A Direção Regional da Cultura anunciou uma alteração no horário de funcionamento do Museu da Horta e da Casa Manuel de Arriaga, ambos no Faial, que estará em vigor a partir de 21 de setembro.
O Museu da Horta estará aberto de terça a sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, encerrando aos fins de semana, segundas-feiras e feriados.
A Casa Manuel de Arriaga estará aberta ao público de terça a sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, abrindo ainda ao sábado e ao domingo das 14h00 às 17h30, com encerramento às segundas-feiras e feriados.
É já segunda-feira que a comunidade escolar da ilha do Faial retoma a sua atividade, naquele que será o ano letivo 2013/2014.
Para os mais novos, esta é a altura de rever amigos, partilhar histórias das férias e voltar ao trabalho, que é como quem diz voltar a andar de volta dos livros e dos cadernos, e à rotina das aulas.
Para outros, a experiência é nova, porque vão ser alunos pela primeira vez, ou então porque se deparam com uma escola nova, com novas disciplinas e novos professores. É assim o início de um ano escolar, com a excitação e a novidade no ar, o cheiro dos livros novos e da imensidão de folhas nos cadernos por estrear.
O número de alunos que neste mês de setembro ingressa nas escolas faialenses não é muito diferente dos últimos anos, se bem que se registou uma ligeira descida.
Escola Básica Integrada da Horta
Na Escola Básica Integrada da Horta, em cujas estatísticas estão englobados todos os alunos da ilha do pré-escolar e do primeiro e segundo ciclo (até ao 6.º ano de escolaridade), em 2013/2014 o número de crianças que rumam às salas de aula diminui ligeiramente em relação ao ano passado. De 1280 alunos passamos a ter 1200.
Inscritos estão 280 alunos no pré-escolar, 620 no 1.º ciclo e 300 no segundo ciclo.
O regresso às aulas acontece segunda-feira, pelas 09h00 quando cada turma se deverá dirigir ás respetivas salas para distribuição de horários. Às 11h00 haverá uma sessão de boas vindas no Pavilhão Desportivo da Horta durante a qual serão eleitos o Rei e Rainha dos Caloiros e distribuídos os diplomas de excelência e mérito do ano letivo 2012/2013.
Escola secundária Manuel de Arriaga
Frequentarão a Escola Secundária Manuel de Arriaga 1032 alunos: 890 inscritos no ensino regular, (528 correspondem ao 3.º ciclo e 362 ao ensino secundário) e 142 respeitantes ao ensino não regular.
Os alunos do terceiro ciclo estão assim distribuídos: no 7.º ano estão matriculados 211 alunos, 147 são do 8.º ano e 170 frequentarão o 9.º ano.
139 jovens vão frequentar o 10.º ano, 110 vão cumprir o 11.º ano de escolaridade e 113 estão inscritos no 12.º ano.
Atualmente, o ensino não regular na Manuel de Arriaga comporta 57 alunos no PERE, ou Programa Específico de Recuperação da Escolaridade. Este programa foi criado com o objectivo de contribuir para o aumento do sucesso educativo dos alunos e prevenir situações de insucesso escolar repetido ou de abandono escolar precoce. De acordo com o Regulamento de Avaliação das Aprendizagens dos alunos do Ensino Básico, sempre que se verifique uma segunda retenção em qualquer ciclo do ensino básico, o aluno deve ser encaminhado para um programa específico de conclusão do respetivo ciclo.
Por sua vez, 16 alunos estão integrados numa UNECA (Unidade Especializada com Currículo Adaptado). Estas unidades pretendem ser respostas educativas onde são aplicadas metodologias e estratégias de intervenção interdisciplinares ou multidisciplinares adequadas a problemáticas específicas dos alunos.
Quanto ao PROFIJ (Programa Formativo de Inserção de Jovens), trata-se de um conjunto de cursos de carácter profissional, que oferecem uma diversificação curricular com vista a combater o insucesso educativo. Os alunos que integram estes cursos podem adquirir certificações profissionais de nível I, II e III. Na ESMA são actualmente 69 os alunos que integram turmas de PROFIJ.
Para os alunos matriculados nesta Escola o início do próximo ano letivo terá lugar 2.ª feira, pelas 9h30 no Pavilhão, seguindo-se encontro do Diretor de Turma com os respetivos alunos.
Os autocarros sairão do Cascalho e da Ribeira Funda pelas 08h00, estando a partida da Escola prevista para as 13h00.
