O SRPCBA promoveu um Curso de Suporte Básico de Vida com Desfibrilhação Automática Externa para Profissionais de Saúde (SBV D - Profissionais de Saúde), no Faial, no dia 08 de Novembro. Esta ação destinou-se a elementos do Corpo de Bombeiros do Faial.
O Curso de Suporte Básico de Vida com Desfibrilhação Automática Externa para Profissionais de Saúde foi frequentado por 11 elementos do Corpo de Bombeiros do Faial e teve lugar nas instalações da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial (AHBVF), sendo ministrada pelos Formadores Fernando Leite (SRPCBA) e Paulo Sérgio (AHBVF).
Este curso foca a importância do Suporte Básico de Vida (SBV) e a utilização, assim que possível, de um Desfibrilhador Automático Externo (DAE). Baseia-se em casos clínicos simulados, que encorajam a participação dos formandos, treinando todas as técnicas-chave individualmente. Os alicerces da formação são o domínio do SBV, nomeadamente da capacidade de executar compressões torácicas de alta qualidade, o domínio da cadeia de sobrevivência e o uso de DAEs em segurança.
Já o Curso de Tripulantes de Ambulância de Transporte (TAT) decorreu de 31 de outubro a 7 de novembro.
Esta ação destinou-se a 10 elementos do Corpo de Bombeiros do Faial, realizou-se nas instalações da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial (AHBVF) e foi ministrada pelos Formadores Fernando Leite (SRPCBA) e Paulo Sérgio (AHBVF).
Ao longo do curso, os formandos adquiriram competências em diversas áreas, mormente: Conhecimentos básicos de Anatomia e Fisiologia do corpo humano; organização da emergência pré-hospitalar, fases e intervenientes; técnicas de abordagem à vítima; identificação de situações de risco para a vítima e para a equipa de emergência pré-hospitalar entre outros.
Carlos Manuel Redondo Faias será indicado pelo Governo dos Açores para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Atlânticoline, substituindo João Ponte, que deixou o cargo para integrar o XII Governo Regional dos Acores.
Carlos Faias é Mestre em Gestão, pela Universidade Técnica de Lisboa, sendo licenciado em Gestão de Empresas de Turismo, pela Escola Superior de Gestão Hoteleira do Estoril.
Com larga experiência na área da gestão e empreendedorismo, desempenhou, entre outros, os cargos de Coordenador do Centro de Empreendedorismo da Universidade dos Açores, entre 2007 e 2008, Vice-Presidente da Direção da Cresaçor – Cooperativa Regional de Economia Solidária, entre 2007 e 2008, Presidente da Direção e membro fundador da Associação ACEESA – Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico, entre 2006 e 2008, e Diretor Técnico da Agência Regional de Microcrédito dos Açores, entre 2005 e 2008.
Foi ainda docente convidado para lecionar o Seminário em Empreendedorismo e Espírito Empresarial no curso de MBA do Departamento de Economia e Gestão na Universidade dos Açores, nas edições de 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2015, e foi docente na Universidade dos Açores, na qualidade de Assistente, da cadeira de Empreendedorismo, desde 2007 até 2011.
Para além destas funções, Carlos Faias foi ainda nomeado, por despacho da Presidência do Governo, de 30 de julho de 2015, representante do Governo Regional do Açores na Comissão Nacional de Habitação, e, por despacho da Vice-Presidência do Governo, Emprego e Competitividade Empresarial e da Secretaria Regional da Solidariedade Social, representante da Região Autónoma dos Açores na Assembleia Geral da Sociedade de Promoção e Reabilitação de Habitação e Infraestruturas (SPRHI).
Desde dezembro de 2008, Carlos Faias desempenhou as funções de Diretor Regional da Habitação, nos X e XI governos regionais.
Está a decorrer a Azores Battle, que como o próprio nome indica é uma batalha saudável entre três boxes.
2FITU- Faial, NO NAME SHED-Terceira e CROSSFIT PDL- São Miguel são as boxes participantes.
A competição entre os 3 espaços consiste em 3 etapas sendo que se realizam durante 3 semanas.
Cada box define os exercícios para cada semana na vertente RX ou Scaled (tipo de prova).
Os atletas filmam a prova na qual devem ser observados dois itens importantes, um o relógio que cronometra a prova e outro os pormenores técnicos de cada exercício, que se não forem cumpridos e observados levam a penalizações.
Na semana de 7 a 13 de novembro todos os atletas inscritos realizaram a primeira etapa, etapa essa definida pela Box de São Miguel. Do 2FITU participaram nesta primeira fase 21 atletas. As classificações saem durante a semana seguinte a cada Wod.
Os resultados podem ser acompanhados através das respetivas boxes.
