No âmbito das hortas pedagógicas, a Câmara Municipal da Horta lançou o projeto “O Quintal”, que permite que as crianças tenham a oportunidade diária de acompanhar todo o processo de cultivo.
No âmbito das hortas pedagógicas, a Câmara Municipal da Horta, em parceria com os Serviços de Desenvolvimento Agrário do Faial, desenvolveu em 2014, Ano Internacional da Agricultura Familiar, o projeto “O Quintal”, nas vertentes familiar e comunitária com o objetivo dar aos munícipes que não possuíam terrenos próprios a oportunidade de cultivarem e consumirem os seus produtos agrícolas.
Porém, este ano, deu um passo em frente, com a horta pedagógica, lançando o projeto às escolas do concelho, começando pela Escola do Pasteleiro que, na passada sexta-feira, plantou as primeiras árvores de fruto no seu quintal e que mais tarde serão acompanhadas por outros produtos hortícolas.
Segundo a Vereadora Ester Pereira, com a implementação deste projeto nas escolas, destinado às crianças do pré-escolar, nomeadamente à sala dos 5 anos, pela “maturidade que eles já têm e pelo conhecimento que lhes é transmitido” pelas educadoras, as crianças têm a oportunidade de, no dia-a-dia, cuidarem do que cultivaram e plantaram.
A vereador avançou ainda que o objetivo final, será de as crianças consumirem os produtos que recolheram e de fazer uma sopa com as hortícolas que plantaram.
Em declarações ao Tribuna das Ilhas, a educadora Dina Melo salientou a importância que este projeto tem para as crianças visto que “apesar de a nossa cidade ainda ser um bocadinho rural são crianças que têm pouco contacto com a terra, com os animais, com este tipo de atividades”.
“É importante que eles saibam que as coisas não aparecem por milagre nos supermercados, qual é o processo de cultivo, de tratamento e de recolha dos produtos que eles consomem”, explicou.
Para além da Escola do Pasteleiro, também as outras escolas e a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial que se inscreveram neste projeto, terão um quintal para que possam trabalhar, quer no seu próprio terreno, quer num terreno destinado pela CMH.
Mariana Rosa e Miriam Pinto as únicas portuguesas a bordo do navio escola holandês “Thalassa” estão neste momento a caminho da ilha do Faial para aquela que é a sua última paragem, antes de rumar ao destino final a Holanda.
As alunas da Escola Manuel de Arriaga - ESMA integraram o projeto “School at Sea” em 21 de outubro de 2017, numa aventura de seis meses a bordo de um navio, que reúne alunos de todo o mundo, do ensino secundário, com idades entre os 14 e os 17 anos.
O Faial é, como já vem sendo habitual, a última paragem do projeto educativo holandês “School at Sea”.
A bordo do navio-escola “Thalassa” estão Mariana Rosa faialense e a algarvia Miriam Pinto, as únicas portuguesas entre os 34 estudantes que integram este projeto que reúne alunos de todo o mundo.
Nesta aventura de seis meses pelo Atlântico, as alunas da ESMA tiveram que conciliar a escola com a vida a bordo e descobrir novas culturas, pessoas, línguas e lugares.
Para Miriam Pinto este era um “grande sonho” que agora se tornou realidade. De acordo com informação remetida pelos seus pais a este semanário, há muito que Miriam planeava ingressar este projeto. “Este ano concorreu e conseguiu”. Dos poucos contactos que estabeleceram com a filha, tendo em conta que o acesso aos telemóveis e à internet é muito limitado a bordo referem que “a Miriam está a aproveitar ao máximo esta experiência”.
Também a faialense Mariana Rosa está a viver ao máximo os últimos dias a bordo. Numa carta enviada ao Clube Naval da Horta, onde pratica a modalidade da vela, a velejadora manifesta a sua gratidão pelo apoio que lhe tem sido dado.
Mariana Rosa escreve ainda que “A viagem está a ser incrível” e revela que a sua parte favorita até ao momento “foi sem dúvida, o Boiling Lake em Dominica!”.
O navio “Thalassa” zarpou de Amsterdão, com destino a Tenerife, passou por Cabo Verde, Dominica, Curaçao, Panamá, Costa Rica, com destino a Cuba e Bermuda.
Antes de terminar a sua viagem em Ijmuiden na Holanda, o navio aporta no Faial, onde permanece de 25 de março a 1 de abril.
O CNH tem acompanhado esta viagem da sua velejadora e está a preparar uma recepção para acolher a comitiva de alunos, marinheiros e professores que se encontram a bordo.
