Tribuna das Ilhas

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29
setembro

Câmara cede terrenos para a construção do Centro Intergeracional da Feteira

Escrito por João Paulo Pereira

A Câmara Municipal da Horta aprovou, na passada semana, a celebração de um contrato de comodato, com a Casa do Povo da Feteira, tendo em vista a construção do futuro Centro Intergeracional da Feteira.

Através do referido contrato, o Municipio transfere para aquela Instituição Particular de solidariedade social, um prédio urbano e dois prédios rústicos, adquiridos na Rua da Igreja e na Laginha, na freguesia da Feteira, para que possa ser construído aquele moderno equipamento social, em articulação com a Secretaria Regional da área.
Este equipamento vem complementar a rede de equipamentos sociais, no concelho da Horta, tendo sido já entregue, na autarquia, o respetivo projeto para efeitos de licenciamento.
O futuro Centro Intergeracional da Feteira vai albergar, para além de áreas destinadas a atividades para idosos, jovens e crianças, local para sede da Junta de Freguesia e salão para atividades, na freguesia.
Esta é uma obra há muito aspirada pelo feteirenses.

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29
setembro

Governo vai formar 60 novas amas para trabalhar na Região

Escrito por SG/GACS

O Presidente do Governo anunciou esta semana que, até ao final deste ano, vai dar início a uma formação nas ilhas de São Miguel, Pico, Faial e Terceira que irá permitir a 60 novas amas iniciar a sua atividade nos Açores.

Segundo Vasco Cordeiro esta ação possibilita ainda disponibilizar cerca de 240 vagas para crianças das ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Pico.
Segundo Vasco Cordeiro a “área do apoio à infância e à juventude assume uma importância estratégica para o Executivo, através de uma política de respostas sociais destinada a criar as condições para que cada criança e cada jovem, de todas as ilhas e em igualdade de circunstâncias, possa progredir ao nível cognitivo, pessoal e social”.
Neste contexto, o Presidente do Governo lembrou que, “no ano de 2016, foram investidos mais de 32 milhões de euros no funcionamento e na requalificação da rede de respostas sociais nesta área em todo o arquipélago, desde creches, jardins-de-infância, centros de atividades de tempos livres e centros intergeracionais”.
“O panorama da Região neste domínio é o de termos cerca de 300 respostas sociais na área da infância e da juventude, espalhadas pelos 19 concelhos, com uma capacidade instalada de cerca de 13 mil vagas nas suas variadas valências”, avançou.
De acordo com Vasco Cordeiro, este esforço tem tido seguimento neste ano, em que estão em curso cerca de 12 milhões de euros de investimento na requalificação e construção de novas creches e jardins-de-infância nas ilhas de São Miguel, Faial, Corvo e Terceira, equipamentos que vão, também, dar um “forte contributo para a coesão social e territorial da Região”.
Segundo disse o governante, para além da componente do investimento público em infraestruturas, o Governo dos Açores tem desenvolvido um conjunto de medidas e de políticas de apoio às crianças e aos jovens do arquipélago. 

“Temos vindo a aumentar gradualmente o número de dinamizadores, que passaram para um total de 160, alargamos a mais ilhas o Programa de Educação Parental e operacionalizamos o Comissariado dos Açores para a Infância”, entre outras medidas, referiu Vasco Cordeiro.

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29
setembro

Subidas diárias ao vulcão dos Capelinhos vão passar a ser limitadas

Escrito por SG

O Governo Regional dos Açores, anunciou que vai limitar as subidas diárias ao Vulcão dos Capelinhos.

