Tribuna das Ilhas

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22
junho

Escola Secundária Manuel de Arriaga - Alunos intervêm junto dos seus Pares na Prevenção de Comportamentos de Risco

Escrito por Maria do Céu Brito

No âmbito de um projeto financiado pela Câmara Municipal da Horta, um grupo de alunos do 10º ano de escolaridade, da Escola Secundária Manuel de Arriaga, recebeu formação, no início deste ano letivo, com o psicólogo Fernando Mendes (presidente do IREFREA - Instituto Europeu para o Estudo dos Factores de Risco em Crianças e Adolescentes), sobre comportamentos aditivos. O objetivo deste projeto era promover a intervenção destes jovens, na Prevenção das Toxicodependências, junto dos seus pares - alunos do 7.º e 8ºanos de escolaridade. Entenda-se por comportamento aditivo, um comportamento repetitivo (compulsão e obsessão) face a um objeto, substância, que, se transforma no foco principal da vida de uma criança ou adolescente, excluindo-a de outras atividades ou rotinas diárias como o convívio com os pares, atividades ao ar livre, escola, família, entre outros.
As drogas são os comportamentos aditivos de que ouvimos falar com mais frequência mas os jogos de computador geram comportamentos de adição igualmente preocupantes, de tal modo que a Organização Mundial de Saúde considerou essa dependência, em 2018, como um problema de saúde mental.
Quanto ao consumo de substâncias psicoativas, é um problema complexo que advém quer de fatores psicológicos, quer relacionais, quer do contexto sociocultural. Por outro lado, a família é fundamental para encorajar ou desencorajar os comportamentos de risco. O estilo de educação escolhido pelos pais, excessivamente permissivo, por exemplo, pode levar o adolescente a consumir álcool e outras substâncias. Por outro lado, uma relação parental excessivamente punitiva e controladora gera comportamentos de revolta que potenciam, igualmente, os consumos. Há ainda as situações em que o progenitor é, ele próprio, consumidor e sem qualquer autoridade para negociar regras e limites com os filhos.
Sabendo que na adolescência, a influência dos pares é marcante e que muitos dos comportamentos de risco resultam da necessidade de ser aceite no grupo, o projeto desenvolvido ao longo do ano letivo, pelos jovens mediadores, integrou sessões de esclarecimento/debate, em contexto de sala de aula, junto dos colegas mais jovens. No último dia de aulas apresentaram as conclusões do seu trabalho aos pais e à comunidade, na presença do Dr. Fernando Mendes.

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22
junho

Câmara Municipal da Horta - Assinados protocolos de cooperação financeira com instituições do concelho da Horta

Escrito por João Paulo Pereira

O Salão Nobre dos Paços do Município, acolheu no passado dia 13 de junho, a assinatura de cerca de sete dezenas de protocolos de cooperação com instituições culturais, desportivas e filantrópicas do concelho.
Os apoios contratualizados totalizam cerca de 300 mil euros, sendo esses apoio considerados por José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal “um sinal de confiança das instituições na Câmara Municipal da Horta”.
“Mais do que o apoio financeiro, que é expressivo, o movimento associativo do concelho da Horta revela que o Município é uma entidade de confiança que é fundamental no apoio à organização dos seus eventos”, salientou o Presidente da CMH para quem “este é ainda um sinal de que o Regulamento Municipal em vigor e as suas regras estão a atingir a sua maturidade, sendo já do conhecimento público, o que tem permitindo reduzir, gradualmente, os apoios concedidos fora daquele regulamento.”
Por essa razão, salientou, “é também um sinal de transparência na nossa ação política e nos nossos procedimentos bem como que os nossos recursos, nomeadamente financeiros, estão a ser geridos com responsabilidade e que as instituições sabem e sentem que, se cumprirem também o seu papel, pagamos a tempo e horas para que possam gerir bem as suas ações”.
José Leonardo Silva realçou, igualmente, o papel dos agentes culturais e desportivos do concelho enquanto parceiros estratégicos do Município.

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22
junho

Clube Automóvel do Faial - Entrega de prémios marca comemorações do 27.º aniversário

Escrito por João Paulo Pereira

No passado sábado, dia 16 de junho, o Clube Automóvel do Faial comemorou o seu 27.º aniversário num jantar que reuniu várias centenas de convidados e adeptos das quatro rodas.

No dia 16 de junho, a sede do Clube Automóvel da Ilha do Faial encheu para receber os convidados e adeptos das quatro rodas, com vista à comemoração do seu aniversário, o 27.º. Esta celebração dos 27 anos do CAF serviu, também, para proceder à consagração dos pilotos e navegadores que se destacaram no ano de 2017 no Troféu de Ralis do Canal e no Troféu de Ralis do Faial.
Começou por usar da palavra o presidente da direção cessante Mário Jorge Silva que prestou homenagem a todos os seus colegas, destacando a sã convivência entre eles e “o nível de trabalho desenvolvido” ao longo dos anos, que permite que o CAF seja “único”.
Discursou, de seguida, o atual presidente da direção, Luís Costa, que começou por agradecer ao Pico Automóvel Clube o esforço que tem desenvolvido conjuntamente com o CAF para o desenvolvimento do Troféu de Ralis do Canal, considerando mais um aniversário do CAF “um momento de celebração e de festa”.
Agradeceu, depois, “a todos aqueles que colaboram com esta instituição e com as provas por nós organizadas”, desde a Comissão Desportiva do Clube Automóvel do Faial, aos médicos e enfermeiros que apoiam o Rali Ilha Azul – Além Mar, aos comissários de estrada, ao Agrupamento 1064 da Conceição do Corpo Nacional de Escutas, aos Radio Amadores, ao Sr. Gilberto dos Reboques, aos pilotos e navegadores dos carros Zero, a todas as secções que integram o Clube Automóvel do Faial, Arranques, Todo o Terreno e Clássicos, aos bombeiros voluntários e às centenas de voluntários.
Luís Costa aproveitou ainda a ocasião para prestar o seu reconhecimento público a todos os pilotos e navegadores que participam nas provas do CAF, sem os quais “esta instituição não tinha sentido de existir”, bem como à anterior direção do Clube Automóvel do Faial que “ao longo de mais de uma década conseguiu conduzir com sucesso os destinos desta instituição”.
Por fim, José Leonardo Silva, Presidente do Município da Horta, lembrou que, no ano passado, por esta altura, estava a inaugurar o espaço onde decorria o jantar, que pretendia “criar uma maior dinâmica ao CAF”.
“Isto quer dizer que as próprias instituições, associações, clubes, têm que promover parcerias para construir, pois para destruir já existem muitos”, alertou José Leonardo, salientando, depois, a necessidade de trabalhar, “pois sem trabalho não conseguimos nada”.
Procedeu-se, de seguida, à entrega de prémios aos vencedores, pilotos e navegadores, dos diversos troféus de ralies.

