O CDS-PP também deixou para o último dia a entrega da lista pelo círculo eleitoral do Faial no Tribunal, um acto que foi acompanhado pelo mandatário Alexandre Martins de Carvalho.
Conforme já noticiamos, encabeça esta lista Graça Silveira, professora universitária que tem o técnico de farmácia independente Rui Martins como seu número dois. Em terceiro lugar surge Mário Bastos, engenheiro e presidente da Comissão Politica de Ilha. A posição número quatro é de Maria José Rosa, economista e independente.
No que diz respeito aos suplentes, Hélio Peixoto, jardineiro é o primeiro da lista, seguido de Lisandra Peixoto, empregada de comércio e na qualidade de independente. Em terceiro surge Daniel Ramos, empresário agrícola também este independente. O candidato número oito também é independente e é pescador de profissão, trata-se de Isauro Rosa.
Anne Mendes, recepcionista, é nona, seguida de Luís Freitas, técnico de sistema audiovisuais e Rafael Melo Luís, Técnico Oficial de Contas.
Artur Lima, líder dos populares açorianos acompanhou Graça Silveira nesta formalidade e, no final, disse aos jornalistas que “o Faial é uma ilha onde o CDS aposta fortemente e isso traduz-se na nossa lista renovada, com gente independente e com vontade de trabalhar pelo Faial.”
“Os faialenses têm que apostar na mudança e têm que fazer parte da decisão de mudar e dar oportunidade a que o CDS eleja um deputado pelo Faial, porque só vai beneficiar a população” – adiantou Lima, rematando “o Faial precisa de uma voz própria, de uma voz genuína”.
Graça Silveira, candidata do CDS-PP pelo Faial disse, no final, que as suas expectativas são as melhores “quando invisto num projecto as minhas expectativas são as mais elevadas mas sou realista e tento ter sempre os pés no chão”.
Em relação à lista, Graça Silveira diz que “estamos num momento muito difícil em que a vida politica está muito desacreditada e a minha lista é a prova de que, cada vez mais, as pessoas acreditam em pessoas e não na política. Fiz muitos convites improváveis e recebi muitos “sins” ainda mais improváveis de pessoas que, se calhar noutras condições nunca se teriam envolvido na política, mas que foram corajosas e viram que é o momento de fazer parte da diferença e da decisão”.
O Faial sempre se caracterizou por uma bipolaridade, pelo que, no entender de Graça, “é fundamental acabar com isso, porque nós podemos fazer toda a diferença e apostar numa pluralidade que permita uma vivência democrática diferente. Acredito que as próximas eleições podem trazer surpresas para muitas pessoas”.
O PSD/Faial entregou na manhã de hoje a lista candidata pelo círculo eleitoral do Faial às legislativas de Outubro.
No final deste acto formal, Jorge Costa Pereira, cabeça de lista, disse ao Tribuna das Ilhas que “o apresentar da nossa lista é um convite e um desafio aos faialenses. Um desafio para que façam uma avaliação àquilo que são os últimos 16 anos da governação socialista nos Açores e no Faial e façam essa avaliação não apenas em termos de obras concretizadas, mas em termos do desenvolvimento do Faial, quer no que diz respeito ao desenvolvimento económico, emprego, regresso aos jovens à nossa terra…”
Costa Pereira disse ainda ser importante que as pessoas analisem e comparem as listas que são apresentadas a sufrágio, “a nossa lista dá garantias ao Faial e faz com que o Faial possa ser recolocado no lugar que a nível regional merece, que sempre devia ter tido e que perdeu com a governação socialista. Queremos ajudar a construir para o Faial um futuro diferente do que tem sido feito até agora.”.
“Renovação, credibilidade e experiência”, foram as palavras escolhidas por Jorge Costa Pereira para classificar a sua lista, adiantando ainda que “estas premissas permitem responder àquilo que os faialenses efectivamente precisam nos próximos tempos que não de adivinham nada fáceis”.
