A medicina hiperbárica consiste no uso terapêutico de oxigénio a pressões mais elevadas que o normal. Não é nenhuma novidade médica, muito pelo contrário, uma vez que já no século XIX existem registos da sua utilização. No entanto, o entusiasmo gerado pelas suas virtudes é recente. O Hospital da Horta foi o segundo do país a ser dotado de uma câmara hiperbárica. A Lolita – como foi baptizada – está no Faial há 20 anos. No entanto, e apesar de ter sido vital por diversas vezes ao longo deste período, só agora está a ver as suas potencialidades aproveitadas ao máximo. O sucesso da utilização terapêutica da câmara é notório, e está prevista para o final de Novembro a chegada de uma câmara hiperbárica maior e mais moderna, que permitirá aproveitar ainda melhor este ramo da medicina. Tribuna das Ilhas conversou com Luís Quintino, médico responsável pela medicina hiperbárica praticada no Faial.

LUÍS QUINTINO O médico é o responsável pela medicina hiperbárica no Faial
Respirar é algo que fazemos inconscientemente, centenas de vezes ao longo do dia. No entanto, a inalação de ar é vital para a nossa existência. Se formos privados desse gesto, somos privados da vida. O responsável por esta dependência do ar é o oxigénio. Quando respiramos normalmente, respiramos 21% desse gás. Mas, mesmo que respiremos oxigénio a 100%, essa quantidade não chega aos nossos órgãos. Luís Quintino explica porquê: “o oxigénio é transportado pelos glóbulos vermelhos, e estes apenas podem transportar uma determinada quantidade”. É aqui que a câmara hiperbárica pode operar uma espécie de milagre: “quando respiramos oxigénio puro dentro da câmara conseguimos que ele seja transportado através do plasma. Como o plasma é líquido, transporta mais quantidade de oxigénio. Além disso, permite que este vá a sítios onde os glóbulos vermelhos não chegam”, explica. Contas feitas, recorrendo à câmara hiperbárica, é possível fazer chegar o oxigénio aos tecidos em doses quinhentas vezes superiores ao normal.
Existem três situações em que a câmara hiperbárica é o único tratamento possível. No entanto, a maioria das utilizações da medicina hiperbárica prende-se com tratamentos coadjuvantes. Como o nome indica, são tratamentos que servem para ajudar ao tratamento de complicações resultantes de outras doenças, e como tal trata-se de um complemento a outros tratamentos.
No Faial, o tratamento das complicações das diabetes será a área em que a câmara mais é utilizada, de acordo com o responsável. No entanto, nem só de úlceras diabéticas vive a medicina hiperbárica no Hospital da Horta. Antes do Verão, Luís Quintino tratou cinco doentes com surdez súbita. Os resultados não tardaram a aparecer, e foram encorajadores: “dos cinco casos que tivemos, quatro ficaram quase completamente curados”, diz o médico.
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ANTES E DEPOIS A utilização da câmara hiperbárica no tratamento desta úlcera diabética trouxe melhorias surpreendentes
Medicina Hiperbárica no Faial
No hospital da Horta, a câmara hiperbárica, carinhosamente baptizada de Lolita por uma das médicas que a opera, existe há cerca de 20 anos. Foi a segunda câmara a aparecer no país.
Em 1989, Eugénio Leal, então secretário regional do Turismo e Ambiente, percebeu a importância estratégica que seria dotar os Açores de câmaras hiperbáricas. “O Eugénio Leal é um homem de grande visão, que percebeu que o turismo subaquático podia ter muito sucesso nos Açores”, lembra Luís Quintino.
Ciente de que os acidentes de mergulho têm de ser tratados no local, já que as vítimas não podem voar, o então secretário dotou os Clubes Navais da Horta e de Ponta Delgada de verbas que lhes permitissem adquirir câmaras hiperbáricas.
Na ocasião, o Naval da Horta optou por adquirir uma câmara melhor. Achando que não havia condições para mantê-la no clube, a direcção pediu para colocá-la no Hospital da Horta. O pedido foi acatado.
No entanto, o facto da câmara ser propriedade do Clube Naval, mas estar no Hospital da Horta, sendo operada pelos seus técnicos, criava algumas complicações. Então, por sugestão do anterior tutelar da pasta da Saúde no Governo Regional, o Clube Naval da Horta, na altura presidido por João Garcia, ofereceu a câmara hiperbárica ao Hospital.