Recorde-se que do Faial já participaram neste Projecto Júlia Vieira Branco, Bartolomeu Ribeiro, Emília Vieira Branco, Carolina Salema e Jorge Medeiros.
A Câmara Municipal da Horta (CMH) e a Câmara de Comércio e Indústria da Horta (CCIH) assinaram um protocolo de cooperação financeira no valor de 7.300 euros.
A CMH e a CCIH assinaram, no passado dia 6 de março, um protocolo de cooperação financeira, no valor de 7.300 euros, com o objetivo de realizar um trabalho conjunto, sobretudo, na área da formação e do empreendedorismo, com a realização de workshops e de promoção dos produtos locais.
Segundo, José Leonardo Silva, o protocolo cumpre “a intenção de trabalhar em conjunto com a CCIH, sobretudo na área da formação e do empreendedorismo.”
O edil avançou ainda que “vamos trabalhar no sentido de melhorar os procedimentos no Gabinete do Investidor e criar um Guia Municipal do Investidor, por forma a agilizar e simplificar todo o processo de investimento”.
Erasmus+ Semana de Intercâmbio em Iskenderun
A Escola Profissional marcou a sua presença mais uma vez numa semana de intercâmbio de estudantes no âmbito do projeto Erasmus+ Different Stars of the Same Stage entre 12 e 18 de fevereiro. Desta vez, os formandos viajaram até a cidade de Iskenderun na Turquia. Esta semana reuniu no continente asiático cinco países: Turquia, Itália, Roménia, Hungria e Portugal.
Durante esta semana, os formandos viveram o quotidiano dos seus parceiros, percebendo o seu modo de vida pessoal e escolar, interagindo com as suas famílias de acolhimento. A nossa Escola fez-se representar pelos formandos Diogo Ribeiro, Diogo Silva, Érica Neves e Miguel Pinto e pelas formadoras Paula Saraiva e Regina Pinto.
De regresso a casa, os participantes trouxeram lembranças de uns dias que definitivamente marcaram as suas vidas, uma vez que, por um lado, puderam aprender e perceber uma cultura diferente, bem como partilhar aspetos da nossa. Subiram ao palco para representar uma lenda do rei Midas e também para bailar e ensinar o nosso folclore.
Esta semana marcou o fim do encontro de alunos neste projeto. Em maio, os professores coordenadores das escolas parceiras reunir-se-ão na nossa Escola para proceder à avaliação do mesmo que termina em agosto deste ano. Neste projeto, com a duração de dois anos formativos, a Escola Profis-sional em parceria com a Câmara Municipal da Horta teve como grande objetivo permitir aos nossos jovens um alargamento dos seus horizontes e um incremento no seu sentido de pertença europeia. Os trabalhos que foram realizados no âmbito deste projeto serão dados a conhecer ao público em geral aquando da reunião transnacional que marcará o fim da implementação do projeto.
Ao longo destes dois anos, participaram nas semanas de intercâmbio quinze formandos e três professores. Estes momentos de encontro intercultural, permitiram igualmente um conhecimento não só de outras culturas mas um aprofundamento das nossas próprias tradições e da nossa história.
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Sofia Ribeiro na Escola Profissional da Horta
Sofia Ribeiro, eurodeputada ao Parlamento Europeu, esteve na nossa Escola a convite do Clube Europeu, no âmbito do projeto Escola Embaixadora do Parlamento Europeu. No Dia Internacional da Mulher, o tópico da conversa com os formandos foi a ‘Equidade de Género’, não só pela coincidência da comemoração, mas também por ser uma temática que foi debatida nas Escolas ao longo deste ano formativo no programa Parlamento dos Jovens. Baseando-se em dados estatísticos do Eurostat, Sofia Ribeiro registou que a desigualdade de oportunidades entre géneros subsiste nos nossos dias, sendo que apesar de terem mais qualificações do que os homens, as mulheres raramente chegam a cargos de topo. Em Portugal, apenas 7,1% das mulheres alcança cargos de liderança, uma média inferior à taxa da UE, 16,6%, a qual se encontra ainda muito aquém do equilíbrio de género. No que concerne à média salarial, as mulheres continuam a auferir em média menos 13% do que os homens em situações laborais idênticas. Para além disso, as mulheres estão sub-representadas na maioria dos cargos de investigação, engenharia e gestão, facto que poderá ter repercussões na sua empregabilidade no nosso mundo que apresenta grandes desenvolvimentos na área da automação, da robótica e da inteligência artificial.