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22
junho

Basquetebol - Fayal Sport Club promove primeira “Festa Verde”

Escrito por Susana Garcia

O Clube mais antigo dos Açores organizou no final da passada semana a primeira edição da “Festa Verde”.
Neste evento foram homenageadas jogadoras, equipas, treinadores e os agentes envolvidos no Basquetebol do Fayal Sport Club (FSC).

O departamento de basquetebol do Decano dos Clubes Açorianos, FSC organizou no passado dia 15 de junho a primeira edição da “Festa Verde” que teve como objetivo reconhecer os méritos de jogadoras, equipas, treinadores e de todos os agentes que se encontram envolvidos no projeto – Basquetebol do Fayal.
No evento que decorreu no Complexo Desportivo da Escola Manuel de Arriaga e que envolveu as atletas das equipas Mini12, Sub14, Sub16, Sub19 e seniores femininos, foram atribuídos 15 prémios.
As categorias a votação foram referentes à Melhor companheira de equipa (votado por todos os elementos de cada equipa), à Equipa revelação, à Equipa do ano, à Atleta revelação, à Melhor defensora de equipa e ao Treinador do ano. Foi ainda atribuído um prémio de reconhecimento.
O júri presidido por Ana Marisa Goulart e a restante equipa técnica composta por Ana Mota, Gracinda Andrade, Dália Leal e Teresa Dias, nomeou como Melhor Companheira, em Mini 12, Maria Ramos, em Sub14, Mariana Medeiros, em Sub16, Ariana Rosa, em Sub19, Carina Silveira e em Seniores, Maria Menezes.
Como Melhor Defensora no escalão Mini 12 foi premiada Margarida Lourenço, no Sub14, Catarina Pereira, no Sub16, Ariana Rosa, no Sub19, Carina Silveira e em Seniores, Viviana Vieira.
A Equipa revelação foi atribuída à Mini12 femininos e escolhida como a equipa do ano a formação Seniores femininos.
A escolhida como atleta revelação foi Ariana Rosa e como treinador, Gracinda Andrade que nesta gala também foi homenageada pelos seus 25 anos de treinadora ao serviço do FSC. O prémio reconhecimento foi atribuído a Cristina Pereira.
De salientar ainda que as atletas da equipa sénior feminina de basquetebol do FSC foram Campeãs regionais de Basquetebol na época 2017/2018.
As seniores obtiveram o 1º lugar no Campeonato Regional que decorreu de 27 a 29 de abril de 2018 na ilha de Santa Maria. O campeonato foi disputado por quatro clubes, o FSC, Clube Ana, o Grupo Desportivo Gonçalo Velho e a A.J.C.Operário Desportivo, numa fase concentrada, num sistema de todos contra todos a uma volta.

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22
junho

Trail - Dário Moitoso vence na Lousã e apura-se para a final do Campeonato Nacional

Escrito por Susana Garcia

O atleta do Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA), Dário Moitoso participou e venceu o LOUZAN TRAIL na distância de 25kms.
Com esta vitória o atleta faialense ficou apurado para disputar a final do Campeonato Nacional de Trail.

Dário Moitoso participou no passado fim de semana no LOUZAN TRAIL que decorreu na Serra da Lousã, no continente português.
O faialense disputou a prova de 25kms com 2040 metros de desnível positivo e foi o primeiro a cortar a meta com o tempo de 3:01:32s.
Esta vitória apurou Dário Moitoso para a final do Campeonato Nacional de Trail que se disputa em Sintra no mês de julho.
Esta prova reuniu mais de 1500 atletas divididos em três distâncias, o trail curto de 17km, trail longo de 25km e o Ultra LOUZAN TRAIL de 50 km.
Os vencedores levaram para casa prémios da Salomon, que deu ainda a oportunidade a alguns atletas de testar as novas sapatilhas Sense Ride e XA Elevate.
A prova é organizada pelo Montanha Clube que na sequência do sucesso do Louzan1000, integrado no Campeonato Nacional de Skyrunning – Km Vertical, resolveu apostar no Trail.
A primeira edição do LOUZAN TRAIL realizou-se 2000, na altura com o nome de "Enduro Serra da Lousã". A prova era designada como Atletismo de Montanha integrando os campeonatos da ADAC.
No ano passado devido aos incêndios que assolaram Portugal continental a prova não se realizou.

