Tomaram posse hoje os membros do executivo regional agora liderado por Vasco Cordeiro.
O Executivo de Cordeiro é, como tinha sido prometido, mais pequeno que o anterior, com seis secretarias e uma subsecretaria.
Dos anteriores membros, apenas se mantém Sérgio Ávila, que continua na vice-presidência do Governo.
Para além das finanças e do planeamento, o número dois do Governo vai tutelar as questões do emprego e da competitividade.
A pasta da Solidariedade Social, antes pertencente a Ana Paula Marques, passa a ser tutelada por Piedade Lalanda.
Na Saúde, o médico Luís Cabral sucede a Miguel Correia.
Luiz Fagundes Duarte é o novo secretário regional da Educação, Ciência e Cultura, sucedendo assim a Cláudia Cardoso.
Vítor Fraga assume a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, que surge como a substituta da Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, anteriormente liderada por José Contente.
Ambiente, Mar e Agricultura foram fundidas numa "mega secretaria", a dos Recursos Naturais, que será liderada por Luís Neto Viveiros, que será assim titular das pastas que antes cabiam a Álamo Meneses e Noé Rodrigues. A subsecretaria regional das Pescas desaparece. ASecretaria Regional dos Recursos Naturais terá sede no Faial.
A Secretaria da Presidência, antes tutelada por André Bradford, desaparece para dar lugar à Subsecretaria Regional da Presidência para as Relações Externas, que será liderada por Rodrigo Oliveira.
No discurso de apresentação do novo Governo, Cordeiro disse ser "essencial" ter um executivo "mais pequeno, mais agil" e com maior articulação entre departamentos.
No final, e em declarações aos jornalistas, Vasco Cordeiro disse sentir uma “uma grande responsabilidade” pelo cargo que acabara de assumir.
“A conjuntura é muito difícil para as famílias e empresas açorianas pelo que temos que mobilizar todas as nossas capacidades e instrumentos para ultrapassarmos este momento de maior turbulência” - adiantou o presidente do Governo Regional dos Açores que não descartou o diálogo com o Governo da República como um dos instrumentos a utilizar.
O discurso de Vasco Cordeiro focalizou a sua tónica na problemática do desemprego, “só o governo per si não consegue criar emprego... não se criam empregos por decreto, nós precisamos trabalhar naquilo que é a criação de condições para que as empresas possam gerar e manter os postos de trabalho e, por outro lado, trabalhar na capacitação de recursos humanos para que lhes seja mais fácil conseguir emprego.”

“Todo o nosso trabalho e todos os nossos recursos devem ser mobilizados para essas tarefas de emergência regional que, quer na vertente social, quer na vertente laboral, quer, ainda, na vertente empresarial, apenas devem estar limitadas por esse outro valor supremo da nossa existência que é o da sustentabilidade da nossa Autonomia” - afirmou Cordeiro que disse ainda ser “função do Governo planear e desenvolver políticas que possam minorar e até reverter os efeitos que a actual conjuntura está a provocar nas famílias e nas empresas açorianas.”
Vasco Cordeiro não deixou de mandar “recados” a Lisboa, dizendo que “o nosso ponto de partida no relacionamento com o Governo da República é também o do diálogo e da concertação no trabalho conjunto de procurar as melhores soluções e os melhores equilíbrios para os desafios que todos temos à nossa frente. A este propósito convém, igualmente, salientar que a matriz de um saudável relacionamento entre os Açores e a República incorpora a necessidade da Lei de Finanças das Regiões Autónomas não ser amputada na sua utilidade, nem pervertida nos seus objetivos.”
O presidente recém empossado referiu-se ainda à “asfixia da Universidade dos Açores, o abandono da RTP/Açores, a desresponsabilização das funções do Estado” como factos “ofensivos” para com os açorianos.
O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas esteve na sede da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para assistir à cerimónia de tomada de posse do XI Governo Regional dos Açores, governo este presidido por Vasco Cordeiro.
Depois de, nas redes sociais, várias terem sido as pessoas que levantaram a questão da realização ou não, se uma manifestação a contestar a vinda do governante aos Açores, houve mesmo um indivíduo que resolveu manifestar-se.
