Ricardo Serrão Santos defendeu esta semana em Bruxelas a urgência em proteger o rendimento dos produtores de leite nos Açores, apelando a uma solução europeia para a atual crise de preços no sector.
"É urgente investir em mecanismos europeus para proteger o rendimento dos produtores de leite e reforçar os apoios a regiões onde o sector leiteiro assume uma importância crucial em termos económicos, sociais e ambientais, (...), como é o caso dos Açores", defendeu, em sessão plenária do Parlamento Europeu (PE) e em presença do Comissário Europeu da Agricultura, Phil Hogan.
Serrão Santos reiterou que a situação atual é consequência de um "um problema europeu que exige um forte incentivo europeu, para comprometer toda a produção europeia no processo de controlo da oferta. De contrário, haverá sempre os que continuarão a aumentar a produção e a agravar a situação dos que não têm as mesmas vantagens competitivas."
A Comissão Europeia finalmente admitiu o impacto do fim das quotas leiteiras no agravamento dos preços aos produtores e informou que a oferta continua a aumentar, para o que terão contribuído essencialmente a Holanda, a Alemanha, a Polónia e a Irlanda.
Ricardo Serrão Santos concluiu com a referência à necessidade de garantir preços justos aos agricultores, através de medidas que reequilibrem as relações de poder entre estes e a indústria e as grandes superfícies.
Uma das novidades da edição de 2016 do Azores Trail Run® (ATR) é a estreia do “Km Vertical da Montanha do Pico”.
A prova de skyrunning acontece hoje, 27 de maio, na ilha do Pico. Com um desnível de 1000 metros e um percurso de 3,2 km, a prova representa a estreia da modalidade nos Açores.
O skyrunning designa as corridas efetuadas em percurso com grande desnível positivo. Trata-se de uma modalidade recente, que no nosso país é tutelada pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.
Sendo a Montanha do Pico o ponto mais alto de Portugal, com 2351 metros de altitude, esta surgiu como a candidata natural para a criação de uma prova de skyrunning nos Açores.
A organização do ATR decidiu potenciar a presença dos muitos atletas que vêm do exterior da Região e lançou assim o “Km Vertical da Montanha do Pico”.
A prova arrancou às 10h00, da Casa da Montanha.
Nesta prova participam atletas vindos da Alemanha, Áustria, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia e Suíça.
Os interessados em história da baleação nos Estados Unidos e nos Açores já podem visitar a “Casa dos Botes Discovery Center”, em New Bedford, um novo centro interativo para as famílias que honram a herança açoriana.
Num espaço com cerca de 300 metros quadrados, integrado no Museu da Baleação da cidade, os visitantes podem experimentar oito estações interativas.
É possível, por exemplo, subir a bordo de um bote baleeiro, chamado Pico, remar no bote ou procurar baleias no oceano com binóculos.
Existe também a reconstrução do convés de uma baleeira americana, dormitórios incluídos, onde as crianças podem içar as velas, usar o leme ou tentar levantar um barril cheio de óleo.
O novo centro custou dois milhões de dólares (cerca de 1,8 milhões de euros).
Na entrada do espaço existe uma placa criada por artesãos da Fábrica de Cerâmica Vieira, da ilha açoriana de São Miguel, que representa uma regata de botes baleeiros no porto da Horta, no Faial, com a ilha do Pico no fundo.
O centro foi construído na antiga Casa dos Botes, o local onde em 1997 membros da comunidade portuguesa construíram pela primeira vez botes baleeiros dos Açores nos EUA.
“Isso torna o local muito especial. Queríamos honrar esse facto. Trabalhando com o comité português, desenhámos este centro de descoberta onde as crianças podem aprender sobre a grande herança, cultura e legado dos baleeiros açorianos, enquanto se divertem um pouco”, explicou James Russel.
A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, adjudicou à empresa Tecnovia – Açores a empreitada para a estabilização e proteção do acesso ao porto do Salão.
