Não é impunemente que se nasce numa lha onde a terra é pouca, o mar é vasto e o sonho é enorme.Nos inícios de Janeiro do ano de 1951 a faialense Otília Frayão tinha 23 anos de idade e era bonita, inteligente e culta. Escrevia poemas que exprimiam sonho de viagem, desejo de aventura, aspiração de fuga. Num deles, intitulado “Raízes, assim desabafava: “Oh! este desejo de partir/ e não voltar./ Este receio de ficar/ por não poder partir./ Esta brusca saudade/ daquilo que existe lá longe/ no meio, princípio e fim/ dessas águas de sombra…/...