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25
julho

FRANCISCO ARMAS GOMES OU FRANK D’AVÔ 1893-1964) Emigrante e empresário de sucesso

Escrito por  José Trigueiro
Publicado em José Trigueiro
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Nasceu no lugar da Fazenda, freguesia e concelho de Lajes das Flores, em 1 de Fevereiro de 1893, filho de Francisco António Gomes e de Ana Úrsula do Rosário. 

Era irmão de Luís José Armas Gomes*, conhecido por Luís d’Avô e de Albino Armas Gomes, ou Albino d’Avô que praticamente viveram naquela localidade onde eram essencialmente empresários agrícolas, embora ambos tenham sido capatazes na construção da estrada Fazenda – Caveira e o primeiro tenha tido um pequeno estabelecimento de mercearias. Tinha ainda outros irmãos, nomeadamente a irmã Maria, que viveu na freguesia, onde teve vários filhos, e os irmãos António e Manuel, ambos emigrados em jovens para a Califórnia onde viriam a falecer. 

Francisco Gomes, aos 16 anos de idade, tocado pelo espírito aventureiro da maioria dos jovens florentinos do seu tempo, emigrou para a Califórnia, EUA, onde se fixou perto do Fresno, em pleno Vale de San Joaquim. Pastoreou ovelhas durante cerca de seis meses, mas depois empregou-se numa garagem mecânica, para poder ter tempo disponível para estudar à noite.

Passados alguns anos já era capataz (boss) dessa oficina. 

Entretanto, casou com Adeline Fraga, nascida nos EUA mas descendente da família Lúcios das Lajes das Flores, nascendo do casal os filhos Louis, Irene, Adeline e Alvin.

No início de década de 1920 estabeleceu-se por conta própria com um pequeno “farm” com cerca de 80 acres nos arredores da cidade do Fresno. Mais tarde, já em sociedade com o fazendense Fernando Pereira Gomes, conhecido por Fernando d’Grota ou apenas por “Fred”, compra outro “farm” com cerca de 1.100 acres, próximo de Madera, Vale de San Joaquim, onde produz algodão, milho, amêndoas, vinha, etc..., tendo nele uma parte destinada à produção pecuária, onde mantém cerca de 900 cabeças de gado bovino, entre os quais cerca de 400 vacas leiteiras.

Como o filho Louis seguiu a carreira de advogado e as filhas enveredaram por outras vidas, foi o Alvin que, em 1946 ficou a explorar esse “farm” com o sócio Fernando d´Grota, enquanto ele se estabelecia na cidade do Pismo, para estar junto do mar, desejo que é comum à maioria dos insulares. 

Mais tarde viria a desfazer a sociedade com esse seu sócio, pelo que quando este faleceu, já na década de 1960, sem descendência, pôde contemplar os sobrinhos com avultada quantia em dinheiro proveniente da sua herança.

Entretanto, Frank d’Avô visitou a ilha das Flores por várias vezes onde cumpria sempre algumas promessas de oferecer ou de dar grandes jantares do Divino Espírito Santo. Eram sempre jantares com muitos convidados, abrangendo toda a freguesia, mas tornando-se extensivos a muitas outras pessoas, quer suas amigas, quer amigas dos seus familiares. Para esse efeito, dizia-se que se cozinhava pão com mais de meia dúzia de sacos de farinha e que se abatiam cerca de duas juntas de bois por jantar. 

Contava-se que certa vez, tendo chegado ao porto das Lajes, convidou todos os florentinos que ali estavam, em “Dia de S. Vapor”, para irem a bordo do navio “Carvalho Araújo” beber com ele uma bebida. Assim, ocupando as embarcações de descarga do navio, grande parte desses florentinos foram para bordo onde os empregados do navio não os deixavam entrar no bar. Então ele bradava-lhes alto e bom som, com a sua potente voz roufenha, mais ou menos o seguinte: — “deixem entrar todos esses meus convidados e amigos porque tenho dinheiro para lhes pagar as bebidas, para comprar este navio e até para comprar o seu comandante, se assim for necessário”. 

A sua última visita às Flores foi em 1963, onde viajou acompanhado do filho Louis, advogado na Califórnia.

Era extremamente popular, amigo dos pobres e de todos os que dele careciam. Distinguiu-se, sobretudo, como emigrante e empresário de grande sucesso.

Faleceu em 7 de Janeiro de1964 na Califónia. 

 
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