O objetivo segundo o executivo açoriano é preservar o património geológico e garantir a segurança dos visitantes

“A partir do ano que vem vamos implementar uma portaria em que a subida ao vulcão dos Capelinhos será controlada pelo parque natural, à semelhança do que é praticado no Pico. As pessoas vão ter que subir ao vulcão com visita acompanhada por um guia certificado, como sucede na Caldeira do Faial”, avançou à agência Lusa o diretor do parque natural da ilha, João Melo.
Esta medida, de acordo com o diretor do Parque Natural do Faial, prende-se sobretudo com a “estratégia de conservação do património, quer natural, quer geológico” da Região, sendo que a preservação do património geológico passa muito pelo “controlo do visitante nas áreas nobres dos Açores”, explica o diretor do Parque Natural do Faial (PNF).
Por outro lado, esclarece ainda João Melo, tem também as questões de segurança. “Outra situação é a segurança das pessoas, que estão a subir a um território pouco consolidado, com arribas frágeis que podem facilmente cair e devem ser guiadas para fugir destes perigos”, adiantou.
Para o diretor do PNF esta medida “irá permitir menos pisoteio, menos erosão”, ressalvando no entanto, que tal “não significa estabilização completa daquele território”.
Segundo o responsável, “a capacidade de carga máxima de referência para o percurso é de 50 visitantes diários, podendo ser reduzida ou aumentada até 25% em função do estado do trilho e das condições meteorológicas”, esclarece.
Com esta medida o Vulcão dos Capelinhos junta-se assim, à Caldeira do Faial, à montanha do Pico e ao ilhéu de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, que atualmente já funcionam com limites diários de acesso. 

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29
setembro

José Leonardo apresenta mais uma vez projeto da Frente Mar

Escrito por João Paulo Pereira

O candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal da Horta, José Leonardo realizou no passado sábado uma acção de campanha junto à Rosa do Ventos, onde apresentou a sua proposta para a Frente Mar da cidade da Horta, proposta essa que corresponde e coincide com o projeto que é propriedade da Câmara Municipal da qual é ainda presidente.

José Leonardo Silva, candidato do Partido Socialista à Presidência da Câmara Municipal da Horta apresentou, no passado sábado, numa acção de campanha, a sua proposta para a Frente Mar da cidade da Horta e para a sua reabilitação urbana, projeto esse que é propriedade da Câmara Municipal a que preside.
Nessa acção de campanha, apresentou as seis fases de execução do projeto da Frente Mar salientando que “é um projeto que enquadra 46 projetos globais onde se vai fazer uma intervenção desde a Igreja das Angústias até à Alagoa, uma intervenção em todas as zonas”.
Segundo José Leonardo, este “foi um processo aberto onde houve um concurso público, onde concorreram empresas nacionais e onde foi criado um júri, tendo ficado uma empresa encarregue de desenvolver o projeto”.
“É um projeto para os nossos filhos e netos” disse o candidato, destacando que “é um projeto que é a maior intervenção desde o 25 de Abril na cidade da Horta, e é um projeto que vai ser apresentado, ou melhor, já foi adjudicada a 1.ª intervenção no valor de € 1.400.000,00”.
Para Leonardo, não fazendo distinção entre aquilo que a sua candidatura pretende e aquilo que o Município tem em projeto para lançar o procedimento, “nós temos os valores, as datas, o que nós pretendemos fazer, este projeto vai abrir cada vez mais a cidade e abrir a nossa marina à cidade”. Referindo-se em concreto ao projeto da Câmara Municipal da Horta, o candidato destacou que “onde nós estamos ficará uma grande praça, passando a Avenida para junto das casas, é uma forma muito diferente de nós encararmos, estamos a trabalhar para ter estacionamento noutro local, qualificar e melhorar as acessibilidades também para as pessoas que têm deficiência e, portanto, vai mudar a nossa cidade e ditar alguns dos nossos hábitos”.
Quanto à primeira unidade de execução já foi adjudicada, com obras na Igreja das Angústias, no Largo do Infante e equipamento relacionado com o Turismo, no valor de € 1.400.000,00, “devendo a obra ser realizada em 2017 e 2018”, afirmou peremptoriamente José Leonardo.
A segunda unidade de execução - Rua Vasco da Gama, Porto de Santa Cruz, Rosa dos Ventos – custará € 2.905.483,47 e será executada nos anos de 2018 e 2019, bem como a intervenção na zona onde decorrer a apresentação e a entrada da antiga policia, e constituirá “uma nova zona na nossa cidade”.
Quanto à unidade de intervenção  n.º 3, José Leonardo salientou que decorrerá, para além de outros locais, entre a Avenida e a Travessa da Boa Viagem, que será requalificada e custará € 1.889.966,00 e será executada entre o ano de 2019 e 2020, enquanto que a unidade de execução quatro terá um custo de € 1.767.776,50 e decorrerá nos anos de 2020 e 2021. O candidato a presidente do Município abordou ainda as unidades de execução cinco e seis que serão executadas entre os anos de 2021 e 2023.
Segundo José Leonardo que afirmou aos presentes que “tem uma estratégia e sabe qual o caminho que quer seguir no futuro, este planeamento, esta estratégia para o próximo mandato integra-se no PIRUS”.
Por último, o candidato salientou que “este projeto passou por todas as freguesia e teve mais de 1000 participações e que será para os nossos filhos e para os nossos netos, um projeto que marca a Câmara desde o 25 de Abril”.
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22
setembro

