Tribuna das Ilhas

Infinity 8
  • Início
  • Local
  • Triângulo
  • Regional
  • Desporto
  • Cultura
  • Política
  • Opinião
  • Cartoons
  • Início
  • notícias
Assinar este feed RSS
18
janeiro

Lei do Mar - BE o único partido nos Açores e na República com propostas concretas para defender o mar na Região

Escrito por Susana Garcia

O Bloco de Esquerda (BE) considerou que a sua anteproposta de lei de alteração à lei de bases do ordenamento e gestão do espaço marítimo é a única que apresenta propostas concretas para defender o mar dos Açores.
Numa conferência de imprensa António Lima confessou estranhar o “silêncio” por parte dos deputados do PSD e do PS nos Açores e na República, relativo a este assunto de grande importância para a Região.

“Estranhamos que por parte do PS na República e do seu Governo, até hoje, não haja referência alguma a esta iniciativa do Governo Regional. Antes pelo contrário, aquilo a que temos assistido são posições contraditórias da ministra do mar relativamente às pretensões justas dos Açores”, afirmou António Lima, numa conferência de imprensa realizada esta terça-feira, na Horta à margem dos trabalhos parlamentares que decorreram esta semana na Assem-bleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Neste contexto, o deputado do BE disse estranhar “ainda mais o silêncio que dura há seis meses por parte dos deputados e deputadas eleitos pelos Açores nas listas do PSD e PS, principalmente destes últimos, sobre tão importante problema para os Açores”.
Segundo António Lima “o BE é o único partido que tem uma posição clara e inequívoca – na Região e na República – de defesa dos interesses dos Açores no que diz respeito à gestão do mar e dos seus recursos”, entende.
Neste sentido o líder do BE anunciou, que “tendo em conta a urgência em alterar a atual lei” que no entender do partido é lesiva para a Região, e por ser fundamental confrontar “o centralismo e os centralistas” com uma voz unânime na defesa dos Açores, vai votar a favor das duas antepropostas: a do BE e a do Governo Regional”.
A proposta de alteração do BE/Açores à Lei do Mar apresentada e votada esta semana no parlamento regional de acordo o deputado contou com “o apoio inequívoco da direcção nacional do partido”, enquanto a proposta do Governo mereceu apenas posições contraditórias da ministra do Mar e o silêncio dos deputados do PS dos Açores na Assembleia da República, revelou na ocasião o líder do BE/Açores.
António Lima entende assim que a proposta do BE “é melhor” do que a do Governo Regional e “tem melhores condições para vingar e ultrapassar os obstáculos existentes”, na medida em que apresenta “uma clara a preocupação com o ambiente, com a defesa dos ecossistemas marítimos e com a defesa da sustentabilidade económica e proveitosa, a longo prazo, dos recursos do mar”, enquanto “a proposta do Governo Regional, pelo contrário, é completamente omissa sobre estes aspetos fundamentais”, esclareceu.

Etiquetas
  • Regional
  • Bloco de Esquerda
  • Lei do Mar
18
janeiro

Hospital da Horta e USIF - Vasco Cordeiro procede ao lançamento da primeira pedra da empreitada

Escrito por Flávia Taibo

O Presidente do Governo dos Açores procedeu ao lançamento da primeira pedra da empreitada de remodelação do Hospital da Horta e da construção da nova Unidade de Saúde da Ilha do Faial.
A empreitada foi adjudicada à empresa de construção AFAVIAS pelo valor de 5.892.952 euros.

