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16
junho

Espírito Santo, Dia da Região e Encontro do Mundo Rural

Escrito por  Luís Botelho
Publicado em Luís Botelho

1As ilhas do Triângulo viveram recentemente um dos seus mais festivos momentos, as comemorações das Festividades do Espírito Santo. Um culto que segundo rezam as histórias remonta aos anos da Rainha Santa Isabel, trazido pelos colonos e que felizmente, talvez justificada pelos fenómenos naturais adversos, vulcões, sismos, calamidades, entre outras, manteve as suas tradições, mais na região que propriamente no Continente Português, de onde terá provindo.

No Faial, foram mais de trinta os Impérios que celebraram já os seus festejos, com especial destaque para o fim-de-semana do Pentecostes (Domingo, 2ª e 3ª feira), mas também e já depois disso, para o Domingo da Trindade, e a 5ª feira do Corpo de Deus, que voltou, e bem, a ser feriado no país. É uma época em que as freguesias se alindam ainda mais, as direções dos Impérios e os irmãos das coletividades, se unem para organizar todos os festejos, montar palcos, estrados, tribunas, tudo o que permita receber as Filarmónicas participantes, efetuar as arrematações, e receber, sempre de braços abertos, os locais e estrangeiros que por esses dias circulam por toda a ilha, apercebendo-se do culto em si, centrado na 3ª Pessoa da Santíssima Trindade, mas que apresenta tantas formas diferentes de celebração que dá gosto ver, não esquecendo nunca o momento de sã convivência e partilha das Sopas do Divino, também elas tão iguais na suposta confeção, e depois tão diferentes na apresentação.

2Tiveram também lugar no Faial, as comemorações do dia da Região. Um evento que ao longo dos anos se tem realizado por toda a região, e até na diáspora, e que neste ano de 2017 teve lugar na casa mãe da Autonomia Regional, a sede da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Neste ano de 2017 as comemorações contaram com uma presença especial, a de S. Exª o Presidente da República, o professor Marcelo Rebelo de Sousa.
Se já o admirava, e havia até parafraseado em alguns dos meus artigos, sem o conhecer pessoalmente, depois de se o conhecer torna-se impossível não o admirar ainda mais. Desde logo pela simplicidade de atuação, nada comparável ao seu antecessor, de quem, por bons motivos pelo menos, não rezará a história dos Açores, excetuando talvez o reconhecimento dos “Sorrisos das Vacas Felizes dos Açores, satisfeitíssimas olhando para o pasto"
Efetivamente Marcelo Rebelo de Sousa nada tem que ver com Cavaco e Silva. Foram centenas os que tiveram a oportunidade de tirar com ele uma “marselfie”, pelo menos que tivesse tido oportunidade de ver, sendo ele muitas das vezes mais expedito que os donos dos equipamentos, disponibilizando-se para ser o próprio a tirar a “Selfie”.
Mas não é só por isso obviamente que se o deve admirar e reconhecer a importância que tem tido para o país, contribuindo muito, tal como o fez na Casa da Autonomia, contribuindo para que o positivismo se sobreponha ao afundanço estratégico, politico-partidário, em que muitos destrutores nos querem ver mergulhados.

3Ainda na Semana passada, e poucos dias passados dos dois anteriores momentos, realizou-se mais uma edição do Encontro do Mundo Rural, uma edição que para muitos não devia ter existido, ou melhor, uma edição que não se teria realizado se os destinos da Autarquia estivesse entregue a outros partidos e com outra presidência. Contrariamente ao derrotismo habitualmente expresso pelo PSD, o atual executivo assumiu o que há muitos anos vem assumindo, fazer deste momento, um momento de promoção do sector primário, reforçando a importância que a agricultura tem na economia da ilha. E felizmente o resultado foi visível. Apesar de uma 5ª feira assustadora (devido ao tempo que se fazia sentir), e que mesmo assim mereceu a visita de muitos, a 6ª feira e o Sábado, foram dois grandes momentos que receberam milhares de visitantes, dando por bem empregue o seu tempo, e contribuindo para o reconhecimento do esforço de todos quantos, artesãos, instituições sem fins lucrativos, empresas, entidades parceiras, associações agrícolas, escola profissional, associações empresariais, entre muitos outros, se uniram, num esforço conjunto, para fazer do Encontro do Mundo Rural, uma verdadeira festa do Faial e dos Faialenses.
Ainda é possível construir, quando todos remam para o mesmo lado.

 

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