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Nuno Avelar

Nuno Avelar

22
julho

28 propostas, “28 projetos de qualidade” apresentados no âmbito do Orçamento Participativo

Publicado em Reportagem
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Pela primeira vez a Câmara Municipal da Horta implementou o Orçamento Participativo depois de, em 2015, ter levado a cabo o Orçamento Participativo Jovem. Esta iniciativa, conforme referiu em junho passado o presidente da Câmara Municipal da Horta, aquando a apresentação pública, visa “acima de tudo, pôr os faialenses a participar na vida do seu concelho.” Sob o lema “Faial Participa”, a autarquia lançou o desafio aos munícipes de apresentarem propostas nas mais variadas áreas com o propósito de ver melhorada a qualidade de vida no concelho. Trata-se de um instrumento de democracia participativa e voluntária através do qual os faialenses, maiores de 18 anos, foram chamados a “participar na vida do concelho com a apresentação de propostas até ao dia 15 de julho de 2016”, afirmou o autarca. A Câmara Municipal reserva 150 mil euros para apoiar o projeto vencedor ou, caso esse mesmo projeto não perfaça esse total, o número de projetos possível até perfazer o valor fixado. Após apreciação de uma comissão técnica, as propostas estarão abertas a votação no período entre 3 de outubro e 3 de novembro, concluindo-se o processo com o anúncio do vencedor a 7 de novembro. A execução do projeto ou projetos vencedores do Orçamento Participativo da ilha do Faial acontecerá já em 2017. Terminado que está o prazo de entrega de propostas, Tribuna das Ilhas conversou do José Leonardo Silva que nos referiu que “a adesão das pessoas foi interessante e temos intenção de aumentar o número de projetos apresentados no próximo ano. Foram apresentados 27 projetos interessantes que a comissão de avaliação vai avaliar e que serão posteriormente postos a votação.” “A implementação do Orçamento Participativo da ilha do Faial pretende contribuir para um modelo de governação mais dinâmico, garantindo uma política de proximidade que incentiva a participação cívica dos cidadãos do concelho da Horta. O Orçamento Participativo é um mecanismo de democracia participativa, voluntária, através do qual os munícipes podem dar o seu contributo para a definição das políticas da Câmara Municipal da Horta. Cada cidadão envolve-se no processo de decisão sobre o investimento municipal, de modo a que todo o processo possa corresponder às expectativas próprias e às manifestadas pela população, “ – referiu. O presidente da autarquia revelou a este semanário ter ficado surpreendido com a qualidade dos projetos apresentados. “Fiquei satisfeito com a qualidade do que foi apresentado, acho que estamos no bom caminho para que sejam apresentados mais e mais projetos ao longo dos anos”. A verba destinada a estes projetos é, conforme já referimos de 150 mil euros, o que corresponde a 2.5% das receitas de capital inseridas no Plano da autarquia, “se aumentar a receita de capital aumentamos a verba destinada ao orçamento participativo”. Sob a égide de que podia ser apresentado tudo o que for exequível e que esteja de acordo com as normas de participação, dentro das seguintes áreas temáticas: Ação Social; Cultura; Desporto; Educação e Juventude; Espaço Público e Espaço Verde; Infraestruturas Viárias, Trânsito e Mobilidade; Modernização Administrativa e Cidadania; Proteção Ambiental, Energia e Sustentabilidade; Proteção Civil; Saúde; Turismo, Comércio e Empreendedorismo; Urbanismo e Requalificação Urbana, foram então apresentados 27 projetos. A proposta número 1 visa a Recuperação de moinho de vento na freguesia das Angústias e tem um orçamento estimado de 150 mil euros. “O projeto destina-se no geral a toda a população com efeitos na paisagem, na cultura local e no turismo. Trata-se da recuperação de um moinho de vento tradicional que se encontra em estado de degradação com efeito pernicioso na paisagem. Este moinho dá nome à rua onde se situa e constitui um elemento muito importante na memória coletiva dos habitantes ao redor do local. Envolve a recuperação do moinho de vento e do espaço envolvente constituído por um pequeno terreno” – lê-se. A segunda proposta estende-se a todas as freguesias e insere-se na área dos espaços públicos e espaços verdes e, de acordo com o seu proponente “destina-se a todos os munícipes e a todos os que nos visitam e usufruem dos nossos espaços públicos. Destina-se a vários espaços públicos na cidade podendo eventualmente ser