em que intervêm os agentes educativos da escola e júris convidados externos à instituição, nomeadamente empresas da área de formação, a Câmara do Comércio e Indústria da Horta e representantes de Associações Sindicais, os formandos apresentam oralmente o seu projeto dando grande ênfase à aplicabilidade e pertinência prática do mesmo, contextualizando e fundamentando com os conhecimentos teóricos.
No curso de Eletricidade Naval, os formandos desenvolveram protótipos que vão desde a criação de ROVs e submarinos, a eletrificações de embarcações e cais, construções de pontes móveis ou mesmo de uma oficina naval, passando também pelo recurso a energias renováveis, aplicando os seus conhecimentos de eletricidade na conceção dos seus projetos.
Relativamente ao curso técnico de Marketing, os projetos assentam ora na promoção de instituições e empresas da nossa ilha, ora na criação de marcas (que pretendem implementar no futuro) e desenvolvimento de estratégias globais de comunicação para as mesmas.
Todas as provas se revestem de um caráter empreendedor, uma vez que a sua conceção surge da perspetiva individual da aplicação dos conhecimentos que se cruzam com as características e interesses de cada formando.
Os formandos que agora concluem o curso técnico de Eletricidade Naval e o curso técnico de Marketing ingressam no mercado de trabalho já a partir do mês de agosto.

Formandos finalistas do Curso Técnico de Eletricidade Naval

Formandos finalistas do Curso Técnico de Marketing