Descerrado busto em homenagem ao “Semilhas”

Escrito por João Paulo Pereira

Na passagem do primeiro centenário do seu nascimento, que ocorreu no passado dia 16 de Setembro, junto à sede do Angústias Atlético Clube, foi descerrado um busto em 

homenagem a Joaquim Teixeira, mais conhecido no mundo do futebol como “Semilhas”.

Com a presença do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol e de familiares do homenageado, foi descerrado no passado dia 16 de Setembro, junto à sede do Angústias Atlético Clube, um busto que presta uma homenagem a Joaquim Teixeira, mais conhecido no mundo do futebol como “Semilhas”.
“Semilhas” na sua ilha ou “Gasógenio” em Lisboa, foi um dos mais importantes futebolistas da década de quarenta, vestindo as cores do Sport Lisboa e Benfica, do Vitória Sport Clube e da própria selecção de Portugal.
Desde novo se destacou no Atlético, tendo sido transferido para o Benfica quando tinha pouco mais de 21 anos pela quantia de 2.500 escudos. Ajudou a conquistar a primeira Taça de Portugal para o clube da Luz em 39/40 e a primeira dobradinha do Benfica, Taça e Campeonato, na época de 1942/1943.
Para além de outras conquistas, merece destaque o facto de ter sido o melhor marcador do Benfica com 37 golos na temporada de 43/44 e de a 21 de maio de 1945 se ter tornado o primeiro internacional açoriano a vestir a camisola das quinas num jogo realizado na Suiça.
Joaquim Teixeira foi considerado como um dos 100 melhores jogadores de sempre que atuaram ao serviço do clube da águia. Além do Benfica envergou a camisola do Vitória, do Elvas CAD e do Almada AC.
Faleceu na freguesia dos Anjos, Lisboa, em 19 de Novembro de 1976.
Nesta cerimónia, usou da palavra um familiar do “Semilhas” que agradeceu a todos “a homenagem feita ao meu tio-avô”, e de uma forma especial a Dejalme Vargas que “após três anos de namoro à distância, uma vez que não o conhecia pessoalmente, fez com que eu hoje esteja aqui”.
De seguida, o Presidente da Junta de freguesia das Angústias realçou a “justa homenagem a Joaquim Teixeira, mais conhecido por Semilhas em termos locais e regionais”, na passagem do 1.º centenário do seu nascimento. José Costa destacou ainda o feito de ele ter sido “o primeiro açoriano a envergar a camisola da selecção nacional de futebol” e de, naquela época “ter sido uma referência para muitos jovens”.
Depois, tomou da palavra o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes que referiu que desde a primeira hora mostrou vontade e disponibilidade em vir a esta justa homenagem, pois tratava-se de um tributo “ao primeiro açoriano a envergar a camisola das quinas”.
“Na altura a transferência realizada do Angústias Atlético Clube para o Benfica terá custado cerca de 2.500 escudos”, disse, salientando que “Semilhas fez parte de uma geração da década de 40, juntamente com outros grandes jogadores portugueses como Peyroteu”.
Segundo o Presidente da FPF é fundamental que este seja “um exemplo para os jovens”, destacando neste capitulo a chamada à selecção sub-21 de mais um açoriano, o jogador do Sporting Iuri Medeiros. Por fim, disse que “podem contar comigo e com a Federação”, sendo a prova disso o facto de “esta ser a 3 ou 4 vez que estou na Horta”.
A terminar a cerimónia de homenagem, o Presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo salientou que “naquela altura não havia internet, televisão, ou redes sociais que ajudassem a cultivar a imagem das estrelas daquela época”. De acordo com Leonardo este jogador figura “entre os 15 melhores jogadores do Benfica de todos os tempos, sendo isso um motivo de orgulho para todos nós faialenses”.
“Este reconhecimento público representa o esforço de gerações de faialenses à frente de vários clubes que compõem a nossa Associação de Futebol da Horta e a aposta na formação para se chegar ao nível do Semilhas, concluiu. 