desenvolvido em outros espaços aprazíveis e preferencialmente com vista para o mar e canal. A manutenção e cuidado com o equipamento será da responsabilidade da CMH. Este projeto não tem tempo limite e pode ser executado muito facilmente”. A proposta 3 destina-se à implementação de quiosques no Porto Novo e tem um orçamento estimado de 110 mil euros. Subentende a instalação de pequenos quiosques no acesso ao Terminal permitiria às empresas do Faial, o seu aluguer diário, semanal ou mensal, para promover e vender os seus produtos e serviços aos turistas nacionais e estrangeiros que nos visitam e que chegam/partem através do Terminal e em especial os que nos visitam nos múltiplos navios de cruzeiro que tem aportado à Horta. A proposta 4 sugere a Abertura da Torre do Relógio aos Turistas e tem um custo de 3000 euros. Esta proposta é fundamentada pelo facto de serem inúmeros os turistas que seguindo as indicações dos mapas e guias turísticos da cidade, sobem a Ladeira do Relógio, “e o ar de deceção quando lá chegam entristece-me. Essa deceção poderia ser minimizada, com a possibilidade de subiram à Torre de Relógio e assim poderem tirar umas fotos da cidade.” Outra das propostas visa a implementação de um Varandim para o molhe do Porto, com um custo de 75 mil euros. O seu apresentante diz “tendo em conta o avultado investimento público, na construção do molhe do novo porto, penso que deveria ser potenciada a sua utilização pelos contribuintes, através da utilização deste espaço de forma segura, para a prática de atividades físicas de manutenção e melhoria da condição física dos cidadãos do Faial, como a marcha, andar de bicicleta e de patins por exemplo.” A implementação de uma Ciclovia na Avenida é a proposta número seis. E surge assente no pressuposto de que “a avenida é relativamente perigosa para a circulação em bicicleta, seria interessante delimitar no passeio da desta, uma faixa para circulação de bicicletas e outros meios de locomoção não pedonais.” O descongestionamento do trânsito na freguesia da Matriz, faz parte da proposta número 8 que visa a “utilização intensa deste pequeno troço de estrada e que o descongestionamento do trânsito na mesma pode ser facilmente resolvido. Com o estacionamento autorizado nesta rua, a resolução passa facilmente pelo estreitamento do passeio em cerca de 40 cm em frente à enfermaria do quartel, onde existe um passeio bastante largo. Esta pequena alteração permitiria a fluidez do trânsito, que por vezes fica bastante congestionado nas horas de ponta. Com a mão de obra existente na CMH, apenas haveria trabalhos de calceteiro, pelo que o orçamento seria bastante baixo, senão mesmo gratuito”, pode ler-se. A proposta número 9 visa a Cobertura do Campo da Escola da Praça na freguesia dos Cedros e permitiria “Dotar o recinto do campo de futebol da escola primária com cobertura para realização da atividade desportiva durante o período escolar e recreio.” Também para a freguesia dos Cedros se destina a proposta 10: Reabilitação do Porto dos Cedros e engloba a criação de Parque Infantil e aparelhos de fitness, criação de parque de campismo. Reabilitação de campo de futebol de praia. Criação de zona de grelhadores e vedação do recinto. A proposta 11 está relacionada com uma Escola de Artes. O projeto consiste numa escola de artes onde serão lecionadas variadas disciplinas artísticas, tais como: cinema, teatro. fotografia, animação de rua, música (bateria, guitarra, baixo e voz para a formação de bandas jovens), pintura e dança. Também serão feitas oficinas com artistas convidados das varias disciplinas artísticas acima mencionadas. O objetivo final é criar espetáculos, exposições e concertos para o público em geral. O público alvo serão crianças/jovens dos 10 os 20 anos. O local seria a combinar tendo em conta todas as freguesias do Faial. O orçamento seria de Setenta mil euros para cobrir as despesas de Recursos Humanos e materiais a precisar. As aulas decorreriam no período letivo de 2017/2018, de setembro a junho e julho e agosto seria reservado para apresentações, exposições e concertos. Acho que este projeto seria uma mais valia para ilha, porque além de formar crianças e jovens na componente artística, permitiria a realização de eventos, inseridos na programação cultural da ilha, para deleite dos locais e turistas. A Proposta 12 é sobre um Passeio Pedonal de Porto Pim que vem oferecer à Baía de Porto Pim um passeio pedonal para que tanto os habitantes da ilha do Faial como os turistas possam desfrutar do seu esplendor