Decorreu esta quarta-feira, o lançamento da primeira pedra da empreitada de remodelação do Hospital da Horta (HH) e da construção da nova Unidade de Saúde da Ilha do Faial (USIF), pelo Presidente do Governo dos Açores em sessão solene.
“Esta obra no hospital e na USIF integra-se na estratégia regional que temos implementado nos últimos anos de garantir melhores condições físicas à Rede Regional de Infraestruturas de Saúde”, afirmou Vasco Cordeiro.
O presidente do Executivo açoriano espera “que esta seja uma obra célere, sem percalços e sem desvios quanto aos seus pressupostos”, para que, “uma vez concluída, mais do que constituir a realização de um avultado investimento, mais do que ser um edifício novo, possa constituir um meio de servir os faialenses e servir todos aqueles que a ele necessitam de recorrer”.
Durante a sessão solene foram apresentados os projetos para o HH e a USIF pelo arquiteto Arnaldo Raposo, da Central Studio, e pelo engenheiro Jorge Costa Henriques, da MECH Consultores de arquitetura e engenharia, respetivamente.
Foi ainda lida e assinada a “Ata de lançamento da primeira pedra da empreitada de remodelação do HH e da construção do edifício da USIF” pelo presidente do Governo Regional, o secretário regional da Saúde, o presidente da Câmara Municipal da Horta, o presidente do Conselho de Administração do HH, a presidente da Assembleia Municipal da Horta a presidente do Conselho de Administração da USIF, os representantes de ambas as empresas projetistas, o representante da empresa de fiscalização Consulmar Açores e o representante da empresa de construção AFAVIAS.
Posteriormente, Vasco Cordeiro colocou a ata, depois de benzida pelo Pe. Marco Luciano, num buraco devidamente preparado e depois coberto por uma pedra de cimento, simbolizando assim o lançamento da primeira pedra deste investimento.
A empreitada foi adjudicada à empresa de construção AFAVIAS pelo valor de 5.892.952 euros, acrescidos do valor do IVA, pelo prazo de execução de 18 meses.

 

Etiquetas
  • Lançamento da primeira Pedra
  • Hospital da Horta
  • Unidade de Saúde da Ilha do Faial
18
janeiro

The New York Times - Açores um dos melhores sítios a visitar em 2019

Escrito por João Paulo Pereira

O jornal The New York Times classifica os Açores como o nono melhor destino para visitar no ano de 2019, definindo-os como “as Caraíbas no meio do Atlântico”.

O arquipélago dos Açores está no top 10 dos lugares indispensáveis a visitar em 2019, diz o The New York Times, destacando a sua "exuberância verde mítica", as “crateras vulcânicas gigantescas”, as fontes termas naturais, os vulcões, a abundância de hortênsias azuis e o facto de ser o único local onde se cultiva café na Europa.
“As Caraíbas no meio do Atlântico”, esta é a expressão utilizada para descrever os Açores no artigo da seção de viagens do jornal norte-americano, posicionando-os em 9º lugar no ranking que incluí destinos como o Japão, a Dinamarca, o Panamá ou os Estados Unidos. As paisagens e peculiaridades açorianas, que incluem locais que são património mundial da Unesco, tais como o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, e a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, cativam os viajantes, bem como a proximidade com os Estados Unidos, a cerca de quatro horas de avião, diz o referido jornal.
A liderar o ranking de sítios a visitar no ano de 2019 encontra-se Porto Rico, que está a voltar a erguer-se depois de ter sido atingido pelo Furacão Maria, há cerca de um ano e meio. Segue-se Hampi, na Índia, uma antiga cidade onde se pode ver como evoluem as civilizações, num complexo arqueológico que está a chamar a atenção de organizações e agências de viagens.
Santa Bárbara, na Califórnia, completa o pódio. Esta é uma cidade para aqueles que gostam de descobrir comidas novas, onde estão a surgir vários restaurantes trendy e locais especializados na degustação de vinho.
Para a escolha dos 52 melhores destinos do mundo, a publicação americana enviou pela primeira vez um jornalista em viagem pelo globo durante um ano. Em 2018, o sortudo foi Jada Yuan. Este ano o escolhido foi Sebastian Modak, filho de pai indiano e mãe colombiana, um dos finalistas para 2018.

Etiquetas
  • Regional
  • The New York Times
  • Destino Açores
18
janeiro

“Meus Açores, Meus Amores” - Estão abertas as candidaturas ao programa de turismo sénior

Escrito por Flávia Taibo

As inscrições para o programa de turismo sénior “Meus Amores, Meus Açores” estão agora abertas a todos os interessados.
Este programa é promovido pelas secretarias regionais da Solidariedade Social e da Energia, Ambiente e Turismo e decorre de fevereiro a maio.

