Tribuna das Ilhas

Infinity 8
  • Início
  • Local
  • Triângulo
  • Regional
  • Desporto
  • Cultura
  • Política
  • Opinião
  • Cartoons
Últimas :
Investimento privado no Faial – realidade ou utopia?
Educação - Escola Secundária Manuel de Arriaga ocupa o 496.º lugar do ranking a nível nacional
Eleições - Carla Dâmaso assume a presidência do OMA
Agricultura - Trybio organiza cursos de instalação de pomares e de poda de fruteiras no Faial
BTT – ESMA ATIVA Primeiro encontro de BTT da ESMA junta professores e alunos
“Eco Freguesia, freguesia limpa” - Candidaturas ao programa abertas até 15 de março
Saúde - Hospital da Horta assina protocolo com Câmara Municipal da Madalena para criação de Unidade de Hemodiálise
Efeméride - Azores Trail Run® regista 4000 inscritos em 5 anos
Faial - Governo Regional assina contrato para reabilitar Solar e Ermida de São Lourenço
  • Início
  • Opinião
  • Armando Amaral
  • Opinando objectivamente A.L.R.A. - Alternância com Barbas!
16
novembro

Opinando objectivamente A.L.R.A. - Alternância com Barbas!

Escrito por  Armando Amaral
Publicado em Armando Amaral
  • Imprimir
  • E-mail

Mais uma eleição, a 10ª. Até agora realizada ao Parlamento Regional, sedeado na Horta, a Atenas Açórica, como já ouvimos chamar, e quiçá com propriedade.

É que, sendo São Miguel o berço da Autonomia, o Faial será a ilha que mais se salientava pelo espírito democrático de sua gente.

Recorde -se a admiração de personalidades das outras capitais em visita à Horta, na primeira metade do século XX, ao ver nas então animadas festas veranis, promovidas à noite pelos três clubes citadinos, doutores ou criadas a dançar sem complexos de classes com seus pares e em franco convívio,

Mas entrando no tema do escrito, isto é, o acto eleitoral de 14 de Outubro, porventura com participação recorde de forças políticas: nada menos de doze, entre Partidos e Coligações, talvez por à dúzia ser mais barato, nanja para as finanças regionais.

Aliás, coisa de somenos importância para a governação rosa que continuará bem instalada no Palácio da Conceição na “capital dos Açores”, como proclamava em tempos cabeça de lista centrista, pagando eu as favas perante meus amigos na Horta, a “capital do Faial”, em tentativa de consolo a natural refilanço pelo telefone.

É, certo que a vitória clara dos laranjas nas nacionais de 2011, voltando aos 3-2 e apenas derrotados no Corvo, dava-lhes a esperança, quiçá quase a certeza de voltarem ao poder nos Açores.

Contudo a divulgação dias antes de sondagem assaz favorável aos rosas veio pôr água na fervura, embora não viesse a causar surpresa a maioria absoluta obtida pelo PS, com mais 11 deputados do que o PSD, Partido este que aumentou em mais dois parlamentares sua representação na A.L.R.A.

Naturalmente que à tona de água vieram os megalómanos empreendimentos como Portas do Mar e Scuts de ponta a ponta na maior ilha, a confirmar o ditado de quem está perto do lume (Governo) é que se aquece.

E também a onda de reacção popular, que vem inundando Portugal do Minho ao Algarve, nanja tão inocente como alguns queiram fazer parecer, não deixou de causar estragos na Direita, apesar da tentada defesa de seus líderes.

Recorde-se ainda que no ano de 96, o CDS guindou a fiel de balança em consequência de o PSD, com os mesmos votos (24) do PS, ter preferido passar para a oposição, numa decisão, que ficará para a história da nossa Autonomia, logo aproveitada por Carlos César, não se fazendo rogado em agarrar o poder para não mais o deixar.

E não o fez com as duas mãos, já que uma foi para acordo de cavalheiros com a dupla José António/Alvarino, que se ficou apenas por apoio parlamentar a programa com importantes princípios da democracia cristã.

Embora de pouca dura, foi suficiente para dezasseis anos felizes no Palácio de Santana, agora de porta aberta a delfim escolhido por qual imperador romano.

A tudo isto fizemos referência em Abril, chegando mesmo a pensar na possibilidade de segunda coligação de direita quiçá até em momento mais propício, se bem que não terão passado de boatos intenções falhadas, posteriormente divulgadas nesse sentido.

Agora foi deveras sintomático o caso do Corvo em que o PSD terá preferido apoiar o PPM por o CDS não lhe ter dado o primeiro lugar em lista conjunta.

Duma forma ou doutra foi pedra em sapato, tendo-se de contentar com a ilha branca que lhe tem sido sempre graciosa.

Todavia, grande parte do eleitorado, ainda de barriga quase cheia foi mesmo em cantigas, votando maioritariamente nos rosas que ganharam não só em votos mas também em abraços e beijos, e ainda em palmas a fazer lembrar os companheiros da alegria.

E o resultado está ai bem à vista, isto é: os ricos a crescer, os pobres a definhar, a abstenção a aumentar acima dos cinquenta (50) por cento e até a ajuda da (des) compensação que foi mãe e madrasta.

Não estando ainda a meio da tabela, quando toca a rebate nas duas hostes fidalgas, qual torneio medieval, o CDS, sem entrar propriamente na contenda, tem sido sempre o Partido mais atingido pela “eterna”' bipolarização que desta feita foi deveras agressiva, só não se prometendo Marte por a Lua já estar em lista de espera, a transbordar de rosas e laranjas.

Liderado por Artur Lima, que se ufana, com razão, dos bons projectos apresentados pelo seu Grupo parlamentar e aprovados na Assembleia, o conhecido político naturalmente que se sentiu desgostoso por ter ficado apenas com 3 deputados, com a perda dos de São Miguel e Flores, a descida de votação na Terceira, onde na véspera um comício juntara em grande salão 1.200 apoiantes, e ainda a fraca votação no Faial muito embora a lista, encabeçada por ilustrada faialense, apresentasse medidas necessárias para solucionar os problemas que vem travando o desejado desenvolvimento da ilha.

Pela positiva, São Jorge, o baluarte democrata cristão surgido em 1976 com o pioneiro e saudoso Rogério Contente; o Pico, com a sua maior votação até hoje - 596, à beira dos 600 para o que muito contribuiu um jovem licenciado picoense,pressagiando auspicioso futuro, e o Corvo, a ilha que famoso carteiro pôs no mapa continental, faltando apenas acrescentar ao atrás dito, que João Greves continua lutando contra gregos e troianos…

E passando à realidade açoriana, terminamos com uma coisa nunca lida nem ouvida mas que dá para pensar: é que por este andar estaremos condenados a continuar com uma alternância com barbas, ainda por cima de 4 em 4 anos, ou até mais se o PS não perder a embalagem.

Por sinal, já é uma autêntica contradição às apregoadas virtudes da democracia.

 

À margem

Parece-nos estar a ver, nas bancadas de São Bento, os conhecidos parlamentares laranjas, e a ouvir Mota Amaral a segredar a Joaquim Pontes: Olha do que nos livrámos...




Lido 1606 vezes
Classifique este item
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
(0 votos)
Tweet
Login para post comentários
voltar ao topo
  • Perdeu a senha?
  • Esqueceu-se do nome de utilizador?
  • Registe-se!
  • Contatos
  • Pesquisa
  • Assinatura
Copyright © Tribuna das Ilhas 2026 All rights reserved. Custom Design by Youjoomla.com
Opinião