As intervenções a realizar, no valor de cerca de 160 mil euros, consistem na construção de um passadiço com guardas do lado da falésia, na recuperação das escadas de acesso e na construção de muro de vedação em betão-armado, que tem o propósito de limitar o acesso de pessoas a uma zona onde existem episódios de queda de material da encosta.
Esta obra, prevista na Carta Regional das Obras Públicas, terá um prazo de execução de 90 dias após a consignação.
A máxima devoção das gentes da Feteira, assim como a generalidade dos habitantes das freguesias rurais da ilha é para o Sagrado Paráclito, traduzida nas graciosas festas efetuadas nos sete domingos que se seguem à Páscoa quase sempre em cumprimento de promessas, não raro dos filhos desta ilha que regressam de estranhos países sobretudo da América e Brasil ou então que tem andado embarcados, visitando longínquas paragens na pesca da baleia.
Acresce porém a isto os festejos próprios do domingo, segunda-feira e terça-feira do Espirito Santo, bem como do domingo da Trindade, celebrados desde o povoamento da ilha, no ano de 1460.
No dia do Império dos Pescadores na Feteira, isto é festa muito solene, no decurso da qual é coroado um irmão daquela associação que a sorte designa antecedentemente, ou que levantou o pelouro seguindo-se depois, a luzidia procissão da Coroa para um tabernáculo armado ou edificado no caminho, aonde é grande a profusão de lumes, flores fitas e bandeiras e junto do qual assim como no trajeto até ali, os foliões, munidos duma bandeira vermelha, de pandeiros e tambor, cantam diversas toadas, próprias e usadas nessas ocasiões.
Depois a coroa na qual vistoso altar, há o lauto jantar à irmandade, em casa do Imperador, que embora seja pobre não se popa nem olha a despesas e em sendo três para as quatro horas da tarde em frente do altar e pelo caminho além estão armadas extensíssimas mesas, cobertas com alvas toalhas, sobre as quais vem os irmãos com açafates enfeitados de rosas e verduras, depositar o pão, com que vai ser esmolada a pobreza, depois de abençoado pelo respetivo pároco.
Uma banda de música, a cantoria dos foliões, e o entusiasmo por estas festas de centenas ou milhares de indivíduos que ali concorrem, anima tudo.
A despesa deste serviço, que é avultada não afronta assim duma maneira penosa os irmãos do Império, porquanto durante todo o ano, do monte, ou do produto da pesca de cada lancha, é aplicado uma soldada para este fim a qual o mestre vai lançando num mealheiro, para a qual concorrem as possantes lanchas empregadas na carga e descarga dos navios, na Baia da Horta, e tripuladas por marinheiros daquela freguesia.
Há ainda iguarias oferecidas por particulares e dádivas enviadas por filhos residentes na América e Brasil que nunca esqueceram a sua terra.
Depois de distribuídas as esmolas a Coroa é conduzida para a ¬moradia do Imperador do ano seguinte.
Ali no cascalho, bem escoradas estão varadas as embarcações, com ramagens, flores e bandeiras dando lhes uma pintura nova.
No leito da popa de cada una dessas embarcações está armado um pequeno mas vistoso altar cercado de círios, enfeitado com rendas e vistosas toalhas de seda ou de cassa esmeradamente bordada. Ali é solenemente colocada, por alguns momentos a Coroa, em cada uma, cercando a embarcação toda a campanha, descoberta, de pé, com o máximo respeito, enquanto o pároco abençoa aquele frágil esquife que tantas tormentas tem arrastado. Em redor estão ajoelhadas as mulheres, as crianças, toda a família do pescador. Inúmeros foguetes sobem ao ar.
Esta fé é a reprodução da parábola do Evangelho, o abençoado óbolo da pobreza, o mais dileto aos olhos de Deus.
In revista “Civilização Cristã” ano 1 nº11
16 de Novembro de 1890