Pelo sexto ano consecutivo, as secretarias regionais da Solidariedade Social e da Energia, Ambiente e Turismo promovem o programa de turismo sénior “Meus Açores, Meus Açores”, cujas candidaturas já se encontram abertas.
O programa vai decorrer durante os meses de fevereiro a maio, as épocas baixa e média, estando a primeira viagem prevista para 4 de fevereiro, tendo como destino a ilha das Flores.
Nesta edição, a iniciativa envolverá 29 grupos, num total previsto de cerca de mi pessoas de todas as ilhas do arquipélago, oque poderá representar um acréscimo de 6.000 dormidas na hotelaria regional.
Segundo o Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), este programa de turismo sénior “tem proporcionado a milhares de residentes açorianos com mais de 60 anos a possibilidade de usufruírem de pacotes completos de viagens para qualquer ilha do arquipélago, com ligações aéreas, alojamento, refeições, transferes, animação e excursões”.
O Governo dos Açores pretende, com este programa, “incentivar o turismo interno entre os residentes açorianos, impulsionando a procura interna durante os períodos de menor atividade turística, de forma a atenuar os efeitos negativos da sazonalidade”, assim como “promover a confraternização e convívio entre Açorianos de todas as ilhas e reforçar os laços socioculturais entre os participantes”, refere o GaCS. 

Etiquetas
  • Meus Açores, Meus Amores
  • Turismo Sénior
  • Candidaturas Abertas
18
janeiro

Diário da República - Publicado anúncio do novo concurso para conceção e construção de navio de passageiros

Escrito por Susana Garcia

Já se encontra publicado em Diário da República o anúncio para a conceção e construção de um navio “ro-ro” com capacidade para 650 passageiros e 150 viaturas para operar na Região.
O prazo para apresentação das candidaturas é de 30 dias e tem um preço base de 48 milhões de euros.

Foi publicado em Diário da República, no início desta semana, o anúncio do novo concurso para a conceção e construção do navio 'ro-ro' para a operar na Região.
Com um valor base de 48 milhões de euros e um prazo de execução de 580 dias, o novo navio terá uma capacidade para 650 passageiros e 150 viaturas.
Segundo informação disponibilizada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social, (GACs), o concurso limitado por prévia qualificação desenvolve-se em duas fases. “A primeira corresponde à fase de apresentação de candidaturas e de qualificação dos candidatos segundo os requisitos mínimos de capacidade técnica e financeira definidos no programa do concurso”, explica o GACs acrescentando que passam à segunda fase do procedimento “os candidatos qualificados” que “serão convidados a apresentar a proposta técnica e comercial, cujo mérito será avaliado à luz de diversos fatores que integram o critério de adjudicação, igualmente definidos no programa do concurso”, explica.
O concurso foi autorizado pela Resolução do Conselho do Governo n.º 125/2018, de 13 de novembro, na sequência da anulação do anterior procedimento, do qual não resultou qualquer adjudicação por exclusão de todas as propostas apresentadas.
A fase de apresentação de candidaturas está aberta durante os próximos 30 dias e a entidade adjudicante deverá tomar a decisão de qualificação dos candidatos no prazo máximo de 60 dias úteis após o termo do prazo fixado para a apresentação das candidaturas, após o que os candidatos qualificados serão convidados a apresentar as suas propostas.
“A construção e operação de um navio adaptado às condições meteorológicas e oceanográficas mais frequentes nos mares dos Açores e às infraestruturas portuárias existentes na Região é o culminar de uma estratégia que tem vindo a ser preparada nas últimas décadas, de grande importância para a mobilidade interna e o fomento do mercado interno e, consequentemente, para a coesão económica e territorial do arquipélago”, refere o GACs.
Ainda de acordo com a mesma fonte “pelas suas caraterísticas e capacidades, este navio poderá constituir um relevante meio operacional em operações de emergência e catástrofe, não existindo na Região nenhum outro meio com a mesma capacidade de evacuação de pessoas e de mobilização de meios e equipamentos para acudir as populações, tornando mais eficaz a resposta em situações de emergência.

Etiquetas
  • Diário da República
  • Navio de Passageiros
  • Concurso de conceção e construção
18
janeiro

Semear Abraços e vivências - Professora Rosa Leal apresenta mais um projeto intergeracional

Escrito por Susana Garcia

O“Semear Abraços e vivências” é o nome do novo projeto intergeracional da Educadora de Infância Rosa Leal.
O projeto envolve a turma B do jardim de Infância da Escola Básica e Integrada da Vista Alegre e os utentes do Centro de Dia da Conceição e pretende aproximar as gerações através da partilha de saberes e experiências.

