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03
junho

A mudança é já depois de amanhã

Escrito por  Jorge Costa Pereira
Publicado em Costa Pereira
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1. No próximo domingo, dia 5 de Junho, Portugal vai novamente a votos.

Mas esta é uma eleição diferente. E é diferente porque o País nunca esteve como agora se encontra, atravessando a maior crise dos últimos cem anos.

Por isso, a nossa responsabilidade de cidadãos eleitores é muito maior. Somos nós, com o nosso voto, que vamos determinar o nosso futuro e a nossa sobrevivência como estado viável.

E não temos margem para erros. Do nosso voto depende mantermos o rumo dos últimos anos e cairmos no anunciado precipício, ou, então, em alternativa, arrepiarmos caminho, mudarmos a trajectória e regenerarmos o País.

2. Qualquer decisão pressupõe uma avaliação prévia. E, nestas eleições, temos desde logo, que avaliar e julgar quem está e esteve no poder. Quem é o Primeiro-ministro de Portugal desde há seis anos? Quem nos levou à bancarrota actual, em que, se não nos vier a ajuda externa, já nem dinheiro o Estado tem para pagar aos seus funcionários? Quem adiou medidas e reformas que se tivessem sido tomadas antecipadamente tinham suavizado os efeitos da crise? Quem disse que não governava com o FMI em Portugal? Quem é o responsável pelo maior empobrecimento de Portugal dos último tempos? Quem é que não cumpriu nenhuma das suas principais bandeiras eleitorais, incluindo a de que com ele não se aumentavam impostos em Portugal? Quem é o responsável pelo desvario financeiro dos últimos anos? Quem é o responsável pelo maior desemprego de sempre em Portugal? Quem é o responsável pela maior dívida pública de sempre em Portugal? Quem é o responsável por ser Portugal o País com a maior carga fiscal da Europa? Quem é o responsável pela segunda maior vaga de emigração portuguesa dos últimos 160 anos?

A resposta a todas estas perguntas tem um nome e um responsável: José Sócrates!

3. Feita a avaliação, a pergunta é óbvia: é ele que queremos como novo Primeiro-ministro de Portugal? É a ele que queremos entregar o nosso futuro, depois destes resultados que nos deixa?

A resposta só pode ser negativa: José Sócrates não é uma figura recomendável para o nosso futuro. Do seu passado como governante, já todos aprendemos uma coisa: ele e a ética da verdade são incompatíveis. Entre a verdade e a ilusão, entre a verdade e a propaganda, entre a verdade e a omissão, entre a verdade e a mistificação, José Sócrates nunca escolheu a verdade!

E se há valor que os Portugueses têm de exigir para o futuro é o de lhes falarem a verdade e não esconderem a situação do País!

Se a ética da verdade é, como devia sempre ser, um valor indiscutível, neste momento ela é sobretudo uma necessidade nacional urgente.

4. Aplica-se como uma luva à máquina de propaganda criada neste anos por José Sócrates estas considerações de Zita Seabra, escritas no Jornal de Notícias de 29 de Maio passado: «Eles acham que são os donos do país. Portugal é deles. O Estado pertence-lhes. Vale tudo. Estão acima da lei e das deontologias. Não conhecem ética em política, nem educação. Não sabem o que é o Estado de direito. São filhos directos de Maquiavel porque agem sempre como se os fins justificassem os meios. Sentem-se príncipes que desconhecem o Estado de direito porque são os donos absolutos do país. Usam a propaganda como ninguém. Alimentam-se dela. Sabem de cor como inventar cenários, como criar factos que desviem do essencial, como dar a parecer o que não é. Mentem por palavras, actos e omissões.... Omitem números se não lhes interessam, guardam-nos e escondem-nos para apresentar boas execuções orçamentais. Mudam critérios para contar desempregados, como quem apaga pessoas. As pessoas são números. Afirmam meias-verdades para não serem apanhados na totalidade da mentira e não parecerem mentir tanto quando são apanhados em flagrante.»

5. Para não falar do passado nem do programa duro que assinou e acordou com o FMI, José Sócrates aposta na estratégia do medo: criar nas pessoas o medo da destruição do "estado social"; o medo dos despedimentos sem justa causa; o medo dos cortes na saúde; o medo do fim da escola pública.

Infelizmente, muitos Portugueses, ingénuos, esquecem que o "estado social" de que fala José Sócrates já não existe: ele próprio o aniquilou e o conduziu a uma ruptura insanável! Mais: ele próprio acordou com o FMI o fim de muitas outras facilidades desse "estado social", que habilidosamente procura agora esconder.

6. Por cá também andam os emissários desta mensagem e desta estratégica socrática. Visitam um Hospital que tem um passivo de 40 milhões de euros, que tem um orçamento aprovado que corresponde a metade das suas necessidades, que recebeu há meses um aval do Governo Regional para se endividar em mais 2 milhões de euros para fazer face apenas a despesas de tesouraria e que em seis meses esgotou a sua verba para pagar vencimentos dos seus funcionários. E, no fim da visita, o que têm esses candidatos do PS a dizer? Apenas os chavões do costume: viva este "estado social"! viva este "serviço de saúde tendencialmente gratuito"!

O que eles não dizem é que José Sócrates aprovou no "Memorando de Entendimento" um conjunto de medidas de tal forma difíceis que o serviço de saúde na prática não será mais o mesmo! É por isso que eles não dizem como farão o milagre de cortar 550 milhões de euros na saúde, conforme assinaram naquele Memorando, mantendo tudo como está e como dizem defender!

Os candidatos locais do PS vão a uma escola e a cassete é a mesma: os outros é que querem acabar com a escola pública. Mas enquanto afirmam essa mentira, não explicam como vão reduzir os 195 milhões de euros na educação com que se comprometeram no Memorando! Mais: dizem que defendem a escola pública, mas é para os filhos dos outros, porque os seus frequentam os colégios privados: por exemplo, os filhos de José Sócrates, Eduardo e José Miguel, estudam em colégios privados de elite (Colégio Moderno e Colégio Alemão), enquanto as filhas de Passos Coelho, Joana e Catarina, estudam em escolas públicas. (cfr. http://www.profblog.org)

Visitam o Aeroporto da Horta (o mesmo que visitaram em 2005 prometendo que as obras iriam avançar em 2006) e, com a desfaçatez de quem nada fez na defesa deste importante investimento, vêm agora dizer que são contra a privatização da ANA, quando, ainda há um ano, os socialistas dos Açores achavam bem essa privatização e até diziam que a iriam acompanhar e que ela “não implicará o abandono de quaisquer projectos necessários à qualificação da rede de aeroportos e aeródromos” dos Açores (André Bradford, 22 de Abril de 2010).

Candidatos destes, que só se lembram do Faial nas vésperas das eleições e que, depois de eleitos, vão para a Assembleia da República e por lá andam mudos e quedos sobre estas nossas questões, dispensamos bem! Já tivemos dose que baste!

Por isso, a alternativa de mudarmos de política e de políticos reside em Passos Coelho e, no Faial, em Lídia Bulcão. Para que possamos ganhar o futuro!

                                                                                 Jorge Costa Pereira

                                                                                            30.05.2011

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