Estabelecimentos de ensino Privados
Em relação ao pré-escolar e ao primeiro ciclo do ensino básico, há que referir também os estabelecimentos de ensino privados.
No Castelinho, instituição particular de solidariedade social, estão inscritas no ano letivo que agora começa 228 crianças. 78 crianças na valência de creche e 62 na valência de jardim-de-infância.
Esta instituição conta também com um ATL de apoio às escolas do primeiro ciclo, onde estão inscritos 54 alunos.
A Rede Amas contempla 32 crianças.
Na Casa de Infância de Santo António, também ela uma instituição particular de solidariedade social, estão matriculados 54 alunos no primeiro ciclo do ensino básico.
Quanto à valência de creche, que contempla bebés até dois anos, estão inscritas 43 crianças. É no jardim-de-infância que esta instituição tem o maior número de crianças inscritas, cerca de 75.
Ensino Profissional
Em relação à Escola Profissional da Horta, no ano letivo que agora começa vai contar com cerca de 207 alunos nos cursos técnicos de nível III e formandos no programa Reactivar. Este programa tem por objectivo qualificar adultos, e neste momento a Escola Profissional oferece o curso de Curso de Assistente Administrativo, Operador Agrícola, Técnico Auxiliar de Saúde, Técnico de operador informático e um curso de Nível Base Ensino Básico que dá equivalência ao 9.º ano.
Quanto aos cursos de nível 3, este ano letivo traz duas novidades, com o surgimento dos cursos técnicos de Mecânica Naval e de Apoio Psicosocial. Ambos os cursos contam com 23 formandos inscritos e com alunos em lista de espera.
Estes vêm assim juntar-se aos cursos já a ser leccionados, nomeadamente o Curso Técnico de Sistemas de Informação Geográfica e o Curso Técnico de Desenho Digital 3D, que vão para o seu segundo ano e o Curso Técnico de Gestão e o Curso Técnico de Apoio à Infância, que vão para o seu terceiro e último ano.
Foi inaugurado quarta-feira o mais recente parque infantil da freguesia da Feteira, na rua do Algar.
Este projeto, que corresponde a um investimento de 21.599.84€, contou com um apoio comunitário de 15.827,47€, 2.793,08€ são de verbas regionais e 2.989,29€ foram suportados através de fundos próprios. Esta obra, que compreendeu ainda a construção de um poço absorvente de grande dimensão para águas pluviais com colectores nesta artéria, foi mais um projeto candidato ao PRORURAL, promovido pela associação de desenvolvimento local ADELIAÇOR.

Eduardo Pereira, presidente da junta de freguesia da Feteira, fundamentou este investimento com o facto da freguesia ter tido um crescimento populacional bastante acelarado nos últimos dez anos, sendo que se prevê que em breve atinga os 2000 habitantes, “a Feteira está em franco desenvolvimento, fica estrategicamente bem situada na ilha e o seu clima e terrenos fazem dela um lugar apetecível para fixar residência e desenvolver projetos pessoais e profissionais (...) a população infantil também aumentou e a necessidade de oferecermos espaços de lazer e brincadeira também.”
No parque infantil agora inaugurado foram instalados quatro equipamentos infantis, um banco de jardim, uma papeleira e um bebedouro.
O poço absorvente já foi testado nas últimas chuvadas e confirmou à autarquia a necessidade de projetar a construção de mais três poços na Rua do Algar.

O presidente da ADELIAÇOR, José Leonardo Silva, também marcou presença nesta cerimónia e revelou aos presentes que este investimento vem no seguimento de diversas intervenções que a associação que comanda tem vindo a desenvolver a este nível. “A recuperação do património é um dos eixos prioritários para a Adeliaçor” - disse.
A placa foi descerrada por duas crianças que alegremente começaram de imediato a usufruir do espaço.
A Eurodeputada Patrão Neves foi nomeada relatora do Parlamento Europeu para a "aplicação de determinadas disposições de gestão financeira a certos Estados-Membros afectados ou ameaçados por graves dificuldades de estabilidade financeira", um relatório especialmente direccionado para os Estados-Membros que se encontram sob programas de assistência financeira. "Este é um relatório muito importante para Portugal - afirmou Patrão Neves - que deverá permitir quer o estabelecimento de condições mais favoráveis para a actividade pesqueira nestes Estados-Membros, quer um acréscimo da comparticipação europeia nos projectos desenvolvidos pelo sector das pescas. Mesmo que, mais tarde, seja realizado um acerto de contas, todo o aumento de recursos que conseguirmos obter neste momento em que Portugal ainda está sob assistência externa e já apresenta dados animadores de retoma económica, será sempre bem-vindo".