Francisco e Marcelo Salgueiro marcam presença no Ecologic Trail Run Azores
Os atletas do CIAIA Francisco e Marcelo Salgueiro vão disputar a 4.ª edição do ECOLOGIC TRAIL RUN AZORES, que decorre este fim de semana na ilha de São Miguel.
Os faialenses, pai e filho, vão participar na meia maratona, 21kms.
Da ilha do Faial marcam ainda presença nesta competição os atletas Roberto Vieira, do Praiolas Team e Susana Ribeiro (individual) na distância mais longa de 39Kms. Maria Vieira vai participar na caminhada.
O evento é realizado pelo Clube Desportivo Os Metralhas e integra-se nos Campeonatos Nacional de TRAIL-series 150, da ATRP.
O Ecologic Trail Run Azores - Ribeira Grande 2018, apresenta três distâncias, o trail longo de aproximadamente 39kms, o Trail Curto com 21kms e um Mini-Trail/Caminhada de cerca de 11kms, aberta a todos aqueles que queiram iniciar-se na modalidade ou pretendam apenas fazer uma caminhada na natureza.

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22
junho

IV Etapa do Circuito SMASHTOUR 2018 - Clube de Ténis do Faial marca presença com cinco atletas

Escrito por Susana Garcia

Na passada quarta-feira, decorreu nas instalações do Clube de Ténis de São Miguel a IV Etapa do Circuito Smashtour em 2018.
O Clube de Ténis do Faial (CTF) fez-se representar nesta competição por cinco atletas, três do escalão sub9 (laranja) e 2 atletas do escalão sub7 (vermelho).
No escalão sub9, Tomás Dart e Gustavo Rosa obtiveram excelentes resultados, alcançando o 2.º e 3.º lugares, respetivamente.
Já na vertente de pares, Tomás Dart/Carlota Leal, atleta do Praia Ténis Clube, foram os grandes vencedores, levando a melhor sobre a dupla finalista do CTF, Gustavo Rosa/Lourenço Silva.
No que diz respeito ao escalão sub7, Tomás Jorge passou a fase de grupos e alcançou um meritório 3.º lugar.
No quadro da consolação, Francisco Silva também conseguiu um honroso 3.º lugar.
O evento contou com a presença de 17 atletas, distribuídos pelos escalões Vermelho (5 e 6 anos), Laranja (7 e 8 anos) e Verde (9 e 10 anos).

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22
junho

PSD/Açores “Mais importante que o partido são os açorianos”, afirma Duarte Freitas

Escrito por Tribuna das Ilhas

Em entrevista ao Tribuna das Ilhas, Duarte Freitas, líder do PSD/Açores, sublinhou a importância da renovação do partido, a ambição e a convicção de o partido chegar ao poder regional e conseguir oferecer mais e melhor aos açorianos.
“Mais importante que o partido são os açorianos”, garantiu à nossa reportagem Duarte Freitas.
O social-democrata defendeu ainda que a região precisa de uma revisão do regimento que passe pela transparência, pelo combate aos riscos de corrupção e por uma sociedade civil mais forte através da criação de um conselho económico e social e um parlamento mais ativo.

