O advogado faialense Manuel São João lidera a lista para o círculo regional de compensação da Plataforma de Cidadania.
De acordo com um comunicado enviado às redacções, a lista será entregue no próximo dia 30 de Agosto, a partir das 14h00, no Tribunal Judicial da Comarca de Ponta Delgada.
Em segundo lugar da lista aparece o jornalista Rui Simas, também de raízes faialenses, apesar de residir em São Miguel há já alguns anos. O terceiro da lista é o também faialense José Braia Ferreira, técnico superior.
Da lista constam ainda nomes como Tomás Dentinho, André Silveira, Carla Mourão, Antero Furtado, Luísa Rocha, Maria Paleta e Débora Melo.
Os investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores Pedro Afonso e Jorge Fontes foram convidados por uma produtora Canadiana de documentários para uma missão científica na Reserva Natural da ilha de Cocos a500 km a oeste da Costa Rica.
Participam na missão iniciativa Canadiana "1000 dias pelo Planeta " num dos mais emblemáticos santuários marinhos do planeta. A ilha de Cocos, outrora famosa pelos fabulosos tesouros que diversos piratas ali teriam escondido, é hoje sobretudo conhecida pelas suas agregações de tubarão-martelo e de outras espécies de tubarões.
De acordo com informação disponibilizada no seu sítio da Internet, o principal objectivo desta missão é marcar tubarões migratórios com transmissores de satélite e acústicos para clarificar migrações destes animais no ‘triângulo’ delimitado pelas ilhas de Cocos, Malpelo (Colômbia) e Galápagos (Equador), que forma o chamado corredor marinho do Pacífico oriental Tropical (ETPS), uma área superior a 200 milhões de hectares classificada pela UNESCO como prioritária para a conservação.
D. Aurélio Granada Escudeiro, antigo bispo de Angra, faleceu sábado aos 92 anos de idade na Casa Sacerdotal de Ponta Delgada.
As cerimónias fúnebres de D. Aurélio Granada Escudeiro vão decorrer terça-feira na Igreja Matriz de S. José, em Ponta Delgada, estando prevista uma missa de corpo presente às 11h00. Os restos mortais de D. Aurélio Granada Escudeiro vão ser sepultados num jazigo na ilha Terceira.
D. Aurélio Granada Escudeiro foi eleito bispo titular de Drusiliana e coadjutor de Angra a 18 de Março de 1974, tendo a sua entrada solene na Sede Episcopal angrense acontecido a 19 de Junho desse mesmo ano.
Datam do início do seu bispado, algumas providências de ordem pastoral, junto do Conselho Presbiteral, tendo aprovado poucos meses depois, em Novembro, o Estatuto do Conselho Presbiteral.
É da sua autoria a criação do Secretariado Regional para a Pastoral das Migrações e, mais tarde, a Comissão Diocesana para a Comunicação Social.
D. Aurélio atravessou o período conturbado do pós 25 de Abril, com o processo de descolonização ultramarina africana a acontecer e o consequente e inevitável retorno de milhares de desalojados. Este facto fá-lo criar a Comissão Diocesana de Ajuda aos Refugiados, que teve importante papel sob o triplo ponto de vista material, espiritual e social nas ilhas.
Transmitindo os poderes prescritos na Carta Apostólica de Paulo VI, Ecclesiae Santae Regimen, D. Aurélio Granada Escudeiro nomeia alguns sacerdotes vigários episcopais, e, seguidamente, ocupa outros na responsabilidade das ouvidorias, dedicando-se, a partir daí, a um trabalho intenso e infatigável de pastoral nestas Ilhas.
Incorporou-se na peregrinação diocesana do Ano Santo, a Roma, tendo o Papa Paulo VI, na audiência que deu na Praça de S. Pedro do Vaticano a grupos de peregrinos, distinguido com a Sua Palavra, em língua portuguesa, os peregrinos e a Diocese dos Açores. Os seus conhecimentos e, sobretudo, a sua experiência adquirida no campo da pastoral das migrações levaram a Conferência Episcopal a elegê-lo vogal da Comissão Episcopal Portuguesa para as Migrações e Turismo. Na sequência do seu múnus prelatício sagrou na Ilha Terceira a paroquial de S. Jorge das Doze Ribeiras, e criou a paróquia da Algarvia em S. Miguel, desmembrando-a da de S. Pedro de Nordestinho.