Agora, faltava resolver o problema da formação. É então que Luís Quintino, médico e simultaneamente mergulhador, grande entusiasta de medicina hiperbárica, surge naturalmente como o clínico com o perfil indicado para coordenar esta área de potencialidades emergentes no Hospital da Horta. Com o apoio inicial da Direcção Regional do Turismo, os médicos Luís Quintino e Orlando Simas foram ao Hospital da Marinha fazer uma formação e, posteriormente, estiveram em Barcelona a fazer uma especialidade em medicina hiperbárica.
Manusear a câmara também não é tarefa para qualquer pessoa. Aqui, a formação é igualmente uma necessidade, que não foi fácil de colmatar. Neste momento, Luís Quintino trabalha com três operadores, acabados de sair do Curso de Operador Marítimo-Turístico do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, e que receberam depois uma formação complementar, ministrada pelo médico.

LOLITA A actual câmara hiperbárica tem 1,20 m de diâmetro
O ano do arranque em força
Luís Quintino marca 2010 como o momento de viragem na medicina hiperbárica no Faial.
Já este ano, o desafio foi lançado a Quintino quando a administração lhe propôs que tratasse um doente que deveria ser transferido para Lisboa, mas que não o desejava. Recorrendo à câmara hiperbárica, a mesma verba destinada ao tratamento de um único doente permitiu que fossem tratados seis.
Em 2010, foram tratados nove pacientes na câmara hiperbárica do Hospital da Horta, quatro dos quais vindos de São Miguel. No futuro, Luís Quintino espera tratar muitos mais.
Nova câmara com capacidade para oito pessoas
A Lolita é uma câmara de tamanho modesto. A nova câmara hiperbárica do Hospital da Horta, que se prevê chegar ao Faial ainda em Novembro, terá 2,40 metros de diâmetro, e capacidade para oito pessoas.
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NOVA CÂMARA HIPERBÁRICA O novo equipamento tem o dobro da capacidade do actual
Câmara Hiperbárica no Grupo Central é “fundamental”
Quem o diz é Luís Quintino, que alerta para a importância deste equipamento na assistência ao turismo subaquático. O médico, mergulhador experiente, não duvida de que o público que procura este tipo de turismo é muito bem informado, e escolhe os seus spots de mergulho em função de algumas condições. A proximidade de uma câmara hiperbárica é uma delas.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 22.10.2010
Com cerca de 50 participantes, decorreu na Junta de Freguesia da Conceição, um seminário de nutrição, em particular sobre a alimentação vegetariana.
Este seminário, organizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, pretendeu ampliar os conhecimentos básicos sobre saúde. O Seminário de nutrição teve a particularidade de decorrer em três fases: teórica, prática e degustativa. Isto é, para além de ouvirem as indicações da enfermeira Luísa Teixeira, os presentes podem ver como se fazem autênticas delícias vegetarianas e saboreá-las.
No final os participantes ficaram aptos a identificar quais os alimentos mais saudáveis, mais nutritivos, mais saborosos, facilmente preparados, com menos calorias, menos gordura, mais fibra, que reduzem o risco de certas doenças, podem ser preventivos do cancro, são mais leves, menos produtores de obstruções vasculares, incluindo protectores cardíacos uma vez que determinados alimentos aumentam a qualidade de vida e longevidade.
Luísa Teixeira, em conversa com o Tribuna das Ilhas mostra-se convencida de que a melhoria de saúde e o aumento da longevidade devem-se sem dúvida a um estilo de vida mais saudável, particularmente ao consumo de frutos, legumes, cereais integrais como também à abstinência de tabaco, álcool, chá, café e de carne. “Estes alimentos são recomendados pela Organização Mundial de Saúde e, complexos como ‘se não comer carne e peixe fico mal alimentada’, têm que desaparecer.”
A plateia era composta não só por membros da Igreja Adventista, mas sobretudo por pessoas que já estão despertas e com vontade de mudar.
As maiores dificuldades transmitidas pelas pessoas presentes teve a ver com o facto de nem sempre encontrarem os produtos referência, como a soja, seitan ou glúten no mercado. Sobre isso, Luísa Teixeira refere que, o grande objectivo deste seminário foi também, desmistificar isso mesmo, porque uma tigela de feijões tem as mesmas proteínas que um bife. As lojas que existem no Faial não são assim tantas e penso que, se as pessoas começarem a pedir os lojistas vão acabar por apostar nisso”.
