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  • Florentinos que se distinguiram - PADRE FRANCISCO JOSÉ GOMES JÚNIOR 1890-1920 Sacerdote vitimado pela doença grave
11
julho

Florentinos que se distinguiram - PADRE FRANCISCO JOSÉ GOMES JÚNIOR 1890-1920 Sacerdote vitimado pela doença grave

Escrito por  José Arlindo A.Trigueiro
Publicado em José Trigueiro
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Nascido na Fazenda das Lajes a 27 de Setembro de 1890, era filho de Manuel José Gomes e de Maria de Jesus Gomes. A mãe, que depois de enviuvar casou com meu avô João José Trigueiro, viria a falecer também nova, a 2 de novembro de 1904, de cujo casamento nasceu o filho Albino, que emigraria para a Califórnia, onde faleceu. Assim, foi João Trigueiro, que acabaria por casar com Maria do Céu Gomes, quem, na qualidade de padrasto, viria substituir os pais no resto da sua vida. Estes haviam sido proprietários da casa ao Grotão, hoje pertencente a Fernando Gomes Trigueiro, do moinho da Ribeira Funda que foi de meu pai, José Gomes Trigueiro*, bem como de pequenos terrenos que viemos a herdar, designadamente nas Ladeiras de Engenho. 

Em data que não pudemos precisar Francisco entrou para o Seminário de Angra do Heroísmo onde, em 1910, estava prestes a ser ordenado sacerdote. Com a queda da Monarquia e a saída apressada do Bispo da Diocese por causa das perseguições que a 1.ª República empreendeu à Igreja Católica, a sua ordenação sacerdotal já não se processou quando devia ter acontecido. Nessa ocasião o seu processo já estava organizado e nele ainda se exigia que, para além das certidões de bom comportamento político e religioso, se fizesse a prova de que o candidato era detentor de adequado património, pelo que os pais lhe haviam doado metade dos prédios atrás mencionados. A partir de 1910, na sequência da separação entre a Igreja e o Estado Português, esta exigência – que já existia em 1800 quando o Padre José António Camões preparou o seu processo de ordenação – deixou de existir.  

Deste modo, sabe-se que só depois da organização de novo processo, em 1913, Francisco conseguiu a sua ordenação sacerdotal efetuada então em Lamego, onde se havia deslocado com outros colegas afetados pelas mesmas razões. Para esse processo, que já dispensava a certidão de autorização do poder político, ainda constava a certificação dos bens que o candidato ao sacerdócio devia possuir. Essa ordenação terá ocorrido em 13 de abril de 1913, tendo celebrado a sua missa nova na sua terra natal em 11 de maio desse mesmo ano. 

Acometido de doença cerebral grave, que no tempo geralmente não tinha cura, não terá chegado a poder desempenhar, satisfatoriamente, o seu múnus sacerdotal. Nas ocasiões em que estava de melhor saúde celebrava e colaborava nas atividades religiosas da Fazenda, coadjuvando o Padre Korth nas suas atividades sacerdotais. Não podia, contudo, assumir trabalhos de grande responsabilidade, face à sua grave doença.

Consta-se que quando pretendia fugir de casa, como o seu vigilante era João José Trigueiro, que havia sido operado às cataratas e não via sem óculos, tirava-lhe os óculos da cara e escapava-se. Receosos que ele se pudesse pôr pela rocha abaixo, no lugar da Patachinha, para onde ele geralmente fugia, era necessário recorrer à vizinhança para o encontrarem e trazê-lo de regresso a casa. 

Faleceu a 3 de dezembro de 1920, contando apenas 30 anos de idade, sem se poder realizar profissionalmente. 

Bibl: “A Ilha das Flores – da redescoberta à actualidade”, 2003, p. 267, ed. da C. M. de Lajes das Flores, de Francisco António Nunes Pimentel Gomes; Entrevista a Fernando Gomes Trigueiro, de 4-11-2006; Fotocópias do processo de ordenação de 1912/13, nos meus arquivos; Trigueiro, José Arlindo Armas “Fazenda das Flores, Um Século de Sucesso (1900-2000)”, (2008), pp. 234, ed. da Câmara Municipal das Lajes das Flores.   

 
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