Sofia Ribeiro definiu a Educação como a peça chave para a eliminação das desigualdades entre géneros, defendendo que a UE deve criar todas as condições de acesso à educação de modo a combater precocemente preconceitos e estereótipos que ao longo da vida poderão ser potenciadores de abusos da mais variada ordem. Frisou ainda que é preciso lutar por aquelas mulheres ‘de quem ninguém ouve falar, a vítima do sistema’.
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Oferta formativa para o ano formativo 2018/2019
A Escola Profissional da Horta reuniu no passado dia 23 de fevereiro o Conselho Consultivo para definir a oferta formativa para o triénio formativo 2018/2021.
Este Conselho reúne entidades externas à Escola, nomeadamente, Câmara Municipal da Horta, Câmara do Comércio, Instituto da Ação Social, Associação de Sindicatos, Escola Secundária Manuel Arriaga e a nível interno todos os orientadores de turma, coordenadores de curso, representantes de formandos e os representantes dos Encarregados de Educação. Por um lado, a Escola pretende aferir quais as necessidades reais de formação do nosso tecido empresarial e, por outro, o interesse dos próprios jovens.
O Conselho Consultivo, fundamentando a sua proposta de formação a iniciar no próximo ano formativo no Estudo das Necessidades de Formação Profissional das Empresas realizado pelo Observatório Regional do Emprego e Formação Profissional, apostando na diversidade da oferta formativa, nas infraestruturas da Escola, no elenco disciplinar, no nível de empregabilidade, na idade e género dos formandos, na atratividade dos cursos, indicou dois cursos nas áreas de formação mais carenciadas na ilha do Faial, em conformidade com o Estudo supra mencionado> Comércio e Segurança e Higiene no Trabalho. Sendo assim, a Escola profissional da Horta pretende iniciar no próximo mês de setembro o Curso Técnico/a de Comuni-cação e Serviço Digital e o curso Técnico/a e Segurança e Higie-ne no Trabalho.
Parlamento dos Jovens 2017/2018
No passado dia seis de março teve lugar mais uma edição do programa do Parlamento dos Jovens, este ano subordinado ao tema Igualdade de Género. Participaram no círculo dos Açores, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, 37 escolas do ensino regular e profissional, entre as quais a Escola Profissional da Horta. A nossa escola fez-se representar por duas formandas dos cursos Técnico de Animador Sociocultural e Técnico de Informação e Animação Turística, respetivamente Mariana Fortuna e Iara Lima.
O tema em debate nesta edição é crucial na medida em que não é aceitável que em pleno século XXI, sobretudo as mulheres, ainda estejam sujeitas a atos de discriminação, intolerância e desigualdade relativamente ao sexo oposto. Assim, é necessário que desde logo se comecem a preparar e a elucidar as gerações mais jovens para esta problemática.
A primeira fase do programa do Parlamento dos Jovens decorreu na escola durante o primeiro período formativo e o início do segundo período. No decorrer desta fase um grupo de formandos organizou-se e formou uma lista candidata que se dedicou a várias pesquisas sobre o tema a debate no sentido de construir um projeto de recomendação que incluísse até três medidas. Durante a primeira fase foram realizadas eleições e uma sessão escolar que serviu para eleger os deputados efetivos que participaram na sessão regional, bem como para votar o projeto de recomendação final da escola. As três medidas votadas para serem discutidas e apresentadas pela Escola Profissional da Horta na sessão regional prendem-se com a proibição da diferença salarial existente entre homens e mulheres; o incentivo à participação da mulher na vida política; e a criação de legislação que proteja as famílias e as empresas no que concerne a subsídios de maternidade e paternidade.
Apesar de as deputadas da nossa escola não terem sido eleitas para representar o círculo dos Açores na Assembleia da República no próximo mês de abril, a experiência foi sem dúvida muito enriquecedora para as jovens participantes que desempenharam as suas funções com muita responsabilidade, idoneidade e motivação.
Projetos desta natureza contribuem grandemente para o desenvolvimento de algumas das competências mais necessárias para o sucesso dos nossos formandos, tais como: a autonomia, o espírito crítico e a responsabilidade. A participação nestes projetos permite-lhes trabalhar capacidades de argumentação e de liderança desenvolvendo-as a nível pessoal e profissional.
Estes programas extracurriculares são de extrema importância visto que promovem a educação dos jovens para a cidadania motivando-os para a participação cívica e para o debate de temas da atualidade.