Leia a reportagem na edição impressa de sexta-feira.
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Chama-se “IMF – I am future”/ “Eu sou Futuro” e é o mais recente jornal bilingue editado e distribuído gratuitamente no Canadá.
Uma iniciativa da responsabilidade da jornalista açoriana Humberta Araújo e que, em breve, vai chegar também à população estudantil açoriana.
Tribuna das Ilhas esteve à conversa com a jornalista e apurou todos os pormenores sobre este projecto.
Nascida no Canadá, a família de Humberta Araújo, voltou para os Açores quando era ainda criança. Pode mesmo dizer-se que viveu a emigração ao contrário.
Depois de ter trabalhado como jornalista em jornais, revistas e na RTP - Açores, e mesmo de ter sido correspondente do LusoPresse, Humberta Araújo emigrou para o Canadá onde, em 2009, lançou o jornal “I am future/Eu sou futuro”.

Esta é uma publicação bilingue que é publicada cinco vezes por ano. Começou por ser em português e inglês mas, recentemente também é editado em francês, “para que possa abranger os jovens da província do Quebeque.”
Explica ainda que depois de 27 anos de jornalismo e de dois livros para crianças, resolveu fundar o jornal quando compreendeu que a coisa mais importante para a Mulher é a ter informação. “A falta de identidade dos jovens portugueses que fazem parte das nossas comunidades do Canadá, também é algo que me preocupa e que me levou a arriscar neste projecto” – afirma.

No âmbito da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2010, o Núcleo SOS Amamentação do Faial, está a organizar o Encontro Regional sobre Iniciativas de Aleitamento a decorrer de
Trata-se de uma iniciativa pioneira nos Açores que tem como objectivos promover o conhecimento e a partilha de experiências entre voluntários e profissionais e promover o aleitamento materno junto das famílias, escolas e sociedade.

Os objectivos do Encontro Regional sobre Iniciativas de Aleitamento Materno passam por aumentar conhecimentos e competências dos profissionais e voluntários na área do aconselhamento em aleitamento materno; aumentar a informação junto dos interessados (entidades empregadoras, famílias, entidades que desenvolvem actividade na área social, escolas, etc.) e população em geral sobre os benefícios do aleitamento materno bem como criar uma dinâmica regional de partilha de experiências, conhecimento e informação na área do aleitamento materno.

A sessão de abertura decorreu hoje, sendo que a manhã foi preenchida com uma conferência relacionada com as competências relacionais e práticas sobre amamentação, bem como com uma mesa redonda sobre as questões técnicas e jurídicas da área.
Faz parte deste encontro uma sessão dedicada às mães sobre o aleitamento e o regresso ao trabalho, que se realizará hoje entre as 17h30 e as 18h30, a entrada é livre e gratuita, sem necessidade de inscrição.
Helena Cepeda, uma das grandes impulsionadoras do SOS Amamentação na nossa cidade contou ao Tribuna das Ilhas como tudo começou por estas bandas.

Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas subia à varanda da Câmara Municipal de Lisboa para anunciar ao país que o regime monárquico tinha chegado ao fim. Virava-se assim uma importante página na história do país, que dava as boas-vindas à República. Hoje passam 100 anos desse momento.
O caminho até ao dia 5 de Outubro de 1910 foi sinuoso, marcado por avanços e recuos. De facto, a implantação da República em Portugal resultou de um longo processo de mutação política, social e mental, impulsionado pelos defensores da ideologia republicana, e pela formação do Partido Republicano Português (PRP), no final do século XIX.
As dificuldades com que os portugueses se debatiam no final do século XIX, altura em que o país vivia uma grave crise económica, levaram a uma onda de contestação em relação à monarquia constitucional, já que o rei, D. Carlos I, se mostrava incapaz de lidar com a situação. Para a insatisfação do povo contribuíam também os gastos excessivos da família real.
O descontentamento popular agravou-se com o episódio do Ultimato Inglês, em Janeiro de 1890. O ultimato consistiu num telegrama enviado ao governo português pelas autoridades inglesas, onde estas exigiam a retirada imediata das forças militares portuguesas mobilizadas nos territórios entre Angola e Moçambique. Caso Portugal não cumprisse, a Inglaterra avançaria com uma intervenção militar. A cedência à vontade dos ingleses provocou uma grande indignação popular, sentimento que foi aproveitado e empolado pelos republicanos, cujo partido assistiu então a um grande crescimento.