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22
setembro

Terceira edição do Triangle Trail Run Adventure em outubro

Escrito por SG/ATR

A terceira edição da Prova de trail running “Triangle Trail Run Adventure” regressa às ilhas do Triângulo em outubro.

O “Triangle Trail Run Adventure”, consiste numa prova de aproximadamente 100km, feita por etapas a realizar em três dias, nas ilhas do Triângulo e que irá percorrer os trilhos mais emblemáticos do Pico, São Jorge e Faial.
Esta prova, nomeadamente a 1.ª e a 2.ª etapa, conta para o PROZIS Campeonato Nacional de Ultra Endurance.

Decorre nos dias 6,7 e 8 de outubro, nas ilhas do Triângulo, Pico, São Jorge e Faial, mais uma edição do AzoresTrailRun® - Triangle Trail Run Adventure.
Esta aventura que faz parte do PROZIS Campeonato Nacional de Ultra Endurance, foi apresentada no final da semana passada em São Jorge, na presença do Diretor Regional do Turismo, Filipe Macedo. Trata-se de “um evento desportivo com grande potencial turístico”, uma vez que “permite conhecer as três ilhas do triângulo, no coração do arquipélago, convivendo com três realidades diferentes num curto espaço de tempo”, revela a organização.
O evento conta já com 150 participantes inscritos, de 7 nacionalidades, nomeadamente, da Alemanha, Bélgica, Canadá, Espanha, França, Reino Unido e Portugal, sendo que 100 deles estão inscritos na prova completa nas três ilhas.
Segundo Mário Leal, director de prova, “somos amantes da corrida na natureza, em montanha, mas somos antes de mais amantes do nosso arquipélago. O que queremos é oferecer a melhor experiência a quem nos visita, com a oportunidade única de conhecer em tempo recorde as três mais belas ilhas do grupo central, com paisagens e aspetos culturais distintos, que contribuem para a construção da imagem dos Açores como um destino de experiências vivas, ativo e único no mundo”.
O director de prova revelou ainda que os “atletas e amantes da modalidade” podem inscrever-se no percurso completo e “exigente” do Triangle Adventure nas três ilhas, ou optar por correr apenas uma ou duas das etapas, sendo que a 3ª etapa que decorre no Faial, faz parte do PROZIS Campeonato Nacional de Ultra Trail.

