O protocolo de actuação face ao AVC (Acidente Vascular Cerebral), destinado aos hospitais e unidades de saúde de ilha, com vista à normalização de procedimentos nesta matéria, vai avançar nos Açores.
O anúncio foi feito pela Directora Regional da Saúde Sofia Duarte.
Este protocolo “visa assegurar o melhor tratamento disponível ao doente com esta patologia, com a fixação de normas e procedimentos uniformes, de modo a que atempadamente haja o devido encaminhamento destas situações”.
As normas definidas permitem identificar os sinais de alerta no sentido de confirmar se se está perante um doente candidato à Via Verde do AVC.
São também fixados os requisitos no âmbito da abordagem pré-hospitalar do AVC, no sentido de ocorrer a triagem correta, o transporte rápido para Unidade de Saúde ou Hospital, a manutenção dos parâmetros fisiológicos e a deteção e tratamento das complicações precoces.
Recorde-se que a Via Verde Coronária está já implementada em toda a Região, desde o dia 1 de Julho de 2011.
A candidata do PSD/Açores a presidente do governo anunciou ontem a apresentação do Plano Social de Salvaguarda para apoiar as famílias mais carenciadas e a classe média, cujas verbas serão obtidas através de “cortes em mordomias” da classe política.
“Estes cortes significam uma importante poupança no orçamento regional. São cortes em mordomias. E uma verba que queremos utilizar para reforçar a política de apoio aos açorianos, através de um Plano Social de Salvaguarda dos Açores que não é só para os mais carenciados mas também para a classe média”, afirmou Berta Cabra.
A líder social-democrata explicou que os cortes passam pela “redução de 25 por cento, pelo prazo de dois anos, do vencimento de todos os titulares de cargos políticos, começando pela presidente do governo regional”.
Os cortes anunciados anunciados por Berta Cabral passam também pela redução de 40 por cento do número de membros de governo, de 12 para sete secretários regionais, e respetivos gabinetes e assessorias, redução de 35 por cento de todos os cargos de nomeação política e seus gabinetes e assessorias, e uma redução não inferior a 40 por cento nas despesas em viagens, hotéis e ajudas de custo.
O corte na despesa com os cargos políticos ou de confiança política prevê ainda a redução do número de deputados da Assembleia Legislativa dos Açores para um máximo de 39 deputados, redução de 25 por cento nos vencimentos de gestores públicos durante dois anos e a redução em 35 por cento de cargos de nomeação política no setor público empresarial regional.
“Estes cortes significam uma importante poupança no orçamento regional. São cortes em mordomias. É uma verba que queremos utilizar para reforçar a política de apoio aos açorianos, através de um Plano Social de Salvaguarda dos Açores que não é só para os mais carenciados, mas também para a classe média”, disse.
A candidata do PSD/Açores a presidente do governo sublinhou que os cortes na despesa com os cargos políticos vão permitir aumentar o complemento regional de pensão, o apoio à aquisição de medicamentos e o complemento regional de abono de família.
O Plano Social de Salvaguarda prevê também a criação de um subsídio de insularidade de cinco por cento do vencimento base dos trabalhadores privados que auferem salário mensal até dois mil euros, o que vai permitir “aliviar a carga fiscal” para os trabalhadores penalizados com o acréscimo de sete por cento na contribuição para a segurança social.
“Com este instrumento vamos devolver aos trabalhadores parte significativa do valor que as medidas de austeridade previstas pelo governo do PSD/CDS-PP lhes iria retirar”, afirmou Berta Cabral.
Já foram feitos os pagamentos relativos ao resgate leiteiro na campanha 2011/2012, que abrangeu 71 produtores e um montante total de 480 mil euros.
"O resgate leiteiro é apenas uma das medidas que têm sido usadas pelo Governo dos Açores para a reestruturação do sector", refere uma nota de imprensa divulgada pelo executivo regional, acrescentando que "nos últimos anos, o sector leiteiro na região cresceu mais de 47 por cento na produção, apesar de terem diminuído os activos, tendo melhorado muito a qualidade do leite produzido e as explorações aumentado a sua área".
Para o Governo dos Açores, a produção leiteira na região, que representa um terço do total nacional, está agora "melhor preparada para o anunciado desmantelamento do sistema de quotas leiteiras na União Europeia".
A promoção da Horta enquanto Uma das Mais Belas Baías do Mundo e membro da rede internacional de baías é um dos objetivos comunicacionais em que a Câmara Municipal da Horta está apostada.
O anúncio foi realizado ontem por João Castro, presidente da autarquia, na abertura dos trabalhos do 8.º Congresso do Clube das Mais Belas Baías do Mundo, que se realiza até ao próximo domingo, na Turquia.
De acordo com, uma nota informativa enviada à nossa redacção, o Presidente do Município da Horta salientou a importância do trabalho que tem sido desenvolvido nos Açores por diversas entidades, na área da promoção turística e do desenvolvimento sustentável, nomeadamente com a classificação dos Açores enquanto Destino Eden e destaque da National Geographic Traveller, que coloca os Açores como um dos 10 melhores destinos turísticos.
Hoje, quinta-feira, o congresso das baías termina os seus trabalhos na cidade de Bodrum, na Turquia, com a apresentação de experiências realizadas por baías do clube ao nível da preservação ambiental e da sua sustentabilidade, entre as quais o caso da baía portuguesa de Setúbal, ao nível da proteção de cetáceos.