sem a presença constante de veículos automóveis. “Não sendo esta uma zona de passagem, é possível vedar o acesso automóvel, permitindo apenas cargas, descargas e deslocações de emergência como os bombeiros e a polícia. Será assim possível percorrer a pé a distância entre a Praia e o Portão de Porto Pim de forma a que todas as crianças, seus pais, avós e demais transeuntes frequentem esta zona balnear em segurança, sem serem sujeitos aos constrangimentos de atravessar vias automóveis. O orçamento de 87 000 euros permite que toda a área presentemente alcatroada passe a calçada portuguesa utilizando o basalto negro para motivos decorativos (ver imagens em anexo). Permite ainda criar uma zona de estacionamento para 10 automóveis e uma zona de lixos e de reciclagem tão agradável como as já existentes noutros pontos da cidade. Esta intervenção, que dota a Baía de Porto Pim de um Passeio Marítimo (como é o caso da Avenida Marginal da Horta e de muitas outras em cidades como Lisboa, Porto, Coimbra, Angra ou Ponta Delgada) contribuirá positivamente para o atual renascimento de atividades comerciais nesta zona da freguesia das Angústias.” Já a proposta número 13 visa uma Sala de ensaio/gravação para projetos musicais Faialenses. “Pretende-se criar uma sala de ensaios que permita o encontro de músicos, o surgimento de novos projetos e permitir-lhes gravar os seus sucessos por forma a dá-los a conhecer ao público em geral. Destina-se a todos os músicos desta ilha, amadores, profissionais ou em vias disso, que tenham banda formada, ou que pretendam apenas ensaiar a solo num estúdio profissional. O local ideal será a caixa forte do antigo Banco de Portugal, agora Banco de Artistas.” A requalificação do Miradouro do sítio do Piolho na freguesia dos Cedros, com um orçamento de 65 mil euros é outra das propostas. Pretende o seu apresentante ampliar o parque de estacionamento; colocar mesas e bancos em pedra e uma plataforma elevatória com vista para a freguesia; criar uma zona de merendas com casas de banho. Para a freguesia da Praia do Norte foram apresentadas duas propostas: construção da piscina na Fajã (proposta 15) que pretende ser uma estrutura turística que fomente o desenvolvimento da freguesia, geradora de riqueza e de valorização do património edificado e não edificado além de promover o desenvolvimento de outras atividades económicas como os alojamentos turísticos, restauração, o comércio e outros serviços, assim como outras atividades económicas indiretamente, como a agricultura no consumo de produtos locais. Foi também apresentada uma ideia para o “Fajã Rural Camping” (proposta 16) que pretende recuperar uma área antiga de produção vitivinícola rural típica da localidade da Fajã, que se encontra abandonada e que a freguesia da Praia do Norte adquiriu em conjunto com o Município da Horta. Este projeto permitirá a recuperação e beneficiação de currais de vinha antigos para a construção de uma zona de campismo junto à zona balnear e de lazer da baía da Ribeira das Cabras. Tenciona-se recuperar as paredes antigas que circunscreviam o terreno bem como as internas que dividiam o terreno fazendo a divisão dos currais tradicionais de vinhas, num total de extensão aproximada de 550 metros lineares. Planeia-se construir e disponibilizar duas mesas para refeições dos campistas, uma zona de estacionamento de bicicletas, uma zona de ecoponto e a colocação de um painel informativo com as informações sobre o parque e a zona envolvente. A Proposta 17 visa a Instalação de equipamentos lúdicos para crianças nas praças da cidade para combater a "desertificação" dos jardins e praças públicas da cidade, nomeadamente o Largo do Infante e Praça da República, estimulando o convívio e a interação entre crianças, pais e avós. Neste sentido, propõe-se a instalação de equipamentos lúdicos atrativos para as crianças, que potenciem a utilização destas praças públicas de uma forma divertida e descontraída. Já a Proposta 18 - Rede Anti-Águas Vivas na Praia da Porto Pim diz que “com apenas 3500€ resolve-se o problema de águas vivas na Praia de Porto Pim. Existem no mercado Redes Anti-Águas Vivas que podem ser adquiridas para o efeito, totalmente preparadas e equipadas, que apenas necessitam, posteriormente, o seu transporte até ao local e implantação. São facilmente colocadas e transportadas, podendo ser retiradas no Inverno para maior longevidade das mesmas, prolongando no tempo a sua utilização e rentabilizando o orçamento.” 