Na sequência das acusações da Coligação Acreditar no Faial, após uma visita às ruas do Algar, Courelas e Lameiro Grande, na freguesia da Feteira, o vice-presidente da Câmara num comunicado enviado às redações lamentou “a falta de seriedade e a demagogia com que os vereadores da Coligação abordam assuntos que afetam, diariamente, a população do concelho”.
A este respeito Luís Botelho salientou que a “Câmara Municipal está disponível, como sempre esteve, para encontrar soluções que permitam solucionar estas e outras questões”.
Na reunião camarária que decorreu na passada quinta feira, nos Paços do Concelho, o vice-presidente da Câmara lamentou a “a falta de seriedade e a demagogia com que os vereadores da Coligação abordam assuntos que afetam, diariamente, a população do concelho”.
A acusação surgiu na sequência das declarações dos vereadores do PSD/Faial na CMH, relativamente, ao mau estado das vias municipais, após uma visita às ruas do Algar, Courelas e Lameiro Grande.
A este respeito Luís Botelho salientou que a autarquia “está disponível, como sempre esteve, para encontrar soluções que permitam solucionar estas e outras questões”, considerando que “só pode exigir urgência na asfaltagem de três arruamentos específicos quem se imiscui de apresentar soluções para um universo mais alargado de intervenções que esta Câmara Municipal considera urgentes e para as quais tem procurado alternativas”.
Sobre este assunto, o vice-presidente lembrou que a vereação da Coligação não apresentou “soluções viáveis”, no âmbito da preparação do Orçamento da Câmara, “que resolvessem as necessidades de investimento na rede viária municipal, optando pela solução mais fácil de pedir urgência e se mostrarem preocupados”, enquanto, pelo contrário, o executivo camarário, “incluiu no orçamento para o corrente ano uma medida, que implica a gestão de um fundo municipal de investimento direto na melhoria da rede viária municipal”, resultante das verbas provenientes de receitas da DERRAMA e do IMI, como uma solução para resolver o problema.
Botelho tem consciência que com esta solução “não estão solucionados todos os problemas”, adiantando que, nesse contexto, o Presidente da Câmara apresentou uma proposta junto da Associação Nacional de Municípios Portugueses, para “inclusão do investimento em estradas na futura alteração aos fundos de financiamento” com vista a resolver o problema “criado pelo Governo da República da Coligação PSD/ CDS-PP que retirou esse acesso às Câmaras no contexto do atual programa comunitário”, lembrou.
O vice-presidente da Câmara não aceita que “se continue a insinuar que quando houve financiamento para estradas a Câmara Municipal não o soube aproveitar”, quando, foi criticada, pela Coligação de criar vários “blocos” de empreitadas de reabilitação de estradas”, que permitiram melhorar “mais de 50 arruamentos, na ilha do Faial, nos últimos quatro anos”.
A finalizar, Botelho esclareceu ainda que o município, através do Serviço Municipal de Proteção Civil e Operações de Emergência, realizou em novembro último, uma visita àquela freguesia, acompanhado elenco da junta, da qual resultaram várias intervenções em situações de risco, não tendo sido na ocasião “reportada ou identificada”, pela Junta, qualquer situação nas vias em causa.
Para o vice-presidente, é importante que “haja lealdade política entre órgãos autárquicos”. “É isso que as pessoas esperam das instituições e de quem as governa”, concluiu.
Os vereadores da Coligação Acreditar no Faial, num comunicado enviado às redações acusam a Câmara de “ofender a inteligência dos faialenses ao culpar terceiros pelo estado da rede viária após 28 anos de governação socialista”.
A acusação surge em resposta a uma reação do vice-presidente da câmara às declarações proferidas pela Coligação Acreditar no Faial, após uma visita às ruas do Algar, Courelas e Lameiro Grande, na freguesia da Feteira.
Em resposta a um comunicado do Executivo Socialista da Câmara Municipal da Horta, que acusa os vereadores da oposição de “falta de seriedade e lealdade” ao denunciarem o mau estado da rede viária do Faial, os vereadores do PSD eleitos pela coligação Acreditar no Faial, criticam “a postura prepotente e antidemocrática assumida pela maioria socialista perante a oposição na autarquia e o executivo da Junta de Freguesia da Feteira”.
No entender dos vereadores desta força política em democracia deve ser “respeitada a oposição, bem como os órgãos de todas as autarquias locais, independentemente da cor partidária”. Para Carlos Ferreira, Sandra Goulart e Estevão Gomes este é um “princípio nuclear com o qual a maioria socialista na Câmara Municipal da Horta não consegue conviver, atacando todos os que ousam questionar a governação ou defender ideias diferentes”, consideram.
