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06
dezembro

Corvino que se distinguiu - ORLANDO MANUEL LEMOS RODRIGUES DA SILVA (1952-….) Chefe dos serviços locais de finanças do Corvo

Escrito por  DR
Publicado em José Trigueiro
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Natural da freguesia da Matriz, concelho da Horta, onde nasceu em 13 de julho de 1952, filho de Orlando César Rodrigues da Silva e de Rosa Amélia Lemos da Silva, o pai faroleiro e a mãe doméstica.

Depois de fazer a Instrução Primária, concluiu o 5.º ano dos Liceus, tendo entrado na função pública como Aspirante de Finanças Provisório em 2 de Outubro de 1971 na Repartição de Finanças da Horta, ingressando depois no quadro e sendo colocado na de Santa Cruz das Flores. Meses depois, a seu pedido, regressou às Finanças da Horta, passando então por diversas categorias. 

Em 1973 assentou praça no Quartel de Tavira, onde fez o curso de sargentos milicianos, para cumprir o serviço militar obrigatório. Daí seguiu para Angola, onde Portugal mantinha, desde 1961, uma guerra contra a guerrilha nacionalista. Terminada a respetiva comissão, em janeiro de 1975 regressou a Lisboa onde passou à disponibilidade, vindo novamente para o seu serviço na cidade da Horta.

Em 11 de outubro de1975 casou com Maria Fernanda Gomes Fraga da Silva, natural de Horta, de cujo casamento nasceram nessa cidade os seguintes filhos: Susana Isabel Fraga da Silva, nascida em 18 de setembro de 1976, que hoje é formada em Política Social e reside em Lisboa; César António Fraga da Silva, nascido em 8 de outubro de 1979, formado em Gestão de Recursos Humanos, também residente em Lisboa; Luís Miguel Fraga da Silva, nascido em 27 de dezembro de 1980, que está a formar-se em Fisioterapia, no Algarve.

Alguns anos depois optou por solicitar, voluntariamente, a sua transferência para a Repartição de Finanças da ilha do Corvo, onde o casal decidiu fixar-se definitivamente, facto que acabou por ocorrer em 18 de novembro de 1981. Esclarece-se que até então era sempre difícil encontrar funcionários voluntários de fora da ilha que nela desejassem prestar serviço, ainda que fosse temporariamente, salvo os que o faziam para efeitos de promoção. Tinha ele 29 anos de idade, e aí fez o resto da sua carreira profissional, ascendendo a diversos cargos da administração fiscal. Serviu assim os corvinos durante um longo período de anos, como chefe da respetiva Repartição de Finanças, terminando, deste modo, com as constantes substituições de chefias que eram habituais nesses serviços. Aí se manteve até que, em 6 de julho de 2006, passou à situação de aposentado, mediante Junta Médica, por motivos de saúde. Possuía, então, a categoria de Chefe de Finanças de Nível II e terá sido o último titular daquela chefia. 

Fora da sua vida profissional sempre colaborou em atividades sociais, com destaque para as desportivas.  

Assim, em jovem jogou futebol, basquetebol, andebol e voleibol, primeiramente no Fayal Sport Club, e mais tarde no Angústias Atlético Clube, aderindo, desse modo, ao clube da esposa e das Angústias onde o casal passou a residir depois de casar. Também chegou a fazer parte de espectáculos de variedades na Ação Católica das Angústias. 

Na ilha do Corvo foi ou é sócio da Filarmónica e dos Bombeiros Voluntários, e irmão da Santa Casa da Misericórdia, onde é suplente dos órgãos directivos.  

Foi filiado no PS - Partido Socialista, onde chegou a fazer parte do Secretariado de ilha no Corvo. 

Oportunamente, quando lhe foi possível, construiu aí a sua casa de habitação que terá sido concluída cerca do ano de 1991.

De feitio simples e bondoso, sempre esteve disponível para colaborar no meio em que se encontra inserido. Agora aposentado, gosta de estar disponível para poder viajar, designadamente para se deslocar a Lisboa, a fim de ali se encontrar com os filhos que lá estudam e trabalham ou residem.  

 

Fontes: Elementos curriculares elaborados pelo próprio e arquivados nos meus documentos em 2-3-2009; Trigueiro, José Arlindo Armas, “Histórias e Gentes da Ilha do Corvo”, 2011, pp. 228 e 229, ed. da Câmara Municipal do Corvo. 

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