A Educadora de Infância Rosa Leal, apresentou na tarde da passada segunda-feira, o Centro de Dia da Conceição o seu novo projeto intergeracional.
Conhecida pelos projetos intergeracionais que promove na ilha do Faial desde 2002 e pela sua dinâmica, a boa disposição de Rosa Leal é contagiante. Desde o mais pequeno ao mais velho, do mais simpático ao mais “teimoso” ela consegue fazer rir qualquer um.
Foi isso mesmo que aconteceu durante a apresentação do seu projeto mais recente. A educadora de Infância acompanhada pelos seus alunos, através de uma pequena representação teatral, de várias danças e canções, proporcionou uma tarde muito divertida e bastante animada aos utentes do Centro de Dia da Conceição.
“Semear abraços e vivências”, pretende ser um encontro de gerações que junta as 13 crianças da turma B do Jardim de Infância da Vista Alegre e os 20 utentes do Centro de dia da freguesia da Conceição, revelou ao Tribuna das Ilhas a Educadora de Infância.
Segundo Rosa Leal, este projeto tem em vista “aproximar as várias gerações” através da partilha de saberes e experiências.
“Valorizar a história e a cultura das brincadeiras das gerações anteriores, proporcionará o desenvolvimento físico, social e corporal, das crianças”, explicou Rosa Leal ao Tribuna das Ilhas, salientando que este “é um projeto do coração, onde juntos, vivemos emoções e muitos abraços”.
Na ocasião, a pedagoga realçou “a diferença entre o velho e o idoso”, defendendo que estes “podem ter os mesmos anos de vida, no entanto, o coração e a mente, são totalmente diferentes”, disse.
Para Rosa Leal, este “foi um dia de festa onde todos saíram mais felizes e com muita vontade de fazer descobertas e partilhar”, garantindo que animação se vai manter ao longo do ano letivo, “nas atividades que serão desenvolvidas em contexto de sala e noutros locais, tendo em conta as áreas de conteúdo”, frisou.
Sobre o projeto a Educadora deu ainda a conhecer que para além da partilha de experiência, o projeto pretende também, estimular valores como o respeito, a amizade e a solidariedade, dar a conhecer passado e presente às gerações envolvidas, dar a conhecer espaços que retratam a vivência dos nossos antepassados e recolher todas as vivências para ficarem registadas, numa brochura, através da parceria que o projeto tem com a Assembleia Regional dos Açores.
Neste projeto, Rosa Real, adianta que serão trabalhados “temas como os brinquedos, as canções, jogos, lengalengas /poesias, nas várias sessões mensais, que decorrerão na escola e no centro de dia da APADIF”.
“Pretendemos elaborar uma recolha intergeracional de um património passado, que é também presente, para que não se apague estas vivências e abraços”. “Gostaríamos de visitar a casa etnográfica de Pedro Miguel onde os idosos explicariam as suas vivências, porque este nível etário aprende muito de forma concreta, vendo e questionando”, avançou à nossa reportagem.
Semear abraços e vivências integra ainda o festival de sopas, que inclui o “desfile de moda do baú”, que se realiza no dia 26 de janeiro na sede do SOS Conceição em que os modelos são os idosos, as crianças e os pais que estão envolvidos neste projeto.
O seu encerramento está marcado para o dia 15 de maio, data em que se assinala o Dia da Família, que será animado com folclore pelos alunos do Jardim de Infância de São Caetano.
Neste projeto, Rosa Leal conta com a colaboração da Câmara Municipal da Horta (CMH), da Assembleia Legislativa Regional, da Junta de freguesia da Conceição, do SOS Conceição, dos pais, do Centro de dia da Conceição, da APADIF, do Jardim de Infância de São Caetano e outras instituições.
Presente na apresentação do “Semear, abraços e vivências” esteve o Presidente da CMH.
José Leonardo Silva, defendeu que o Município “tem tido na questão social uma presença muito relevante” salientando que “às vezes com pouco se pode dar muito. Basta um sorriso, um aperto de mão, um abraço. Estes pequenos gestos ajudam os outros a ter um dia bom a crescer”, afirmou.
Para o autarca estes projetos têm “grande importância a nível social”, uma vez que juntam várias gerações.
Dirigindo-se a Rosa Leal, o presidente afirmou que “quando nós gostamos daquilo que fazemos há tempo para tudo, até para desenvolvermos projetos, como por exemplo este”.
“A professora Rosa durante o seu ano letivo tem muita coisa para fazer, mas conseguiu um tempo para por de pé este projeto” reforçou José Leonardo Silva, considerando que “penso que é um projeto que tem grande alcance de âmbito social, no sentido de dar aos outros aquilo que nós temos”, frisou.