85 euros é o montante requerido pela proposta 19 que visa um Curso de iniciação à fotografia à semelhança do que se realizou na ilha das Flores. A proposta 20 é mais ambiciosa. Trata-se da conversão do Quartel do Carmo em Pousada da Juventude. Esta proposta destina-se a travar a degradação continuada do Quartel do Carmo, com o aproveitamento do edifício para instalação da futura Pousada da Juventude do Faial. O público alvo serão todos aqueles que nos visitam, que passariam a usufruir de um alojamento económico num local central da cidade, com espaço para estacionamento e boa vista para a baía da Horta e para o Pico. A população local beneficiaria da criação de postos de trabalho. Possivelmente os 150000 € são insuficientes para concretizar todo o investimento, mas em parceria com o Governo Regional e/ou beneficiando de quadros comunitários de apoio, poderá ser uma realidade. Para a ilha do Faial seria uma oportunidade de requalificar e preservar património e ao mesmo tempo ficar dotada duma Pousada da Juventude, dado que o Faial é a única ilha com cidade que não tem um alojamento assim, e a par da Graciosa são as duas ilhas do Grupo Central sem Pousadas da Juventude. 65 mil euros é quanto custaria um Centro Pedagógico de Artes, Terapias e Ecologia (Proposta 21). De acordo com o seu autor, este centro conseguiria criar um local de desenvolvimento de atividades educacionais, sociais e ambientais através de dinâmicas artísticas, culturais e de terapias holísticas. A proposta 22 é um Centro de Artes da Ilha do Faial que tem como principal missão a criação, produção e difusão das artes visuais e do espetáculo do ponto de vista de uma política cultural virada para os recursos humanos, criativos e materiais da ilha do Faial. Queremos colocar a “ilha da Ventura” no mapa cultural açoriano e nacional. Para Castelo Branco surge a Proposta 23 de requalificação da zona balnear de Castelo Branco e criação de trilho pedestre entre a zona balnear e o Morro de Castelo Branco. O projeto em causa vem no sentido de requalificar a zona balnear de Castelo Branco, através da criação e melhoramento de algumas das infraestruturas já existentes naquela zona e dotar a ilha do Faial com um trilho pedestre que ligue o Porto de Castelo Branco ao Morro de Castelo Branco, dois dos sítios mais visitados da nossa ilha. A Proposta 24 implica a construção de Balneários nos Capelinhos com acesso a pessoas com mobilidade reduzida, no Porto do Comprido. Este balneário irá servir de apoio aos cidadãos que visitem esta importante zona turística. Este projeto destina-se a todos os locais e aos visitantes. A Proposta 25 é sobre Vela para adultos, competição para séniores que “nasce de uma carência a nível desportivo, e do facto de um recurso não ser tão aproveitado quanto poderia e deveria ser, o mar dos Açores. Sendo a Horta a "Cidade Mar", tendo a Horta uma das mais belas baías do mundo, tendo a Horta a marina mais movimentada do país, porque não temos mais faialenses ligados e interessados pelo mar? No Faial, o Clube Naval da Horta desempenha um papel fundamental, contribuindo para que a ligação ao mar esteja presente nas nossas crianças. Mas o que acontece a essa ligação quando as crianças se tornam adultos? E como podemos cativar o interesse de mais adultos para o mar, sem as infraestruturas e sem os equipamentos necessários? É difícil, sem dúvida! Neste sentido, apresento uma proposta com o intuito de colmatar esta lacuna. Objeto da proposta: Aquisição de 4 embarcações à vela Laser SB20. Barcos monocasco de de 6m de comprimento totalmente equipados para aprendizagem e competição”. A antepenúltima proposta (26) intitula-se ”A Cidade sai à Rua” e está integrada numa lógica de requalificação e dinamização dos seus centros históricos, bem como da promoção do espaço urbano mais vivido e saudável, existem cada vez mais cidades que optam por reduzir ou eliminar o trânsito automóvel em importantes ruas comerciais, ainda que muitas vezes recorrendo apenas a eventos temporários. Esta proposta visa a implementação de um evento deste género na cidade da Horta, com carácter temporário, de periodicidade a definir. A penúltima proposta visa a implementação de um espaço público e espaços verdes. O projeto abrange uma zona de requalificação urbanística e ambiental, importante para a ilha do Faial e para a freguesia da Feteira, mais concretamente na Rua da Igreja, num terreno contiguo à igreja paroquial. Por fim, e para o Capelo, está a proposta 28. Trata-se de um Campo Multiusos de Areia.
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22
julho