Durante a semana de 14 a 20de novembro os atletas devem realizar o Wod estipulado pela Box terceirense e para finalizar o 2FITU, coloca os atletas à prova na semana de 21 a 27 de novembro.
No Faial a gravação de cada prova decorre aos sábados pelas 16:30, no ginásio 2FITU.
Do ginásio do Faial participam os atletas Joice Duarte, Margarida Menezes, Andrea Mota, Paula Gomes, Tógui, Mário Rosa, João Rosa, Márcio Alberto, Francisco Menezes, Ricardo Galo Gomes, Ricardo Gomes, Fábio Moniz, Rui Santos, Paulo Gonçalves, Diogo Bajouco, Carla Sequeira e ainda os responsáveis pelo treino Rui Amaro, Ricardo Silva e Júlio Pires.
Numa iniciativa da ASPEA –Associação Portuguesa de Educação Ambiental, decorre no próximo dia 19 de novembro, das 17h às 19h30, um Worlshop denominado “Do Óleo Usado ao sabão e detergente da roupa”.
Esta ação será coordenada por Ana Valentim, bióloga de formação e atenta ao desenvolvimentosustentávele à diminuição da utilização de produtos contaminantes, tais como detergentes e cosméticos.
O workshop decorrerá na Cozinha Comunitária da Junta de Freguesia da Conceição.
Uma sucinta notícia de O Telégrafo de 30 de Novembro de 1914 informava que “o distinto cavalheiro da nossa terra” José Nestor Ferreira Madruga seguia no vapor San Miguel para Lisboa, “na companhia de sua consorte e filha”, a fim de fixar residência na capital portuguesa.
Tratava-se de um respeitável ancião de 81 anos, nascido na cidade da Horta (freguesia das Angústias) em 6 de Agosto de 1833[1], o qual, pelos cargos que assumira e pelas funções que exercera, se tinha tornado figura de destaque nas ilhas do Faial e do Pico, fazendo jus ao qualificativo daquele jornal.
Filho de João Inácio Ferreira, de São Mateus do Pico, e de D. Maria Luísa Pereira Madruga, das Angústias, onde casaram e residiam, José Nestor teve 12 irmãos e, após os estudos complementares, integrou o quadro de funcionários do governo civil da Horta, começando como amanuense e chegando ao topo da carreira, sendo aposentado “com a pensão anual de 400$000 reis fortes”[2] em Março de 1889.
Durante 30 anos, acumulou as funções oficiais no Governo Civil com as de amanuense na “casa da roda” da Horta, aí colocado em 1860 por escolha do chefe do distrito, conselheiro António José Vieira Santa Rita. Num anexo do Relatório do Governador Civil da Horta ao Ministério do Reino desse ano - ao tratar-se do grave problema dos expostos nas ilhas do distrito - refere-se que “a escrituração daquele estabelecimento [casa da roda] está na melhor ordem e regularidade, sendo devido este satisfatório resultado ao bom desempenho e inteligência do empregado do governo civil, encarregado da escrituração, o sr. José Nestor Ferreira Madruga[3]”.
Foi também nessa época, mais precisamente em Julho de 1862, quando uma onda de agitação popular varreu o concelho da Madalena – e depressa se propagou a outras localidades do Pico e a toda a ilha do Faial – que o governador Santa Rita recorreu aos serviços competentes de Ferreira Madruga. Os povos, habilmente manipulados pelos mais poderosos que seriam os prejudicados com a entrada em vigor da contribuição predial e do sistema decimal de medidas, opuseram-se a elas de forma violenta e inconsciente, recorrendo a espancamentos de autoridades, “maltratando os empregados da Fazenda, ameaçando todos e reduzindo todo o concelho a uma completa anarquia; em vista do que todas as autoridades se demitiram”[4]. Foram estas circunstâncias que levaram o governador civil a entender conveniente mandar como administrador para aquele concelho alguém estranho à localidade, nomeando para o cargo o amanuense da secretaria José Nestor Ferreira Madruga que, acompanhado de um reduzido destacamento de 8 soldados, 1 cabo e 1 sargento, partiu para a Madalena a 14 de Julho e lá foi procurando atenuar a violência desse “Verão Quente” de 1862!
Estas comissões de serviço, bem como o exercício de outros cargos - ele foi, sucessivamente, membro da Junta de Paróquia das Angústias, mesário e provedor da Santa Casa da Misericórdia da Horta, procurador do Conselho de Distrito e juiz de direito - são reveladoras de que Madruga era um funcionário diligente, considerado e sabedor.
Exerceu, por várias vezes, as funções de secretário-geral do Governo Civil e pouco antes da aposentação foi agraciado, por decreto de 15 de Março de 1888, com a mercê de comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição, distinção que, por iniciativa própria e por razões que se desconhecem, não quis receber.