Etiquetas
  • Semear Abraços e vivências
  • Projeto intergeracional
  • Centro de Dia da Conceição
  • Jardim de Infância da Escola Básica e Integrada da Vista Alegre
18
janeiro

Aniversário de Falecimento - Maria Simas na visão da família e amigos

Escrito por Flávia Taibo

No âmbito do primeiro ano de falecimento, foi realizada uma sessão de homenagem a Maria Simas Cardoso, onde amigos e família enalteceram todos os seus feitos e deram testemunho da sua vida.
Maria Simas, nasceu na freguesia da Conceição na Horta, em 1929, e frequentou a Escola do Magistério Primário da Horta (EMPH) até 1950.
Lecionou as disciplinas de Didática Especial, Legislação e Administração Escolar no EMPH durante 20 anos, até que em 1978 assumiu as funções de diretora até ao seu encerramento no ano de 1989.
Durante anos lutou pela continuação da Formação de Professores na Horta, tornando-se responsável pelo Centro Integrado de Formação de Professores (CIFOP), que lhe permitiu negociar a extensão do ensino da Universidade Aberta à Horta. Foi também responsável pela preservação do património da EMPH, que graças à sua persistência se encontra disponível na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta.

Decorreu esta terça-feira, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, a sessão de homenagem à Professora Maria Simas Cardoso, naquele que foi o primeiro aniversário do seu falecimento.
Esta iniciativa nasceu da necessidade de Artur Teodoro de Matos de que a professora fosse lembrada pelas presentes e futuras gerações, tendo sido formada, com o apoio da Associação de Antigos Alunos do Liceu da Horta (AAALH), uma comissão organizadora constituída por Artur Teodoro de Matos, Rosa Goulart, Fernanda Trancoso e Delfina Porto.
A sessão de abertura contou com intervenções do presidente da AAALH, do impulsionador desta iniciativa e do presidente da Câmara Municipal da Horta, assim como com uma palestra de Cândido Varela de Freitas que refletiu sobre a história do ensino em Portugal e o seu presente e futuro.
“Um grupo de amigos e discípulos de Maria Simas entenderam realizar esta sessão de homenagem que mais não é do que um preito de gratidão a quem sempre se dedicou à causa da formação do ensino primário nesta sua ilha por amor a uma causa que defendeu até nos deixar, a da educação”, explicou Artur Matos na sua intervenção.
Segundo afirmou o professor, a homenageada soube ainda “acautelar o enorme espólio gerado ao longo de dezenas e dezenas de anos nesta ilha do Faial”, que tem hoje uma grande importância para a história do ensino nos Açores.
“Maria Simas, bem preparada científica e pedagogicamente, sempre se envolveu de corpo e alma nas questões educativas das escolas por onde passou e que tão bem conhecia”, elogiou.
Artur Matos reconheceu ainda os contributos dos participantes desta iniciativa que são repositórios dourados sobre a vida de Maria Simas, agradecendo também à sua família por permitir que esta homenagem se concretizasse e ao presidente da CMH que pela sua presença demonstra “publicamente o apreço por Maria Simas que é dizer pelas questões educativas da ilhas”.
O historiador exprimiu ainda o desejo de que “o nome de Maria Simas possa ser perpetuado em qualquer lugar ou instituição desta cidade para consolo dos presentes e memória dos futuros”.
Por sua vez, também o presidente da CMH frisou a importância que a professora teve para a ilha “pelo relevante papel que teve ao nível da formação e do desenvolvimento do ensino profissionalizante”.
José Leonardo Silva, salientou o facto de que “a aquisição de conhecimentos é fundamental para o nosso crescimento enquanto pessoas e enquanto profissionais das mais variadas áreas”, frisando que “mais importante do que o conhecimento é ter orgulho no que somos, no que construímos e nas capacidades que somos capazes de colocar ao serviço dos outros”.
Para o edil, esta sessão de homenagem “vem recordar-nos que a nossa missão nunca termina”, como é exemplo Maria Simas que “marcou a vida dos seus alunos” e sempre lutou pela educação.
O presidente do executivo camarário lembrou ainda que todo o esforço da homenageada foi lhe reconhecido ainda em vida com as distinções realizadas em 1996 pela CMH e em 2013 pela ALRAA.
“Estas referências vêm justamente relembrar-nos que temos de saber desempenhar bem o nosso papel e ter gosto em desempenhar bem o nosso trabalho no nosso dia a dia. Só assim podemos almejar um dia o reconhecimento daqueles que nos percebem tal como hoje em relação à professora Maria Simas”, sustentou José Leonardo.
O presidente concluiu a sua intervenção esperando que “a memória da professora Maria Simas sirva de exemplo para todos nós fazermos mais e melhor todos os dias”.
Seguiu-se à sessão de abertura uma visita à Mostra Biográfica da Maria Simas e uma sessão de testemunhos e de leitura de mensagens de amigos, colegas e antigos alunos. Deram os seus testemunhos Filipe Simas Mesquita, Rosa Maria Silveira, Lúcia Serpa, Heitor Humberto Silva, Fernanda Trancoso, Lídia Garcia Pombo e Artur Teodoro de Matos.
A iniciativa integrou também comunicações por Rosa Goulart, Carlos Lobão e Delfina Porto, bem como a interpretação do poema “Ser Professor” por Lídia Garcia e a palestra do Secretário Regional da Educação e Cultura, Avelino de Freitas Meneses.
A iniciativa contou com o apoio da Secretaria Regional da Educação e Cultura, da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, do Museu da Horta, da UniSénior, da A Padaria e da família da falecida.