“tá consolando”... uma receita por dia não sabe o bem que lhe fazia!

Publicado em Entrevistas
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Marília Medeiros nasceu na freguesia do Salão e, desde cedo, o seu gosto pela escrita e pela culinária vieram ao de cima. Em 98 juntou-se ao projeto do Jornal “O Agir” e confessa que gosta sobretudo de escrever e contar histórias de vida. Hoje, já casada e mãe, criou um blog onde posta as suas experiências gastronómicas. “tá consolando”. De onde surgiu o gosto pela escrita? Sempre gostei de escrever, desde o típico diário de menina às várias tentativas de escrever livros de histórias. Lembro-me de uma vez no primeiro dia do ano, ter passado a tarde a copiar receitas de família para um caderno que tinha recebido no Natal. O gosto pela escrita tem me acompanhado e no Verão quente de 1998 fui cofundadora do jornal “O Agir”. Gosto principalmente de escrever e contar histórias de vida. Começamos a ver os escritos num blog dedicado a freguesia do salão... Porquê? Como surgiu esta ideia? No dia 15 de abril de 2007, realizou-se na freguesia do Salão a cerimónia de bênção do bote Sra. do Socorro. Esta embarcação tem um grande significado para alguns familiares que tenho nos EUA e que quando souberam desta cerimónia logo pediram fotos. Nesse mesmo dia, achei que seria interessante arranjar uma forma de fazer chegar esta e outras informações da freguesia, não só aos meus familiares, mas a todos os que estão longe e assim foi. Agarrei no computador e construi o blog “O bote”. Este blog terminou em 2012, após o nascimento da minha filha por não ter disponibilidade de continuar o trabalho da mesma forma que tinha estado a desenvolver. Entretanto temos o "tá consolando"... Porque esta mudança? O blog “tá consolando”, surgiu em 2010, mais uma vez como forma de partilhar o meu livro de receitas com familiares e amigos, que me pediam receitas. Com o nascimento da Mariana o blog ficou em stand-by. No ano passado retomei esta aventura em que adaptei o gosto pela culinária, pela escrita e pela fotografia a um projeto mais enquadrado na minha disponibilidade.
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19
julho