Verdadeira aventura no Triângulo
A aventura nas ilhas do Triângulo, começa no dia 6 de outubro, sexta feira, com os participantes partirem de barco do Faial rumo à ilha do Pico onde decorre primeira etapa “Da Vinha à Montanha” com uma extensão de 30km. Esta estapa tem o seu início no Porto da Madalena e termina no ponto mais alto de Portugal, a Montanha do Pico, com 2351m de altitude. Passa ainda pela Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, classificada em 2004 como Património da Humanidade, pela UNESCO
“Esta etapa permite algo único no nosso país, que é ir do mar até ao ponto mais alto de Portugal”, explica Mário Leal.
A segunda etapa decorre em São Jorge, no sábado. Nesta prova os atletas completam o “Trail das Fajãs”, também com uma extensão de 30kms, que termina na Fajã dos Cubres, eleita umas das 7 Maravilhas de Portugal.
O “Trail das Fajãs” percorre algumas fajãs da costa sul da ilha, onde se cultiva o inhame, a banana e o café (únicos lugares da Europa onde existe a produção de café devido à existência de microclimas favoráveis) e segue para o alto da colina para descer em direção às fajãs do norte, reconhecidas e classificadas pela presença de uma paisagem singular, como é o caso da Fajã da Caldeira de Santo Cristo.
A terceira e última etapa será a 8 de outubro, no Faial. O “Trail dos Vulcões” com 43 Kms atravessa a ilha terminando na cidade da Horta.
Esta etapa inicia-se no território mais jovem de Portugal, o Vulcão dos Capelinhos, autêntico cenário lunar e tem como linha de partida o Porto do Comprido à cota zero, sobe a península do Capelo onde atravessará 10 vulcões adormecidos, entrando na Levada. Após percorrer 9 Km desta levada, sobe ao ponto mais alto da ilha a Caldeira do Faial, percorrendo o seu perímetro. Daqui desce, por caminhos antigos, até à cidade da Horta, umas das mais belas baías do mundo. 

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21
setembro

Adjudicada 1.ª Fase da Empreitada da frente mar na Horta

Escrito por João Paulo Pereira

A Câmara Municipal da Horta adjudicou, no passado dia 14 de setembro, a empreitada da primeira unidade de execução da nova frente mar na Horta. A intervenção foi adjudicada pelo valor de 1 milhão e 400 mil euros, à empresa Pedro Serôdio Engenharia, Lda.

A obra inclui a intervenção no adro da Igreja das Angústias e no Largo do Infante, e a construção de um parque de estacionamento na cidade, localizado na Rua de São João.
A nova frente mar na Horta está articulada em cinco unidades de execução para garantir a funcionalidade da circulação citadina e menores transtornos a quem habita ou trabalha no centro, congregando, em termos de planeamento, 42 projetos específicos que vão requalificar e melhorar as acessibilidades e o espaço público da cidade da Horta. g

 

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21
setembro

Candidatos às 13 Juntas de Freguesia do Faial

Escrito por Susana Garcia

No próximo dia 1 de outubro decorrem as eleições Autárquicas 2017.
Os faialenses são chamados a votar para eleger o Presidente da Câmara, da Assembleia Municipal, e os Presidentes de Junta de Freguesia.
Tribuna das Ilhas dá a conhecer os candidatos às 13 freguesias da Ilha.

15
setembro

XVIII Dia da Freguesia dos Flamengos

Escrito por Susana Garcia
A Junta de Freguesia dos Flamengos assinalou nas 
comemorações dos 549 anos de existência da freguesia dos Flamengos, mais um Dia da Freguesia. 
Carlos Rita, presidente da autarquia, aproveitou para fazer um balanço do trabalho realizado nos últimos quatro anos, altura em que liderou o órgão autárquico.
 