Um ano depois do ultimato, o Partido Republicano publicou um manifesto, no qual colaboraram, entre outros, Manuel de Arriaga e Teófilo de Braga. Algumas semanas após o surgimento deste manifesto, os republicanos fazem uma tentativa de implementação da República, no Porto, a 31 de Janeiro de 1891, sem sucesso.
Entretanto, os republicanos tinham já conseguido eleger representantes no Parlamento, sendo o primeiro desses representantes eleito em 1878. Depois, vários foram os homens que defenderam os interesses do partido no hemiciclo nacional, com destaque para Manuel de Arriaga. Nos últimos anos de vigência da monarquia, o PRP foi ganhado força, que se reflectia no crescimento do número de deputados eleitos.
Outro momento importante no declínio do regime monárquico foi o regicídio, a 1 de Fevereiro de 1908. Nesse dia, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, Luís Filipe, foram assassinados em Lisboa. Com apenas 18 anos, D. Manuel II assume o trono.
A revolta republicana era iminente, e estala a 3 de Outubro de 1910. O governo monárquico é incapaz de reunir tropas para dominar os revolucionários, e dois dias depois a República é implantada em Portugal.
Ainda no dia 5 de Outubro foi organizado um Governo Provisório, chefiado pelo micaelense Teófilo Braga. Este governo impôs novas regras para a eleição dos deputados da Assembleia Constituinte, reunida pela primeira vez a 19 de Junho.
Das medidas tomadas pelo Governo Provisório, destaca-se a expulsão da Companhia de Jesus e das ordens do clero regular, a proibição do ensino religioso nas escolas, a institucionalização do divórcio, a legalidade dos casamentos civis, a igualdade de direitos no casamento para homem e mulher, a reformulação das leis da imprensa e o reconhecimento do direito à greve, entre outras.
Para consciencializar o país desta grande mudança, foram alterados os símbolos nacionais, com a adopção da actual bandeira nacional e do hino, A Portuguesa. Foi também adoptada uma nova unidade monetária: o escudo.
Em 28 de Maio de 1911 dão-se eleições. Foram eleitos 226 deputados, na sua maioria do PRP. Estes tinham como objectivo elaborar uma nova Constituição, que entrou em vigor no dia 21 de Agosto.
A Primeira República haveria de ficar marcada pela instabilidade: vigorou até 1926, período em que houve sete parlamentos, oito Presidentes da República e 45 governos. Os republicanos mostraram-se incapazes de solucionar a crise económica do país, e a 28 de Maio de 1926 um Golpe de Estado suspendeu a Constituição de 1911 e instituiu uma Ditadura em Portugal.
Manuel de Arriaga
O faialense, nascido na Horta em 1840, haveria de ver o seu nome inscrito a letras douradas na história do país quando, a 24 de Agosto de 1911, se tornou no primeiro Presidente eleito da República portuguesa.
Sendo uma das figuras de maior prestígio entre os republicanos, abandonou a presidência em 1915. Viria a falecer em 1917, desencantado com as divisões internas do seu partido.

A freguesia da Praia do Norte comemorou, no passado dia 1 de Outubro, o seu Dia da Freguesia.
As comemorações ficaram marcadas pela inauguração da nova instalação eléctrica interior e exterior da sede da Junta de Freguesia, mas também pela apresentação da página oficial de Internet daquela que é a freguesia mais pequena da ilha.
Coube ao presidente da Junta de Freguesia, Estêvão Gomes, as honras da casa, que começou por referir que “hoje, mais do que a freguesia da Praia do Norte, festejamos especialmente todas as pessoas que nasceram, viveram e vivem na freguesia da Praia do Norte, e deixem-me dizer que os Norte Praienses merecem que solenizemos o seu dia.”
“Actualmente, e como freguesia marcadamente rural e a mais distante da cidade, deparamos com o envelhecimento e progressiva diminuição da população, como é exemplo o encerramento da escola primária. É fundamental inverter este processo para assegurar o seu futuro como freguesia, evitando a sua desertificação, a exemplos observados noutros locais pequenos do nosso país. Este é um desafio que se coloca à junta de freguesia, e consequentemente à Câmara Municipal e às restantes entidades governamentais” – alertou Estêvão Gomes.

No entender do autarca, para reverter este processo “ é indispensável dotar a freguesia de condições que mantenha a população e atraiam outros a estabelecer residência”.