A lista do círculo eleitoral do PSD Faial apresenta seis independentes e 6 militantes a sufrágio. Confrontado com esse facto e questionado sobre a possível instabilidade dentro do partido, Costa Pereira diz que “os tempos actuais exigem uma mobilização e uma abrangência que implica uma abertura dos partidos à sociedade como uma mais valia. Trata-se de ganhar para a politica cidadãos que estando disponíveis para colaborar não estão disponíveis para ser filiados a partidos”, disse, acrescentando ainda que “não se trata, de modo algum de instabilidade, nem sequer de dificuldades, é sim um sinal de abertura, vitalidade e adequação aos novos tempos”.
Falta notória neste acto foi a de Carlos Ferreira, número três da lista laranja que já suspendeu as funções de comandante da Polícia e de presidente do Sindicato dos Oficiais de Polícia mas que, ao que foi explicado no local, se encontra em Lisboa por questões de saúde de familiar próximo.
O mandatário da lista de candidatos à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores em 14 de Outubro ainda não foi revelado.
A lista é composta por Jorge Costa Pereira, professor e actualmente deputado na ALRAA, Luís Garcia, engenheiro zootécnico de profissão e deputado em funções. Carlos Ferreira, que concorre na qualidade de independente é oficial de polícia. O quarto candidato efectivo desta lista é Alice Rosa, independente e Coordenadora da Escola Profissional da Horta.
Quanto aos suplentes, em primeiro lugar surge Raquel Raposo (independente), psicóloga, segue-se Mário Pinho (independente), investigador do Departamento de Oceanografia e Pescas. Rosa Dart, técnica superior e vice-presidente da comissão politica regional do PSD Açores, surge em terceiro lugar, e Vânia Ladeira, assistente social é quarta da lista. A dentista Debbie Costa concorre na qualidade de independente no quinto lugar, seguida de Guida Pereira, chefe de escritório, igualmente independente. O sétimo lugar pertence a Isabel Dutra, economista. Fecha a lista Estevão Gomes, enfermeiro e presidente da Junta de Freguesia da Praia do Norte.
Os candidatos do Partido Socialista do Faial no âmbito da pré campanha visitaram na tarde de hoje a empreitada de reabilitação da estrada regional e ramal da Fajã.
Esta empreitada, há muito reivindicada pelos habitantes da Praia do Norte, teve início em Junho passado, sendo que tem como prazo previsto de conclusão o mês de Dezembro de 2012.
Filipe Malaquias, engenheiro da AFA Açores empresa adjudicatária da obra, explicou aos presentes que esta obra “está dividida em várias partes para permitir que o trânsito continue a circular. É uma obra que consiste na reabilitação do pavimento e na criação de drenagens das águas pluviais.”
Frederico Soares, delegado da SRHE também explicou que “ao todo são 8km de estrada a ser intervencionados e está dentro do prazo de execução”.
No final da visita Ana Luís disse que “viemos cá por ser uma obra extremamente importante e que vem no seguimento dos investimentos que o Partido Socialista e o Governo Regional têm feito nesta freguesia, de que são exemplo o edifício da Casa do Povo e o Centro de Processamento de Resíduos, este último ainda a decorrer”.
“O facto desta intervenção melhorar consideravelmente as acessibilidades à Praia do Norte poderá ser um incentivo à fixação de mais pessoas na freguesia, o que, no nosso entender é muito importante” – adiantou ainda aos jornalistas.
Realizou-se na tarde de terça-feira a prova em vela de botes baleeiros de Nossa Senhora de Lourdes.
O vento estava de feição e o mar, apesar de picado, convidava ao içar das velas.
O Senhora da Guia da Feteira foi o grande vencedor da tarde, uma vitória que teve um sabor especial ou não estivesse a “jogar em casa” como se diz na gíria.
Em segundo lugar ficou o Senhora das Angústias e em terceiro lugar o bote São José. Já o Senhora do Socorro ficou na quarta posição seguido do Maria da Conceição. A fechar a tabela ficou o Claudina.