Etiquetas
  • Aniversário de Falecimento
  • Professora Maria
  • Homenagem
18
janeiro

Combate à exclusão social - Projeto 'Equipa-te' chega ao Faial

Escrito por Susana Garcia

O projeto de combate à exclusão social de jovens “Equipa-te”, já se encontra em fase de implementação no Faial, nomeadamente no Clube de Futebol dos Flamengos.
Este é um projeto desenvolvido pela Associação da Promoção de Públicos Jovens em Risco (APPJ), com o apoio pelo Governo dos Açores, através das direções regionais da Juventude e da Solidariedade Social.

Depois do sucesso que teve na ilha de São Miguel, onde foi implementado pela primeira vez em fevereiro de 2018, o projeto de inclusão social de jovens “Equipa-te” chega ao Faial.
Este projeto de combate à exclusão social, através do desporto já se encontra em fase de implementação no Futebol Clube dos Flamengos (FCF), anunciou o Diretor Regional da Juventude à margem da visita que efetuou ao Clube de Vale no passado dia 9 de fevereiro.
Lúcio Rodrigues adiantou ainda que este ano a iniciativa foi alargada a mais duas ilhas dos Açores. Para além de São Miguel, em 2019 o projeto irá funcionar também no Faial e na Terceira.
O Diretor Regional salientou igualmente que o objetivo é conseguir, ao longo deste ano e até 2020, "abranger um universo de 200 jovens nestas três ilhas”.
Lúcio Rodrigues explicou que o projeto assenta em “quatro eixos de intervenção”, nomeadamente “individual, familiar, associativo e comunitário”.
“Na área da inclusão social, queremos especificamente atuar no sentido da prevenção ao abandono escolar, porque acreditamos que jovens com maior escolaridade terão melhores perspetivas futuras. Apostaremos forte também no incentivo ao empreendedorismo e voluntariado juvenil”, destacou o Diretor Regional.
O ‘Equipa-te’ irá garantir a presença de psicólogos da APPJ nos clubes para apoiar e formar os seus técnicos, para que estes, por sua vez, venham a assumir esta vertente de combate à exclusão social no âmbito do treino desportivo que já promovem.
“Ainda mais importante do que formar atletas, é formar indivíduos com sentido de pertença, com motivação e com integração na sociedade em que se inserem”, defendeu o detentor da pasta da juventude.
“Foi justamente nesse sentido – e nessa linha – que decidimos reforçar a dotação orçamental para o projeto ‘Equipa-te’, regionalizando-o, fazendo-o chegar a cada vez mais jovens, porque não temos dúvidas: os jovens de hoje irão construir os Açores do amanhã e nós queremos um bom futuro para a nossa Região, afirmou o Diretor Regional.