O relatório atribuído à Eurodeputada Patrão Neves tem por objectivo permitir o prolongamento do aumento de co-financiamento para os Estados-Membros em severas graves dificuldades financeiras. Com efeito, a prolongada crise económica que tem vindo a afectar a Europa dificulta a mobilização pelos Estados-Membros dos recursos financeiros necessários à boa execução dos programas do Fundo Europeu das Pescas, fundamentais para promover investimentos no sector das pescas.
Segundo Patrão Neves, "a prolongada crise económica e financeira, com a consequente necessidade de adoptar medidas de consolidação orçamental, causa fortes constrangimentos aos recursos financeiros nacionais, pelo que este relatório visa garantir que os países mais afectados pela crise e que se encontram sob assistência financeira no âmbito do programa de ajustamento macroeconómico (Portugal, Irlanda, Grécia e Chipre), possam continuar a aplicar os programas da política das pescas e a desembolsar verbas para os respectivos projectos".
Questionada sobre as implicações práticas desta proposta de regulamento, Patrão Neves afirmou que esta "contém disposições que permitem à Comissão Europeia aumentar os pagamentos a estes países durante o período em que são abrangidos pelos mecanismos de apoio", salientando que deste modo "a Comissão Europeia continuará, até ao final do período de elegibilidade dos programas operacionais de 2007-2013, a reembolsar as novas despesas declaradas com a aplicação de uma majoração de 10% nas taxas de co-financiamento do eixo prioritário em causa". A Eurodeputada acrescentou ainda que "neste contexto, era muito importante que o presente relatório fosse atribuído a um deputado português, pelo que me bati bastante e, felizmente, com sucesso."
A concluir a sua intervenção, a Eurodeputada referiu que "na prática, esta proposta não tem incidência orçamental pois não prevê alterações dos montantes máximos de financiamento, mas dela resulta a grande vantagem de contribuir para um maior reembolso aos referidos Estados-Membros em 2014 que será compensado no final do período de programação em 2017, contribuindo deste modo para dar continuidade aos programas e facilitar a execução orçamental".
O candidato da coligação “Pela Nossa Terra” à câmara da Horta, Luís Garcia, reuniu esta semana com a direção da Escola Profissional da Horta.
No final da reunião, em declarações aos jornalistas, afirmou a importância de “apostar na qualificação das pessoas e em alguns casos na requalificação profissional dos faialenses”, garantindo que a Escola Profissional da Horta é o parceiro fundamental para esta tarefa.
“Entendemos que os nossos principais ativos são as pessoas e queremos valorizá-las, porque é dessa forma que as pessoas responderão melhor aos desafios quer profissionais quer pessoais que terão no seu futuro”, frisou.
Luís Garcia considera que a aposta na qualificação dos cidadãos, no desenvolvimento económico e no aumento da competitividade da nossa economia são dois eixos estratégicos “onde nós devemos canalizar muitos dos fundos comunitários que teremos no próximo Quadro Comunitário de Apoio, porque que só com pessoas qualificadas e com uma economia mais desenvolvida e mais dinâmica os faialenses estarão mais bem preparados para responder aos desafios do futuro” – salientou.
Luís Garcia quer implementar um programa de apoio e incentivo ao empreendedorismo jovem. Para o candidato este programa, para além de fomentar e promover ideias inovadoras, terá como objetivo criar condições para que as ideias com viabilidade se concretizem em empresas e em bons negócios.
Desde logo, “propomos a criação de uma incubadora de empresas onde criaremos espaço para que essas boas ideias possam passar à prática, dando-lhes apoio logístico, jurídico e na inserção do mercado”, disse.
Luís Garcia anunciou também a criação do Prémio do Empreendedor do ano, “de forma a estimular o empreendedorismo e a reconhecer as boas ideias que aparecerem e estaremos ainda disponíveis para em complemento com os programas de apoio da administração regional, para criar a Bolsa Municipal de Apoio ao Empreendedor, para apoiar o empreendedor numa fase inicial, que muitas vezes é a mais difícil e a que leva muitos a desistirem, para evitar isso a Autarquia “deve dizer presente”.