Dedicou-se, a par da sua vida profissional, à vitivinicultura – com prédios em São Mateus do Pico e no Varadouro do Faial – e à indústria da cal, havendo notícia de que “em 1864 obteve o apoio incondicional do morgado José do Canto” para construir um forno de cal na Canada do Porto Pim (hoje rua Príncipe Alberto de Mónaco), actividade em que investiu de novo em 1896 “construindo um forno no lugar do Pasteleiro, freguesia das Angústias”[5].
Proprietário e veraneante no Varadouro, José Nestor Ferreira Madruga teve papel de relevo na reconstrução da actual Ermida de Nossa Senhora da Saúde. Estava ela em ruínas, num terreno comprado por Joaquim Silveira Bettencourt, tendo sido este que requereu e obteve, em 1887, a indispensável autorização do bispo de Angra para a restaurar e a tornar em lugar digno para a celebração eucarística e outros actos de culto. Para esse efeito, associou-se com três outros proprietários de terrenos e de casas naquela localidade: Francisco Pamplona Corte Real, José Silveira Goulart Cirilo e José Nestor Ferreira Madruga, cabendo a este promover uma subscrição de angariação de fundos, não só para o restauro da ermida mas também para a reconstrução de um “barracão [casa de banhos] onde encontrassem abrigo as pessoas pobres que vão tratar-se às águas termais do Varadouro” e que, vindas “ de várias pontos desta ilha e do Pico” ali acorriam em grande número e que “pela falta de meios e de extrema pobreza”, se viam “obrigadas a dormir em qualquer parte que podiam arranjar, sem nenhumas comodidades, até nas grutas da costa”[6]. Os três jornais então existentes no Faial – O Fayalense, O Atlântico e O Açoriano - publicaram regularmente e de forma bastante detalhada as dádivas da subscrição liderada por Ferreira Madruga. Entretanto, as obras de reconstrução começadas em 1888 ficaram concluídas um ano depois, tendo ocorrido a sagração da Ermida a 22 de Agosto de 1889, em cerimónia presidida pelo ouvidor eclesiástico da Horta, Pe. José Leal Furtado, previamente autorizado pelo bispo diocesano.
Amigo e correligionário do controverso conselheiro Miguel António da Silveira, líder distrital do Partido Progressista, deputado e governador civil do distrito da Horta desde 11 de Fevereiro de 1897, José Nestor Ferreira Madruga foi então nomeado seu substituto, assumindo o exercício pleno da chefia do distrito em várias ocasiões, a última das quais decorreu ininterruptamente de 4 de Janeiro a 20 de Julho de 1899, data em que Miguel da Silveira foi exonerado daquele cargo. Apesar dos inevitáveis ataques de que foi alvo – mais por ser íntimo de Miguel da Silveira, cujas tropelias e ilegalidades ficaram registadas para a posteridade – Ferreira Madruga era distinguido, mesmo pelos seus adversários políticos que tinham no diário regenerador O Globo o principal arauto, pelos “dotes de inteligência, cultura e prática administrativa” e “pela sua delicadeza de modos e processos” em flagrante contraste com “as brutais desconsiderações e provocantes galegadas do sr. Miguel António”.[7] No desempenho das funções de primeiro responsável pela vida pública distrital, Ferreira Madruga procurou “ir no caminho da conciliação e do restabelecimento da ordem”, mostrando “a conveniência de se acatarem os direitos de cada um”.[8]
José Nestor Ferreira Madruga casou na paroquial da Candelária, ilha do Pico, a 9 de Novembro de 1878 com D. Maria Maciel da Cunha. Contava ele 45 anos e ela apenas 20, sendo ambos naturais e moradores na freguesia das Angústias da cidade da Horta. Tiveram uma filha, D. Maria Luísa Maciel Ferreira Madruga, nascida a 22 de Julho de 1880 que casou a 16 de Junho de 1898 na Matriz da Horta com o tenente de artilharia Francisco Rodrigues de Morais e um filho João Inácio Ferreira Madruga que, ainda jovem, emigrou para os Estados Unidos.
José Nestor Ferreira Madruga faleceu em Lisboa no dia 3 de Março de 1917. Contava 83 anos de idade.
[1] Livro nº 8 Baptismos Angústias (1830-1835), fl. 48-v
[2] O Açoriano, 3 Março 1889
[3] O Fayalense, 13 Julho 1862
[4] A. L. Silveira Macedo, História das Quatro Ilhas …, vol. II, p. 293
[5] Rui Sousa Martins, in Horta Faial – Inventário do Património Imóvel dos Açores, pp. 55 e 56
[6] O Açoriano, 15 Julho 1888
[7] O Globo, 22 Novembro 1897
[8] Idem, 9 Janeiro 1899