Tribuna das Ilhas – Em dezembro de 2016 foi reeleito para mais um mandato como líder do PSD/Açores. Decorrido um ano e meio sobre essa eleição, como classifica a sua atuação à frente dos sociais-democratas açorianos?
Duarte Freitas – No último congresso apresentei uma moção que se intitulava “Servir os Açorianos” que previa o trabalho de uma oposição ativa e é isso que temos tentado fazer pois queremos ser, cada vez mais uma oposição, que escrutina, que fiscaliza, que questiona, mas também uma oposição com prepositura.
Nesse sentido, além da componente de escrutina e fiscalização, temos sido muito proponentes e nalgumas matérias com muita incidência, como por exemplo na questão da transparência e do combate aos riscos de corrupção. Aliás, através de propostas nossas pela primeira vez há um capítulo no orçamento da Região que se chama “Transparência e combate ao risco de corrupção”, um elemento estruturante para uma democracia moderna e uma democracia que se quer saudável.
Também apresentámos um pacote de transparência com seis peças legislativas que estão neste momento nas comissões especializadas e que temos a expectativa de que uma boa parte delas possa ser aprovada.
Propusemos ainda, por duas vezes, a criação de uma Unidade Técnica de Apoio Orçamental, UTAO, como existe na República, e que foi sempre chumbada, mas penso que a nossa insistência levará a que isso avance porque é importante para o próprio Parlamento e para a sua afirmação.
Os Açores têm uma sociedade fragilizada por isso propusemos um Conselho Económico e Social com um presidente eleito com a maioria de dois terços e com a maioria dos elementos da sociedade civil. Esta é uma proposta pela qual o PSD anda a lutar já há muitos anos e que a Federação Agrícola, a Câmara do Comércio e a UGT também já defendem e que agora também o próprio Governo do Partido Socialista, já tem uma proposta, assumindo a importância deste Conselho Económico e Social.
Sobre a revisão do regimento pretendemos um parlamento onde haja mais espaço para o debate político, onde os trabalhos do processo legislativo sejam feitos essencialmente nas comissões e um parlamento mais interventivo.
A nossa visão de funcionamento do parlamento é uma semana na Horta para o plenário, seguida de uma semana para os deputados trabalharem nas suas ilhas, na semana a seguir as comissões na Horta outra vez e a outra semana seguinte para os grupos políticos poderem preparar o próximo plenário. Assim teríamos as quatro semanas do mês sempre ocupadas por um parlamento que não funcionaria em permanência, mas numa lógica desta continuidade. Isto a fim de termos mais capacidade de fazermos o processo legislativo com a ajuda dos quadros técnicos e secretariado, mas também termos mais espaço para o debate político das ilhas.
É evidente que o PSD é de longe o grupo parlamentar que tem mais propostas legislativas, mas entre muitas eu destacaria estas quatro porque estão relacionadas com a estratégia que o partido tem tido ao longo destes últimos tempos para ser uma oposição ativa e que revelam aquilo que é a nossa visão estruturante em relação ao que podemos fazer para a sociedade açoriana.
TI – Considera que este período tem servido para reforçar/fortalecer internamente a sua posição e a imagem do PSD/Açores junto do eleitorado açoriano?
DF – Não é a minha posição nem a minha imagem que mais importam. O que importa é que o PSD esteja em condições de servir cada vez melhor os açorianos. Neste momento como oposição, um dia como poder. Como já disse várias vezes mais importante do que eu, do que qualquer militante é o partido, mas mais importante ainda são Açores e o partido existe para servir os açorianos.
Aquilo que posso referir nesse aspeto é que este partido tem vindo a consolidar-se. Nós temos mais de 20 anos de eleições perdidas, sendo eu o sexto líder que perdeu eleições e aquilo que precisamos para fortalecer a relação entre o partido e os açorianos que deslaçou há muitos anos e renovar este enlace é uma maior interpenetração, uma melhor ligação aos açorianos e isso passa por uma renovação do partido.
TI – Sente que o PSD/Açores necessita de uma renovação?
DF – A questão da renovação não é uma opção. Uma renovação faz parte das vidas de toda a gente, dos jornais, das empresas, das instituições, dos partidos. A renovação é algo inexorável. O tempo não anda para trás, mas sim para a frente com tudo o que isso tem de bom e de mau.
E é importante que as pessoas percebam que há tempo para tudo e que cada pessoa está o tempo que é necessário para servir a instituição e não há ninguém por mais ilustre militante que seja que seja mais importante que o partido.
A renovação é algo natural e no caso do PSD/Açores tem sido um processo muito interessante. Desde que fui eleito presidente do PSD/Açores, 25% dos militantes são novos de há 5 ou 6 anos e também há a Universidade de Verão por onde já passaram mais de 100 jovens. Esta gente jovem que está a aparecer é muito importante para o futuro do partido e dos Açores, não esquecendo e sempre respeitando quem está e quem esteve.
Há aqui um trabalho de base profundo de renovação, reforma, estruturação que passados estes 20 anos na oposição não podemos esperar que seja de repente que comece a dar frutos.
TI – Tem existido no interior do partido nos Açores algumas vozes dissonantes que se mostram contra a sua liderança e atuação política. Prova disso é o facto de se ter assumido recentemente como candidato à presidência do PSD/Açores o advogado Pedro Nascimento Cabral. Como encara este desafio lançado por este militante? Entendo isto como uma luta interna pelo poder?
DF – Já tive a oportunidade de dizer e repito: isto é um bom sinal. É sinal de que o PSD/Açores está vivo, que é atraente e que tem debate de democracia interna e, portanto, isso é muito saudável.
TI – O seu mandato termina no final deste ano, enquanto que o do Governo Regional termina apenas em outubro de 2020. Sabendo-se que para preparar eleições legislativas, sejam elas nacionais ou regionais, um líder precisa de mais de um ano para se afirmar juntos dos seus eleitores, o que lhe perguntamos é se irá se candidatar novamente a líder do PSD/Açores?
DF – Compreenderá que é uma questão que já me foi colocada por outros órgãos de comunicação social e que já afirmei o que tinha a afirmar junto dos órgãos próprios do partido em relação a essa matéria.