“De Viagem” é o título do segundo livro de poesia de Marta Dutra, faialense, albicastrense, mas a viver em Aveiro, lançou sábado no Faial.
Ao Tribuna das Ilhas a poetisa revela que “esta obra retrata uma viagem à Ilha, onde a maioria dos textos foi escrita, em que se questiona e repensa em modo de diário a viagem da vida que todos nós empreendemos”.
A escolha de vir lançar o livro no Faial é justificada com o facto de ser “aqui que me sinto em casa, ou antes, esta será sempre a minha primeira casa. Também porque o livro fala do regresso e da ausência da própria Ilha que se encontra em cada um de nós. Refiro-me à décima ilha, como em tempos o fez Onésimo Teotónio de Almeida, que todos transportamos onde quer que estejamos”.
João de Melo referiu no prefácio: (...) “Falei em "veemência" dramática: podia sublinhar aquela palavra e entrar no território da grande "pungência" poética deste livro de Marta Dutra. É esse o meu sentimento de leitor - também eu "de Viagem" através destes códigos existenciais onde se projectam os tais dilemas do ser e as interrogações sensíveis de todos os vivos terrenos.”
Vago Olhar, a primeira obra da poetisa ganhou o prémio nacional de poesia de Fânzeres em 2008 e foi um dos motes a esta mais recente obra se bem que “ continuei a escrever como sempre fiz” diz a autora que afirma ter “textos distribuídos por todo o lado”.
“ Já cheguei ao ponto de estar a conduzir e ter de encostar para escrever! E escrevo no que estiver à mão. Porque é mesmo assim que surgem os textos, desta espontaneidade de ser e de sentir” - frisa.
A apresentação do livro esteve, à semelhança da sua primeira obra, a cargo de Vitor Rui Dores, cuja recensão publicaremos na íntegra na próxima edição deste semanário.
“Tal como no seu livro de estreia, também neste a autora continua a questionar, em versos muito belos e envolventes, o enigma, o mistério e as contradições da condição humana” - diz Dores.
Na sessão marcarão ainda presença Maria do Céu Brito, Ermelinda Simões e Cristina Ramos que leram alguns poemas.
Marta Dutra diz que elegeu a poesia como género literário predilecto porque “em primeiro lugar, porque é o género que brota de forma espontânea. Na poesia podemos fugir a regras e escrever o que nos sai da ponta dos dedos. E da alma. A poesia não se explica, portanto. Caberá ao leitor interpretá-la como lhe aprouver. É esta liberdade de expressão que me apaixona.”
Marta Dutra assume-se como uma “poetiza de alma”, porque profissionalmente é Terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa ,“e as duas vertentes complementam-se muito bem” - diz, acrescentando ainda que “a poesia complementa qualquer vertente! A poesia é uma forma de expressão livre que utilizo muitas vezes em jeito de autoterapia. Não escrevo para os outros lerem, por isso não tenho a preocupação do recurso estilístico e do embelezamento. Escrevo o que naturalmente vai surgindo. Raramente altero os textos.”
Este livro surgiu por um acaso, como nos conta, quando uma amiga ceramista lhe colocou o desafio de produzir algumas peças de cerâmica para alguns dos poemas.
“Depois disso, e por mera coincidência, aconteceu uma conversa com a responsável do Grupo Poético de Aveiro em que tomei conhecimento do seu trabalho no Cine-Clube de Avanca, que tem uma editora - a DebatEvolution - e que o responsável Costa Valente pretendia editar poesia. Enviei-lhes estes textos e em pouco tempo tínhamos o nosso livro” - conta a autora.
Marta Dutra disse ainda que tem muitos textos dispersos, todavia não existe ainda outra obra pensada. Minto.” Tenho uma ideia de algo que se poderá vir a concretizar, mas nada sistematizado ainda” - assume.
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