“É também por esta postura antidemocrática e de ataque ao livre pensamento, à discussão de novas ideias e ao empreendedorismo privado, que ao fim de 28 anos de governação, o Faial perdeu influência no todo regional, perdeu capacidade de desenvolvimento e perdeu infraestruturas importantes, com a cumplicidade daqueles que, nesta ilha, se preocupam mais com os seus próprios interesses do que em lutar pelo desenvolvimento coletivo”, defendem.
No que se refere ao estado das estradas, a Coligação adianta que basta comparar a rede viária da ilha “com outras ilhas bem próximas para se perceber o que foi feito por outras autarquias, e o que não foi feito nesta ilha”.
No que respeita ao atual quadro comunitário de apoio, a Coligação Acreditar no Faial avança que “não se conhece qualquer palavra na altura em que foi negociado, quer da autarquia, quer da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores, de que o Presidente da Câmara da Horta era na altura vice-presidente. Aliás, do conhecimento público foram os elogios do Presidente do Governo Regional dos Açores a essa mesma negociação”, recorda.
Para esta força partidária, com esta postura “a maioria socialista que governa a Câmara Municipal da Horta há 28 anos ofende a inteligência dos faialenses ao culpar terceiros pelo estado da rede viária”, acrescentando a este respeito que “os faialenses começam a perceber que, quando este executivo é incapaz e inerte, preocupa-se mais em arranjar culpados do que soluções”.
“Remeter a origem de todos os nossos problemas para o anterior Governo da República, começa a ser uma estratégia gasta”, considera a Coligação, registando que “o executivo camarário que há quase três décadas é dominado pelo PS/Faial e que se escuda em quatro anos de Governo PSD/CDS, é sem dúvida um executivo que pensa mais na 'batalha politica' do que nas soluções para os problemas e no futuro desta ilha”, concluem.
O Secretário Regional da Agricultura e Floresta reuniu esta semana com a Direção da Jagrifa – Associação de Jovens Agricultores do Faial para analisar e avaliar o sector do leite da ilha.
Decorreu, na passada terça-feira, uma reunião entre o Secretário Regional da Agricultura e Floresta, João Ponte, e a Direção da Jagrifa com vista a debater os problemas da fileira do leite e de soluções para aumentar a produção de leite na ilha.
“Estivemos a fazer uma avaliação do setor do leite aqui na ilha do Faial e, naturalmente, a primeira conclusão importante que se tirou é que para garantir a sustentabilidade do setor leiteiro aqui na ilha do Faial é preciso que haja um aumento da produção do leite”, avançou João Ponte ao Tribuna das Ilhas.
O secretário explicou que “os atuais níveis de produção que andam por volta dos 12 milhões de litros por ano, não são suficientes para rentabilizar” a unidade fabril da ilha, a Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial.
O detentor da pasta da agricultura defende que os agricultores têm de “perceber que para garantir a sustentabilidade desde sector aqui na ilha do Faial” o seu contributo é fundamental e, por isso, têm de produzir mais leite e que a fábrica tem de “por um lado criar incentivos” e por outro “apostar e redirecionar para outro tipo de produto que não o queijo barra” admitindo que “muitas vezes é mais fácil dizer do que fazer”.
João Ponte salientou que “é nestes dois vetores que temos de atuar” porque apesar de produzirmos 12 milhões de litros de leite por ano, a região produziu mais de 611 milhões em 2017.
Para o governante, a fileira do leite é de grande “importância para a economia do Faial, desde a CALF pelos postos de trabalho que gera”, passando pelos próprios agricultores, por toda a “economia que gira à volta do sector leiteiro ao nível de fatores de produção, ao nível de pequenas empresas” e também pela exportação, lembrando também as ajudas económicas do POSEI e do PRORURAL+ que contribuem para as explorações.
Da parte do Governo temos acompanhado, temos apoiado, mas também nos cabe esse trabalho de sinalizar, de encontrar formas de encontrar caminhos e é isso que estamos a fazer com as associações e com a CALF”, rematou João Ponte.
Por sua vez, Hélder Silva da Jagrifa, afirmou que “os agricultores veem a fileira do leite como muito mal encaminhada” e que “estão desmotivados, a produção não cresce, está sempre mais ou menos estagnada” e que o facto de o preço do leite no Faial ser o mais baixo dos Açores os desmotiva ainda mais.