Na sexta-feira, decorrerá já na ilha de Patmos, sob organização da Baía de Grikos, a cerimónia de entronização da Baía da Horta e das baías de Roses (Espanha), Fort de France (Martinica) e La Baule Bay (França) e a apresentação do congresso de 2013, que se realizará no Cambodja.
1. Vivemos na depressão quotidiana da crise que a todos submerge e subjuga. Depois do desvario e da inconsciência da governação de José Sócrates, os Portugueses decidiram mudar de governo. E, ainda hoje, não perdoam ao impenitente exilado em Paris o estado em que ele deixou o país e a forma como comprometeu o nosso futuro e o das novas gerações.
2. Mas por mais razões que todos nós possamos ter contra a governação de José Sócrates, e por mais razões que nos assistam pelo facto de ele ter contínua e compulsivamente ocultado a verdadeira situação do país, a verdade é que os Portugueses têm também de meter a mão na sua consciência.
José Sócrates em 6 anos duplicou a dívida externa e a dependência de Portugal. Mas nesse período, a maioria dos Portugueses premiou o seu governo, dando-lhe vitórias eleitorais como resposta às suas promessas de aumentos na Função Pública, de TGV’s, de mais SCUT´s, e de outras que tais, que só se tornaram possíveis com um novo e crescente endividamento externo.
Por isso, José Sócrates é culpado também na medida em que se assumiu como espelho refletor dos desejos e projetos irrealistas da maioria dos Portugueses, que tinha de si e do país uma imagem completamente distorcida da realidade. E aqui todos temos, como país, a nossa parte de responsabilidade, tanto mais que fomos avisados do desastre iminente para onde alegremente caminhávamos, mas não quisemos saber desses avisos (lembram-se de Medina Carreira? Lembram-se de Manuela Ferreira Leite? Lembram-se da chacota e da displicência com que eram vistos e apelidados de “pessimistas militantes”?).
3. George Santayana escreveu que “aqueles que não são capazes de lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo.” Nada mais apropriado ao que se passa neste momento. Nada mais importante do que não esquecermos o que se passou em Portugal, com Sócrates, com o seu ilusionismo político que enganou meio país, enquanto, alegremente, nos levou ao inevitável embate frontal com a realidade, que acontece sempre a quem gasta mais do que produz e do que tem!
E lembrar esse passado é o melhor caminho para aprendermos a não repetir os erros nos Açores, neste momento presente.
4. Nos últimos dois anos em particular, a poderosa máquina de propaganda a soldo do Governo Regional, procurou incutir em todos que os Açores eram um caso à parte no país, e, mesmo, no Mundo.
Carlos César disse e garantiu que a crise não chegaria aos Açores.
Depois, disse que chegaria mais tarde e se iria embora mais cedo.
Carlos César e Sérgio Ávila garantiram que as finanças dos Açores e a sua situação económica eram um exemplo de sucesso mesmo a nível nacional.
Ainda na passada semana, na Assembleia, Carlos César repetiu e jurou que estamos melhor que todos, e foi essa manifestação de fé que escolheu para se despedir dos Açorianos.
A estratégia é clara: manter as aparências e a ideia de que nos Açores está tudo bem! Uma verdadeira ilusão, ao estilo de José Sócrates.
E aguentar assim até 14 de Outubro, mantendo os Açorianos na ilusão, até às eleições. Depois disso, logo se vê!
5. Mas a realidade é, infelizmente, cada vez mais avassaladora.
Então se está tudo bem e tão bem nos Açores, como chegámos ao maior número de desempregados dos últimos 35 anos, a uma taxa de desemprego maior do que a nível nacional e ao exorbitante número de 4 jovens em 10 estarem desempregados?
Então se tudo está tão bem nos Açores, se as nossas finanças respiram saúde, porque não conseguimos pagar os dois empréstimos à banca estrangeira que se venceram em Agosto passado, no valor de 135 milhões de euros?
Então se tudo está tão bem nos Açores, porque fomos às escondidas do povo destas ilhas pedir a Lisboa esses 135 milhões a troco de um “Memorando” que é uma verdadeira capitulação e venda da nossa Autonomia?
Então se tudo está tão bem nos Açores, porquê o buraco abissal da Saúde? Porque não se paga atempadamente aos fornecedores de medicamentos?
Então se tudo está tão bem nos Açores, porque se estão a adiar os processamentos de pagamentos e de apoios aos mais diversos níveis?
Então se tudo está tão bem nos Açores, porque é que já houve a necessidade de antecipar duodécimos no setor da Saúde?
6. Em desespero, o governo regional já não quer sequer falar dos Açores. Entretém-se, agora, a falar do governo da República e das medidas adotadas a nível nacional. E quanto piores são as medidas, mais rejubilam nos seus intentos de fazer esquecer como estamos nos Açores.
Mas as próximas eleições do dia 14 de Outubro não são para julgar nem Passos Coelho nem as políticas do governo da República, que serão avaliados pelos Portugueses e pelos Açorianos na altura própria.
As próximas eleições regionais são para escolher os novos deputados do Parlamento dos Açores e o novo governo dos Açores. Por isso, quem está em julgamento e avaliação é o governo regional, sim, esse que agora prefere falar de tudo menos dos Açores!
Deixarmo-nos enganar em mais este ilusionismo político, conduzir-nos-á, fatalmente, a repetir os erros do passado que tão dura e injustamente estamos todos a pagar!
Tenhamos a lucidez de lembrar o passado, para não termos de repetir os mesmos erros!