Procedeu à bênção do lançamento da primeira pedra do Mosteiro das Clarissas, Calhetas, na Ilha de S. Miguel (20.V.1976).
A 30 de Junho de 1979 foi nomeado bispo residencial vindo a tomar a respectiva posse um mês depois. A bula de preconização foi emanada do Papa João Paulo II.
D. Aurélio Granada Escudeiro nasceu em Alcains, Castelo Branco a 29 de Maio de 1920, filho de João Lourenço Escudeiro e de D. Maria Belarmina Nunes Granada Pinheiro. Fez os seus estudos nos Seminários de Gavião, Alcains e Olivais, vindo a exercer, ainda antes de ordenado, o professorado no Seminário de Gavião. Presbítero.
Celebrou a sua primeira missa em Alcains, sua terra natal, alguns dias depois.
Decorreu na passada terça-feira, 21 de Agosto, a Prova de Mini-Veleiros Nossa Senhora de Lourdes.
Esta prova, inserida na festa da padroeira da Feteira, realizou-se junto ao porto, no novo espelho de água existente.
Com a participação recorde de 11 velejadores, num percurso difícil pelos seus baixios, as regatas estiveram ao melhor nível.
Em termos de classificações o vencedor foi Belchior Neves, que fez uma prova constante.
Em segundo lugar ficou Hedi Costa, em igualdade de pontos com o terceiro classificado João Morais.
A freguesia da Feteira comemorou segunda-feira, 20 de Agosto, o seu Dia da Freguesia. As cerimónias solenes de comemoração desta data ficaram marcadas pelas homenagens a quatro individualidades locais, mas sobretudo pelas duras criticas que Eduardo Pereira, presidente da Junta dirigiu à Câmara Municipal da Horta, ao Governo Regional e ao Governo da República.
Depois do hastear da bandeira, que este ano não aconteceu ao toque do hino pela Filarmónica Lira e Progresso Feteirense que se encontra sem direcção, a sessão solene decorreu na Igreja do Divino Espírito Santo como já vem sendo hábito.
As primeiras palavras de Eduardo Pereira foram dirigidas ao Governo da República ao criticar a decisão de se reduzir o número de freguesias: “a redução de freguesias através da união de Freguesias só deveria acontecer por vontade das populações locais. As verbas transferidas para as Juntas de Freguesia são, largamente, as que maior índice de retorno em termos de investimento dão ao nosso País. Além disso permitem que os investimentos sejam efectuados localmente” – justifica Eduardo Pereira que a esse respeito acrescentou ainda que “o Governo Regional dos Açores tem a obrigação de fazer valer o nosso estatuto autonómico mantendo todas as Freguesias e tudo fazer para o aprovar na ALRAA”.
O presidente da Junta de Freguesia afirmou convictamente que “a Feteira tem muito para oferecer, muito para evoluir mas são diversos os problemas e constrangimentos que sentimos diariamente, sendo que todos os investimentos necessários têm sido de enorme dificuldade de execução independentemente da cor política do Governo, da Câmara ou da Junta.”
Eduardo Pereira queixou-se não só de falta de apoio ou falta de verbas mas também de falta de diálogo com o Governo.
O presidente vai mais longe ao afirmar que “no último ano de mandato deste Governo sentimos um tratamento que consideramos desigual e discriminatório, para com a Junta de Freguesia e até algumas Instituições da nossa Freguesia, por parte de alguns organismos Governamentais de onde por exemplo destacamos a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.”
Também o relacionamento da Junta de Freguesia da Feteira com a Câmara Municipal da Horta, “ tem sido cordial e correcto mas sabe-nos a pouco. A percepção da Junta é de que muito mais poderia ser feito por parte da nossa Câmara na nossa Freguesia.”
Eduardo considera que o modelo das delegações de competências está esgotado e deverá merecer muita reflexão antes do início de outro mandato autárquico.
Uma das actuais maiores preocupações da Junta de Freguesia prende-se com o facto da Lira e Progresso Feteirense estar de portas fechadas, sendo que Eduardo Pereira também deixou um repto aos seus concidadãos.
Nesta cerimónia, que contou com um momento musical protagonizado por Alexandre Gualdino e pelo Grupo Coral da Feteira, foram homenageados os cidadãos: Jandira Zeferino; Manuel Pereira, Sérgio Silva e Luís Silva.