TI – Deixando a situação interna do seu partido e voltando-nos agora para o Governo Regional e para a sua atuação governativa neste novo mandato, como classifica o trabalho desenvolvido durante este período?
DF – Nós temos assistido da parte do Governo a um conjunto de fragilidades muito grandes que têm sido disfarçadas com uma situação económica que não está mal.
O turismo em especial e agora um pouco o preço do leite têm ajudado a disfarçar, mas a verdade é que continuamos com um setor público empresarial regional desastroso, com a educação a ser um desastre visto que temos os piores indicadores de Portugal do sucesso a nível escolar, na área da segurança social continuamos com muita gente que precisa, nomeadamente as IPSS, que não têm o apoio que deviam estar a ter da entidade pública, neste caso do Governo Regional e na saúde continuamos com imensas listas de espera. No entanto, não se encontra uma vontade, uma visão, uma ideia estruturada para os Açores a não ser a preocupação de manutenção do poder e aproveitar surfar as ondas quando a economia está bem e quando a economia não está bem, culpando os outros.
TI – Que apostas é que tem o PSD para esses problemas?
DF – No meu programa eleitoral aquilo que nós definimos como prioridade foi a educação. É pela educação que em termos estruturais vamos libertar os açorianos desta pobreza.
No âmbito do Rendimento Social de Inserção os Açores têm quase o triplo da percentagem da média nacional e 65% dos jovens em idade escolar necessitam do apoio da Ação Social Escolar. Estas são fragilidades relacionadas com a educação que temos de reverter e tem de haver políticas estruturadas.
Também na área da agricultura propusemos um programa de 3 a 5 anos de apoio à investigação e desenvolvimento do sector de transformação que poderia fazer com que o nosso leite não fosse transformado apenas em leite UHT e em queijo Flamengo, mas pudesse ser transformado em produtos de maior valor acrescentado.
Nas pescas e na aquicultura off-shore defendemos uma nova e maior forma de valorização do pescado e um maior equilíbrio na relação das pescas.
Apesar de o setor do turismo ser mais estruturado, ter crescido dois dígitos e ter havido uma revolução dos transportes, as nossas infraestruturas, a nossa lógica interna e a SATA Air Açores em vez de o potenciarem são estranguladoras do nosso turismo.
No caso dos transportes marítimos o que se faz é começar pelo teto, é mandar fazer barcos sem saber qual é o serviço que queremos prestar pelo que também é preciso rever as políticas desta área.
Há aqui um conjunto de matérias que é preciso uma outra visão e uma outra ambição para servir os Açores e penso que o programa eleitoral do PSD/Açores defende algumas destas matérias.
TI – O deputado tem falado insistentemente na necessidade de maior transparência nos Açores. Porquê? E que medidas propõem?
DF – Há aquilo a que chamo o paradoxo açoriano que se baseia num paradoxo político-institucional. Isto é, os Açores são repartidos por nove ilhas que precisam obviamente de um estado feito de poder regional com mais pessoas na administração pública e com hospitais, centros de saúde, aeroportos e portos em todas as ilhas e isto obriga a um maior peso do estado feito pelo poder regional.
Apesar de termos mais governo do que noutras zonas com a mesma dimensão populacional, paradoxalmente, em vez de termos mais contrapoderes, temos menos, ou seja, temos mais poder regional e temos menos contrapoderes.
Precisamos de ter um parlamento mais forte, mais unificado, precisamos de ter uma sociedade civil e um parlamento mais forte com mais peso através do Conselho Económico e Social e do regimento. Precisamos também de uma economia mais pujante e por isso entendemos que os fundos comunitários que recebemos devem ser mais dirigidos para o privado.
Isto tudo numa lógica de termos mais economia, mais sociedade e mais democracia também através da transparência para que se pudesse criar mais contrapoderes e com isso eliminar ou diminuir um bocadinho este paradoxo açoriano.
TI – Abordando as áreas mais relevantes da política governativa, como é que os PSD/Açores vê o atual nível de desemprego na região? Acredita que o mesmo é fruto de um mais desinvestimento nos Açores ou resulta de um contínuo recurso aos programas ocupacionais? Que propostas apresentará o PSD nesta legislatura para este setor?
DF – O desemprego resolve-se é pela economia em termos estruturais. É evidente que nos momentos de maior crise os programas ocupacionais são importantes e isso nós compreendemos e aceitamos. Mas os programas ocupacionais não podem servir para disfarçar os números do desemprego, não podem servir no caso da função pública para ter pessoas dos programas ocupacionais a prestar serviços que são serviços permanentes e que deviam ser prestados por alguém da administração pública regional.
Portanto, aquilo que nós precisamos é de uma administração pública regional mais eficiente e mais capacitada. Precisamos de uma economia privada a criar mais empregos, transferindo a pouco e pouco os custos dos programas ocupacionais para empregos efetivos, diminuindo a precariedade.
TI – O Governo Regional apresentou recentemente a estratégia de combate à pobreza e exclusão social para 2018-2028. Como entende o PSD/Açores esta proposta? Significa esta estratégia que as políticas do Governo Regional nesta matéria não têm sido eficazes?
DF – O reconhecimento por parte do Governo de que precisa de uma estratégia de combate à pobreza e à exclusão social é uma forma eloquente de declarar o fracasso da estratégia que apresentou há dez anos e de reconhecer aquilo que estávamos a apontar.
E como disse, esta estratégia só tem uma solução: é pela educação, para o elevador social poder funcionar, para libertar as pessoas da pobreza e da desesperança; e pela economia para ajudar na criação de empregos efetivos e bem remunerados para o futuro. E isso leva tempo, mas já se perdeu dez anos e espero que não se percam mais dez anos, porque estamos a perder gerações para a pobreza e para a iliteracia.
TI – O PSD/Açores tem alguma proposta para a revisão do transporte marítimo de mercadorias?
