Ao longo deste mandato tenho defendido persistentemente a importância de investirmos nas relações transatlânticas, matéria de extrema relevância para Portugal e, em especial, para os Açores, investimento esse que assume uma nova dimensão face aos movimentos proteccionistas que grassam dos dois lados do Atlântico.Abstenho-me, nesta crónica, de me cingir a invocar os benefícios económico-sociais da celebração de acordos comerciais abrangentes que regulem não apenas a comercialização de bens, como o investimento ao nível de serviços e consequente...
Como ficou patente nas reações após o referendo sobre o Brexit grande parte dos jovens não acreditava que o resultado pudesse ser a vitória do “sim”. Daí, disseram muitos, não se terem mobilizado para o voto no “não”. A verdade, é que pese embora se registe uma elevada abstenção entre os jovens europeus, quer nos referendos ou eleições internas, quer nas eleições para o Parlamento Europeu, tal não significa que as gerações mais novas estejam de costas voltadas para a Europa. É certo que não há o entusiasmo cívico doutros tempos....
Foi no País Basco que primeiro suspeitei que a energia de fonte geotérmica poderia ser ainda mais acessível do que se pensa, mas deixem-me começar pelo início. Quando faço viagens de carro entre Bruxelas e Lisboa, normalmente em dezembro e janeiro, tenho por hábito não marcar os sítios de pernoita antecipadamente. Prefiro ir conduzindo e, quando sinto que está no momento de parar para descansar, procuro numa aplicação de telemóvel bem conhecida qual é o hotel mais próximo e que me parece ter condições mínimas. Desta forma, acabo por ficar...
Era novo, muito novo, portanto já passaram alguns anos…, quando ouvi falar pela primeira vez no interrail. Então, por 23 contos (115 euros), os jovens podiam viajar durante um mês por toda a Europa de comboio sem pagar qualquer valor adicional. Alguns dos mais empreendedores juntavam dinheiro religiosamente durante todo o período escolar para que, durante o Verão, pudessem usufruir do interrail. Numas cidades acampavam, noutras dormiam em casa de amigos ou familiares, comiam mal, a higiene pessoal durante aquele mês era reduzida ao mínimo admissível,...
O Ano Europeu do Património Cultural surge em 2018 sob o lema “Património: onde o passado encontra o futuro”. Este Ano Europeu pretende incentivar mais pessoas a descobrir e explorar o património cultural da Europa e reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum. E o que é que isso tem a ver connosco, que vivemos nos Açores, no meio do Atlântico? Tudo. A Europa é também aqui, não apenas em Bruxelas, na Alemanha, em França ou em Espanha. O património cultural influencia a nossa identidade e vida quotidiana. Reforça o sentido...