Conforme captou a objectiva do fotógrafo do Tribuna das Ilhas, era apenas um e empunhava um cartaz dizendo "Bem vindo Dr. Relvas, Angola gosta muito do Sr. Dr.".
Ao que apurámos, o homem em causa viria a ser detido mais tarde por alegadamente ter agredido um agente da segurança de Miguel Relvas e depois de ter, em diversas ocasiões, insultado e ameaçado o próprio ministro dos Assuntos Parlamentares no hotel onde Relvas estará instalado.
O Gabinete de Relvas considera que o incidente é uma questão de segurança sobre o qual não tem que se pronunciar.
O indivíduo em causa foi detido e vai ser presente ao juíz amanhã, quarta-feira.
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Ao que conseguimos apurar, "o "Indivíduo" de que falam é o jornalista Nuno Ferreira que nos Açores prossegue o seu périplo a pé por todas as ilhas Açorianas.
Uma aventura que vem na sequência da que deu origem ao seu livro "Portugal a Pé" - http://www.rdj.pt/portugalape.
Estava hospedado no Hotel do Canal porque era a vez de, a pé, palmilhar a ilha do Faial.
Ana Luís foi eleita a nova Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores.
Com 43 votos a favor, 13 contra e uma abstenção, a faialense é a primeira mulher a exercer o cargo de Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
O nome da economista de 36 anos que encabeçou a lista socialista no Faial saiu das reuniões do Secretariado Regional do PS e do grupo parlamentar do partido, que decorreram na noite deste domingo.
Em cima da mesa estariam outros nomes, alguns deles de figuras históricas do PS/Açores, como é o caso do micaelense José Contente, antigo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos. Também a terceirense Cláudia Cardoso, ex-secretária regional da Educação, era um dos nomes de que se falava. No entanto, Ana Luís acabou por ser a escolhida para suceder ao terceirense Francisco Coelho, que ocupou o cargo na última legislatura.
Recorde-se que já foram anteriores Presidentes da ALRAA:
Álvaro Monjardino
Madruga da Costa
Reis Leite
Humberto Melo
Dionísio Sousa
Fernando Menezes
Francisco Coelho
Os 57 deputados da Assembleia Legislativa dos Açores eleitos a 14 de Outubro vão tomar hoje posse numa cerimónia na sede do parlamento regional, que está a decorrer neste momento e que assinala o início da X Legislatura.
O Partido Socialista elegeu 31 deputados o que lhe garantiu uma maioria absoluta.
O PSD, que elegeu 20 deputados regionais, continua a ser o maior partido da oposição nos Açores.
Pelo CDS-PP foram eleitos 3 deputados; 1 pelo Bloco de Esquerda; 1 pela CDU e 1 pelo PPM.
De registar que o PS tem mais um deputado e o PSD mais dois, enquanto o CDS-PP perdeu dois deputados, o BE perdeu um e o PPM mantém o único deputado que tinha, isto quando comparando os elementos da anterior legislatura.
Os socialistas venceram as eleições regionais com 49,02 por cento dos votos, tendo alcançado a vitória em oito das nove ilhas do arquipélago, perdendo apenas na Graciosa, onde venceu o PSD.
Por círculos eleitorais, o PS elegeu 12 deputados por S. Miguel, seis pela Terceira, dois pelo Faial, dois pelas Flores, dois pelo Pico, dois por S. Jorge, dois por Santa Maria, um pela Graciosa, um pelo Corvo e um pelo círculo de compensação.