DF – Em relação ao transporte marítimo de mercadorias concordamos com a proposta existente do PPM de se fazer um estudo profundo do modelo. Primeiro temos de saber o que pretendemos para ter um serviço eficiente, regular e barato.
Depois tem de ser feito um estudo ouvindo os stake-holders, ouvindo as pessoas de maneira a que possamos implementar um modelo que garanta eficiência, regularidade e um preço melhor.
A concretização destes princípios que tem de ser bem estudada, incluindo também a lógica internacional, uma vez que existem hoje em dia grandes mutações no transporte marítimo de mercadorias.
TI – No seu entender esse transporte está a servir a Região com tantos transbordos que são feitos atualmente?
DF – A questão da regularidade em algumas ilhas tem-se colocado em causa, tal como a eficiência em muitos casos e em relação ao preço eu acho que precisamos de pagar bastante menos pelos contentores. É nestes três níveis que se tem de intervir.
TI – Com a abertura do espaço aéreo açoriano e a chegada das low cost a São Miguel e Terceira, o turismo nos Açores tem registado elevados níveis de crescimento, o que tem potenciado investimento em hotéis, no alojamento local e noutros serviços direta ou indiretamente associados ao turismo. Que posição tem o PSD/Açores em relação a esta matéria?
DF – O PSD/Açores sente orgulho de ter defendido sempre a liberação do espaço aéreo. Foi com a liberalização e com a formulação encontrada pelo Governo de Pedro Passos Coelho que se conseguiu esta revolução, que caiu o muro que era a mobilidade para fora dos Açores e com isso vieram muitos turistas e também os açorianos têm muito mais capacidade de viajar.
O que nós temos dito é que infelizmente o Governo Regional lutou sempre contra esta liberalização talvez por não concordar com ela e por não acreditar nela, e por isso nunca preparou a SATA Air Açores para esta situação.
Portanto, a SATA Air Açores em vez de funcionar como um potenciador para distribuir os turistas está a funcionar como um estrangulador. Por outro lado, a Azores Airlines nas rotas que opera também não está a prestar o melhor serviço, nomeadamente no Faial, no Pico e em Santa Maria onde opera só porque não há liberalização.
A vocação da Azores Airlines tem de ser servir onde não há capacidade concorrencial e tem de se dedicar mais a essas rotas e menos a Frankfurt, a Cabo Verde e outras rotas que deixaram o Grupo SATA com os problemas graves que tem neste momento.
Para concluir, o PSD/Açores vê com muitos bons olhos este sistema que, sendo novo e revolucionário, naturalmente tem matérias a aperfeiçoar como os reembolsos. No entanto, tal não pode significar um retrocesso na mobilidade, pelo que não aceitamos tetos, nem limitações no número de viagens, nem limitações nos horários para nos deslocarmos ao continente.
TI – O PSD e o PSD/Açores têm sido acusados de serem culpados pela saída da TAP que tem vindo a prejudicar o Faial. Que análise é que faz dessa situação?
DF – O PSD/Açores não tem nada a ver com a saída da TAP. A TAP neste modelo ou noutro modelo qualquer se quisesse deixar de voar para a Horta deixaria. A TAP entendeu que deixava de voar para a Horta e deixou. A qualquer momento a TAP pode entender que deve voar de novo para a Horta ou não. Não tem nada a ver com governos, tem a ver com a estratégia da empresa.
E é para isso que existe a Azores Airlines. O problema é que a Azores Airlines, a antiga SATA Internacional, mesmo quando operava para a Horta com a TAP sempre serviu pior os faialenses e os picoenses do que a concorrente o que é inadmissível.
Agora que voa sozinha, em vez de fazer um esforço para melhorar, preocupa-se em ir para outros destinos. E os responsáveis políticos socialistas em vez de assumirem que a SATA tem de melhorar o seu serviço para a Horta, preocupam-se é em culpabilizar a TAP e o PSD.
A Azores Airlines é que é 100% pública, 100% do Governo dos Açores e se há alguém responsável pelo mau serviço de ligação do continente ao Faial, chama-se Partido Socialista.
TI – Nos transportes aéreos sabe-se que a SATA e a sua administração têm sido muito contestadas, sobretudo pela população da ilha do Faial, devido à redução do número de voos e lugares para esta ilha. A prova está nas duas manifestações realizadas à porta da Assembleia Legislativa. Sente que a administração da SATA necessita de rever a sua posição em relação ao Faial? Como é que o PSD/Açores olha para o papel da SATA hoje em dia?
DF – Os faialenses acordaram, despertaram e lutaram pelos seus interesses e é algo de muito relevante e são um exemplo para todos os açorianos.
Os Socialistas pretendem criar uma cortina de fumo fazendo esquecer que a obrigação da Azores Airlines é servir bem estas populações e estão a tentar arranjar manobras dilatórias. Mas a responsabilidade pelo mau serviço aos faialenses nesta matéria tem a ver com o Governo do Partido Socialista que é quem manda na SATA.
TI – Foi criado um grupo que realizou estas manifestações e para defender o aumento da pista do Aeroporto da Horta que também não foi integrado no caderno de encargos da ANA. Como sabe também no tempo de governação do PSD na República. Que análise faz a esta situação?
DF – O PSD e desde logo o PSD/Faial manifestaram-se sempre contra essa decisão de não ser enquadrado no caderno de encargos da privatização da ANA.
O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho fez muitas coisas boas, mas também fez algumas más e cometeu alguns erros como foi o caso do aeroporto da Horta. Tal como dizemos que ele fez bem na deliberação do espaço aéreo, mas fez mal em relação àquilo que foi o investimento necessário no Aeroporto da Horta.
Neste momento, o que está em causa é a intenção da ANA em investir cerca de 10 milhões de euros na melhoria de segurança da pista do Aeroporto da Horta.
O que nós entendemos é que se deve aproveitar esta intenção de investimento para tentar por essa via e também por alteração das obrigações do contrato que existe com ANA para finalmente ampliarmos o aeroporto da Horta com verbas da Região, da República e da ANA, porque esta ampliação da pista tem uma razão não só comercial, mas também operacional e de segurança.
TI – O Governo Regional tem em curso o processo de alienação de 49% do capital social da Azores Airlines. Soube-se recentemente que a Icelandair, a única empresa pré-qualificada, voltou a pedir adiamento do prazo para apresentar uma proposta vinculativa. Concorda com este processo e como tem sido conduzido?
