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04
janeiro

CORVINO QUE SE DISTINGUIU JOSÉ JACINTO DE FRAGA (1874-194?) | Empresário ou capitalista em Portugal e no Brasil

Escrito por  José Arlindo Armas Trigueiro
Publicado em José Trigueiro
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Nasceu na freguesia e concelho da ilha do Corvo, em 11 de Março de 1874, filho de Manuel Fraga Jacob (n. 09.09.1831 - f. 08-09-1905) e de Maria de Jesus Mendes (n. 09.11.1833 - f. 1914). Seria neto paterno de António José Fraga Jacob e de Francisca Jacinta e neto materno de Francisco Inácio Mendes e de Rosa Coelho.

            Foi casado com Luísa Margarida de Morais Sequeira Weitzenbaur, de cujo casamento nasceram os filhos: Luísa Inês Weitzenbaur Fraga, (1918); Olga Inês Weitzenbaur de Fraga, (16.03.1920), casada com Luís Manuel Mac Mahon Wrem Silveira Viana; José Weitzenbaur Fraga, casado com Maria João Abel de Andrade; Maria Madalena Weitzenbaur Fraga, casada com N. Correia Simões. Segundo conseguimos apurar, a mulher seria de origem alemã, talvez de Königsberg, embora se pense que tivessem casado na freguesia de São José, Ponta Delgada, S. Miguel, Açores (1). Não conseguimos descobrir como ambos se conheceram.

            O “Jornal-Rádio”, de Santa Cruz das Flores, de 30 de Novembro de 1916, noticiava o seguinte, relativamente a uma filarmónica que se pretendia criar no Corvo e que acabou por ser “A União Musical Corvina”, de que já escrevemos o livro “Filarmónicas da Ilha do Corvo”, publicado em 2000 pela Câmara Municipal do Corvo: “O sr. Fraga, importante capitalista residente em Lisboa e natural do Corvo, bem como outros corvinos residentes na América, contribuíram para o instrumental da filarmónica que no Corvo se vai organizar com elementos muito apreciáveis. Aqui registamos com louvor a bela acção do sr. Fraga, dotando a sua terra natal com uma valiosa oferenda” (2).

            Ora, tudo leva a crer que este “sr. Fraga” era o nosso ilustre biografado que, segundo informações que colhemos na ilha do Corvo, terá fixado residência em Lisboa, depois de rapidamente ter feito fortuna no Brasil, em Santa Luzia de Carangola, Estado de Minas Gerais, onde terá estado com o irmão Manuel Fraga Jacob Jr. (n. 17-3-1872), segundo consta, em negócios de café.

            É evidenciado pelos corvinos como benemérito da pequena ilha que o viu nascer, cujos méritos o acompanharam em toda a sua vida, servindo meritoriamente os seus conterrâneos à distância.

            Assim, o Chefe do Estado, General António Óscar de Fragoso Carmona, durante a sua visita à ilha do Corvo, em 1941, para além de ter condecorado Manuel José de Avelar, Presidente da Câmara Municipal do Corvo, com a “Ordem de Cristo”, condecorou também José Jacinto Fraga com a “Ordem de Benemerência”, então tido como importante benemérito corvino que se encontrava ausente em Lisboa (3). Essa ordem, que foi fundada em 1927, é desde 1976 a “Ordem de Mérito”, e tem por finalidade galardoar actos ou serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções a favor da colectividade (4).

            Sabe-se, assim, que José Jacinto de Fraga, depois de ter participado no financiamento da filarmónica “União Musical Corvina”, terá contemplado com doações, por várias vezes, a igreja de Nossa Senhora dos Milagres, havendo quem se lembre de na sacristia haver uma fotografia de um “sr. Fraga”.

            Certamente que estamos a homenagear o sr. Fraga que, segundo se conta na ilha do Corvo, quando ali havia problemas complicados tinha acesso fácil ao Presidente do Conselho, Prof. Dr. António de Oliveira Salazar, para a sua solução. Tinha também a fama de, em Lisboa, proteger os corvinos que se lhe dirigissem, tal como a de contemplar, mesmo à distância, com esmolas, algumas famílias corvinas pobres, já que era um grande benemérito da sua ilha. 

            Desconhecemos a data e o local do seu falecimento, embora se presuma que tenha sido na década de 1940, depois da condecoração atrás mencionada.

            Quando em 2011 visitei a ilha do Corvo estive a sacristia da igreja onde encontrei fotografias dos irmãos Fragas – todos certamente beneméritos daquela igreja – mas nelas não constavam o nome de cada um, pelo que fiquei triste por não saber qual a que dizia respeito a José Jacinto de Fraga.

            Todos esses Fragas terão sido grandes benfeitores da igreja corvina, mas José Jacinto de Fraga terá sido o que mais se distinguiu com as suas oferendas.

__________

                  Fontes: Internet, http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=630069; “Jornal-Rádio”, de Santa Cruz das Flores, de 30 de Novembro de 1916; Jornal “As Flores”, Santa Cruz das Flores, de 30-7-1941, de 9-8-1941, de 16-8-1941 e de 27-9-1941; elementos genealógicos fornecidos com a colaboração de Hélio Pombo; Trigueiro, José Arlindo Armas “Histórias e Gentes da Ilha do Corvo”, 2011, pp. 152 e 153, ed. da Câmara Municipal do Corvo.  

(1). Internet, http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=630069; 217273; 217274; 630070.

(2). Jornal-Rádio, de Santa Cruz das Flores, de 30 de Novembro de 1916;

(3). Jornal “As Flores”, Santa Cruz das Flores, de 30-7-1941, de 9-8-1941, de 16-8-1941, de 23-8-1941 e de 27-9-1941.

(4). Internet – “Presidência da República Portuguesa”, Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas.

 

Foto n.º 1: Este é o frontispício da Igreja da Ilha do Corvo, que muito beneficiada por José Jacinto de Fraga.

 

Foto n.º 2: Esta é a vista parcial  do interior da Igreja da Ilha do Corvo. 



 

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