O Grupo Aeroporto da Horta está a preparar mais uma manifestação junto da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA). O motivo prende-se com a eventual redução de lugares e de voos para o Faial por parte do Grupo SATA.
Segundo Dejalme Vargas, o Grupo do Aeroporto da Horta, vai também entregar aos partidos com assento parlamentar um manifesto reivindicativo de melhores acessibilidades ao Faial.
O Grupo Aeroporto da Horta vai promover, quarta-feira, dia 21 de março pelas 18h30, uma manifestação em frente à ALRAA, durante os trabalhos parlamentares, que decorrem no Faial na próxima semana.
Em causa está uma possível redução de cerca de 12 mil lugares nos voos inter ilhas da SATA Air Açores e da Azores Airlines, para o Faial no verão IATA 2018.
Ao Tribuna das Ilhas o líder do grupo Dejalme Vargas, explicou que “os horários disponibilizados indicam uma redução de cerca de 11 mil e 900 lugares com o suprimento de três voos inter ilhas, nomeadamente, o voo SP 442 das segundas e quintas e a remoção do voo SP482 às quartas nos meses de abril, maio e outubro e a utilização do equipamento DASH Q 200 em detrimento do DASH Q 400”.
Segundo o representante do grupo “isto significa uma redução inter ilhas de 3 842 lugares, que ida e volta dá 7 600”, revela Dejalme Vargas, lembrando que “no ano passado inter ilhas tivemos 85 600 lugares disponíveis e este ano estão programados 81 700 e na rota da Azores Airline temos uma diminuição significativa. O que está previsto são 9 voos que representa uma diminuição de 11 mil lugares”, avançou.
“Não podemos aceitar. Para nós isto representa uma afronta quando se fala do crescimento do turismo”, desabafa o líder da manifestação popular.
Para Dejalme Vargas é “incompreensível” que a poucos dias de se oficializar o verão IATA 2018 o Grupo SATA ainda “não tenha os seus horários definidos, enquanto que a maioria das companhias europeias já estão a definir os horários para o verão IATA 2019”, revelou, lembrando que as “pessoas marcam as suas férias com antecedência, nomeadamente nos meses de outubro, novembro e dezembro e nesta altura ainda não há uma decisão”.
“Depois é fácil dizer que os nossos voos não estão cheios”, afirmou o líder do grupo, acusando o governo e a SATA de não fazerem uma promoção atempada do destino e de “descriminarem” o Faial.
A este respeito o porta voz do grupo considerou que desde que a SATA está “à frente desta rota tem vindo a decrescer a qualidade da oferta, apesar de dizer que está a fazer o mesmo que a TAP e a disponibilizar o mesmo número de lugares”.
De acordo com Dejalme Vargas “as ligações que são feitas são penalizadoras”. “Enquanto a TAP nos colocava 14 voos por semana, um voo de manhã e um voo à tarde possibilitando que os fluxos que chegavam a Lisboa de uma forma ou de outra conseguissem apanhar ligação para os Açores no próprio dia a SATA com os horários que tem para o Faial, na maior parte dos dias com os voos a sair de Lisboa às 6h00 da manhã, não permitem o aproveitar esses fluxos”. Segundo o representante do Grupo “isso implica mais uma noite de estadia em Lisboa, mais um jantar, mais táxis, o que na contabilização da planificação das férias numa família de 4 pessoas por exemplo, significa mais dinheiro, que na altura de decidir o destino opta por outro destino com voos de manhã, à tarde e à noite, como é o caso de Ponta Delgada”, denunciou.
“Os horários da SATA não estão feitos para promover as outras ilhas, estão feitos de forma a que se tenha de ficar pelo menos uma noite em São Miguel”, entende o líder do movimento pelo Aeroporto, defendendo que “ao longo destes anos o grupo tem pressionado quer publicamente quer através de outras formas as entidades” no sentido de solucionar esta realidade.
Dejalme Vargas confessa que esperava que o grupo de trabalho da Câmara Municipal da Horta, trouxesse uma nova força ao processo, “mas até hoje não houve qualquer resposta”, para o porta voz “dá a sensação que a Câmara, avançou e apresentou o projeto e lavou as mãos e que o trabalho deles está feito”, frisou.
A este respeito Dejalme Vargas, diz-se “dececionado” com as forças vivas da ilha, acusando-as de andarem a “reboque” do grupo.
