g A sala do Hotel Fayal foi pequena para acolher todos aqueles que foram apoiar a apresentação da candidatura de José Leonardo Silva à presidência da Câmara Municipal da Horta pelo Partido Socialista.
A expectativa era de que fossem conhecidos os números dois e três da lista socialista, no entanto, tal não aconteceu.
Coube a Helder Silva, um dos mandatários desta candidatura, a par de Helena Reis, abrir a noite. No seu discurso, em que evocou as competências curriculares de José Leonardo, o mandatário apontou critícas à coligação afirmando que “o nosso candidato sempre soube defender a sua terra, é a nossa escolha, ao contrário de outros partidos que, tiveram que se coligar”.
O candidato do PS à presidência da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo Silva, defendeu uma maior aposta nos setores primários, como forma de combater o desemprego no concelho e para criar novos postos de trabalho.
“Devemos saber responder com um estímulo à economia local, com uma verdadeira aposta nos setores primários de atividade, e na criação do próprio emprego, privilegiando os investimentos na agricultura e nas pescas”, defendeu o candidato socialista.
No seu entender, a Horta, que é gerida há 24 anos consecutivos pelo PS, deve procurar consolidar-se como “destino de mar” e como “cidade-mar do Atlântico”, investindo mais em áreas como a reparação naval, a investigação marinha e as atividades marítimo-turísticas.
José Leonardo Silva defendeu ainda o surgimento de “uma nova vaga de massa crítica e de novas energias”, que possam promover o empreendedorismo e aprofundar a capacidade de inovação. “Acima de tudo, é preciso não deixar que a política do bota abaixo faça perder o valor das nossas gentes, a singularidade das nossas freguesias e o orgulho de ser faialense e açoriano”, sustentou o candidato.
O Presidente do PS/Açores reiterou que na atual conjuntura em que vivemos ninguém pode ser dispensado do trabalho de colaborar pelo progresso e desenvolvimento da sua terra. Vasco Cordeiro, que falava na sessão de apresentação do candidato socialista à Câmara Municipal da Horta, considerou que a experiência de José Leonardo é uma grande ativo da candidatura do PS.
“Na atual conjuntura em que vivemos a experiência do José Leonardo, o conhecimento dos dossiês e a proximidade com as pessoas assegura um projeto com visão para continuar a levar o Faial e os Açores para a frente”. Para o líder do PS/Açores, nas próximas eleições autárquicas os faialenses serão confrontados com uma escolha muito simples. “A pergunta simples é saber se os faialenses querem ter à frente da Câmara Municipal da Horta a mesma coligação que na República está a dar cabo do poder local democrático, está a dar cabo da democracia e do progresso e desenvolvimento do nosso País”.

Os açorianos venceram o Sporting no terceiro jogo do “play-off”, por 4-2, no pavilhão Multidesportivo, do Estádio José Alvalade, em Lisboa.
O GD Toledos, da ilha açoriana do Pico, sagrou-se este domingo campeão português de ténis de mesa, ao vencer o Sporting no terceiro jogo do “play-off”, por 4-2, no pavilhão Multidesportivo, do Estádio José Alvalade, em Lisboa.
A formação dos Açores necessitou de quatro horas e meia para “vingar” o desaire de sábado, quando perdeu por 4-0, e reeditou o êxito do primeiro jogo, disputado no Pico, onde venceu a formação “verde e branca” por 4-1.
«Não foi uma surpresa. Sabíamos que poderíamos repetir a vitória obtida no Pico. A nossa dúvida era a margem de erro, que era muito curta, e se os nossos atletas iam aguentar a pressão deste jogo», referiu o treinador do GD Toledos, Alexandre Gomes, que dedicou o triunfo à população do Pico.
O 8.º Censo de Milhafres nos Açores, que decorreu em março, permitiu avistar 557 exemplares daquela ave, a única rapina diurna no arquipélago, anunciou a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).
Desde 2006 que a SPEA realiza um censo desta espécie, em sete das nove ilhas dos Açores (a exceção são Flores e Corvo, onde não existem milhafres). Uma contagem que se realiza também no arquipélago da Madeira, onde a ave é conhecida por manta.
Na edição deste ano, que decorreu a 23 e 24 de março, estiveram envolvidos "dezenas de voluntários", segundo revela a SPEA, em comunicado, acrescentando terem sido "avistadas 557 aves em 1.400 quilómetros percorridos".
"No arquipélago, entre 2006 e 2013, registam-se 3.748 milhafres nos cerca de 10.000 quilómetros percorridos nos 418 percursos. As ilhas de São Miguel, Faial e São Jorge apresentam, no total das oito edições, os maiores valores de densidade de aves por quilómetro percorrido", apontando para uma população total de milhafres "na ordem dos mil indivíduos".