Hoje, a Praia do Norte está dotada com infra-estruturas de nível como é o caso da Casa do Povo a Junta de Freguesia o Império do Divino Espírito Santo e dos edifícios da paróquia.
Todavia, e como Tribuna das Ilhas já noticiou, a junta de freguesia considera que a melhoria da zona balnear, através da construção de uma zona infantil, re-localização do parque de merendas, construção da piscina, seria um importante projecto dinamizar a fajã e consequentemente a Praia do Norte.
Durante o seu discurso, Estêvão Gomes também apelou ao “bom senso” da Câmara Municipal, no sentido de se melhorar o ramal de acesso à Fajã.
“Outro aspecto que nos preocupa como junta de freguesia é o aterro sanitário” – afirmou Estêvão Gomes que acrescentou que “existem situações que tem que ser corrigidas, das quais salientamos o facto de o mar quando está revolto retira lixo do aterro, e a melhor separação dos resíduos. Temos a esperança que o novo Sistema Integrado de Gestão de Resíduos, SIGR promovida pela secretaria regional do Ambiente, venha solucionar estes e outros problemas.”
Estêvão Gomes não pretende avançar para investimentos megalómanos e está ciente de que a conjuntura económica actual não é a mais favorável para isso mesmo, todavia defende que a “sua” freguesia precisa “de condições para se manter”: “consideramos que o reformulação o aterro e melhoria da zona balnear e lazer são essenciais para atrair mais população, mais visitantes e mais investimento privado. Consideramos que o nosso de papel como de junta de freguesia é de criar as condições para atrair cada vez mais pessoas a visitarmos, a investir na freguesia e a valorizar o património e as tradições que temos” – afirmou.
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Ângelo Duarte não fica a tempo inteiro
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Empresários defendem que demissão seria o mais correcto
Foi no Salão dos Bombeiros Voluntários que empresários e direcção da Câmara do Comércio e Indústria da Horta estiveram reunidos numa Assembleia Geral extraordinária, cujo ponto único da ordem de trabalhos versava a análise ao ponto da situação da instituição.
Nos últimos tempos questões como: a permanência a tempo inteiro de Ângelo Duarte na CCIH e o engano no envio do documento sobre o PROTA, “muita tinta têm feito correr” nos órgãos de comunicação social local e, até mesmo, regional.
Esta reunião serviu para elucidar os empresários e associados da CCIH sobre todas estas questões. A direcção assume-se como satisfeita com o resultado da AG, mas alguns empresários não partilham da mesma opinião e dizem mesmo que “a atitude mais correcta” passava pela demissão da presidência.
Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Ângelo Duarte e com Francisco Rosa, o presidente e um dos associados da CCIH.
Leia a reportagem na íntegra na edição do próximo dia 8 de Outubro. Tribuna das Ilhas, o seu semanário de eleição.
Os alunos do 2.º ciclo da Escola Básica e Integrada da Horta fazem parte dos participantes mais activos das comemorações do centenário da República no Faial. Na segunda-feira, dia 4, a partir das 18h00, irão dar vida a um arraial republicano na Praça da República, onde vão recriar alguns momentos importantes associados à Revolução do 5 de Outubro.
Manuela Ponte, responsável pelo Departamento de História da EBI da Horta, falou ao Tribuna das Ilhas sobre esta recriação histórica, que é já a terceira organizada por aquela escola. Para a professora, esta é uma oportunidade dos alunos reviverem a época histórica sobre a qual estão a aprender, e não duvida de que isto facilita a aprendizagem. Quanto aos alunos, põem mãos à obra de bom grado, e adoram esta forma especial de aprender.
De acordo com Manuela Ponte, os alunos irão representar três quadros, recriando alguns dos momentos mais importantes associados à Revolução Republicana. Serão eles o Regicídio, a Revolução em si, opondo monárquicos a republicanos, e a proclamação da República, com a recriação do discurso de José Relvas na Praça do Município em Lisboa, que será feita na varanda do edifício dos Bombeiros. Depois haverá arraial, onde os republicanos vão manifestar a sua alegria pelo facto de terem derrubado a Monarquia.
A animação está garantida com uma barraquinha de comes e bebes, e com a actuação da Filarmónica Artista Faialense e do Grupo de Folclore da escola. O Mercado Municipal também irá colaborar.