“Nós estamos a trabalhar num logotipo para o grupo e acho que a imagem vai ser um reboque, uma vez que as tomadas de posição do PS/Açores, da Câmara Comércio e Indústria da Horta, e até da CMH vão a reboque do nosso grupo”, sustentou.
“Nós ficamos contentes, mas achamos que a via deveria ser outra, eles é que deveriam contactar pessoas, é que estão perto dos governantes, deveriam ler os números com antecedência, ter conhecimento do que está a ser projetado, reunir e exigir uma postura atempada sobre estas posições, pressionar de forma que nós não estejamos nesta altura a fazer contagens de números para saber se temos mais voos e mais ou menos gente”, defendeu.
Em relação à operação da Ryanair no Triângulo o grupo entende é bem vinda e lamenta que só agora o governo tenha tomado essa decisão.
“Nós temos excelentes números de turismo ao nível de alemães, holandeses, aliás tínhamos melhores números do que o Pico e o governo e a ATA colocaram o voo charter no Pico. Tínhamos melhores números de turistas alemães do que a Terceira e o governo colocou um charter na Terceira. O Triângulo tem melhores números do que a Terceira em termos do turismo espanhol e o governo e a ATA mais uma vez colocaram outro voo naquela ilha”, acusou.
Para o Dejalme Vargas a Horta reúne todas as condições para capitalizar esta operação. “Temos um aeroporto que tem o sistema RISE na pista, o sistema Grooving, um serviço de estrangeiros e fronteiras na ilha, um Hospital central, serviços de controladores aéreos, uma hotelaria a crescer, a restauração que deu um salto, ou seja, temos todas as condições e penso, portanto, que temos um aeroporto que deveria ser escolhido para essa operação”, disse.
Quanto à questão da privatização da SATA o porta voz do grupo afirma que após “a privatização a SATA nunca mais vai ser a mesma”, mas acredita que quem comprar a transportadora aérea regional ao analisar os números vai perceber que a “ligação ao Faial é rentável, que tem uma taxa de ocupação de 73% que movimenta pessoas e que por isso tem de ter outra visão”, salientando, neste contexto que “a SATA não tem sabido corresponder aos desafios da ilha do Faial e dos faialenses”.
A finalizar Dejalme Vargas disse esperar reunir nesta manifestação mais pessoas do que na última, de forma a “mostrar que os faialenses estão com a causa e neste caso concreto contra a redução de voos que vai afetar toda a agente”. A par da manifestação o grupo vai ainda entregar ao governo e aos partidos políticos um manifesto reivindicativo de melhores acessibilidades ao Faial.
De salientar também que o Grupo pelo Aeroporto da Horta, juntou cerca de 400 pessoas, em setembro de 2016, em frente à sede do parlamento dos Açores reivindicando a ampliação da pista do Aeroporto da Horta.
Tribuna das Ilhas, procurou esclarecer esta situação junto do Presidente da SATA, mas a resposta que obteve do porta voz da transportadora aérea açoriana foi: “estando prevista a presença do Sr. Presidente da SATA em sede da Assembleia Regional, não se nos afigura recomendável, neste momento, efetuar quaisquer declarações”.
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Manifestação pelo aumento da pista do Aeroporto da Horta, organizada em setembro de 2016 pelo Grupo Aeroporto da Horta juntou cerca de 400 pessoas
A direção da Câmara do Comércio e Indústria da Horta – CCIH, anunciou que vai exigir ao governo e ao grupo SATA o aumento do número de voos e de lugares disponíveis, na operação verão IATA 2018 para o Faial.
Os empresários da Mesa do turismo, estão também “altamente” preocupados com a sustentabilidade e a rentabilidade dos seus negócios por isso vão reivindicar, junto do poder político, que seja “adequada” a oferta à procura nas ilhas do Triângulo e das Flores e Corvo.
A CCIH garantiu que vai exigir ao governo e à SATA que proceda ao aumento das ligações e consequentemente ao número de lugares, na programação de verão 2018 para a Horta.
Numa conferência de imprensa, realizada na manhã de sexta-feira, dia 9 de março, na sede da instituição na Horta, Francisco José Rosa, afirmou que a “CCIH vai exigir ao governo e ao poder político que haja uma adequação da oferta à procura que existe neste momento para o destino das ilhas do Triângulo e das ilhas de sua intervenção”, nomeadamente as Flores e o Corvo.
O representante da CCIH, adiantou que embora ainda não sejam conhecidos os horários de verão da companhia área regional, tem conhecimento que está prevista uma redução do número de voos e lugares para a ilha do Faial.
