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07
outubro

Blaya no Faial para ensinar Kudafro

Escrito por  Nuno Avelar
Publicado em Cultura
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Os faialenses aderiram em grande número ao primeiro workshop de Kudafro (kuduro/afrohouse) que o ginásio 2FITU promoveu no passado sábado com a presença da formadora Blaya, conhecida de todos pela sua participação na banda Buraka Som Sistema.

Blaya é o nome artístico de Karla Rodrigues. A cantora e kudurista nasceu no Brasil e cresceu em Portugal.

À nossa reportagem diz que “a Carla falou comigo e foi algo que me aliciou bastante. não foi fácil conciliar datas mas, finalmente lá se proporcionou.”

Sobre o ensinar os faialenses a dançar ritmos como o kuduro e o afrohouse, Blaya diz que “foi muito interessante… os faialenses estiveram bastante bem, divertiram-se mas empenharam-se muito e apanharam muito bem a coreografia”.

Em 2008, quando Blaya foi chamada para o casting de bailarinas dos Buraka Som Sistema, nem sequer sabia dançar kuduro. “Fazia aqueles movimentos que todos os tugas fazem, completamente ao contrário do movimento certo, fui vendo vídeos no YouTube e como apanho facilmente as coisas, consegui apanhar e dar-lhe o meu lado” – conta ao Tribuna das Ilhas.

 Blaya nasceu em Fortaleza, no Brasil, mas mudou-se com os pais para Portugal com dois meses. “Morei em Mora, em Moura, em Quarteira, até que parámos em Ferreira do Alentejo”, conta. Começou a escrever letras e a rappar aos 14 anos, até que parou de cantar para dançar. “No Alentejo o rap não tinha muita saída”, explica.

Chegou a fazer parte de um grupo de hip-hop feminino com Dama Bete, as Blacksystem, mas foi nos Buraka Som Sistema que se tornou conhecida, primeiro como a bailarina dos calções curtinhos e depois como MC.

Há alguns anos que dá aulas de kuduro na Jazzy Dance Studios, em Lisboa, todas as segundas-feiras – quando não está em digressão. “Um amigo dava lá aulas de dancehall, mas foi para a Suécia e tinha de arranjar alguém para o substituir. Sugeri dar aulas de kuduro e começaram a aparecer pessoas.”

Com as aulas e os concertos de Buraka tem agora também de conciliar a apresentação de “Superfresh”, o seu primeiro EP a solo. O projecto não tem nada a ver com kuduro e é uma mistura de electrónica, R&B, funk e rap, que Blaya há muito tempo planeava, mas não tinha tempo para concretizar.

“Agora estou com os Buraka mas como não temos concertos estou empenhada nas minhas aulas de dança, pelo que a música vai vir no próximo ano. Preciso me focar numa coisa de cada vez só senão nada vai para a frente” – adianta ao nosso semanário, contando que “neste momento tenho um projeto com 4 bailarinos que dão a volta a Portugal a dançar e a ensinar quatro estilos diferentes”.

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