DF – É bom reparar que a SATA nos últimos dez anos passou de capitais próprios positivos de 30 milhões de euros para capitais próprios negativos perto dos 150 milhões. Portanto, a SATA em dez anos poderá ter perdido cerca de 200 milhões de euros.
E sabe quem é o responsável número um disto? O Vasco Cordeiro que era o secretário da Economia quando a SATA ainda tinha capitais positivos e depois começou a ter capitais negativos e que agora é presidente do Governo Regional.
Dito isto que é relevante o PSD como partido da oposição, mas partido responsável não pode só criticar tem de apontar soluções. Como tal, apontamos essas soluções numa carta que mandámos em agosto do ano passado que nunca foi respondida pelo presidente do Governo.
Nessa carta apresentámos um conjunto de propostas para o Grupo SATA, sendo uma delas a alienação do capital da Azores Airlines como maneira de o tentar salvar para que a Azores Airlines não arrastasse a SATA Air Açores para o descalabro, porque aí ficaríamos sem nenhuma solução para o serviço interno.
Entre as várias propostas que apresentámos a alienação foi uma delas, razão pela qual nesse aspeto estamos de acordo com esta solução.
TI – Considera que se não houver essa alienação e perante a atual situação da SATA, vamos ter SATA ainda por muito tempo?
DF – É muito difícil se não houver esta alienação. Não sei o que se vai passar.
É preciso que os açorianos saibam que Vasco Cordeiro é o responsável, mas mais que isso é preciso que os açorianos saibam que há uma solução para a SATA.
Espero que esta questão da alienação se possa resolver, se ela não se vier a concretizar a única hipótese será uma recapitalização do grupo com a autorização da União Europeia, algo que se for necessário o PSD também estará naturalmente disponível.
Contudo, achamos que a melhor solução é conseguir resolver o problema através desta alienação de 49% do capital.
TI – Entende que é necessário rever as obrigações de serviço público no transporte aéreo para os Açores?
DF – É um sistema revolucionário que fez o turismo crescer dois dígitos e aumentou o número de passageiros territoriais, mas um modelo revolucionário que tem naturalmente de sofrer alguns ajustes desde que não signifique um retrocesso na qualidade.
TI – Em relação ao subsídio de mobilidade para os açorianos, partilha do entendimento do Primeiro-Ministro, isto é, que é necessário preceder à sua revisão? Ou, pelo contrário, o PSD/Açores defende que o modelo atual é adequado para os Açores?
DF – O princípio da continuidade territorial sempre foi assumido pelo orçamento de estado, pelo que o subsídio de mobilidade sempre foi assumido pelo orçamento de estado. Nunca pelo orçamento da região.
E a nossa visão é que o princípio da continuidade territorial não tem limites. Nós não aceitamos aquilo que o Primeiro-Ministro disse de que ia por um teto e que a partir daí as regiões autónomas que se desenrascassem.
Antes disso, o próprio Primeiro-Ministro deve por a ANAC – Autoridade Nacional de Aviação, a fiscalizar, pois tem competências para isso nos seus estatutos e o próprio regulamento do subsídio de mobilidade prevê que a ANAC efetue tais relatórios para saber que companhias é que estão a usar o modelo e a explorar o modelo indevidamente. Não vão ser os açorianos os prejudicados se houver companhias como diz o Primeiro-Ministro que se estão a aproveitar.
E se o Governo Regional aceitar pagar parte disto é a machadada maior que algum dia algum partido ou alguém poderá dar na autonomia.
TI – Existem duas grandes aspirações da população faialenses: o aumento da pista do aeroporto e a construção da 2.ª fase da Variante à cidade da Horta. Qual é a posição do PSD/Açores em relação a estes dois assuntos?
DF – Em relação ao Faial, além do aeroporto, há três outras questões que são essenciais: a questão da nova fase das obras do porto da Horta, a questão da segunda fase da variante e as estradas do interior da ilha.
O Governo tem usado um conjunto de manobras dilatórias, apresentando projetos que quase que parece que é de propósito para serem criticados, e assim serem adiadas ainda mais as obras no porto da Horta. Porém, isto não se pode adiar mais. A marina da Horta está a arrebentar pelas costuras e é preciso fazer alguma coisa porque a Horta como cidade mar não pode perder esse seu espaço de direito nos Açores.
Com o aumento de tráfego aéreo, a ligação entre o aeroporto e o porto da Horta é essencial para o turismo e para os próprios faialenses, pelo que é muito importante a segunda fase da variante.
E por fim, as estradas do interior do Faial estão em péssimo estado. Eu às vezes círculo pelo interior pela ilha do Faial e fico assustado. Aliás, é um caso único nos Açores em que a evolução fez com que uma estrada do Faial que era asfaltada passasse a terra. É preciso investir muito nesse aspeto.
Naturalmente, nas pescas é preciso fazer algo mais para valorizar o pescado e no turismo qualificar os nossos estruturas turísticas - os miradouros, os acessos e a sinalização - e qualificar a formação.
É toda esta nova visão que gostaríamos um dia de ter a oportunidade de trazer para os Faialenses.
TI – Se o PSD/Açores fosse o Governo Regional, os Açores estariam melhor?
DF – A nossa ambição como partido da alternativa é ser poder regional e a nossa convicção é que através do Governo do Partido Social Democrata possamos oferecer melhores condições aos açorianos, pondo desde logo a educação como prioridade e criando políticas setoriais coerentes e bem estruturadas, quer seja na agricultura, nas pescas, no turismo ou nas acessibilidades.
TI – Acredita que o PSD/Açores tem condições para ganhar as próximas eleições legislativas regionais?
DF – Claro que acredito. O PSD/Açores luta sempre para ganhar as eleições regionais, mas é especialmente relevante esta ambição porque estamos muito convictos que poderíamos fazer melhor para os açorianos e que a social democracia e as nossas ideias e projetos poderiam servir melhor os açorianos do que a formação socialista que já está um pouco cansada e é preciso de facto um refrescamento na governação dos Açores, eliminando alguns vícios e trazendo novas ideias.