Além da sua importância para obter informação sobre o milhafre, o censo "insere-se num projeto de cidadania para a ciência que procura estimar o tamanho e a situação das populações de milhafres", daí a importância da colaboração do máximo de voluntários para obter dados robustos sobre o estado desta espécie em cada ilha do arquipélago.
"O censo de Milhafres é um importante contributo para identificar tendências populacionais da espécie, aferindo se o seu número está a aumentar ou a diminuir, e alertar para situações de perigo desta espécie emblemática do arquipélago", explica a SPEA, admitindo que as populações de milhafres "parecem estáveis nos Açores e na Madeira, apesar do erro inerente a este tipo de dados, cuja recolha depende do número de voluntários que participa em cada ano e em cada ilha, e das flutuações anuais normalmente expetáveis em espécies selvagens".
Conhecida nos Açores como milhafre ou queimado (Buteo buteo rothschildi) e na Madeira como manta (Buteo buteo harterti), esta espécie possui um estatuto de conservação pouco preocupante.
No entanto, desempenha um papel ecológico fundamental, nomeadamente no controlo de certas pragas (ratos e coelhos).
14 velejadores, 8 provas agendadas, tendo sido duas canceladas devido a mau tempo, 36 regatas realizadas, muita competição e divertimento é o balanço do torneio de mini veleiros que o Clube Naval da Horta organizou este ano.
Contas feitas e após 9 o grande vencedor deste Troféu foi João Nunes. Na segunda posição ficou João Sequeira e no último lugar do pódio José Gonçalves.
A próxima prova de Mini-Veleiros será a Prova inserida na Semana do Mar 2013.
Duas das três formações que estiveram no Rali Ilha Azul com assistência e apoio logístico da ACB Racing acabaram a prova do CAF a comemorar vitórias nas respetivas categorias.
Bruno Amaral e Fernando Braga levaram a melhor, de forma clara, na categoria VSH no seu regresso à competição, conseguindo ainda um excelente 5º lugar da geral no Mitsubishi Lancer EVO VIII. O piloto das vila das Capelas aplicou o seu estilo de condução espetacular para registar bons cronos de entre os quais se destaca um terceiro tempo à geral no rapidíssimo e difícil troço Vulcão dos Capelinhos / Varadouro.
"Estou muito satisfeito por termos atingido todos os nossos objetivos" afirma o piloto. "Não só fomos os primeiros dos VSH como conseguimos ganhar todos os troços apesar de termos encarado o rali de forma tranquila e sem qualquer ansiedade ou pressão, mesmo se nos VSH havia máquinas e pilotos muito fortes. Queria agradecer à minha família e aos patrocinadores mas também à ACB Racing que fez um trabalho fantástico e à Kumho cujos pneus usei pela primeira vez e que deixaram muito satisfeito pelo seu desempenho."
Henrique Moniz e Jorge Diniz levaram a melhor, pela segunda vez consecutiva, ao nível do agrupamento de Turismo e das 2 rodas motrizes apesar dos problemas elétricos que afetaram o Citroen C2 R2 Max. "Este foi um rali em que não nos divertimos nada mas em que cumprimos os objetivos" realça o piloto micaelense que considera que em condições normais "poderia ter andado perto do 4º lugar".
Henrique Moniz marcou como objetivo a tentativa de terminar a temporada na terceira posição da classificação de absolutos do Campeonato dos Açores de Ralis. "Sabemos que há máquinas melhores que a nossa e que vai ser muito difícil mas não viramos a cara à luta e vamos tentar, até para podermos dar uma alegria aos nossos patrocinadores a quem aproveito para agradecer" adianta o piloto que ocupa, após as 3 primeiras provas do campeonato, precisamente a 3ª posição no Campeonato dos Açores de ralis.
Para António Castelo Branco o Rali Ilha Azul acabou por ser mais complicado que o previsto e, nestas condições, as vitórias de Bruno Amaral e Henrique Moniz acabaram por ser ainda mais saborosas. "As coisas começaram a complicar-se logo à saída da Terceira com a complicação que nos criaram para o transporte dos nossos meios. Depois foi a desistência prematura do Paulo Nóbrega que muito lamentamos", lembra o diretor técnico da ACB Racing. "No rali, o Bruno Amaral andou muito bem e o seu triunfo foi excelente para a equipa, tal como o do Henrique Moniz que ganhou apesar dos problemas técnicos que foram sendo ultrapassados com o esforço, dedicação e profissionalismo que são apanágio de toda esta equipa."