Obras do Mercado Municipal orçadas em 1 milhão de euros

Publicado em Geral
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A Câmara Municipal da Horta vai investir cerca de 1 milhão e 100 mil euros na reabilitação do Mer-cado Municipal. O anúncio foi feito, na passada semana pelo Presidente da autarquia, no momento de apresentação do projeto de execução de requalificação daquela infraestrutura municipal. O espaço será totalmente coberto, a lojas ganharão outras dimensões e outra flexibilidade, existirão expositores móveis para quem quiser comercializar os seus produtos no interior do espaço, haverá um espaço de frio comum para os lojistas e o estacionamento também será alvo de uma profunda requalificação. O passo seguinte será o lançamento do concurso público para se avançar depois para a candidatura do projeto a fundos comunitários. O presidente da Câmara da Horta, José Leonardo, prevê que esteja tudo pronto para que as obras se iniciem no final do ano. Obras que custarão 1 milhão e cem mil euros e terão um prazo de exe-cução de dez meses. O presidente da edilidade salientou que se está perante uma forte aposta na promoção do setor pri-mário e na criação de condições para potenciar mais-valias na venda dos seus produtos. José Leo-nardo lembra que os mercados municipais são sempre um local de visitação para quem nos visita, considerando que a requalificação do mercado também é uma forte aposta no turismo. Esta aposta da Câmara da Horta no Mercado Municipal vai impor também, segundo o autarca faialense, uma mudança de paradigma que tem como pano de fundo o aumento da qualidade na oferta dos lojistas. «Não faz sentido fazer uma aposta desta grandeza no Mercado Municipal sem que haja também uma aposta na qualidade e na valorização dos produtos», afirmou o edil. Nesse sentido, a autarquia já começou a trabalhar num projeto de marketing para a promoção do Mercado Municipal. Para além disso está também a ser pensado um novo regulamento. «O novo regulamento será mais ágil, comtemplará horários mais alargados, mas não permitirá lojas fechadas e quem não cumprir não poderá continuar no Mercado Municipal», explica José Leonardo. A autarquia vai também promover ações de formação junto dos lojistas, quer no que diz respeito à exposição de produtos, quer no serviço prestado. Tudo em nome da qualidade e de um novo concei-to para o Mercado Municipal. Na ocasião foi ainda celebrado um protocolo entre a CMH e Associação de Agricultores da ilha do Faial no qual a autarquia irá ceder, a título gratuito, um espaço no Mercado para a instalação da Loja do Triângulo. A Loja do Triângulo vai regressar ao Mercado Municipal e será a loja âncora depois de estarem concluídas as obras de requalificação.
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18
julho

Detido suspeito de incendiar casas no Faial

Publicado em Local
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A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada, identificou e deteve um homem pela presumível prática de vários crimes de incêndio. Os factos ocorreram recentemente, na ilha do Faial, tendo o detido ateado três fogos, em dias sucessivos, a duas habitações e um anexo, num contexto de presumível vingança contra um dos moradores. O detido, de 56 anos de idade, sem ocupação laboral, foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida coativa de apresentações trissemanais no posto policial da sua área de residência.
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19
julho

Núcleo Cultural edita The Horta Swell – Crónica de um Natal Transatlântico 1939 D. C.

Publicado em Cultura
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O Núcleo Cultural da Horta (NCH) promove na sexta-feira, dia 22 de julho, pelas 21 horas, na Sociedade Amor da Pátria, o lançamento do livro The Horta Swell – Crónica de um Natal Transatlântico 1939 D. C., da autoria de Carlos Guilherme Riley. Com prefácio de Ricardo M. Madruga da Costa, esta obra de 64 páginas, constitui um estudo de enquadramento sobre os clippers da Pan American e a escala da Horta, com notas explicativas sobre os redatores da coleção do The Horta Swell e os acontecimentos que estiveram na origem desta singular publicação. Procurando acrescentar valor documental e bibliográfico a esta edição, são na mesma reproduzidos igualmente outros folhetos e ainda incluídas algumas fotografias com interesse histórico sobre aqueles conteúdos. Esta iniciativa integra também a reedição fac-similada da coleção completa do periódico The Horta Swell, editado “pelos passageiros de dois voos comerciais da Pan American Airways em resultado da amaragem do Atlantic Clipper e do Dixie Clipper no aeroporto marítimo da Horta a 23 de dezembro de 1939 e impos¬sibilitados de descolar devido ao arreliador swell”. A coleção é constituída por seis números, editados entre 30 de dezembro de 1939 e 7 de janeiro de 1940 na tipografia O Telégrafo, e do seu corpo redatorial faziam parte Jane Gradenigo, Pedro Domecq e Max Thornburg.
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