Etiquetas
  • Equipate
  • Exclusão Social
  • Associação da Promoção de Públicos Jovens em Risco
  • Clube de Futebol dos Flamengos
14
janeiro

Concerto - Assembleia Legislativa associa-se às comemorações do dia do Comando Territorial dos Açores da GNR

Escrito por Susana Garcia

No âmbito das Comemorações do 10.º aniversário da presença da Guarda Nacional Republicana (GNR), nos Açores a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores acolhe, no hoje, 14 de janeiro, pelas 21:00 horas, na Residência Oficial da Presidência da Assembleia – Cedars House, um concerto musical interpretado pelo Quarteto de Cordas da Banda Sinfónica da GNR.

Do programa constam temas de compositores mundialmente conhecidos como Wolfgang Amadeus Mozart e Johann Sebastian Bach, e o tema “Lisboa Antiga”, da reconhecida e afamada fadista portuguesa Amália Rodrigues.

Este concerto constitui uma das diversas iniciativas de índole cultural que serão concretizadas pela GNR em diversas ilhas do arquipélago.

Etiquetas
  • Concerto
  • Local
  • Aniversário
  • ALRAA
  • GNR
  • Cedar’s House
  • cultura
11
janeiro

Página Mensal da Delegação Regional da Ordem dos Psicólogos Portugueses

Escrito por OPP

Nota de Abertura

Novo ano, nova janela de oportunidade

Ano após ano assinalamos as doze badaladas com doze desejos, na esperança que o novo ano nos permita realizar aquilo que andamos a adiar ciclicamente ou aquilo que acreditamos que nos irá fazer mais felizes. Muitos dos nossos desejos ficaram por realizar porque a labuta do dia a dia os remetem para um segundo plano. No entanto, ano após anos continuamos a acreditar que é possível fazer diferente, é possível mudar.
Será que é possível quebrar este ciclo? Será que é possível fazer diferente? Talvez… E se em vez dos doze desejos nos concentrássemos nas cinco coisas que são realmente importantes na nossa vida? Tire tempo para pensar sobre isto, particularmente se é a primeira vez que o faz. Não se deve deixar influenciar pelo que as pessoas que o/a rodeiam acham importante, nem escreva coisas só porque acha que “deveriam” ser importantes. É sobre si e apenas sobre si. É livre de escrever o que você gosta. Pode ajudar pensar em diferentes áreas da sua vida, tais como vida pessoal, vida profissional ou responsabilidades e vida social e tempo de lazer.
Sugiro que as escreva e durante o mês de janeiro as releia até encontrar a sua lista definitiva. É possível que os seus problemas ganhem uma nova perspectiva.
Feliz 2019! 

Maria Luz Melo

 

A Propósito do Natal: Solidariedade e Coesão Social

O Papel da Psicologia na Mobilização de Práticas Solidárias nas Comunidades Locais