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22
junho

PSD/Faial - Vereadores querem alterar regulamento das bolsas de estudo

Escrito por Flávia Taibo

Os vereadores do PSD da Câmara Municipal da Horta reuniram com a Associação de Pais da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) no âmbito da sua proposta de alteração do regulamento das bolsas de estudo.
O objetivo do encontro foi ouvir o parecer da Associação em relação a este assunto e receber sugestões dos encarregados de educação.

No seguimento da aprovação da proposta de alteração do regulamento das bolsas de estudo em vigor na Câmara Municipal da Horta (CMH), os vereadores do PSD reuniram, no passado dia 13 de junho, com a Associação de Pais e Encarregados de Educação da ESMA.
“Nós reunimos com a Associação de Pais para recolher alguns contributos da parte deles sobre esta questão do regulamento das bolsas”, afirmou Estevão Gomes aos jornalistas.
“A Associação de Pais conhece melhor que ninguém a dificuldade dos pais nestas candidaturas e entendemos que é importante ouvi-los”, explicou.
Esta iniciativa dos vereadores do PSD é um trabalho conjunto com a Assembleia Municipal com vista a melhorar o regulamento em vigor. “Esta proposta foi aceite pela CMH numa reunião e foi decidido criar uma comissão ou reunir a CMH e a vereação toda para melhorar, aprofundar e elaborar um documento consensual, um regulamento mais justo, mais adequado às necessidades dos alunos e mais benéfico para todos”, esclareceu o vereador.
Estevão Gomes afirmou que “há questões a melhorar, nomeadamente a questão da justiça na distribuição a todos e a questão do acesso a mais do que uma bolsa porque neste momento é limitativo, ou seja, a CMH não admite que as pessoas se candidatem a mais bolsas”, acrescentado que “esta situação deve estar prevista no regulamento até para diminuir os encargos que o Município tem com alguns alunos, podendo distribuí-los por mais alunos”.
Os vereadores entendem que “quanto mais alunos forem abrangidos, mais alunos podem ir para o ensino superior e maiores oportunidades de emprego podem ser criadas” pelo que “o acesso a mais do que uma bolsa podia ser uma mais-valia”.
Estevão Gomes avançou ainda que os encarregados de educação “concordam com algumas das alterações e vão aprofundar ainda mais a leitura do regimento e da nossa proposta” a fim de as suas propostas e ideias serem “refletidas no documento final”.
Segundo o social-democrata, neste momento, o valor máximo mensal da bolsa da CMH é de cerca de 180€.
Neste sentido, os vereadores do PSD esperam que através deste “trabalho que será feito pela comissão da Vereação da CMH consigamos um documento consensual e um acordo entre todas as forças políticas para conseguirmos algo melhor para os alunos”.

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22
junho

'À descoberta da Ribeirinha’ - Novo trilho reforça a aposta no Turismo de Natureza do Faial

Escrito por Susana Garcia

A junta de Freguesia da Ribeirinha inaugurou mais um trilho. Com uma extensão aproximada de 8300 metros, o trilho ‘À descoberta da Ribeirinha”, transporta-nos pelos principais miradouros da freguesia, “Pedras Negras”, “Ribeiro Seco” e “Miradouro da Ribeirinha”.

‘À descoberta da Ribeirinha’ é o nome do novo trilho que a junta de freguesia da Ribeirinha inaugurou na passada semana.
A cerimónia de inauguração contou com a presença da Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro e do Presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo Silva.
Na ocasião, Paulo Castelo, presidente da Junta de Freguesia, explicou que desde 2014 os percursos pedestres, passaram a fazer “parte da Freguesia e desta comunidade com a grande rota “costa a costa”.
Foi também “nesse ano e neste local que teve início a primeira prova do “Azores Trail Run”, evento que depressa consolidou a sua condição de melhor evento de desporto de natureza nos Açores, com uma abrangência internacional e transportou a Ribeirinha, a sua localização e o seu património natural para os quatro cantos do globo”, lembrou Paulo Castelo
O autarca explicou que “este novo circuito “À Descoberta da Ribeirinha”, com uma extensão total de 8300 metros, apresenta “uma estrutura circular de paisagem que tem como principal função a recreação, o desporto e o turismo e teve sempre como metodologia a reabertura e o aproveitamento dos antigos caminhos e canadas utilizados pelos nossos antepassados para se deslocarem às suas explorações agrícolas de outros tempos”, salientou.
Segundo o presidente, o projeto pretende também “funcionar como fator catalisador do desenvolvimento sustentável de uma ilha e de uma Região, contribuindo desta forma para o aumento da oferta do cada vez mais procurado, turismo de natureza”.
A este respeito Paulo Castelo, defendeu que “as caraterísticas singulares” dos trilhos da Ribeirinha, com “o nosso típico bem receber, aliados às paisagens ímpares, cimentaram e deram notoriedade nacional e internacional aos nossos percursos”, afirmou o autarca.
Por sua vez a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo considerou que a abertura do trilho 'À descoberta da Ribeirinha', representa “uma aposta na consolidação da Região enquanto destino aliado à Natureza”.
Marta Guerreiro, salientou que esta inauguração permitiu “a qualificação do turismo” e contribui “para o desenvolvimento sustentável dos Açores e deste setor”, por “potenciar o património ambiental desta freguesia, enquanto mais-valia em termos de oferta turística”.
Segundo Marta Guerreiro com mais este percurso “o Faial passa a contar com nove pequenas rotas e uma grande rota, num total de 62 quilómetros de caminhos tradicionais ou históricos em ambiente natural, representando um investimento na gestão dos fluxos turísticos nesta ilha que permite a melhoria do seu nível de fruição”.
Para José Leonardo Silva, o Turismo de Natureza também assume grande importância e apresenta-se como “uma clara aposta da nossa ilha e deve ser potenciado”.
No entender do presidente do Município “o turismo é uma área em crescimento nos Açores e no Faial, pelo que se torna pertinente, criar condições para que quem nos visita tenha atrativos à sua estadia”.
José Leonardo Silva vê nos trilhos um “turismo sustentável”, que pretende para a ilha do Faial no futuro.
Neste contexto José Leonardo Silva destacou ainda importância de apostar na formação e qualificação dos profissionais do setor. “Temos que saber receber e receber com qualidade”, sustentou.

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15
junho

Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, da Assembleia da República - Aeroporto da Horta e serviço da SATA marcam debate na Horta

Escrito por Susana Garcia
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