Para a professora de História, “é preciso um certo grau de loucura” para colocar de pé eventos com esta dimensão. São muitas horas de trabalho, ao longo de vários meses, sempre com o objectivo de preparar tudo o melhor possível, para depois apresentar o trabalho à população. “É muito bom poder abrir as portas da escola à comunidade, porque as pessoas muitas vezes têm uma ideia diferente daquilo que se faz dentro da sala de aula”, explica.
Para colocar de pé estes eventos, a escola conta com a colaboração do Município, o que, para Manuela, é uma ajuda preciosa. As questões logísticas como a montagem das barracas, do palco e da iluminação, ou os contactos necessários ao encerramento do trânsito no local, ficam a cargo da Câmara Municipal da Horta, que assim liberta dos braços já sobrelotados dos professores algumas das tarefas.
Na escola, os professores não duvidam de que esta é uma valiosa experiência de aprendizagem para os mais pequenos: “trata-se pôr as crianças a experimentar a história, que é uma disciplina tida como muito teórica”, explica Manuela. “Os miúdos têm sempre muita dificuldade em recuar no tempo. Desta forma, fazem-no sendo eles a viver os acontecimentos da época. Já fiz muitos projectos com os meus alunos de História e sei que eles aprendem muito mais naquelas horas que ali estão do que dentro da sala de aula. E eles adoram”, garante. Para esta professora, é importante mostrar aos seus alunos que a História “não é uma disciplina maçuda”, onde apenas interessa “marrar” a matéria, para depois a esquecer logo após o teste.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 01.10.2010
Com 15 mil habitantes, a ilha do Faial conta neste momento com oito filarmónicas. No total, são cerca de 335 músicos no activo, que dão o corpo ao manifesto, por amor à camisola. Se a estes juntarmos os faialenses que integram os grupos folclóricos locais, os grupos de cantares, as bandas de garagem, os grupos corais, entre outros, é fácil perceber que no Faial se respira música. O ritmo da cadência das ondas do mar, o canto das aves que também chamam sua a esta ilha; em suma, a musicalidade da natureza que nos envolve, terão porventura entranhado o ADN destes ilhéus, desde há muito, e o gosto pela música tem passado de geração em geração.
Para assinalar o Dia Mundial da Música, que se celebra hoje, Tribuna das Ilhas esteve à conversa com os presidentes das oito filarmónicas do Faial, para saber como vai a saúde da filarmonia na Ilha Azul. Algumas das bandas queixam-se de falta de músicos, mas é a falta de público aquilo que mais preocupa os dirigentes, que são unânimes em reconhecer que sem público a assistir às tocatas não é fácil motivar os músicos.

Os dias de crise não se cingem apenas às finanças do país. De há algum tempo a esta parte, nota-se também uma crescente crise no âmbito do associativismo, da qual o Faial não está imune. Os tempos modernos ditaram dificuldades em agregar as pessoas à volta das instituições, tanto no desporto como na cultura. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e é certo que, regra geral, os vários agrupamentos culturais e desportivos da ilha já contaram com mais entusiasmo da população em seu torno. A diversidade das actividades disponíveis e a concorrência sedutora do sofá e do comando de televisão faz com que muitas dessas instituições se debatam com falta de “mão-de-obra”. É o caso de grande parte das filarmónicas faialenses, que se vêem a braços com a dificuldade em recrutar músicos.
Fundada em 1924, a Recreio Musical Ribeirinhense é a filarmónica que mais sente na pele esta dificuldade. Neste momento, com 25 elementos, vê a sua disponibilidade para actuações muito limitada, uma vez quem, como nos explicou o seu presidente, são precisos todos os elementos para poder actuar.
Do mesmo mal se queixa a Lira e Progresso Feteirense. Fundada em 1921, a banda da Feteira tem cerca de 30 elementos e, de acordo com a presidente, a falta de músicos é o principal problema da actual direcção. “Neste momento há mais diversidade de actividades disponíveis, o que faz com que as pessoas se dispersem mais”, considera Leónia Melo, frisando que “estar na filarmónica exige compromisso, é preciso gostar muito”.
Também a Lira Campesina Cedrense, fundada em 1927, se debate com a mesma carência. Composta por 26 elementos, não há margem para faltas de comparência. Todos são essenciais para que a banda possa actuar.