A ideia de solidariedade aparece nas nossas práticas sociais, políticas e económicas, privadas e públicas, a partir do século XIX, enquanto novo laço e nova forma de relacionamento entre cidadãos, fortemente ligada às suas capacidades de participação nos processos de desenvolvimento de uma comunidade. Ligada, por esta razão, à ideia de democracia, a solidariedade tem assim um carácter transversal, abrangendo todos os cidadãos independentemente da sua origem, etnia, género, religião e classe social, afirmando a igualdade entre todos no respeito pela diversidade existente. Nesta lógica, a solidariedade substitui-se à caridade e à filantropia, onde alguns, que vivem numa situação de desafogo económico, cuidam de outros em períodos específicos, normalmente celebrativos, pressupondo não uma relação de igualdade, mas sim uma relação assimétrica que torna o outro dependente, gerando nele processos psicológicos e sociais de acomodação a práticas de subordinação e submissão. A solidariedade, como conceito, procura a rutura com este desígnio de dependência, contrapondo com a noção de elo social que pressupõe a existência de cidadãos livres, autónomos e capazes de criar um sistema universal de interdependências em direitos e deveres, fazendo emergir um ecossistema sociopolítico, assente em redes locais de reciprocidade e em redes públicas de suporte socioeconómico. Ser solidário, envolve assim, um propósito de apoio ao desenvolvimento pessoal, social e comunitário em que todo o cidadão é olhado com um ser autónomo com capacidades para adquirir competências que lhe permitam prover a sua própria vida. Neste sentido, a solidariedade é o elemento de referência de uma sociedade que procura garantir um futuro para todos, onde a coesão social se afirma como central. Em face dos problemas existentes nas nossas comunidades, urbanas e rurais, e das causas originadoras de desigualdade, nomeadamente a pobreza, a exclusão, a doença mental, o desemprego, o individualismo excessivo, entre outras, o conceito de solidariedade obriga-nos a recentrarmo-nos no desafio de conseguir uma vida de bem-estar para todos, com dignidade, justiça e equidade. Por esta razão, as práticas solidárias terão de ser capazes de afirmar uma clara visão interdisciplinar, onde a saúde, a económica, a educação, a ação social, a cultura e o ambiente se articulam na vida de todas as pessoas na construção de relações de reciprocidade, colaborativas e resilientes. Mas estas relações não emergem espontaneamente, tornando premente a mobilização de todos os atores locais na procura de uma justa distribuição dos recursos existentes. É neste processo de mobilização comunitária que a psicologia em geral, e em particular a comunitária, pode ter um papel fundamental como elemento desencadeador de práticas de valorização e reforço das competências individuais e coletivas, num processo de “emporwerment”, aumentando as capacidades de participação e de cidadania ativa, como um dos pilares fundamentais da solidariedade no apoio à integração social de todos. No entanto, o saber ser, estar e fazer que possibilita um caminho de inserção social, pode não ser suficiente. É necessário que a comunidade se organize para ser capaz de incluir, ajustando-se e adaptando-se para aceitar todos os cidadãos, independentemente dos seus problemas, integrando-os, de modo a que possam, de forma autónoma, ter uma vida a mais normalizada possível. A psicologia, neste processo torna-se fundamental, enquanto provocador de mudança nos diferentes ecossistemas da comunidade, criando mecanismos de cooperação e facilitação da integração e nunca para justificar ou confirmar que o problema está nos cidadãos, porque, nascendo menos competentes devem a ser sujeitos de caridade e não de capacitação. Nesta linha de pensamento, a psicologia deve centrar a sua ação no conceito de autonomia, expressando uma forma de agir que se afasta dos sistemas de organização heterónoma da sociedade e afirma-se no apoio à formação de competências que cada cidadão pode adquirir para determinar a sua própria vida e à emergência de processos colaborativos e conectivos de criação local de medidas que abandonem práticas sectoriais exclusivas e apostem em processos inclusivos de solidariedade sistémica com a vida, de e para todos. 

Artur Martins
– Psicólogo Educacional

 

Aconteceu

Representações DRA

A 30 de novembro, a DRA participou na Tertúlia Psicologia Sem Fronteira, organizada pelo Núcleo de Estudantes de Psicologia da UAc.
Nos dias 3 e 4 de dezembro, participou em Braga, no Seminário de Psicologia de Educação, organizado em conjunto com a Direção-Geral da Educação. Neste evento, foram discutidas e reflectidas as recentes alterações legislativas e documentos orientadores da prática e o impacto junto dos psicólogos em contexto escolar.

Etiquetas
  • Regional
  • Ordem dos Psicólogos Portugueses
  • Delegação Regional

Mais ...

Cidade da Horta - Município executa 13% dos fundos comunitários até ao mês de Outubro de 2018

Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia dos Flamengos - Autarquia assina protocolo para construção de parque de estacionamento

Salvamento - Resgatados com vida os dois homens desaparecidos na Ribeirinha

Formação - Faial recebe em janeiro curso de Guias de Parques Naturais dos Açores

  • Anterior
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
  • Seguinte
  • Fim
Pág. 5 de 685
  • Perdeu a senha?
  • Esqueceu-se do nome de utilizador?
  • Registe-se!
  • Contatos
  • Pesquisa
  • Assinatura
Copyright © Tribuna das Ilhas 2026 All rights reserved. Custom Design by Youjoomla.com
notícias