Deputados no exercício de funções na X Legislatura
Aida Amaral - PSD - Santa Maria
Ana Luís - PS - Faial
André Rodrigues - PS - São Jorge
Aníbal Pires - PCP
António Marinho - PSD - São Miguel
António Parreira - PS - Terceira
António Pedroso - PSD - São Jorge
António Ventura - PSD - Terceira
Arlinda Nunes - PS
Artur Lima - CDS/PP - Terceira
Bárbara Chaves - PS - Santa Maria
Berta Cabral - PSD - São Miguel
Berto Messias - PS - Terceira
Bruno Belo - PSD - Flores
Catarina Furtado - PS - São Miguel
Cláudio Almeida - PSD
Cláudio Lopes - PSD - Pico
Domingos Cunha - PS - Terceira
Duarte Freitas - PSD - Pico
Duarte Moreira - PS - Santa Maria
Francisco César - PS - São Miguel
Francisco Coelho - PS - Terceira
Francisco Silva - CDS/PP
Graça Silva - PS - São Miguel
Humberto Melo - PSD - São Miguel
Iasalde Nunes - PS - Corvo
Isabel Almeida Rodrigues - PS - São Miguel
João Costa - PSD - Graciosa
Jorge Costa Pereira - PSD - Faial
Jorge Macedo - PSD - São Miguel
José Andrade - PSD - São Miguel
José Ávila - PS - Graciosa
José San-Bento - PS - São Miguel
Judite Parreira - PSD - Terceira
Lara Martinho - PS - Terceira
Lizuarte Machado - PS - Pico
Lucio Rodrigues - PS - Faial
Luís Garcia - PSD - Faial
Luís Maciel - PS - Flores
Luís Maurício - PSD - São Miguel
Luís Rendeiro - PSD - Terceira
Luís Silveira - CDS/PP - São Jorge
Manuel Pereira - PS - Flores
Marta Couto - PS - São Miguel
Miguel Costa - PS - Pico
Paulo Borges - PS - Terceira
Paulo Estevão - PPM - Corvo
Pedro Moura - PS - São Miguel
Piedade Lalanda - PS - São Miguel
Pilar Medeiros - PS - São Miguel
Renata Correia Botelho - PS São Miguel
Renato Cordeiro - PSD - São Miguel
Ricardo Cabral - PS - São Miguel
Rogério Veiros - PS - São Jorge
Valdemiro Vasconcelos - PSD - Graciosa
Vasco Cordeiro - PS - São Miguel
Zuraida Soares - BE - Círculo de Compensação
Em São Miguel:
Catarina Furtado substitui André Bradford
Marta Couto substitui José Contente
Jorge Macedo substitui Maria Leonor Raposo
José Andrade substitui Manuel Cansado
Na Terceira:
António Parreira substitui Claúdia Cardoso
Domingos Cunha substitui Sérgio Ávila
Também na sede campanha do PS Faial esteve João Castro, presidente do Secretariado de Ilha do PS.
A propósito da vitória do Partido Socialista em onze das treze freguesias do Faial, João Castro disse ao Tribuna das Ilhas que “vemos esta vitória com grande satisfação porque é um prémio e um reconhecimento pela obra que o Partido Socialista tem feito na ilha do Faial e também uma situação recorrente da austeridade que vivemos no contexto nacional, nomeadamente das políticas errada que estão a ser construídas pela República”.
“As pessoas deram uma resposta e essa resposta tem que ser lida, aferida e tem que ter, da parte dos políticos, a devida interpretação e enquadramento naquela que será a actividade futura” - sublinhou João Castro.
Confrontado com as notícias vindas a lume sobre o seu afastamento durante esta campanha, João Castro disse, no dia em que o PS Faial elege Ana Luís e Lúcio Rodrigues a deputados, “esse foi algo criado por alguma comunicação social, porque, quem andou na campanha certamente viu que o que existia era um partido coeso, unido e com objectivos a perseguir.”
Sobre a abstenção João Castro diz que “46% é muita coisa, há uma abstenção menor do que nas últimas eleições, mas ainda há muito a fazer por parte dos partidos e dos politicos junto da sociedade civil, no sentido de demonstrar e sensibilizar para a importância da actividade política.”
Para além disso, João Castro referiu ao Tribuna que é preciso corrigir algumas situações nos cadernos eleitorais que poderão influenciar esta abstenção.
Sobre a vitória do PS em freguesias tradicionalmente sociais-democratas, João Castro disse acreditar que tal se prende com a situação que se vive na República, “mesmo nas freguesias onde perdemos a verdade é que tivemos uma subida na votação
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