Neste contexto, o empresário defendeu que “o governo enquanto principal acionista da SATA e da Azores Airlines, tem que intervir junto da administração no sentido de que haja um aumento de frequências, de lugares disponíveis, e um aumento da operação diária na época alta e que esta se estenda inclusivamente à altura noturna”, viabilizando desta forma “a chegada no mesmo dia ao destino para quem quiser aceder ao destino Horta, Pico ou Flores e Corvo”, reforçou.
Os empresários exigem que haja ainda uma mudança de atitude no que há promoção do destino diz respeito. Segundo Francisco José Rosa, “o dinheiro que é investido em termos de promoção, que não é pouco, é do erário público e de todos os contribuintes, tem sido promovido só num sentido ou em dois sentidos” e não de acordo com o previsto na Autonomia “de distribuição pelas ilhas”. “Neste momento, o que se verifica é que existe uma concentração de promoção demasiada em certos destinos. Os Açores são nove ilhas e o Triângulo tem de ser entendido como uma unidade”, entende.
Francisco Rosa, lembrou ainda que apesar da oferta de camas ter aumentado consideravelmente na ilha nos últimos anos, resultado do investimento privado, não foi acompanhada pelo crescimento das dormidas, devido às restrições nas acessibilidades.
“Estas exigências não são feitas de ânimo leve”, disse o empresário, salientando que “o número de camas aumentou a uma proporção superior áquilo que foi o aumento das dormidas”.
Francisco Rosa avançou ainda que “os empresários do turismo estão seriamente preocupados que os imensos cancelamentos verificados em 2017, sejam repetidos em 2018” e por isso receiam não “conseguir rentabilizar os seus negócios”.
Também Paulo Oliveira, membro da Mesa do Turismo e empresário, não poupou criticas ao governo e à operação da SATA, denunciando que a companhia aérea regional está mais preocupada em “estudar” novos mercados do que em servir melhor os açorianos, nomeadamente as ilhas do Triângulo.
“A administração da SATA vai estudar o mercado da Madeira, está a estudar o mercado de Cabo Verde. Mas este mercado que está debaixo dos olhos e que eles vêm cá todos os meses ao parlamento parece não querer estudar”, afirmou o empresário reforçando que “para aqui nunca há aviões, nem para o Faial nem para o Pico”, disse.
Quanto à possibilidade da Ryanair passar a voar também para o Triângulo, a Mesa do Turismo considera como positivo, na medida em que representa “mais gente a chegar a estas ilhas”, defendendo que “o Aeroporto da Horta tem condições quer técnicas, quer de segurança para que essa operação se realize”.
Francisco Rosa, recordou que desde que esta direção da CCIH tomou pose, tem promovido várias reuniões com partidos políticos, com a autarquia, com o governo, com a Administração da SATA e com a ANA, colocando em cima da mesa as suas preocupações, sem no entanto, obter respostas.
“Em todas essas reuniões foram postas em cima da mesa todas as propostas que nós tínhamos, foram apresentados os constrangimentos, e as dificuldades que temos em termos empresariais e o que aconteceu é que nos foram pedidos prazos para algumas respostas, nomeadamente por parte da SATA”, revelou o empresário, adiantando ainda que “passaram os prazos e como é público a operação de verão ainda não está definida”, lembrou.
No que se refere ao aumento da pista do Aeroporto, Francisco Rosa, avançou que não está, neste momento, nem da parte do governo Regional, nem da parte do governo da República “previsto qualquer investimento”. “Não existe programação nenhuma, nem sequer está equacionada em termos orçamento essa obra, da mesma maneira que as rezas, as seguranças que toda a gente fala de que a ANA tem obrigação em termos de contrato, que tem um prazo até 2024 para as resolver, ou seja, nem a curto prazo teremos melhorias em termos de segurança”, sustentou.
Na sequência das informações vindas a publico que apontam para uma possível redução do número de lugares e de ligações na operação verão IATA para o Faial, o Grupo Parlamentar do PS/Açores anunciou que vai requerer uma audição, com carácter de urgência, na Comissão de Economia do Presidente da SATA.
Segundo Tiago Branco esta audição pretende que o presidente do Conselho de Administração do Grupo SATA, Paulo Menezes, esclareça os deputados sobre a programação dos voos para a operação verão IATA no Faial.
Para o deputado socialista “é importante que o Presidente do Conselho de Administração da SATA possa ser ouvido e possa confirmar as rotas que vão ser operadas e as ofertas disponíveis nas ligações de e para a ilha do Faial”, afirmou.