Meu querido Pai Natal, esta é a primeira vez que te escrevo, decerto que vais achar estranha esta carta. E ainda por cima remetida por alguém que mora no meio do Atlântico, numa pequena ilha chamada Faial.Escrevo-te para te dizer que na minha infância acreditava que existisses. Que tu, vestido de vermelho, com barbas brancas, entravas pela chaminé da nossa casa na noite de 24 de dezembro e deixavas no sapatinho de cada um as prendas que te tínhamos pedido, umas vezes em conversa com os nossos pais e outras em pensamento. Recordo-me com emoção que,...