A Freguesia dos Flamengos assinalou, no passado dia 7 de setembro, o XVII Dia da Freguesia. A Sessão Solene comemorativa do 18º dia da Freguesia dos Flamengos, decorreu no edifício polivalente da freguesia, integrada nas festividades em honra da padroeira Nossa Senhora da Luz, e foi presidida pelo Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, em representação do Presidente do Governo Regional dos Açores. 
No dia em que também se assinalou os 549 anos de existência da freguesia dos Flamengos, Carlos Rita, presidente da junta de Freguesia, aproveitou para fazer o balanço do trabalho realizado pela junta de freguesia dos Flamengos ao longo dos últimos quatro anos, em que liderou o órgão autárquico.
Carlos Rita salientou que apesar da crise económica e financeira que afetou todos o país, e também os órgãos autárquicos locais, mas que as dificuldades financeiras foram “o mote para racionarmos, planearmos e gerirmos melhor os recursos que estavam à nossa disposição” reforçando que durante o seu mandato tentaram fazer o que acharam ser melhor para a freguesia, ouvindo as pessoas e as instituições locais. 
Segundo o autarca local o apoio do Governo Regional dos Açores e da Câmara Municipal da Horta foi importante para levar a bom porto as intenções e os projetos da freguesia. Carlos Rita salientou, do trabalho realizado ao longo dos quatro anos, a aposta “clara” na recolha de lixo seletivo doméstico, com colocação de mais ecopontos, ações de sensibilização e recolha “quase porta-a-porta todos os dias”.
Destacou ainda as obras realizadas como o novo posto de saúde e secretaria da Casa do Povo, a construção do muro do cemitério, a construção do miradouro da Lomba da Cruz do Bravo, a construção da sala de reuniões da Assembleia e Junta de Freguesia, e um arquivo que segundo o autarca eram “instalações essenciais para o desenvolvimento de trabalho destes dois órgãos autárquicos”. Frisou ainda o avanço, através da SPRHI, das obras da requalificação da frente urbana da Arramada. 
Além destas, Carlos Rita, salientou o Centro Comunitário do Divino Espírito Santo, que já emprega 29 pessoas, e no qual foi inaugurado a creche durante o seu mandato, foi um projeto no qual a Junta de Freguesia se empenhou “grandemente” e que segundo o autarca é “uma mais-valia para a freguesia dos Flamengos e para a ilha do Faial”. Relembrou, também, que já foi efetuada a apresentação do projeto e lançamento da primeira pedra Centro de Convívio, obra que já está em execução.
Para o autarca estas são “obras estruturais e fundamentais para a nossa ilha” e concluiu dizendo que “é assim que trabalhamos, é assim que fazemos, com planeamento, rigor e muito trabalho”.
Na ocasião Carlos Rita confirmou a sua recandidatura à Assembleia de Freguesia dos Flamengos, pelo Partido Socialista, e referiu ser sua intenção continuar a levar “ avante” projetos que façam com que a freguesia dos Flamengos continue a ser o que merece, e anunciou que pretende requalificar a zona da ribeira que vai desde as Bicas ao Jardim Botânico  e que se faça a ponte entre esses dois locais e a Caldeira, pretendendo atraiar “ mais e melhor turismo. 
Na ocasião do XVIII Dia da Freguesia foram homenageadas três personalidades da Freguesia dos Flamengos. João Alberto Ferreira, proprietário da Auto Estrela Flamen-guense, Maria Luísa Correa, proprietária da mercearia local com o mesmo nome, e Maria da Conceição Duarte, uma das primeiras mulheres executantes da Filarmónica Nova Artista Flamenguense, e que completou 35 anos de músico da banda filarmónica. 
A Sessão Comemorativa terminou com um beberete e convívio de todos os convidados.
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16
setembro