O papel dos mais jovens
Motivar os mais jovens é um dos grandes desafios para todas as oito bandas faialenses. No entanto, isto não significa que as mesmas se encontrem envelhecidas. A Artista Faialense, por exemplo, goza do estatuto de mais antiga filarmónica da ilha, com 152 anos, mas é liderada por uma jovem presidente. Isabel Maciel reconhece que lhe fazem falta tocadores, de modo a engrossar o actual número de elementos, cerca de 45.
Outro exemplo de juventude contagiada pelo “micróbio filarmónico”, como lhe chamou o maestro José Amorim, é a União Faialense. A liderança da filarmónica das Angústias, fundada em 1897, foi recentemente assumida por Daniel Duarte que, com apenas 20 anos, tomou as rédeas desta banda, que actualmente conta com cerca de 40 músicos. O jovem presidente tem noção de que assume esta responsabilidade numa altura em que esta espécie de “crise” das bandas se faz sentir com especial intensidade, e por isso angariar novos tocadores será um dos seus grandes desafios.
Apostar na formação
As escolas de música que foram sendo formadas no seio das filarmónicas faialenses funcionam como verdadeiros “viveiros”, que fornecem novos músicos às bandas. Como tal, numa altura de falta de tocadores como a que actualmente se vive, estas escolas ganham especial importância. Outubro é o mês em que as bandas apostam nas inscrições de novos aspirantes a músicos, optimistas que em 2010 a adesão seja boa.
As filarmónicas da ilha que neste momento contam com fileiras mais bem preenchidas são unânimes em frisar a importância das escolas de música para a sua actual boa saúde.
À beira de comemorar o seu 129.º aniversário, a Sociedade Filarmónica Unânime Praiense conta com cerca de 60 elementos. Ludgero Silva, actual presidente, congratula-se com o facto da escola de música da Unânime funcionar actualmente a 100%.
Também a Euterpe de Castelo Branco não se pode queixar de falta de elementos. Actualmente com 57 músicos, esta banda, fundada em 1912, conta com uma escola de música que vai “de vento em popa”, como refere o seu presidente, Manuel Santos, que não duvida de que a escola é o principal contributo para o sucesso da banda.
Fundada em 1881, a Sociedade Filarmónica Nova Artista Flamenguense conta neste momento com 52 músicos, e também ela não sente especialmente a falta de elementos, em grande parte graças à sua escola de música que, segundo o presidente daquela instituição, é uma importante ajuda nesta área. Joaquim Silveira lembra, no entanto, que muitos dos jovens da filarmónica saem da ilha para concluírem os estudos no exterior precisamente no momento em que se tornaram bons músicos, o que por vezes coloca dificuldades à banda, apesar de poder contar com a maioria destes no Verão, quando regressam a casa.
Envolver a população
O reconhecimento pelo trabalho desenvolvido será, porventura, o maior prémio que aqueles que dedicam muitas horas da sua vida às filarmónicas, a troco de nada, podem receber. No entanto, os presidentes das filarmónicas faialenses são unânimes em admitir que esse reconhecimento é frequentemente escasso.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 01.10.2010

Sabe que no mundo existem mais de 20 mil variedades de camélias? Sabe que nos Açores existem mais de 300 variedades já catalogadas?
Nos dias 23 e 24 de Fevereiro do próximo ano o Faial vai ser uma ilha mais colorida, atendendo a que vai acolher mais de 100 especialistas e amantes de camélias de todo o mundo.
Introduzidas na Região no século XVIII, as camélias hoje existentes nos Açores são muito apreciadas por serem as espécies mais antigas daquela flor, cuja produção, a nível mundial, teve a particularidade de se ter “cristalizado” no período a seguir à II Guerra Mundial, aparecendo depois uma grande produção de híbridos a partir de várias espécies de camélias, que resultaram em milhares de flores distintas.
Tribuna das Ilhas conversou com o Engenheiro Sampaio, conhecido amante das camélias e entusiasta de todo este processo, que nos explicou que “este encontro surge na sequência de vários contactos estabelecidos num encontro que aconteceu em 1996, com membros da Sociedade Internacional das Camélias Portuguesa. Posteriormente, em 2005, por altura do congresso internacional que decorreu na Itália, os Açores apresentaram mais de 300 variedades de camélias. Esta foi, sem mais nem menos, a oportunidade que os Açores tiveram de mostrar as suas potencialidades, desafiando a uma visita para ver de perto o que cá temos.”
Leia mais na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 1 de Outubro. Tribuna das Ilhas... o seu semanário de eleição