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19
outubro

CORVINO QUE SE DISTINGUIU PADRE EUGÉNIO COELHO DE RITA (1915-1983)

Escrito por  José Arlindo Armas Trigueiro
Publicado em José Trigueiro
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Sacerdote e cidadão exemplar

Nasceu na freguesia e concelho da ilha do Corvo no dia 31 de Janeiro de 1915, filho de Manuel Coelho de Rita e de Maria Inácia Lourenço, ele agricultor e ela doméstica.

            Concluída a Instrução Primária na sua terra natal, rumou a Angra do Heroísmo onde ingressou no Seminário dessa cidade.

            Concluiu o respectivo curso em 16 de Junho de 1940, tendo sido ordenado na igreja da Sé de Angra do Heroísmo. Nesse mesmo ano foi nomeado pároco interino na Matriz das Lajes das Flores, transitando depois para a freguesia da Lomba, do mesmo concelho, onde esteve nos anos de 1941 e de 1942. Depois foi colocado na ilha do Corvo, sua terra natal, certamente como coadjutor.

            Em 30 de Junho de 1954 foi nomeado Vigário Ecónomo da paróquia do Corvo, com licença para binar, cujas autorizações lhe foram renovadas em 19 de Julho de 1955.

            Em 1956 frequentou exercícios espirituais e, em 30 de Junho desse ano, a Diocese voltou a renovar-lhe aquela nomeação e a respectiva licença de binar, situações repetidas em 30 de Junho de 1957, em 30 de Junho de 1959 e em 30 de Junho de 1960.

            Entretanto, em 5 de Abril de 1958 obteve da Nunciatura licença para se ausentar aos Estados Unidos da América do Norte a partir de 1 de Junho, durante três meses, a fim de visitar pessoas de família.

            Em 14 de Março de 1961 foi-lhe concedido pela Diocese de Angra um subsídio de 2.000$00 e ordem para comprar um prédio rústico com os 100.000$00 que tinha no Fundo Diocesano do Corvo. Deste dinheiro, 50.000$00 destinaram-se aos pobres da ilha, como se depreende daquela autorização.

            Também em 10 de Maio desse ano foi autorizado a pagar, do fundo paroquial, as custas de 5.092$00, relativas a um processo do contencioso, pelas transmissões dos bens legados pela Sr.ª D. Rosa Maria Jorge. Em 30 de Junho desse ano foi-lhe novamente renovada a Provisão de Vigário Ecónomo e licença para binar, as quais lhe foram renovadas em 24 de Junho de 1962.

            Em 24 de Outubro desse mesmo ano foi autorizado a celebrar Missa Vespertina na novena da Imaculada Conceição.

            Provisões de nomeação e licença para binar foram-lhe concedidas em Junho dos anos de 1963 a 1969.

            Entretanto, foi autorizado novamente a visitar os Estados Unidos da América por dois meses, em Maio e Junho de 1968, a fim de visitar irmãos.

            Em 16 de Setembro de 1973 foi também autorizado a celebrar missa vespertina e binação quando se tratasse de casamentos e funerais.

             Resta esclarecer que esteve em exercícios espirituais em 1965, 1971, 1974, 1975, 1977, 1980 e 1981, com Exame de Oratória.

            Como sacerdote, foi sempre cumpridor das orientações da hierarquia e das doutrinas religiosas que se orgulhava de ensinar e de projectar onde quer que estivesse.

            Viria a falecer em 12 de Setembro de 1983 na ilha de S. Miguel, onde, certamente por motivos de saúde, tinha fixado residência, como consta do processo do imposto sucessório do Serviço de Finanças de Ponta Delgada.

            Era inteligente, culto e um excelente orador, embora limitado ao meio em que durante muitos anos viveu – a pequena e isolada ilha do Corvo – que servia com imenso orgulho.

            Devido à popularidade que gozava na ilha do Corvo e aos muitos conhecimentos que a experiência de viver nela lhe proporcionava, era muito solicitado a socorrer casos de doenças e acidentes primários, sobretudo quando ali não existia médico residente, situação que no seu tempo se verificou em muitas ocasiões. Ele próprio possuía em sua casa sempre um bom sortido de medicamentos com que servia os corvinos que, aflitos, o procuravam por motivos de saúde, numa ilha onde não existia, nesse tempo, qualquer tipo de Farmácia.  

            Em data que não pudemos precisar, foi condecorado com uma comenda ou medalha pela Presidência da República.

            Era muito prestável e amigo de servir as pessoas, quer fossem corvinas, quer fossem forasteiras, tentando sempre dar uma boa imagem da ilha que o viu nascer, defendendo-a e publicitando-a com muito orgulho. 

_________

                  BIBL: Trigueiro, José Arlindo, “Histórias e Gentes da Ilha do Corvo”, 2011, pp. 189 e 190, ed. da Câmara Municipal do Corvo;Fotocópia da Ficha biográfica do próprio constante dos arquivos da Diocese em Angra do Heroísmo, arquivada nos meus documentos; Gomes, Francisco António Nunes Pimentel, (2003), “A Ilha das Flores: da redescoberta à actualidade”, p. 258, 2.ª Edição da Câmara Municipal das Lajes das Flores. 





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