O Gestor Público Regional e a Privatização da Azores Airlines

Escrito por João Paulo Pereira
Publicado em Editorial
Um dos temas mais em voga no seio da comunidade política é a reestruturação do setor empresarial regional. Aquando do debate do presente Orçamento Regional, o líder do PSD Açores, usando o relatório do Tribunal de Contas n.º 3/2016 – FS/SRATC, exigiu, em voz alta, a extinção da empresa pública SPRHI, SA., alegando o seu elevado nível de endividamento, a sua extrema dependência do financiamento bancário e a sua inclusão no perímetro do setor publico administrativo regional.
O calor do momento a isso obrigou, mas, desde essa altura até hoje, não mais ouvimos o líder do PSD Açores tomar posição acerca do assunto.
Só que o cerne da questão não é pedir a extinção desta ou daquela empresa. Nem a criação de um sistema de avaliação e desempenho dos gestores públicos.O ponto fundamental para onde deveria ter olhado o líder da oposição é este: quem é que efetivamente podeser gestor público, quais as suas capacidades e as suas habilitações literárias para assumir a gestão de uma empresa pública regional, o controlo de dinheiros públicos.
A lei nacional estabelece que “os gestores públicos são escolhidos de entre pessoas com comprovadas idoneidade, mérito profissional, competências e experiência de gestão, bem como sentido de interesse público e habilitadas, no mínimo, com o grau académico de licenciatura” (artigo 12.º, n.º 1 do DL 71/2007, de 27 de março). Por seu lado, a lei regional diz que “os gestores públicos regionais são escolhidos de entre pessoas com comprovadas idoneidade, capacidade e experiência de gestão, bem como sentido de interesse público” (artigo 12.º, n.º 1, do DLR n.º 12/2008/A, de 19 de maio).
À primeira vista parece que ambas as disposições são exatamente iguais. Mas não são.
Enquanto a legislação nacional estabelece a obrigatoriedade do gestor publico nacional ter como habilitações literárias, no mínimo, uma licenciatura, a legislação regional, talvez adaptada aos padrões regionais, não exige essas ou quaisquer outras habilitações.
Pois, é verdade, a legislação produzida na nossa Assembleia permite a um analfabeto, a quem tem o 4.ºano, o 9.º ano ou o 12.º ano de escolaridade poder ser nomeado administrador de uma empresa pública regional, a qualquer um sem quaisquer habilitações literárias poder aspirar a ser gestor público regional.
Como é que isto é possível? Como é que é possível que os sucessivos Governos Regionais, os diferentes líderes dos partidos da oposição tenham sempre fechado os olhos a esta questão fulcral para a boa gestão das empresas e não a tenha sequer debatido no parlamento regional.
Se hoje o Governo Regional está a definir novas orientações estratégicas para as empresas públicas regionais, se está a estabelecer um enquadramento mais exigente, transparente e eficaz, é esta a hora de alterar esta legislação, adaptando-a às imposições de um mundo empresarial cada vez mais global e orientado para a obtenção do lucro. 
Mais, é fundamental criar um mecanismo, um organismo independente, semelhante à CRESAP*, que avalie todos os candidatos a gestores públicos e decida se eles têm ou não capacidade para exercer o cargo. Só assim, com esse filtro, bastante apertado, é que se conseguirá tornar as empresas públicas rentáveis.
A prova desta urgente e necessária mudança está no trabalho desenvolvido pelas sucessivas administrações da nossa transportadora aérea regional, a SATA, que, com uma enorme divida, a colocaram em débil situação financeira e em eminente risco de colapso.
Foram essas administrações, escolhidas pelo poder politico, que ocasionaram ao longo dos anos o descalabro financeiro e estratégico da Azores Airlines.Não admira, por isso, que na última sessão plenária, Vasco Cordeiro tenha dito o que muitos já previam, a Azores Airlines vai ser privatizada, mas com uma nuance, a maioria do capital social irá ficar na esfera pública. 
Não parece crível que, assim, o parceiro estratégico queira entrar no capital de uma empresa altamente endividada, que pouco tem para oferecer, nem sequer os aviões, adquiridos em sistema de leasing. Sou adepto da privatização com a maioria do capital social entregue a privados, em que estes tomam as decisões, sem quaisquer interferências do poder político, apenas no interesse da empresa e dos seus acionistas, procurando a maximização do lucro. Veja-se o exemplo da TAP, agora privatizada, a bater recordes de transportes mensais de passageiros e taxas anuais de crescimento no mercado norte-americano na ordem dos 65%.
Quem falhou para não apostarmos na América do Norte? A resposta é óbvia.  
 
* Comissão de Recrutamento e Seleção Para a Administração Pública.
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